Ler Autobahn Romance – Capítulo 10 Online

Autobahn Romance Vol 1 — P10
— Na casa de quem vamos primeiro?
De volta a Seul, os dois quebravam a cabeça com o grande evento do dia: a visita às duas famílias.
— Dizem que o normal nessas situações é ir primeiro à casa dos pais da noiva.
— Para mim, a casa da sua família é a casa dos pais da noiva.
Como ambos eram homens, esse era o problema.
— Como esperado, vamos decidir de forma justa no pedra, papel ou tesoura.
Assim que Gong Pyeonghwa fez a proposta adequada, Saebyeok respondeu imediatamente:
— Eu vou jogar pedra.
— Ah, não vem com jogo psicológico.
Gong Pyeonghwa, que nunca havia vencido uma disputa psicológica no pedra, papel ou tesoura, choramingou.
Talvez por serem de fato almas gêmeas, o jogo sem trapaças mentais parecia não ter fim. Diante daquela disputa interminável, a paciência de Isul estourou junto com o choro.
No final, após levar um tapa estalado nas costas dado pelo mordomo Hwang, Gong Pyeonghwa derramou uma lágrima e decidiu ir à casa mais próxima.
Passaram em uma loja de departamentos e compraram carne bovina premium, cogumelos silvestres e uma cesta de frutas especiais selecionadas pelo alto teor de açúcar, além de mais alguns presentes baseados nos gostos pessoais da família.
— Não precisava comprar tanto assim.
— Que é isso, temos que levar as mãos cheias de suborno para que o punho dele perca um pouco da força.
— Meu pai não bate nas pessoas.
Para Gong Pyeonghwa, que já estava totalmente conformado em apanhar, aquelas eram palavras assustadoras.
— Então ele vai me deixar morrer de fome na geladeira?
— Não… acho que não mataria…?
Não havia certeza.
Pensando bem, o pai de Saebyeok sempre foi assim. Ao contrário dos pais de outras casas, nunca recorreu a castigos físicos como usar uma palmatória ou fazê-lo ajoelhar de braços erguidos. Ele sequer havia alterado a voz para berrar.
Claro que o próprio Saebyeok sempre foi um garoto obediente que não dava trabalho, mas o presidente Shin realmente nunca demonstrou comportamentos que pudessem ser chamados de uma educação excessiva.
Mesmo assim, para Saebyeok, o pai sempre foi uma figura difícil e intimidadora.
Ele possuía um carisma que fazia as pessoas pisarem em ovos e se sentirem pequenas sem motivo.
Pensando agora, talvez ele se sentisse intimidado inconscientemente pelo fato de o pai ser um alfa.
— Deixando o sogro de lado, como é a sogra?
— Minha mãe é como um anjo. É a rainha do lar e, não estou dizendo isso só por ser minha mãe, ela é realmente carinhosa e benevolente. Ela ficou um pouco sensível depois que me manifestei como ômega, mas mesmo assim ela não vai falar grosserias com você.
Gong Pyeonghwa sentiu a tensão aumentar novamente.
Como sempre notava, havia uma clara distância na forma como Saebyeok se referia aos pais. A mãe era “mãe”, mas o pai era “pai” em termos formais? Chamar o pai de forma tão cerimoniosa no mundo de hoje? Que tipo de família seria aquela?
Claro que aquela devia ser a etiqueta correta, mas em que época viviam? Os jovens da mesma idade ainda chamavam os pais de forma casual.
Para Gong Pyeonghwa, que ainda usava o termo infantil para o próprio pai, aquele tratamento formal soava como um nível totalmente diferente.
“Será que ele é um mestre confuciano?”
Por via das dúvidas, Gong Pyeonghwa havia lido atentamente os preceitos tradicionais e os livros de moralidade na noite anterior. Buscando no fundo da memória, tentou se lembrar do pai de Saebyeok.
Era uma lembrança antiga, mas ele parecia um adulto sem nenhuma humanidade.
Parecia alguém incapaz de sorrir e exalava sensibilidade. O tipo de pessoa com cara de quem acorda cedo, toma café de estômago vazio e lê o jornal em inglês.
O pai de Shin Saebyeok que vivia na mente de Gong Pyeonghwa era exatamente esse homem.
“Sendo sincero, não tenho confiança.”
Ele parecia ser alguém racional e lógico, mas, pelas entrevistas oficiais, demonstrava ser um homem extremamente conservador.
“Fiquei sabendo que ele nem sequer olhava na cara do Saebyeok depois que ele se manifestou como ômega.”
Se ele era um homem que se recusava a aceitar o próprio filho como ômega, será que aceitaria Isul, a criança que Saebyeok deu à luz?
Gong Pyeonghwa sabia que costumava ver o mundo cor-de-rosa, mas desta vez, por mais que pensasse, não conseguia imaginar um cenário com final feliz.
“O pior cenário seria uma morte súbita por acidente de trânsito, talvez…”
Gong Pyeonghwa começou a se imaginar sendo atropelado e morto por um caminhão que surgia do nada, até que decidiu cortar o drama digno de novela.
Por mais que o mundo dos conglomerados fosse cheio de conspirações e traições, será que matariam o filho precioso de outra família?
“Claro que não. Assassinato dá cadeia. Mandar matar também dá cadeia.”
O sensato presidente Shin não faria algo tão baixo quanto mandar matar alguém. Será que ele apenas o removeria do registro familiar?
“Não seria um lucro enorme?”
Não, de jeito nenhum. Gong Pyeonghwa balançou a cabeça com força.
Saebyeok certamente não ficaria feliz se cortasse os laços com a família daquela forma. Ele queria resolver as coisas da melhor maneira possível.
— Tem mais alguma coisa com a qual eu deva tomar cuidado especial?
Mesmo sabendo que seria uma tarefa muito difícil.
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Finalmente chegaram.
Gong Pyeonghwa repassou mentalmente as advertências mais uma vez.
Com a benevolente sogra não havia muito com o que se preocupar, bastava ser prestativo, já com o rigoroso sogro…
Sem sonhar que Gong Pyeonghwa estava paralisado de tensão reorganizando os pensamentos, Saebyeok tocou a campainha direto, sem qualquer consideração.
— Quem é?
A voz da mãe após tanto tempo. Para ser exato, ouvir a voz da mãe sem a distância física fez Saebyeok sentir vontade de chorar sem motivo.
— Mãe, sou eu. Cheguei.
— Meu Deus!
A porta principal se abriu. Os dois cruzaram o jardim e entraram direto na casa principal.
A mãe, que sempre mantinha a elegância sem um único fio de cabelo fora do lugar, sorriu para Saebyeok com uma leve lufada de ar.
— Seja bem-vindo. Meu filho.
Os braços magros envolveram Saebyeok.
A aparência continuava elegante, mas ela parecia mais envelhecida do que da última vez em que se viram, o que fez um canto do peito dele doer com aperto.
Diante do reencontro emocionante, Gong Pyeonghwa, carregando a montanha de bagagens que trouxera, curvou-se de forma desajeitada.
Como trazia Isul presa ao peito, era difícil fazer uma saudação humilde.
— Como vai a senhora?
Mesmo assim, Gong Pyeonghwa cumprimentou com energia.
— Quem é…?
Em uma casa que sempre mantinha o barulho entre 40 decibéis e 1000 hertz, a mãe de Saebyeok ficou extremamente confusa com Gong Pyeonghwa cumprimentando vigorosamente com uma voz que parecia o motor de uma motocicleta, mas vendo a quantidade de bagagem, acabou deixando-o entrar por reflexo.
— Meu Deus, tem um bebê? Olá, pequetita.
Ao estender um cumprimento para Isul, que estava nos braços de Gong Pyeonghwa, a menina pareceu reconhecer a avó por milagre, abrindo um sorriso radiante e esticando as mãozinhas gordinhas.
— Que bebê mais lindo.
— Não é? Quem será que puxou? É uma fofura total, não acha? Ela também já fala rápido e consegue distinguir o pai perfeitamente. Quer segurar?
A mãe de Saebyeok soltou uma exclamação juvenil e não recusou. Pegou Isul nos braços com cuidado e se derreteu em emoção.
— O nosso Saebyeok também já teve esse tamanho.
Com um olhar nostálgico e afetuoso, ela acariciou Isul repetidamente cheia de amor.
— Os olhos desta criança são lindos demais. Onde está a mãe do nosso bebê? Cutchi-cutchi-coo.
“Mãe, quem deu à luz esse bebê fui eu.”
Pontadas. A consciência cutucou dolorosamente. Sem coragem para abrir a boca, Saebyeok escolheu o silêncio.
— Seu pai voltou mais cedo do trabalho hoje porque soube que você vinha. Peça para ele vir à sala. Ele está no escritório. O que o nosso bebê mama?
Cutchi-cutchi-coo! A voz radiante da mãe não conseguiu deixar os passos dele mais leves. O caminho até o escritório parecia pesado demais.
— Vamos juntos.
Gong Pyeonghwa, que deixou Isul com a sogra após dar algumas recomendações rápidas, logo se juntou ao lado de Saebyeok.
Após bater duas vezes na porta do escritório, veio a resposta de que sairia em breve.
Parecia alguém que estava justamente esperando pela batida. Saebyeok controlou o coração que martelava com uma respiração profunda e voltou para a sala.
Vendo-o incapaz de sentar no sofá enquanto esperava na sala, de pé e inquieto, Gong Pyeonghwa segurou a mão de Saebyeok com firmeza uma vez.
No instante em que o coração, que oscilava violentamente, recuperava o ritmo normal graças aos feromônios e ao calor corporal que acalmavam a tensão com suavidade, o presidente Shin saiu do escritório.
O coração, que finalmente começava a sossegar, voltou a disparar.
Assustado, Saebyeok soltou a mão de Gong Pyeonghwa e mordeu os lábios com ansiedade.
— Por que não se sentam.
O presidente Shin falou apenas com Saebyeok, sem sequer fingir que via Gong Pyeonghwa. Saebyeok acomodou as nádegas no sofá de forma desajeitada e engoliu em seco.
A tensão sufocante continuou.
O presidente Shin não disse mais nada depois daquilo, e Saebyeok apenas tentava adivinhar suas reações. Desse jeito, parecia que não chegariam a uma conclusão ainda hoje.
A conclusão era importante, mas Saebyeok parecia estar sofrendo demais. Gong Pyeonghwa decidiu mudar totalmente os planos.
“Eu vou tomar a iniciativa primeiro.”
Gong Pyeonghwa jogou-se diretamente em uma grande reverência formal no chão.
Diante daquela reverência inesperada de Gong Pyeonghwa, a expressão de máscara do presidente Shin vacilou em perplexidade.
Afinal de contas, qualquer pessoa ficaria confusa se um desconhecido se jogasse no chão para saudar do nada.
— Desejo que goze de excelente saúde e eterna prosperidade.
— …
O presidente Shin, extremamente confuso, não sabia como reagir, e Saebyeok, igualmente atordoado, apenas girava os olhos de um lado para o outro.
“Meu marido, que vergonha passar com ele em qualquer lugar.”
Ele teve a forte intuição de que precisava manter a cabeça fria para consertar a situação.
— Sabe…
No entanto, como se não pretendesse dar brecha para isso, Gong Pyeonghwa conectou o celular à Smart TV e projetou a tela.
“Apresentação de Auto-RP de Gong Pyeonghwa — Versão Final Concluída”
Quando foi que ele criou aquilo?
Era inacreditável. Mas, pensando bem, usar o próprio nome para fixar o conceito foi uma boa ideia.
Mesmo tirando os filtros da paixão, aquilo grudava na mente de um jeito que não era ruim.
— Olá! Sogro! O senhor deve estar achando inacreditável um cara estranho surgir do nada, fazer uma reverência e chamá-lo de sogro. Não é?
— O…
— Não! Não precisa dizer nada! Eu compreendo tudo! Caramba! Que tipo de sujeito faz uma coisa dessas!
Gong Pyeonghwa, achando melhor receber a punição logo de uma vez, desferiu socos contra o próprio rosto.
Entre o momento repentino da reverência, o momento ainda mais repentino da autoapresentação e o momento absurdamente repentino da automutilação, o presidente Shin ficou bastante transtornado.
Graças a uma vida inteira como executivo e líder de um grande conglomerado, o rosto não demonstrava, mas a sensação era a de ter sido sequestrado por alienígenas.
O espanto era maior do que quando um funcionário novato o chamou de “papai” pela primeira vez. Não, mas o feromônio impregnado no meu filho… é obra desse sujeito? O presidente Shin encarou Gong Pyeonghwa com o olhar semicerrado enquanto pensava ao olhar para a tela brilhante da TV.
“Espera, esse sujeito está usando uma TV da nossa marca conectado com um celular da empresa concorrente na minha casa?”
Olhando de perto, era o segundo filho da família Gong. O presidente Shin, que ainda sentia calafrios só de ouvir falar do presidente Gong, rangeu os dentes por dentro ao recordar tardiamente o modelo do aparelho e a árvore genealógica de Gong Pyeonghwa.
— Como o senhor já deve saber, o nome deste sujeito sem noção diante dos seus olhos é Gong Pyeonghwa. Sim, eu sou o segundo filho do Grupo Taegang, Gong Pyeonghwa.
As pupilas de Saebyeok tremeram diante da apresentação repentina do marido.
— Vou explicar o motivo pelo qual eu, sendo quem sou, vim visitá-lo neste lindo dia em que seu filho retorna triunfante.
Ora. Pelo menos a introdução foi direta. Nada mal.
— Devido à falta de registros da época, substituirei por uma descrição textual. Foi no segundo ano do ensino médio, há exatos dez anos. O início do nosso amor, ah, só de lembrar daquela época meu coração acelera de novo. Hehe.
De onde surgiu aquele microfone bluetooth? Ele sabia que o marido era muito prevenido, mas não imaginava que seria a esse ponto.
Pensando bem, Gong Pyeonghwa era o tipo de pessoa que carregava um pão de feijão vermelho na barriga junto com uma bolsa de água quente por quatro horas porque a temperatura era importante; ele jamais faria de qualquer jeito a apresentação mais crucial da sua vida.
“Não vou me assustar mesmo se cem pombos voarem no encerramento.”
Saebyeok prometeu a si mesmo e se concentrou na tela da apresentação.
A cada página que passava, o peito vibrava de forma estranha.
Cada slide trazia fotos tiradas por Gong Pyeonghwa. A maioria mostrava os momentos mais felizes de Saebyeok.
Shin Saebyeok sorrindo com o cenário noturno de um parque de diversões ao fundo, Shin Saebyeok olhando para o mar de inverno, Shin Saebyeok vestindo o casaco de educação física por cima do uniforme escolar de qualquer jeito, Shin Saebyeok caminhando enquanto puxava uma mala do seu próprio tamanho, Shin Saebyeok com fantasia de Halloween, Shin Saebyeok usando um gorro de Papai Noel, Shin Saebyeok, Shin Saebyeok. Uma sequência repleta de um Shin Saebyeok radiante.
Como se lembrasse de cada um dos dias ao longo de dez anos, Gong Pyeonghwa falou sem gaguejar.
— …e assim, surpreendentemente, nós! Viemos comunicar só agora o fato de que ainda estamos em um relacionamento absurdamente meloso! Na verdade, ontem também…
Embora Gong Pyeonghwa tivesse coberto o rosto às pressas, a expressão de extrema felicidade ficou totalmente visível, tornando o gesto inútil.
— Atualmente nós nos amamos de forma muito profunda e in-ten-sa, e também fomos abençoados com a Isul. Claro que reconheço que vir nos apresentar desta forma logo de início é uma falta de educação. Saebyeok queria contar a verdade há muito tempo, mas eu! Fui eu quem insistiu em adiar. A culpa é minha.
— Não. Na verdade…
Não era verdade. Foi o oposto.
Muito antes de Isul existir, por volta do quinto ano de namoro, Gong Pyeonghwa havia sugerido casualmente que já era hora de revelar a relação deles.
Mas Saebyeok não teve coragem. Queria fugir por medo. Pensou que, se descobrissem o namoro com Gong Pyeonghwa, seria forçado a interromper os estudos e voltar para a Coreia no mesmo dia. Sabia que o pai seria plenamente capaz de fazer isso.
Ele não queria desistir nem dos estudos, nem de Gong Pyeonghwa. Por isso foi adiando até chegarem ali, então por que Gong Pyeonghwa estava tentando carregar todo o fardo sozinho…
— Não foi porque Saebyeok sentia vergonha ou algo do tipo, é que eu prefiro namoro secreto! Mas agora não dá mais para esconder! O desejo de proclamar e ter nosso amor reconhecido diante de todo o mundo transbordou!
Gong Pyeonghwa fechou os olhos como se estivesse tomado pela emoção e começou a abrir os botões da camisa com naturalidade. Saebyeok sentiu o rosto queimar ao perceber que ele vestia uma camiseta de casal por baixo do terno.
“É uma vergonha passar com ele em qualquer lugar, mas…”
Ele não era incrível em qualquer lugar?
Não importava o que os outros pensassem, para Saebyeok ele era assim. Podia ser o filtro do amor. Mesmo assim, Gong Pyeonghwa podia rebaixar ou ridicularizar a si mesmo, mas nunca rebaixava os outros.
— Nós nos amamos de verdade. Sou um canalha, mas, por favor, entregue seu filho a mim.
E, acima de tudo, ele era honesto com os sentimentos.
— Se não me entregar, o único jeito será roubá-lo…
…Honesto até demais.
Teria sido bom ter a virtude de ocultar um pouco as coisas, mas aquilo também não combinaria com Gong Pyeonghwa.
— É tudo. Muito obrigado por cederem este tempo precioso.
Gong Pyeonghwa, curvando-se educadamente em noventa graus, só então demonstrou um pouco da virtude de ocultar as coisas. Deixou ver apenas um vislumbre da estampa da camiseta de casal que mostrava Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok se beijando.
— …
— …
— …Uau, uauuu…
Saebyeok bateu palmas de forma desajeitada para comemorar. Eram modos corporativos.
Normalmente seria o momento de abrir para perguntas e respostas…
A atmosfera ao redor do presidente Shin não parecia boa. Saebyeok ficou totalmente tenso. Sentindo a energia cortante, ele prendeu a respiração de medo, mas os feromônios de Gong Pyeonghwa fluíram em meio à tensão.
— Você agora…
Foi bem no instante em que o corpo rígido relaxou pela calmaria, soltando um suspiro de alívio.
— Pyeonghwa!
Gong Pyeonghwa começou a sangrar pelo nariz. O corpo se moveu antes que qualquer pensamento sobre o que fazer surgisse na mente.
Saebyeok puxou a manga da camisa para cobrir o nariz de Gong Pyeonghwa. O tecido branco logo ficou manchado de vermelho.
Pela característica da sua natureza como alfa, aquele corpo saudável que mal bocejava mesmo após passar três noites em claro agora sangrava pelo nariz do nada.
Seria um problema de estresse? Com certeza ele estava sob estresse, não estava?
— Que alvoroço por causa de um simples sangramento de nariz.
— Um simples sangramento? Um simples sangramento? O nosso Pyeonghwa é a própria definição de saúde, e agora o nariz dele sangra do nada, como o senhor pode usar a palavra “simples”?!
Saebyeok gritou com o presidente Shin pela primeira vez na vida.
O presidente Shin, ouvindo o primogênito berrar pela primeira vez, paralisou de choque por um instante.
— Não, querido, eu estou bem.
— Bem uma ova! Não jogue a cabeça para trás! Vamos para o hospital.
— Mas ainda é a hora das perguntas e respostas…
Como um romântico incurável que era vulnerável diante do seu ômega, Gong Pyeonghwa foi arrastado por Saebyeok sem direito a réplica.
Saebyeok caminhou a passos largos com uma impulsividade avassaladora.
— Mãe! Me dá a Isul!
A mãe de Saebyeok, que dava água para Isul, assustou-se com o grito do filho.
Saebyeok revistou os bolsos de Gong Pyeonghwa e tirou as chaves do carro.
— Ai, se mexer aí acho que o nariz vai sangrar de no…
— Fique calado!
— Vovô! Vovô!
Segurando Isul, que exibia uma boa pronúncia, curvou-se rapidamente para se despedir.
— Estamos indo por hoje. Acho que precisamos ir ao hospital.
— Ah…, sim, vão com cuidado…
A mãe, acuada pela postura firme de trator de Saebyeok, acabou acenando em despedida no impulso.
Mesmo sendo arrastado por Saebyeok, Gong Pyeonghwa tirou um envelope de papel impecável do peito e entregou à mãe de Saebyeok.
— Não queria entregar dessa forma, mas o Saebyeok está completamente louco por mim agora. Faço questão da sua presença para iluminar o evento. Até breve!
O incansável vendedor Gong Pyeonghwa conseguiu plantar o convite da festa de primeiro ano de Isul nas mãos da sogra.
Nos braços da mãe de Saebyeok restou apenas o convite da festa, no lugar do bebê que cheirava a leite.
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— Devemos ir para o pronto-socorro?
— Não, se acalme e escute o que tenho a dizer.
— Só por garantia, deveríamos fazer um exame de leucemia…
— Calma. Calma! Vai assustar a Isul!
Sentado no banco do passageiro, Gong Pyeonghwa esfregou a lateral do nariz com o indicador. Mostrou o dedo limpo de sangue para Saebyeok, sorrindo para acalmá-lo.
— Por que um rapaz saudável sangraria do nada? Você está escondendo algum alerta de saúde de mim…?
— Acho que me bati com muita força durante a apresentação. O desempenho foi exagerado.
Olhando bem agora, a bochecha dele estava vermelha e inchada. Parecia até um pouco ralada. Lembrou-se de vê-lo esmurrando o próprio rosto durante o ato de autocensura; quem diria que aquilo causaria um sangramento nasal. Não, quem manda usar o corpo de forma tão violenta…
A frustração e o vazio foram tão grandes quanto a preocupação. Ver o rosto machucado também trazia aperto no coração.
Seria o caso de voltar para casa agora mesmo, coçar a nuca de vergonha e sair…?
— Droga. Deixando meu pai de lado, minha mãe não deve estar entendendo nada.
— Ela entendeu, sim.
Hã?
Saebyeok parou antes mesmo de dar a partida, ficando de boca aberta.
— Ela pareceu bem confusa no começo, mas assim que olhou para mim, deu para ver que percebeu. Com razão ela comentou que a nossa Isul tem olhos lindos parecidos com os seus.
— …
A sensação era estranha.
— Ela parece ser uma mulher bem resolvida. Acho que vou me dar bem com a sogra.
— Que tipo de… naquele pouco tempo… dar bem uma ova…
Saebyeok respondeu sem forças e ligou o carro.
Se aquilo era o certo, se foi a atitude correta. Saebyeok sentia-se confuso, mas segurou o volante.
— Querido, agora vamos para a minha casa?
— Ah, hã? Sim? Sim… sim!
Não havia tempo para ficar preso ao que ainda não havia acontecido. A dura realidade o aguardava.
Gong Pyeonghwa já havia saído da casa dos sogros após concluir perfeitamente até a sua autoapresentação.
Agora era a vez de Saebyeok mostrar a que veio.
Na verdade, Saebyeok também havia preparado, por precaução, carne bovina da melhor qualidade, ginseng selvagem e barras de ouro — um presente ideal para os dias de hoje, com a instabilidade econômica e a disparada do preço internacional do petróleo.
— Querido, não se preocupe tanto. Eu tenho um plano para tudo.
Era assustador perceber como a frase “tenho um plano” podia soar aterrorizante.
— A preparação está perfeita. Só precisamos ir. Confie em mim. É seguro.
A minha casa também era segura.
Saebyeok sentia uma ponta de insegurança, mas decidiu partir de qualquer forma.
Como os distritos escolares dos dois coincidiam no passado, a distância era bem curta, de modo que não demorou muito para chegarem após Saebyeok assumir a direção.
Assim que tocou a campainha com a mão trêmula, a porta se abriu num piscar de olhos.
— …
Saebyeok fez o controle mental por dentro.
“De um jeito ou de outro, eu vou sustentar a família. Posso sustentar de qualquer maneira. Tenho duas bocas dependendo de mim. Sou homem. Posso viver de qualquer jeito. Eu consigo.”
Embora não tivesse criado uma apresentação de slides como Gong Pyeonghwa, Saebyeok também possuía um plano que não ficava atrás do marido.
Saebyeok cerrou os punhos e entrou na casa dos sogros.
— O segundo príncipe retorna triunfante!
As pernas vacilaram um pouco com a voz de Gong Pyeonghwa que quebrava a tensão, mas ele caminhou com passos firmes como se nada tivesse acontecido.
Gong Pyeonghwa andava pela casa como se estivesse na sua própria residência — bem, na verdade era a casa dele. Gong Pyeonghwa circulava livremente pelo lar após tanto tempo, procurando pelo mordomo Hwang.
Gong Pyeonghwa piscava repetidamente para o mordomo Hwang. Diante do apelo de Gong Pyeonghwa, o mordomo Hwang, que aceitara um retorno temporário de apenas um dia, fez um pequeno sinal de OK com uma expressão desanimada.
Gong Pyeonghwa seguiu com energia em direção à sala onde toda a família estava reunida. Saebyeok o seguiu com as pernas trêmulas, carregando Isul nos braços.
— Meus respeitados e amados pai e mãe! O seu precioso filho Gong Pyeonghwa retorna triunfante.
— Quanta palhaçada.
Assim que viu o rosto do segundo filho, o presidente Gong estalou a língua repetidamente e começou a falar mal dele abertamente com o primogênito sentado ao lado: “Quando será que aquele sujeito vai criar juízo?”
“Por mais que seja meu sogro, chamar meu marido de ‘aquele sujeito’. O nosso Pyeonghwa por acaso é um objeto?”
Mesmo no meio da tensão, aquilo foi um ponto que gerou uma leve irritação.
— Desse jeito, não sei se dá para mandar aquele ali para algum casamento. Dá até vergonha de sugerir encontros arranjados.
— Ah! Não se preocupe com isso! Eu já me casei!
Seu louco. Quando vai criar juízo? A frase quase escapou pela garganta naquele instante, mas Saebyeok conteve o que queria dizer com uma paciência sobre-humana.
— O quê?
Diante de uma bobagem tão absurda, o pai e a mãe de Gong Pyeonghwa riram como se achassem graça. O primogênito, Gong Jeong, olhou com uma expressão de quem pensava que o irmão finalmente enlouquecera e levantou-se de leve do sofá, afastando-se dos pais.
— Eu já disse que sou casado. Aproveitando que tocamos no assunto, eu não vou a encontros arranjados. Não insistam com isso. Já sou um homem casado. Se eu me casar com outra pessoa agora, será bigamia. E já temos até o fruto do nosso amor! Tcharam! A nossa preciosa Isul!
— …Esse moleque vai para o exterior para estudar e me apronta o quê? Meu Deus! Meu Deus!
O presidente Gong levou a mão à nuca, mas, por gozar de excelente saúde, falhou na tentativa de desmaiar.
A nuca latejava, mas não a ponto de desmaiar, e toda aquela energia acabou se transformando em fúria.
— Onde foi parar o cinzeiro que ficava aqui!
— O senhor disse que ia parar de fumar. Eu guardei.
O presidente Gong olhou ao redor com o rosto sem jeito.
— Onde foram parar os tacos de golfe que ficavam aqui!
— Guardei tudo antes com medo de apanhar!
— E ainda se orgulha disso!
Gong Pyeonghwa deu uma piscadela discreta para Saebyeok.
Guardar os tacos de golfe era o plano dele? Era por isso que ele dizia que seria seguro?
Contudo, dez anos era muito tempo.
Dizem que em dez anos até os rios e as montanhas mudam de lugar. O presidente Gong, que passou a gostar mais de beisebol do que de golfe depois que o TK Ligers — time que todos achavam que seria o eterno Lanterna — conquistou o título da liga nacional após dez anos, pegou um taco de beisebol no lugar do taco de golfe.
Gong Pyeonghwa, que ignorou o fator dos dez anos de intervalo, acabou levando uma surra nas nádegas na clássica posição de flexão que costumava adotar há dez anos.
— Urgh.
— Pare de drama!
A história de levar uma surra de taco aos vinte e oito anos.
— Pai… o senhor envelheceu bastante. A força do golpe não é mais a mesma…
— Ah, é? Volte para a posição.
— Ah, pai!
Qual o motivo de insistir em buscar o castigo? Saebyeok reforçou sua determinação mais uma vez.
“Eu preciso manter a cabeça fria.”
Saebyeok queria se meter entre o presidente Gong e Gong Pyeonghwa, mas ficou apenas hesitando com medo de que o taco de beisebol pudesse atingir Isul por acidente.
Deixou Isul sob os cuidados de Gong Jeong, que já havia garantido uma distância segura logo cedo, e Saebyeok colocou-se entre o presidente Gong e Gong Pyeonghwa.
— A… a culpa é toda minha!
Ele exclamou como um homem, mas o presidente Gong demonstrou total indiferença.
— E quem é o senhor para se meter?
— E-Eu sou a pessoa… que se casou com o Pyeonghwa!
Gong Pyeonghwa soltou um grito que parecia o de um pterodáctilo.
Aquela foi uma fala que de fato acendeu uma chama no coração do romântico Gong Pyeonghwa!
O presidente Gong deixou o taco de beisebol cair com o susto. O som do taco rolando pelo chão ecoou enquanto a mente do presidente Gong parecia girar em curto-circuito.
— O que… um homem? Um homem…? E disseram que tem uma criança? O que…?
Embora se orgulhasse de ser uma pessoa de mente aberta, o presidente Gong percebeu que era apenas um sapo no fundo do poço; ele pensou que Saebyeok fosse uma mulher de cabelo curto e tentou pigarrear tardiamente para manter a compostura.
— Então a senhorita montou um lar com este desmiolado?
Mesmo que parecesse um homem por mais que se olhasse de perto, o presidente Gong, sendo excessivamente aberto e ao mesmo tempo conservador, não tinha dúvidas de que Saebyeok era uma mulher.
— Eu… não sou uma senhorita, sou um homem, de fato. Sou Shin Saebyeok, da família Baekgang. Sou homem e sou ômega.
— O quê!
Ele levou a mão à nuca de novo, mas, com o sistema cardiovascular perfeitamente saudável, o presidente Gong não conseguiu desmaiar desta vez também.
Mesmo assim, ele não teve coragem de berrar com Saebyeok, que permanecia de cabeça baixa como um pecador, sem conseguir dizer nada.
— Ah! Pai, por que está intimidando meu marido!
Em vez disso, descontou no próprio filho. Naquele moleque atrevido e ingrato.
Desferiu um belo cascudo na cabeça do filho que só dava dor de cabeça.
— Ai! Doeu!
— P-Por favor, não bata no Pyeonghwa! Bata em mim!
— Se encostar nele, eu espalho os podres do pai na imprensa, ou melhor, para o mundo inteiro.
Olha só para esse… esse filho ingrato? Desta vez ele estava decidido a desmaiar para trás de verdade, mas o corpo, tão saudável quanto o do filho, recusou-se a ceder.
O presidente Gong sentiu como se tivesse envelhecido dez anos em dez minutos.
Sentia o estômago queimar ao ver os jovens trocando juras melodramáticas.
— Água.
— Vá buscar.
— Eu sei. Só comentei…
Enquanto ele ia à cozinha a passos lentos e desanimados para se hidratar sozinho e isolado, a sala transformou-se em um ambiente harmonioso num instante.
— Meu Deus. Cutchi-cutchi! Cutchi-cutchi!
— Quem diria que eu ganharia uma sobrinha…
— Que fofura.
O bebê que exibia sorrisos bobos conquistava o coração de todos os presentes na sala.
“Como todo mundo consegue rir numa situação dessas? O moleque que mandamos para o exterior para estudar me volta com um filho legítimo nos braços? E ainda por cima com outro homem? E logo com o filho daquele sujeito insuportável?”
O presidente Gong ardia em indignação.
— Todo mundo perdeu o juízo aqui! O que tem de tão bom nessa criança para ficarem cheios de risinhos!
O presidente Gong fez menção de apontar para Saebyeok, mas mudou de direção e apontou o dedo agressivamente para Gong Pyeonghwa.
— Mandamos você para o exterior para estudar! Entendeu?
Mesmo vendo o marido esbravejar furioso, a mãe de Gong Pyeonghwa mantinha a serenidade.
— Os filhos das outras famílias se envolvem com drogas e levam tiros por aí, mas os nossos estudaram e também amaram.
Diante de uma balança visivelmente inclinada para um dos lados entre “envolvimento com drogas e levar tiros contra estudar, casar e ter um bebê”, o presidente Gong apenas abriu e fechou a boca sem emitir som.
— É menina ou menino?
— É uma princesinha.
O quê? Uma menina? O presidente Gong, um pai coruja que claramente demonstrava favoritismo por Gong Sarang entre os três filhos — Gong Jeong, Gong Pyeonghwa e Gong Sarang —, finalmente olhou para Isul ao ouvir aquilo.
Por ser uma menina, mesmo sendo tão nova, já exibia cílios longos e olhos que lembravam os de um cervo. As mãozinhas miúdas que se abriam e fechavam eram tão pequenas e gordinhas que davam vontade de morder.
Sentindo-se excluído daquela situação em que todos pareciam felizes menos ele, o presidente Gong aproximou-se de mansinho.
— Opa. Não chegue muito perto.
“Esse moleque…?”
— Vá lavar as mãos primeiro. Nossa filha ainda está na fase em que a imunidade é baixa.
Como não era um argumento errado, o presidente Gong lavou as mãos obedientemente até ficarem limpas.
Ao retornar, a mesa de chá já estava posta na sala, e o ambiente era tão acolhedor que lembrava uma reunião de feriado familiar.
— O que aconteceu com o seu rosto?
— Ah. É que eu estava fazendo uma apresentação de persuasão na casa dos pais dele.
— O que você aprontou para…
O presidente Gong, sem sonhar que aquilo fora uma performance de automutilação teatral para intimidar o sogro, sentiu a raiva subir de repente.
“Esse moleque, guardou os tacos de golfe para não apanhar de mim, mas aceitou levar um tapa na bochecha do pai dos outros? Se era para apanhar, tinha que ser de mim!”
A primeira onda de raiva veio pela audácia do filho que, mesmo sabendo que merecia castigo, ofereceu apenas as nádegas para o próprio pai, enquanto ofereceu a bochecha na outra casa.
“E ele passou na casa daquele homem certinho antes de vir aqui?”
A segunda onda de fúria veio pela afronta de não terem vindo primeiro à sua casa.
“Não, e o outro também não soube segurar o próprio filho e ainda bate no meu?”
O presidente Gong, sem saber que aquilo fora uma armação teatral unilateral de Gong Pyeonghwa, sentia o estômago revirar.
“Ninguém faz um filho sozinho! Se aconteceu, é porque os dois quiseram! Porque os dois entraram em sintonia!”
Sem entender o coração aflito dos pais, o filho exibia um sorriso radiante de orelha a orelha de tanta felicidade. O sorriso ingênuo de Gong Pyeonghwa partiu o coração do presidente Gong em milhões de pedaços.
“Que sujeito otário!”
O presidente Gong, que apagou completamente da memória a surra que ele mesmo havia aplicado, sentiu pena e preocupação pelo filho ingênuo.
“Dizem que quando o marido ama a esposa, ele respeita até os postes da casa dela, mas o que um sujeito barbado tem de tão bom assim? Francamente!”
Ainda assim, o milagre nascido da união dos dois era lindo a ponto de não doer mesmo se fosse colocado nos olhos.
— Vovô! Vovô!
Vo… vô? Ela acabou de me chamar de vovô? O presidente Gong, um adulto que ouvia apenas o que queria, pensou que a menina já tinha uma ótima pronúncia para a idade e que deveria ser jornalista no futuro. Ele chegou a imaginar a criação de uma emissora de TV quando ela crescesse, atribuindo um significado a cada balbucio de Isul.
— Ah, que cansaço. Estamos indo.
Como assim já vão? O presidente Gong sentiu um aperto de abandono. Ele, que mal tivera duas horas para brincar com a neta, demonstrou claramente o desapontamento.
— Por que não dormem aqui? O quarto já está arrumado.
— Ficou maluco?
Mas por que…? O que havia de errado em pedir para dormirem na própria casa…? Sem entender o motivo, o presidente Gong conteve um gemido de dor enquanto os tapas certeiros da esposa estalavam um após o outro nas suas costas.
— Você é mesmo sem noção. Deixando o Pyeonghwa de lado, acha que o… se sentiria confortável?!
A mãe de Pyeonghwa, que ainda não decidira como chamá-lo formalmente, simplesmente pulou o nome e descontou a frustração nas costas do marido.
Ao notar o ângulo sempre perfeito dos tapas da mãe, Gong Pyeonghwa sentiu um orgulho no fundo do coração pela vitalidade dos pais.
— Vocês devem estar cansados, vão logo.
Com o fogo de cobertura da mãe, Gong Pyeonghwa segurou a mão de Saebyeok enquanto trazia Isul nos braços.
— Eu ainda não dei a minha aprovação para vocês!
O presidente Gong falou com autoridade, colocando as mãos para trás para manter a postura solene.
— Eles também não vieram pedir aprovação, vieram apenas comunicar.
Afinal, eles já haviam trazido até um filho. A mãe de Gong Pyeonghwa já estava meio conformada. Ainda bem que o mordomo Hwang a avisara com antecedência. Do contrário, a senhora Kang também teria enchido Gong Pyeonghwa de pancada.
O filho, que sempre parecera uma eterna criança, agora havia montado um lar e se tornado o chefe de uma família; não dava para tratá-lo aos tapas como na infância.
— Ah. É verdade. Além do comunicado, viemos entregar isto.
Gong Pyeonghwa tirou com elegância um envelope de carta impecável.
— Amanhã será a festa de um ano da nossa Isul, façam questão de comparecer para iluminar o evento!
Quando será que esse sujeito vai criar juízo? No fim, a senhora Kang acabou deixando a marca dos seus dedos nas costas do filho que retornara triunfante com uma nova vida nos braços.
< Continua no Volume 2 >
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Por serem de empresas rivais, suas famílias tinham uma relação ruim desde a infância.
Por isso, eles mantêm um relacionamento secreto há 10 anos, escondendo-se dos pais e dos amigos.
Mas eles não podem esconder seu amor para sempre.
Agora, com um filho, já não conseguem mais manter isso em segredo!
— Nossa princesa vai comemorar seu primeiro aniversário esta semana. Esperamos que você venha celebrar conosco.
É por isso que eles estão, sem medo, entregando convites para a festa de 1 ano da filha a colegas de classe que não veem há 10 anos.
Também chegou a hora de revelar tudo para os pais!
Não há obstáculos para o nosso amor! Nosso amor é uma autobahn!
— Só nos deixem amar um ao outro… Ai! Isso dói!
O romance caótico, mas sem engarrafamentos, de Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok!
Romance na Autobahn!
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