Ler Beast Alert – Capítulo 53 Online


Modo Claro

❀ Capítulo 53

— Especialmente em híbridos, a probabilidade de gravidez cai drasticamente entre espécies diferentes, por isso fenótipos dominantes são mais prevalentes. Os feromônios sinalizam que o corpo está pronto para a reprodução e ajudam a sincronizar com o parceiro para… hum… condições ideais de acasalamento.
O médico lançou um olhar nervoso para Jeongseo, tropeçando nas últimas palavras.
Mesmo sendo apenas teoria, era um assunto delicado para abordar com alguém da idade dele.
— Basicamente, os feromônios aumentam a excitação mútua para incentivar, ahn… uma intimidade prolongada. Você entende o que quero dizer, não é?
O médico desviou o olhar para a mãe de Jeongseo, que, igualmente constrangida, apenas o encarou.
— Os feromônios servem para aumentar a probabilidade de concepção. Em pessoas com níveis baixos, como traços recessivos, a presença de um parceiro reprodutivo adequado pode ativar um esforço instintivo para maximizar a produção de feromônios. Não tem a ver com promiscuidade — é simplesmente biologia. A reprodução é o instinto mais fundamental de todos os seres vivos, muitas vezes sobrepondo o controle racional.
Também há evidências de que as glândulas de feromônio se tornam mais ativas quando você tem sentimentos pela outra pessoa.
A última observação do médico atingiu Jeongseo como um relâmpago, fazendo-o enrijecer.
Ele engoliu em seco e olhou de relance para a mãe, aliviado por ela não parecer ter percebido nada de estranho.
— De qualquer forma, não é nada preocupante. Mesmo com um aumento significativo, um recessivo não se transforma em dominante. Apenas certifique-se de tomar a medicação conforme prescrito.
— Sim, entendi…
A consulta terminou e, após pegarem a receita, Jeongseo e sua mãe voltaram para casa no sedã branco.
— Aquele Alfa dominante da sua turma… é o Pyo Yoontae?
Jeongseo se encolheu levemente, mas assentiu.
— S-Sim, é o Yoontae.
— Entendi.
Um silêncio desconfortável preencheu o carro.
Do banco do passageiro, Jeongseo olhou de lado para a mãe, cujo perfil parecia mais pensativo do que o normal.
— Nem seu pai, nem seu irmão, nem eu entendemos muito sobre fenótipos. Mas, se algo acontecer, nos avise imediatamente. Fique mais atento ao seu entorno e lembre-se de que você sempre pode vir para casa se precisar.
— Tá bom…

❀ ❀ ❀

Por hábito, Jeongseo acordou cedo mesmo ali.
Sem nada específico para fazer, levou Seobok para um longo passeio pelas trilhas próximas.
Talvez por causa do porte grande de Seobok ou de sua aparência imponente, mesmo de manhã cedo, os corredores não conseguiam evitar olhar para ele.
Quando voltaram para casa, o lugar estava vazio.
A mãe de Jeongseo já havia saído para o trabalho, e seu irmão mais velho, que se formaria naquele ano, passava os dias no laboratório, saindo cedo e voltando tarde.
Já era raro que se encontrassem.
Mais tarde, Jeongseo levou Seobok para outro passeio e depois se jogou no sofá espaçoso da sala, mudando os canais da TV com expressão entediada.
Ele não gostava muito de assistir televisão, então, depois de trocar de canal sem rumo por um tempo, pegou o celular.
Enquanto rolava o Motube, Seobok abanou o rabo e se aproximou.
Sem se levantar, Jeongseo escorregou do sofá para o chão.
Seobok imediatamente começou a lamber seu rosto, e Jeongseo caiu na risada com a sensação de cócegas.
— Ah, é mesmo! Seobok, olha isso. Você não consegue fazer isso, né?
Sentando-se de repente, Jeongseo começou a alternar entre esconder e mostrar suas orelhas.
Seobok inclinou a cabeça, observando o movimento, e então latiu.
Jeongseo vinha praticando esconder as orelhas e a cauda com frequência.
Apesar do esforço, ainda não conseguia fazê-las desaparecer ao mesmo tempo.
Em vez disso, só tinha ficado mais rápido em alternar entre uma e outra.
Na verdade, ele já tinha chegado ao ponto de conseguir fazer a cauda reaparecer enquanto alternava.
Enquanto brincava com Seobok, o som da porta da frente se abrindo chamou sua atenção.
Tanto o cachorro quanto a doninha ergueram as orelhas e olharam para a entrada.
Quem entrou foi ninguém menos que seu irmão.
Por um momento, Jeongseo achou que tinha perdido a noção do tempo e olhou para a janela, mas o sol ainda brilhava forte.
— Mas que—! Hyung, por que você chegou tão cedo?
Feliz, Jeongseo foi correndo até ele, e Seo Kanghyun afagou carinhosamente a cabeça do irmão mais novo.
— Nosso bebê está em casa, então é claro que o hyung também precisa estar. Trouxe sobremesa. Quer?
Nas mãos de Seo Kanghyun havia um pote de sorvete e uma pequena caixa de bolo.
Jeongseo, que estava com vontade de doce, engoliu em seco e assentiu energicamente.
— Então arruma a mesa com pratos, colheres e garfos. Vou me lavar e trocar de roupa.
— Tá bom! Volta logo!
Segurando as sobremesas, Jeongseo observou Seo Kanghyun ir para o quarto, até parar e gritar:
— Não come nada ainda!
— Não vou!
Jeongseo não era mais criança; tinha autocontrole suficiente para esperar.
Quando era pequeno, porém, seu apetite era tão grande que ele chegava a fazer birra por comida, até mesmo quando estava doente demais para comer.
Talvez fosse por isso que agora fosse tão saudável.
Ele colocou dois pratos, duas colheres e dois garfos.
Graças ao seu olfato apurado, o aroma doce do bolo era intenso, e ele segurou o garfo com força.
Pelo cheiro, era bolo de mousse de chocolate com mirtilo.
O sorvete parecia ser de baunilha e pistache.
Assim que franziu levemente o nariz, Seo Kanghyun voltou com roupas confortáveis.
— Hyung, você comprou chocolate com menta mesmo?
— Garoto, se você é humano, não pode viver só do que gosta.
Seo Kanghyun falou em tom de sábio, e Jeongseo fez um biquinho, balançando a cabeça.
Embora não fosse exigente com comida, ele não conseguia entender como alguém podia gostar de chocolate com menta.
Sem querer discutir preferências pessoais, Jeongseo abriu o pote de sorvete em silêncio.
— Vamos separar um pouco para a mãe.
— Tá!
Quando Jeongseo trouxe dois potes com tampa, Seo Kanghyun serviu um pouco de sorvete e um pedaço de bolo, depois fechou tudo.
Um foi para o congelador, o outro para a geladeira. Ao voltar, sorriu e estendeu uma colher para Jeongseo.
Na colher havia uma porção de sorvete de chocolate com menta.
Jeongseo franziu a testa e balançou a cabeça, mas Seo Kanghyun insistiu, incentivando-o a provar só uma vez.
Após hesitar, Jeongseo finalmente aceitou.
O sabor refrescante da menta e o doce se espalharam pela língua, seguidos pelo gosto de chocolate.
— E aí? Dá para comer, não dá?
Com uma expressão ambígua, Jeongseo mexeu levemente as orelhas.
Não era exatamente do seu gosto, mas também não era ruim.
Depois de inclinar a cabeça pensativo, assentiu relutantemente.
Na verdade, Jeongseo já não rejeitava completamente chocolate com menta porque Seo Kanghyun o fazia experimentar desde pequeno.
Com o tempo, parecia que ele tinha sido treinado para gostar.
Depois de terminarem as sobremesas, Jeongseo se sentiu satisfeito.
Enquanto lavava a louça na cozinha, notou Seo Kanghyun relaxando no sofá.
Um sorriso travesso surgiu em seu rosto.
Ao se abaixar sob a mesa, seu corpo desapareceu de repente, deixando apenas as roupas no chão.
De dentro da camiseta branca, algo pequeno e inquieto saiu pela manga — uma pequena doninha.
A doninha correu furtivamente para debaixo do sofá e mordeu levemente o tornozelo de Seo Kanghyun.
— Q-que diabos—!
Assustado, Seo Kanghyun pulou, mas logo percebeu que era a doninha.
Ao ver os olhos redondos e o pelo marrom, soltou um suspiro de alívio; por um instante, seu coração tinha despencado.
A doninha olhou para Seo Kanghyun, tocou de leve seus dedos do pé e saiu disparada.
Seu corpo esguio e ágil ondulava como o de um peixe, cheio de energia brincalhona.
Entendendo imediatamente a intenção de Jeongseo, Seo Kanghyun entrou na brincadeira.
Emitindo pequenos sons agudos, Jeongseo avançava em direção a ele e depois girava e fugia sempre que o irmão chegava perto.
Ele acabou se escondendo atrás da geladeira, provocando Seo Kanghyun até ser alcançado.
Brincando assim pela primeira vez em muito tempo, o espírito competitivo de Seo Kanghyun despertou.
Apesar de anos tentando, ele nunca tinha vencido Jeongseo em uma brincadeira de pega-pega quando ele estava em forma de doninha.
A confusão divertida entre humano e doninha correndo pela casa finalmente chamou a atenção de Seobok.
Levantando a cabeça da almofada, o cachorro latiu alto ao ver a doninha correndo.
Seo Kanghyun se assustou com o latido e virou-se para ver Seobok disparando em direção a Jeongseo.
Com a boca aberta, Seobok avançou.
Seo Kanghyun entrou em pânico, sabendo que nenhum humano conseguiria correr mais rápido que um cão-lobo.
— Nããão!
Seobok saltou e abocanhou a doninha.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

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Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert

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