Ler Beast Alert – Capítulo 68 Online

❀ Capítulo 68
Jeongseo acabou levantando a mão em cumprimento.
Ha Sumin, que havia corrido até ele, agora estava ali, mexendo de forma sem jeito na própria franja.
— Ouvi dizer que hoje é dia de feira. Eu não venho aqui desde que era criança.
Mesmo sem ninguém ter perguntado por que ele estava na feira, Ha Sumin se explicou primeiro.
Pensando bem, Jeongseo percebeu que nunca tinha ido à feira com amigos, nem mesmo com Pyo Yoontae.
Aceitando que agora tinha alguém para explorar e conversar junto, Jeongseo decidiu aproveitar o momento.
Os dois andaram pela feira, olhando as barracas e comprando o que precisavam.
Quando já tinham comprado quase tudo, Jeongseo se virou para Ha Sumin com uma pergunta que vinha martelando em sua cabeça.
— Sua casa é em Dangang, né?
Na verdade, ele queria perguntar se Sumin morava no condado de Dangang, mas era comum simplificar assim.
— Ah, sim. Migok-ri.
— Então a feira é super perto. Você devia vir mais vezes — tem muita coisa pra comprar.
— O que você costuma comprar aqui? Não é mais fácil ir ao mercado ou pedir entrega? Por que se dar ao trabalho de vir até a feira?
Ha Sumin olhou para as sacolas plásticas nas mãos dos dois. Jeongseo seguiu seu olhar, refletindo sobre a pergunta.
Na casa dele não havia entrega no mesmo dia ou durante a noite, mas as encomendas ainda chegavam, e havia um grande supermercado a uma viagem de ônibus, na cidade vizinha.
Objetivamente, o mercado ou a entrega eram mais convenientes e ofereciam mais variedade.
Após um momento de hesitação, Jeongseo apontou para uma loja de bolinhos de arroz em um canto da feira.
— Quando eu era pequeno, sempre que vinha aqui com a minha avó, ela comprava injeolmi e baramtteok pra mim naquela loja.
Ha Sumin olhou para a loja indicada, quando um estrondo alto o fez se assustar.
Ele se encolheu, fazendo Jeongseo rir.
— Minha avó também adorava a pipoca de lá.
Ao vir à feira, Jeongseo inconscientemente vinha revivendo memórias com sua avó.
Para ele, essas lembranças eram muito mais valiosas do que a conveniência das compras modernas.
Pensar na avó fez seu nariz arder, e ele fungou discretamente.
Mesmo achando que já tinha aceitado sua ausência, cada nova lembrança de que ela não estava mais ali o deixava triste.
— Jeongseo, você está chorando?
As pupilas de Ha Sumin tremeram ao notar os olhos avermelhados de Jeongseo.
Pelas conversas deles, Sumin sabia que Jeongseo morava sozinho e havia deduzido que sua avó tinha falecido.
— Pensar na minha avó me deixou um pouco triste.
— Ah… me desculpa…
Enquanto Sumin se preocupava por tê-lo deixado chateado, Jeongseo balançou a cabeça e enxugou os olhos.
— Não, está tudo bem! Graças a você, acho que vou gostar mais de vir à feira daqui pra frente.
— Gostar mais…?
Por que revisitar um lugar cheio de memórias da avó o tornaria mais agradável?
Sumin olhou para Jeongseo, confuso.
— Sim. Ultimamente eu só vinha, comprava o que precisava rápido e ia embora. Mas agora posso andar por aqui e sentir como se estivesse fazendo compras com a minha avó de novo. Isso torna tudo mais significativo.
— Mas isso não te deixaria triste? Se você continuar lembrando dela?
— Talvez. Mas despedidas são assim mesmo — são naturalmente tristes.
— …Então sua avó não ficaria chateada com isso?
Como aquele ditado sobre espíritos que não conseguem seguir em frente quando os vivos não conseguem desapegar.
Mesmo hesitante em tocar no assunto, Sumin não gostava de ver Jeongseo triste.
Jeongseo parou de andar e olhou para ele, enquanto o som de um rio próximo chegava até eles.
Sem perceber, tinham caminhado até a saída da feira.
— Acho que minha avó preferiria que eu lembrasse dos momentos felizes que tivemos juntos, em vez de tentar esquecê-la. Só porque eu não posso mais vê-la não significa que devo abandonar o que foi importante pra mim.
Os olhos castanhos de Jeongseo brilhavam como pedras preciosas, e algo dentro de Ha Sumin cresceu rapidamente, enchendo seu peito de calor.
Um arrependimento passou por ele — se ao menos tivesse se aproximado de Jeongseo no primeiro ano, poderia ver esse lado dele com mais frequência.
Sem jeito, as bochechas de Sumin coraram.
Ele desviou o olhar e murmurou:
— …Você tem razão.
— Viu? Eu sabia que você ia concordar!
Jeongseo sorriu radiante, assentindo animado ao avistar uma barraca de taiyaki.
— Ei, Sumin, quer um? Eu pago!
— Ah? Uh… claro…
Mesmo evitando contato visual, Jeongseo não se importou.
Segurando o braço de Sumin, ele o puxou até a barraca.
Apesar do frio, Sumin sentia claramente o calor do toque de Jeongseo através do casaco grosso.
Ele tinha saído às pressas só para passar um tempo com ele.
Mas agora, palavras não ditas se acumulavam em sua garganta, seus lábios tremendo como se quisessem falar.
Observando Jeongseo comprar os bolinhos, Sumin se pegou encarando a parte de trás de sua cabeça arredondada, enquanto seus sentimentos se tornavam cada vez mais complicados.
Eles se sentaram em um banco perto da margem do rio para comer.
O vento frio que vinha da água cortava o ar, mas o calor dos bolinhos recém-feitos era reconfortante.
O recheio de feijão doce era delicioso e satisfatório.
Jeongseo, olhando para o rio, percebeu que Sumin mal tinha tocado no seu.
Virando-se para ele, perguntou:
— O que foi? Você não gosta?
Assustado, Sumin acenou com as mãos rapidamente.
— Não, eu gosto! Está delicioso.
— Então o que foi? Você está distraído faz um tempo.
— Bem… é que…
Hesitante, Sumin se inclinou levemente para trás.
Será que estava com frio?
Seu rosto corado sugeria o contrário.
Jeongseo esperou pacientemente, observando-o com atenção.
O coração de Sumin batia forte, e seu nervosismo era visível em seus olhos inquietos.
— Você disse… que você e o Pyo Yoontae são só amigos, né?
Surpreso com a menção, Jeongseo inclinou a cabeça, lembrando da conversa deles no início do semestre.
Ele assentiu, confuso.
Sumin abaixou o bolinho para o colo e disse, hesitante:
— Se vocês ainda são só amigos… então e eu?
Jeongseo congelou, enquanto o silêncio entre eles se tornava pesado, cheio de tensão.
Por um tempo, Jeongseo ficou ali, encarando Ha Sumin sem dizer uma palavra.
Só muito depois ele conseguiu soltar um atônito:
— Hã?
Ha Sumin, embora já esperasse essa reação, não conseguiu evitar sentir um amargo incômodo.
Afinal, ele achava que tinha deixado seus sentimentos óbvios o suficiente para que Jeongseo percebesse.
Era a primeira vez que se declarava, e ele não tinha imaginado o quão nervoso ficaria.
As palavras não saíam novamente, deixando-o travado de forma constrangedora.
Talvez ter se declarado antes do planejado tivesse contribuído para seu nervosismo.
Limpando a garganta, Ha Sumin decidiu tentar falar mais suavemente dessa vez.
Antes, o nervosismo o fez falar alto demais.
— Seo Jeongseo, eu… eu gosto de você.
Ele parou ali, sem conseguir reunir coragem para dizer “vamos namorar”.
Envergonhado, fechou a boca após a breve confissão.
Jeongseo não respondeu.
Ele apenas piscava, de olhos arregalados, como se tentasse processar o que acabara de ouvir.
Percebendo isso, o rosto de Ha Sumin ficou tão quente que parecia que ia derreter.
No fim, foi Ha Sumin quem não conseguiu suportar o clima constrangedor.
Ele se levantou abruptamente, dando um passo para trás, ainda com o rosto completamente vermelho.
— Você não precisa responder agora. Só pensa nisso… e depois me diz. Eu vou indo!
Antes que Jeongseo pudesse sequer dizer algo, Ha Sumin se virou e saiu correndo, deixando-o olhando, atônito, para suas costas se afastando.
— …Ele acabou de dizer que gosta de mim?
Jeongseo murmurou baixinho, mas não havia ninguém por perto para responder.
Jeongseo nem lembrava como tinha chegado em casa.
Sua mente estava completamente embaralhada, tentando lidar com a confissão totalmente inesperada de Ha Sumin.
Ele já tinha recebido uma confissão antes, no primeiro ano do ensino médio, mas tinha sido de um completo desconhecido, o que tornou a rejeição simples.
Mas Ha Sumin era um amigo. Era a primeira vez que isso acontecia com Jeongseo, e, embora sua resposta parecesse clara em seu coração, rejeitá-lo parecia inesperadamente difícil.
Eles eram colegas de classe e ainda por cima sentavam lado a lado.
Só de imaginar o constrangimento inevitável que viria depois já era o suficiente para embrulhar seu estômago.
E, enquanto pensava nisso, ele não conseguiu deixar de perceber um paralelo inquietante entre sua situação atual e um possível futuro em que ele se declarasse para Pyo Yoontae.
A ideia de Pyo Yoontae o rejeitando de forma desconfortável atravessou o peito de Jeongseo como uma dor aguda.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler Beast Alert Yaoi Mangá Online
Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert