Ler Beast Alert – Capítulo 111 Online


Modo Claro

❀ Capítulo 111

​”Viagens de MT da faculdade são divertidas!”
Jeongseo sorriu com orgulho, sentado ao lado da caixa de refrigerantes que ganhara na caça ao tesouro mais cedo. Como era de se esperar de um departamento cheio de estudantes fisicamente ativos, todo o itinerário fora focado em movimento. Era praticamente um mini torneio esportivo. Jeongseo se saíra muito bem, ganhando elogios de seus veteranos, e seu peito se estufou de satisfação. Ele já estava planejando como se gabaria para Pyo Yoontae quando chegasse em casa.
​Enquanto observava um veterano grelhar carne, seu celular vibrou no bolso. Era uma mensagem de Pyo Yoontae.
​[Gato Preto]: Jeongseo, não se transforme em doninha em qualquer lugar. (18:21)
​O que diabos era aquilo? Jeongseo inclinou a cabeça, confuso, e digitou rapidamente:
​— Eu não me transformo! Eu sou muito bom em esconder minhas orelhas e cauda agora!!!
​Ele adicionou vários pontos de exclamação para dar ênfase. Não que importasse — Jeongseo raramente revelava sua verdadeira forma, a menos que fosse na frente de Yoontae ou de sua família.
​Conforme a noite avançava, a festa de bebidas escalonou. Shin Junhee, ainda envergonhado da última vez que bebeu demais, controlava seu próprio ritmo. Enquanto isso, Im Woohyeon estava sentado à frente de Jeongseo, observando-o em vez de se misturar aos outros.
​— Hyung, por que está me encarando assim? Tem algo a dizer?
Jeongseo abriu uma lata de refrigerante e encontrou o olhar de Woohyeon. Woohyeon franziu a testa antes de baixar a voz:
— Jeongseo, aquele bastardo preto…
— Hein? O quê?
​O barulho ao redor era alto demais para Jeongseo captar as palavras. Ele instintivamente se inclinou para frente, levantando os quadris levemente do assento. Mas no momento em que o fez, Woohyeon recuou bruscamente com uma carranca profunda.
​O cheiro de Jeongseo o atingira. Não era um cheiro qualquer — eram feromônios de um Alfa. Não era algo esmagador, mas carregava uma possessividade nítida, o suficiente para fazer a pele de Woohyeon formigar apenas pelo contato. Se aquele era apenas o aroma residual deixado após um tempo considerável, então o parceiro de Jeongseo devia ser um Alfa insanamente dominante.
​Woohyeon, sendo mais sensível a feromônios do que a maioria dos Alfas, estivera mantendo distância de Jeongseo a noite toda por causa disso. Não havia dúvida em sua mente — quem marcara Jeongseo tão profundamente fora aquele bastardo de antes. O cara enorme e intimidador que aparecera de repente no táxi.
​Woohyeon cruzou os braços e recostou-se na cadeira. A mudança em sua atitude foi perceptível, e Jeongseo piscou confuso.
— O quê?
A pergunta foi feita com tanta naturalidade, como se Jeongseo não fizesse ideia do que estava acontecendo. Isso só irritou Woohyeon ainda mais. Ele abriu os lábios como se fosse retrucar, mas se conteve. Em vez disso, levantou-se abruptamente e saiu.
​Tanto Jeongseo quanto Shin Junhee ficaram surpresos.
— Junhee, eu… fiz algo errado agora?
— …Acho que não? Não faço ideia.
​Então por que ele estava agindo assim? Jeongseo ficou intrigado, mas logo afastou o pensamento, pegando uma salsicha recém-grelhada.
​— Filho da puta!
Um xingamento agudo ecoou pelo ar. A cabeça de Jeongseo virou-se para a confusão. Um cara com aparência furiosa segurava outro estudante, Nam Seungho, pelo colarinho. A pele do homem cintilava com escamas de réptil, revelando o quão agitado ele estava. Seungho também não estava calmo; sua cauda ficara eriçada de irritação, balançando agressivamente. Mas, ao contrário da de Jeongseo, a cauda de Seungho era mais peluda e a ponta não era preta. Mesmo considerando os pelos arrepiados pela raiva, a diferença na forma era óbvia.
​Enquanto Jeongseo encarava a cauda de Seungho, Shin Junhee praguejou baixinho e correu para lá.
— Ah, de novo não.
De todas as pessoas que Jeongseo conhecia, Nam Seungho tinha o pior temperamento. Não era surpresa que estivesse constantemente se metendo em brigas. O ambiente ficou tenso e as pessoas começaram a sussurrar.
​— O que está acontecendo?
— Sei lá. Ouvi dizer que o Seungho xingou um veterano primeiro.
— Argh… É por isso que eu odeio doninhas.
​Um dos estudantes que sussurrava olhou para o lado — apenas para encontrar os olhos de Jeongseo. Era Park Doyoung, um colega calouro. Ele sabia que Jeongseo também era um transmutador de doninha. Percebendo o erro, Doyoung forçou uma risada sem jeito e tentou se explicar rapidamente:
— Ah, não! Eu não quis dizer você! Você é diferente, sabe? Não é muito… tipo doninha? Eu estava falando do Seungho…
​Antes que Jeongseo pudesse responder, Doyoung escapou apressadamente.
“Não é muito tipo doninha.”
Provavelmente fora um elogio, considerando a percepção comum sobre as doninhas. Mas Jeongseo nunca ouvira aquilo antes de entrar na faculdade. E, por alguma razão, ele se pegou repetindo as palavras em sua cabeça.
​Então, do nada, um pensamento surgiu:
“Se meus pais estivessem vivos, eu seria assim também?”
“Meus pais também eram brutos e agressivos daquele jeito?”
​O MT terminou e Jeongseo finalmente voltou para casa na tarde de sexta-feira. Como Pyo Yoontae só tinha aulas pela manhã às sextas, Jeongseo apenas largou as malas em seu próprio apartamento antes de ir direto para o de Yoontae. No momento em que ia apertar a campainha, a porta se abriu.
​Yoontae puxou Jeongseo para dentro imediatamente, envolvendo-o em um abraço apertado. Ele esfregou o rosto no cabelo de Jeongseo, na bochecha e em qualquer lugar que pudesse alcançar, fazendo Jeongseo explodir em gargalhadas.
​— O que é isso, Yoontae! Isso faz cócegas!
— Nada aconteceu, certo?
— Claro que não! O MT foi muito divertido. Você deveria ter ido também.
— O que eu faria lá sem você?
​Sua voz estava baixa e contida. Jeongseo ficou em silêncio por um momento, sentindo-se subitamente culpado por ter se divertido tanto sem Yoontae. Ele hesitou antes de soltar:
— Eu… eu também senti sua falta, sabe…!
​Diante da desculpa desajeitada, Pyo Yoontae soltou uma risada autodepreciativa. Ele se perguntou o que exatamente esperava ao dizer aquilo. Vendo sua reação, Jeongseo ficou ainda mais inquieto. Em resposta, Yoontae colocou um sorriso brincalhão e apertou as bochechas de Jeongseo.
​— Da próxima vez, você vai para Gapyeong comigo, certo? E eu não fui porque não gosto desses grandes encontros de grupo mesmo.
— Sério?
— É, sério. Você deve estar cansado, que tal dormirmos um pouco juntos? Você tem que visitar sua família amanhã, afinal.
— Estou um pouco cansado mesmo.
​Enquanto Jeongseo tirava os sapatos, Pyo Yoontae deixou suas orelhas e cauda aparecerem. Sua cauda preta tocou levemente a coxa de Jeongseo, que, divertido com a demonstração de afeto, logo abriu um sorriso. Com as orelhas de pantera negra à mostra, Pyo Yoontae realmente parecia um gato grande e adorável.
​Conforme o final de abril se aproximava, tanto Jeongseo quanto Pyo Yoontae estavam sobrecarregados com as provas parciais. Como Jeongseo era do Departamento de Educação Física, as habilidades práticas compunham grande parte de seu currículo, então ele saía frequentemente para treinar. Na verdade, ele escolhera uma faculdade o mais próxima possível da de Yoontae e se matriculara nesse curso por recomendação de seu professor do ensino médio.
​Mas, com o tempo, percebeu que era mais adequado para essa área do que esperava. Ele achava interessantes não apenas as aulas práticas, mas também as teóricas. Ao contrário do ensino médio, onde sempre sentava no fundo, agora preferia sentar na frente, prestando atenção nas palestras.
​Mesmo agora, no apartamento de Pyo Yoontae, ele estava imerso nos estudos, revisando as notas que ele mesmo organizara. Sentado à sua frente, Yoontae o observava há quinze minutos, mas Jeongseo não dava sinais de notar. Apoiando o queixo na mão, Yoontae balançava a cauda preta no chão sem tirar os olhos dele.
​Houve um tempo em que Jeongseo dizia que não conseguia se concentrar com ele por perto, mas agora parecia que nem registrava sua presença. Yoontae sentiu vontade de cutucá-lo, mas se conteve. No passado, Jeongseo não durava dez minutos estudando, então vê-lo tão focado agora era estranhamente cativante.
​Foi só quando Jeongseo virou uma página do caderno que finalmente notou o olhar intenso sobre si.
— O que foi?
— Nada, só… você está muito focado. Você disse que sua prova termina na sexta, né?
— Sim! E a sua acaba na quarta?
Quando Yoontae assentiu, Jeongseo resmungou de inveja e debruçou-se sobre a mesa, esticando os braços em direção a ele. Quando Yoontae tocou de brincadeira as costas de suas mãos pálidas, Jeongseo animou-se, suas orelhas castanhas tremeram, e ele se aproximou.
​— Preciso de um descanso.
Sentando-se ao lado dele, Jeongseo encostou-se em Yoontae e começou a brincar com a cauda preta que repousava perto de sua perna.
— Você gosta de tocar na minha cauda?
— Sim, é macia. Eu gosto.
Então, Jeongseo puxou sua própria cauda e a colocou ao lado da de Yoontae. Da cor à espessura e textura, tudo nelas era diferente.
— Ah, eu já te contei que tem uma doninha no meu departamento?
— Você mencionou antes. Disse que o xingou no momento em que o viu.
— É. Mas eu vi a cauda dele na viagem do MT, e era ainda mais peluda que a minha. Foi fascinante.
— …Você viu a cauda dele?
As sobrancelhas de Pyo Yoontae se franziram levemente.
— Sim. Parece que ele brigou com um veterano e, no meio disso, a pele do veterano começou a mudar como a de um lagarto, e a cauda do cara doninha apareceu. Eles deviam estar com muita raiva.
— Oh.
Essa era uma explicação razoável, então Yoontae relaxou e apenas concordou.
— É, parece que estavam irritados.
— Mas as orelhas dele não apareceram. Estou meio curioso. Se eu pedisse para ver, ele odiaria? É uma pena. Eu queria me aproximar, já que nunca conheci outra doninha antes. Mas o Nam Seungho parece realmente me odiar.
​A expressão relaxada de Yoontae endureceu em um instante. Mas Jeongseo, ainda brincando com a cauda dele, não percebeu.
​— Foi impressão minha ou aquela prova estava ridiculamente difícil?
Assim que o exame terminou, um estudante resmungou. Ao lado dele, Park Doyoung também concordou, reclamando da dificuldade. Mas Jeongseo, que sentia ter se saído bem, não disse muito. Acima de tudo, sentia-se aliviado por suas primeiras parciais como calouro terem finalmente acabado.
​Justo quando ia se despedir para ir para casa, uma voz familiar o chamou:
— Jeongseo.
Virando-se, ele viu Pyo Yoontae sorrindo e acenando para ele.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

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Sinopse:
“Predadores, nem falem comigo.”
Um alfa dominante, um transmorfo de pantera negra e herdeiro de um chaebol.
Yoontae, que parece o herói de um drama de TV, se muda para a cidade rural de Jeongseo, dizendo que está à procura de seu “primeiro amor”.
Jeongseo, um feroz transmorfo de doninha, odeia predadores!
Ele achou que fazer amigos estava fora de questão desta vez também…
— Jeongseo, seja meu amigo.
— E-eu não faço amizade com pessoas de gênio ruim.
Por algum motivo, Yoontae continua se envolvendo com Jeongseo.
Mas o que ele deve fazer?
Parece que o “primeiro amor” que Yoontae está procurando… provavelmente é Jeongseo.
— Então, o que você faria se encontrasse seu primeiro amor?
— Eu acasalaria com ele na hora.
“Certo, eu nunca posso deixar que ele descubra!”
Mas Jeongseo não sabe. Já é tarde demais.
Nome alternativo: Predator Alert

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