Ler Beast Alert – Capítulo 48 Online


Modo Claro

❀ Capítulo 48

— O quê…? Caiu a ligação?
Pyo Yoontae ficou encarando o celular, atônito.
Sem dúvida, Hayan tinha deixado ele ouvir tudo de propósito só para provocá-lo.
Yoontae não conseguia entender por que Seo Jeongseo gostaria de ir embora com alguém assim.
Naquele momento, ele queria ir atrás dos dois.
Mesmo que Jeongseo não percebesse, desde o dia do festival esportivo, sua popularidade vinha crescendo online, e cada vez mais caras começavam a se interessar por ele.
Os comentários nas fotos iam de “Quem é esse garoto fofo?” até “Essas orelhas são de verdade?”
Cada reação o irritava profundamente.
Depois que ele disse para todo mundo da turma que Jeongseo não os odiava de verdade, as pessoas já estavam começando a se aproximar dele em massa.
Só de pensar no que poderia acontecer se essa atenção continuasse aumentando já lhe dava dor de cabeça.
Enquanto pressionava os dedos contra a têmpora, Yoontae estava prestes a ligar de volta quando—
— Yoontae, a Seola chegou.
Relutante, ele guardou o celular no bolso ao ouvir a voz da mãe atrás dele.
— Sim, já estou indo.
Pyo Seola, sua única irmã, era mais velha que ele.
Conhecida por seu gosto impecável e sua abordagem moderna da beleza tradicional coreana, ela era frequentemente elogiada como um gênio criativo.
Ela estava morando e estudando na França, mas decidiu tirar uma pausa repentina e voltou para a Coreia hoje.
Saindo do canto onde estava, ele viu sua mãe, Han Jaehee, parada com sua avó, Jung Sunja, logo atrás.
Se soubesse que sua avó também estaria ali, nem teria faltado à escola naquele dia.
Embora estivesse irritado por não terem avisado antes, ele guardou isso para si.
Quando se juntou a elas, os três seguiram em direção ao portão.
Fazia tempo que sua mãe não via a filha, e um leve rubor de felicidade coloria seu rosto normalmente pálido.
Nesse momento, no meio da multidão, uma mulher de longos cabelos negros e lisos, usando uma blusa ombro a ombro que se ajustava à pele clara e uma calça boot-cut azul-escura, caminhou com confiança.
Era Seola.
Embora seu olhar gentil lembrasse o da mãe, sua presença geral era marcante.
Assim que viu a mãe acenando, a expressão de Seola suavizou instantaneamente.
— Mãe! Vovó!
A aura distante que tinha momentos antes desapareceu quando Seola, de salto alto, correu até elas, irradiando uma energia contagiante que chamou a atenção de todos ao redor.
Algumas pessoas até tiraram fotos.
Em pouco tempo, matérias como “O reencontro da família Pyo — Pyo Seola retorna” e fotos daquele momento estariam circulando nas redes sociais.
Mesmo sem grande presença na mídia, Seola já era uma celebridade com mais de 700 mil seguidores, então havia muita gente que a reconhecia.
— Seola, como você tem estado?
Seola, envolvendo a mãe em um abraço apertado, assentiu com tanta empolgação que parecia que abanaria o rabo, se tivesse um.
Depois, abraçou a avó, cujo rosto normalmente reservado se abriu em um grande sorriso diante da animação da neta.
— Faz tanto tempo, vovó! Como a senhora está?
— Ah, estou bem, querida.
— A senhora está radiante, vovó!
Seola brincou com carinho e, então, ao avistar Yoontae, que permanecia quieto ao fundo, o abraçou também.
O rosto dele azedou imediatamente.
— Está querendo morrer?
— Ah, qual é, você não percebeu que estão tirando fotos? Se comporta, se não quiser que surjam boatos.
— Por que você não se preocupa com isso?
Quando Yoontae tentou afastá-la, ela se soltou com facilidade, como se já pretendesse fazer isso, e lançou um olhar provocador.
— Bom, você cresceu desde a última vez que te vi. Está bem bonito, maninho.
Yoontae sorriu de forma sarcástica.
— E você está mais bonita do que nunca.
Ele apenas repetia as próprias palavras dela, mas um músculo em seu olho tremeu.
Yoontae franziu o nariz, e Seola virou o rosto, fingindo não ter visto, voltando para a avó.
— Vovó, estou morrendo de fome. Vamos comer logo.
Entrelaçando o braço ao da avó, Seola liderou o caminho, com a mãe e Yoontae seguindo atrás, fingindo compartilhar do clima animado enquanto deixavam o aeroporto.
O destino era um restaurante tradicional coreano que Seola não parava de comentar desde antes de chegar.
Como a mãe havia reservado uma sala privada, eles foram acomodados imediatamente.
Assim que se sentou, Seola esticou as longas pernas sob a mesa.
Seu pé encostou no de Yoontae, e ela o cutucou com a ponta do sapato, mas ele apenas recuou a perna, sem reagir.
Se você continuasse dando atenção a Seola, ela não pararia até se entediar.
Desde criança, ela era do tipo que precisava vencer a qualquer custo.
E, mesmo depois de vencer, continuava brincando com o “oponente” até ele perder o interesse nela.
Ele já tinha perdido a conta de quantas vezes sofreu por causa disso.
Pouco depois de se sentarem, o mingau e os acompanhamentos chegaram.
Seola desviou a atenção de Yoontae, que não reagia às provocações, e pegou os hashis com entusiasmo.
— Eu senti tanta falta dessa comida!
— Coma o quanto quiser enquanto estiver aqui, Seola.
— Pode deixar!
Assim que a avó começou a comer, a refeição teve início, cheia de conversas animadas e pratos compartilhados. Yoontae, porém, permaneceu em silêncio.
Ele não tinha muito a dizer, e sua família já estava acostumada com seu jeito quieto, então não acharam estranho.
Mas os olhos de Seola se estreitaram ao ver o bossam e o hong-eo (arraia fermentada) chegarem.
Yoontae, que não gostava de hong-eo, pegou apenas a carne para comer.
— Ainda é uma criança, Yoontae? Não vai comer o hong-eo?
— Por que você não come mais?
Respondendo com irritação, Yoontae recebeu um leve tapa na coxa da mãe.
— Yoontae, não é assim que se fala com sua irmã depois de tanto tempo.
— Sim, me desculpe.
O pedido de desculpas automático deixou Jaehee um pouco sem graça, mas ela deixou passar.
Yoontae só queria escapar daquele jantar desconfortável e se perguntou o que Jeongseo estaria fazendo naquele momento.
Com sorte, estudando com Hayan — ou melhor ainda, já em casa.
— Então, quanto tempo você vai ficar na Coreia?
— Não muito, só umas duas semanas.
— Vai ficar em Seul?
— Ainda estou decidindo. O papai provavelmente não vai ficar feliz em me ver, então talvez eu fique com a vovó e a mamãe no interior.
Seola lançou um olhar de canto para Yoontae.
Lá vem ela de novo.
Yoontae quase disse “Para de falar besteira”, mas se conteve, sabendo que não valia a pena provocá-la.
Jaehee, no entanto, olhou para Yoontae, percebendo sua reação.
— Você não vai ficar entediada? Não tem muita coisa para fazer lá.
— Eu gosto da tranquilidade. Mãe, você nunca fica entediada só ficando com o Yoontae?
— Não, eu adoro ter meu filho por perto.
Seola parecia avaliar algo, com o olhar afiado.
Nesse momento, Jung Sunja aproveitou a oportunidade para acrescentar:
— Seola, você também pode ficar na nossa casa. É uma pena que o Yoontae nunca tenha me visitado.
— O quê, Yoontae? Você nunca visitou a vovó?
— Bem, achei que ele estaria ocupado com a escola, mas pensei que viria pelo menos uma vez no fim de semana.
De repente, os olhares das duas se voltaram para Yoontae.
Ele sabia que tipo de resposta elas queriam.
Normalmente, ele evitaria o conflito, mas vinha segurando a irritação o dia inteiro.
Colocando os hashis sobre a mesa, ele encarou a avó diretamente.
— Ah, eu não sabia que era bem-vindo. Bom saber.
— Já que a senhora me detesta tanto.
Um lado de sua boca se curvou em um sorriso torto, e os olhos da avó se arregalaram levemente antes de endurecerem em um olhar severo.
O clima pesado que tomou o ambiente deixou apenas Han Jaehee visivelmente desconcertada, sem saber como reagir.
Ela olhou de um lado para o outro, confusa, sem saber de que lado ficar.
Pyo Yoontae suspirou e se levantou.
— Já volto. Por favor, aproveitem a refeição.
Ao sair da sala, ouviu alguém murmurar em voz baixa:
— Esse garoto, até o fim…!
Sentindo o humor piorar ainda mais, Pyo Yoontae seguiu para o banheiro, com o cenho franzido.
No espelho, seu reflexo denunciava emoções que ele não conseguia esconder completamente.
— Ha… eu realmente não quero voltar.
Ele considerou simplesmente ir embora e voltar para casa, mas sabia que sua mãe ficaria decepcionada.
Para se acalmar, lavou as mãos com água fria e tirou o celular.
Será que deveria ligar para Seo Jeongseo?
Ele hesitou, sabendo que, se Jeongseo ouvisse sua voz tensa, ficaria preocupado demais.
Yoontae gostava do fato de Jeongseo se importar com ele, mas… não queria compartilhar problemas familiares como aquele.
Relutante, guardou o celular novamente.
Pensando que o clima no salão já devia ter melhorado, Yoontae voltou em direção à sala.
Quando estava prestes a abrir a porta, vozes chegaram até ele.
— Eu me pergunto quando aquele garoto, Yoontae, vai finalmente amadurecer. É tudo porque você o mimou demais.
A mão de Yoontae congelou.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

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Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert

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