Ler Beast Alert – Capítulo 13 Online


Modo Claro

❀ Capítulo 13

Jeongseo estava convencido de que Pyo Yoontae definitivamente iria até aqueles alunos.
Afinal, eles o chamavam em grupo, enquanto ele estava sozinho.
Os olhos castanhos de Jeongseo vacilaram.
— Estão te chamando ali…
“Não deveria ir?”
O resto da frase não saiu de sua boca.
Pyo Yoontae olhou para ele por um momento e depois desviou o olhar.
— Bem, não há necessidade de ir.
Ele murmurou secamente e voltou a encará-lo.
Parecia que seu rosto começava a arder novamente, como quando foi atingido pela bola.
— Agora, eu quero ficar com você.
O coração de Jeongseo disparou, rápido e forte, como durante o jogo de queimada.
Sentindo um formigamento estranho no peito, ele esfregou de forma desajeitada a região do esterno e murmurou:
— Então… faça como quiser!
Jeongseo se virou como se estivesse irritado, mas segurou firme a mão de Pyo Yoontae, com medo de que ele soltasse seu pulso.
Enquanto saía do ginásio, suas bochechas estavam levemente infladas de satisfação.
Ao ver aquilo mesmo por trás, Pyo Yoontae não conseguiu conter um sorriso silencioso.

❀ ❀ ❀

Os dois se sentaram lado a lado em um banco perto do ginásio.
Jeongseo esticou as pernas à frente e levantou o rosto.
Acima deles, vinhas de glicínia se entrelaçavam de forma desordenada, deixando passar apenas pequenos feixes de luz.
Eles não trocaram muitas palavras, mas, para Jeongseo, já era incrível ter alguém sentado ao seu lado.
— Eu costumava sentar aqui sozinho o tempo todo porque a sombra é boa e a brisa é perfeita.
Os dedos dos pés de Jeongseo se mexiam acompanhando o leve balançar de sua cauda castanha.
— Mas parece ainda melhor agora que estamos juntos.
Enquanto olhava para o campo esportivo à frente, Pyo Yoontae apoiou o queixo na mão e virou o rosto para ele.
A brisa fresca da primavera fazia seu cabelo castanho balançar levemente.
— Então você pode ficar comigo a partir de agora.
Só quando a voz baixa de Pyo Yoontae chegou aos seus ouvidos que Jeongseo virou o rosto.
— Com você?
— É, comigo.
Pyo Yoontae apontou para si com o dedo indicador, sorrindo com os olhos.
Jeongseo sentiu os lábios tremerem ao tentar conter um sorriso.
Qualquer um perceberia que ele estava tão feliz que não sabia o que fazer, mas, de repente, virou o rosto bruscamente.
— Nem pensar.
— …O quê?
A resposta foi inesperada.
Pyo Yoontae franziu levemente a testa, sem que Jeongseo percebesse.
— Você é muito malvado comigo. E não disse que não fala com feras selvagens? Pois eu também sou uma, sabia?
Se perguntando se ele falava sério, Pyo Yoontae se aproximou.
Quanto mais perto chegava, mais Jeongseo virava o rosto para esconder a expressão.
— Então retire o que disse sobre não falar com feras selvagens.
“Ele ainda está preso nisso, hein?”
Pyo Yoontae conteve o riso e respondeu:
— Tudo bem, eu retiro.
As orelhas castanhas de Jeongseo se ergueram imediatamente.
Ele olhou de lado e virou o rosto devagar.
— …Sério?
Seus olhos semicerrados estavam cheios de desconfiança.
Pyo Yoontae assentiu gentilmente.
— Sério.
Na verdade, Pyo Yoontae não gostava de conversar com a maioria das criaturas que falavam, não apenas com feras selvagens.
Ele apenas destacava essas porque a arrogância característica delas o irritava mais; não havia um motivo especial.
“Mas este aqui… nem sei se posso chamá-lo de fera selvagem.”
Ele lançou um olhar para Jeongseo, bem menor que ele, e lembrou do jogo de queimada.
Pelo que viu, ele definitivamente era uma fera selvagem.
Mas completamente diferente das que ele odiava.
Resistindo à vontade de provocá-lo, Pyo Yoontae apenas tocou levemente suas orelhas, que tremiam em resposta às palavras.
As orelhas fofas estremeceram.
Comparadas às de outros animais, as de Jeongseo eram menos ativas, mas ainda assim expressavam muito.
Quando Pyo Yoontae continuou cutucando, Jeongseo acabou sacudindo a cabeça com força.
— Faz cócegas, para com isso!
Jeongseo não entendia por que ele era tão obcecado por suas orelhas.
Ainda assim, era melhor do que ter a cauda puxada.
Ele pressionou as orelhas triangulares com as duas mãos e lançou um olhar irritado.
Pyo Yoontae apenas sorriu de forma provocativa.
“Será que ele também tem orelhas escondidas nesse cabelo preto?”
Tendo crescido entre humanos, Jeongseo quase não havia encontrado outros híbridos, muito menos visto suas formas reais.
Mesmo indo com frequência a Seul por causa do hospital, era difícil distinguir humanos de híbridos quando escondiam orelhas e caudas.
Só no ensino médio ele conheceu muitos, mas, como não era próximo de nenhum, quase nunca viu sequer uma orelha aparecer.
Ele sabia que sua avó, mãe, irmão e até o pai, que via pouco, o amavam muito.
Também os considerava sua verdadeira família, mas às vezes a diferença entre humanos e híbridos parecia enorme demais.
— No que você está pensando tão profundamente? Tem algo na minha cabeça?
Pyo Yoontae passou a mão pelos cabelos pretos.
— Quero tentar uma coisa.
— Tentar o quê?
Os olhos castanhos de Jeongseo brilharam de curiosidade.
Ele hesitou por um instante, depois se inclinou levemente e perguntou, com uma voz tímida e esperançosa:
— Posso tocar nas suas orelhas só uma vez?
As sobrancelhas negras de Pyo Yoontae se moveram.
Ele fechou a boca, incerto, e Jeongseo se apressou:
— Yoontae, você já tocou muito nas minhas! Deixa eu segurar só uma vez!
Pyo Yoontae sabia exatamente do que ele falava.
Hesitou por um momento.
Nem com a própria família ele deixava ver qualquer parte de sua forma real.
Normalmente ignoraria o pedido, mas se inclinou em direção a Jeongseo.
Logo, duas orelhas triangulares surgiram entre seus cabelos negros.
Os olhos de Jeongseo se arregalaram.
— Suas orelhas… são fofas!
Ele sussurrou, admirado, e tocou nelas com cuidado.
Elas se mexeram muito mais do que as dele.
Encantado, Jeongseo cutucou mais algumas vezes antes de virar o corpo e segurar ambas.
Beliscou levemente as pontas com o polegar e o indicador, tomando cuidado para não machucar.
O pelo era curto, um pouco áspero, mas macio. A pele por baixo era lisa e agradável ao toque.
Embora fossem parecidas com as dele, era diferente tocar nas orelhas de outra pessoa.
Enquanto mexia nelas, elas se agitavam vigorosamente.
Ele não conseguia acreditar que se moviam tão livremente.
— Até quando vai ficar tocando?
Pyo Yoontae, inclinado para facilitar, ergueu um pouco o rosto.
Com isso, os braços de Jeongseo se levantaram, e os olhos dourados ficaram diretamente voltados para ele.
Assim que seus olhares se encontraram, Jeongseo sentiu um estranho déjà vu.
A imagem fugaz de um gato preto que vira quando criança passou por sua mente.
Nesse instante, as orelhas desapareceram.
Jeongseo esticou o pescoço instintivamente para verificar atrás dele.
Mas não havia nada.
Nesse momento, um colega chamou da entrada do ginásio:
— Ei! O líder da turma mandou vocês voltarem! A aula já vai começar!
— Quando?
— Não sei, em uns 10 ou 15 minutos.
— Voltem antes disso.
O colega repetiu o aviso e saiu.
Jeongseo percebeu quanto tempo havia passado.
Como sempre ficava sozinho, até no primeiro ano, ele voltava ao ginásio quando achava que era a hora.
Quando se está sozinho, o tempo sempre passa devagar.
Ele olhou para o topo da cabeça de Pyo Yoontae, com olhos cheios de arrependimento.
— Quer que eu mostre de novo?
Para surpresa dele, Jeongseo balançou a cabeça.
— Não, eu toco de novo na próxima vez.
Mesmo sem promessa alguma, ele já tinha certeza de que haveria uma próxima vez.
Pyo Yoontae não contestou.
— Mas por que suas orelhas ainda estão de fora, Jeongseo? O que aconteceu com o que te ensinei antes?
Ao ver como ele escondia as próprias orelhas com facilidade, Jeongseo sentiu vergonha.
Tinham a mesma idade, mas ele não conseguia fazer o mesmo.
— Eu tentei, mas não dá certo…
— É difícil… eu não entendo direito…
Ele murmurou, com a fala meio arrastada, quase choramingando.
Bateu o pé no chão, frustrado, enquanto a cauda balançava atrás da cadeira.
Pyo Yoontae o observou em silêncio.
Esconder orelhas e cauda era um instinto natural, normalmente aprendido com o crescimento.
Mas, tendo sido criado por humanos, Jeongseo parecia não ter desenvolvido isso.
Aprender observando era muito diferente de aprender só ouvindo.
— Primeiro, tente esconder as orelhas.
Jeongseo assentiu. Logo, suas orelhas desapareceram.
— Agora tente esconder a cauda também.
Ele assentiu de novo, fechou os olhos com força e a cauda sumiu dentro da calça, como se fosse puxada para dentro.
Mas, ao mesmo tempo, suas orelhas voltaram com um “boing”.
Por um instante, Pyo Yoontae ficou sem palavras.
Como aquilo funcionava daquele jeito?
Se não conseguisse esconder nenhuma, até faria sentido.
Jeongseo percebeu o constrangimento e desviou o olhar.
Pyo Yoontae suspirou e se inclinou.
— Eu vou te mostrar, então observe bem.
— Mostrar o quê…?
Os olhos de Jeongseo se arregalaram.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

Ler Beast Alert Yaoi Mangá Online

Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert

Gostou de ler Beast Alert – Capítulo 13?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!