Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 49 Online


Modo Claro

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 49

O andar de baixo estava barulhento com convidados que chegavam desde a manhã. Quando ele perguntou quem tinha vindo, disseram que a irmã mais velha de Kang Il-hyeon, Kang Yoo-jung, havia chegado. A cerimônia de posse estava a apenas um dia de distância, e ela disse que passou para se despedir de Zhang Yi An, que estava prestes a voltar para casa.

— Yi An. Vou sentir sua falta. Mantenha-se saudável.

Ela o abraçou com força. Ela ainda tinha um perfume agradável. Se tivesse que compará-la a uma flor, diria que ela é uma flor silvestre. Sua expressão relaxou e ele sorriu abertamente, mas Kang Il-hyeon, que estava sentado no sofá por cima do ombro dela, chamou sua atenção. Quando Ja-kyung percebeu Kang Il-hyeon fingindo cortar o próprio pescoço enquanto o encarava, ele apressadamente empurrou Kang Yoo-jung.

— Obrigado, obrigado. A nuna também deve cuidar da garganta. Não, quero dizer, cuide da sua saúde.

Ela sorriu enquanto movia o canto da boca com um rosto comovido ao ouvir a palavra nuna. Não seria maravilhoso ter um irmão mais novo tão bonito e adorável? Ela tem dois irmãos mais novos, um dos quais é um homem velho sem sangue ou lágrimas, e o outro é uma bagunça total.

Ela guiou a mão de Ja-kyung até o sofá e lhe entregou um presente. Era uma caixa pequena, e a fita estava lindamente decorada.

— Abra. Espero que goste.

Ja-kyung desfez a fita e abriu a embalagem para encontrar uma caixa de música de madeira. Foi desenhada no formato de um carrossel e era o presente perfeito para Ja-kyung, que gosta de coisas fofas.

— Obrigado. Gostei muito.

— Que alívio.

Ja-kyung gostava dessas coisas desde quando era criança, porque nunca teve um brinquedo de verdade. Talvez isso seja semelhante à obsessão de Kang Il-hyeon por mamilos. Ele sorriu porque estava feliz, e então seu olhar encontrou o de Kang Il-hyeon, e ele também sorriu para ele.

Kang Yoo-jung perguntou a Kang Il-hyeon com um rosto intrigado.

— Você não vai trabalhar?

— É domingo.

Era esperado que ela se enganasse, pois ele veste terno quase todos os dias, mesmo em feriados, apenas sem a gravata. Kang Yoo-jung gentilmente demonstrou como usar a caixa de música. Um som claro e melodioso era produzido quando a corda era girada. Era uma música bem conhecida, mas Ja-kyung não conseguia recordar o título. Depois que ele estava rindo e conversando com Kang Yoo-jung, Kang Il-hyeon, que estava sentado à sua frente, lançou-lhe um olhar severo e levantou-se para ir para o quarto.

Depois que Kang Yoo-jung foi embora, Ja-kyung subiu ao segundo andar e pegou sua bagagem. Sua carga foi reduzida pela metade depois que ele jogou fora as roupas que não podia mais usar. Quando abriu a gaveta, encontrou um relógio de Kang Seok-joo. Ele era insensível e imaturo, mas não era um cara tão ruim.

Ele tirou o relógio e o colocou sobre a mesa, e enquanto arrumava seus pertences, ouviu uma batida. Kang Il-hyeon entrou pela porta aberta. Ele caminhou até a cama e sentou-se, olhando para baixo para Ja-kyung, que estava sentado no chão.

— Você estava fazendo as malas?

Ja-kyung assentiu.

— Sim. Quase terminei.

— Você vai embora imediatamente após o trabalho?

— Talvez?

— O dinheiro restante.

— Você pode enviar para o lugar onde enviou o adiantamento. Mesmo que você me dê agora mesmo, não poderei levar comigo.

Isso mesmo. Ele não entendia por que estavam discutindo isso de novo, embora já tivessem conversado anteriormente. Kang Il-hyeon olhou em volta e pegou a caixa de música que estava sobre a cama.

— Você esqueceu isto.

Ah, Ja-kyung estendeu a mão para pegá-la. Mas Kang Il-hyeon a deixou cair um pouco mais longe. Ja-kyung tentou segurá-la, mas era tarde demais. Thud. A caixa de música caiu no chão, e Ja-kyung franziu a testa. Il-hyeon deu um sorriso presunçoso.

— Oh, puxa. Minha mão escorregou. Sinto muito.

Ja-kyung pegou a caixa de música. Il-hyeon então disse outra frase. Ele encarou Kang Il-hyeon. Até o fim.

— Você deveria ter pegado direito. Porque é precioso.

Ele enfatizou as palavras é precioso. Ja-kyung pensou que deveria haver algo acontecendo, porque Il-hyeon o tratava bem e agia como um cavalheiro nos últimos dois dias. A corda ainda faz som quando ele a gira. Ja-kyung pensou que poderia prender grosseiramente a parte quebrada.

Ja-kyung engoliu o xingamento e colocou a caixa de música na bolsa. Il-hyeon levantou-se da cama e sentou-se no chão. Então ele fixou seu olhar em Ja-kyung. Ja-kyung, que estava arrumando seus pertences, levantou a cabeça.

— O quê?

Em vez de responder, Il-hyeon aproximou-se de seu rosto.

— Seus olhos são realmente bonitos. Eles vão apodrecer se você morrer. Que desperdício. Eu definitivamente deveria ter ficado com você.

— Achei que sentiria sua falta.

Seu olhar estava estranhamente tingido de emoção. Ja-kyung pareceu entender por que ele olhava para ele daquela forma. Então, em vez de fazer mais perguntas, ele sorriu vagamente e começou a arrumar seus pertences. Kang Il-hyeon não saiu do lugar até que Ja-kyung terminou de fazer as malas.

Ja-kyung acordou cedo pela manhã, tomou um banho e olhou ao redor do quarto onde estava hospedado. Ele também queria saber se havia algo que tivesse esquecido e, apesar de terem se passado apenas cerca de 20 dias, ele tinha um pouco de apego sentimental ao lugar naquela hora. Quando saiu, Tae-soo foi o primeiro a subir para a sala.

— Por favor, dê para mim. Eu levo sua bolsa.

Park Tae-soo estava ciente de que ele não era Zhang Yi An, mas continuou a tratá-lo como tal até o fim. Ja-kyung desceu com sua mala com a ajuda dele. Ele também se despediu da chef da casa e dos outros funcionários. A chef o abraçou várias vezes com um rosto triste, dizendo que estava bastante apegada a ele. Foi caloroso e bom de uma forma diferente de Kang Yoo-jung. Ele continuou pensando na avó de Wang Han, que havia morrido, e seu nariz ficou ardido sem motivo aparente.

— Teria sido bom se o diretor estivesse aqui, mas hoje é a cerimônia de posse, então ele saiu cedo pela manhã.

— Tudo bem. Eu me despedi ontem.

Ele saiu depois de se despedir deles. Ja-kyung sentou-se no banco de trás enquanto Park Tae-soo colocava a bagagem no porta-malas. Ele olhou para cima, para a casa de Kang Il-hyeon. Embora parecesse estranha e como uma prisão quando ele chegou, ele passou a gostar dela. Ja-kyung olhou pela janela por um longo tempo depois que Park Tae-soo manobrou o carro e partiu.

Park Tae-soo não disse nada durante todo o tempo em que o carro se movia. Pensando bem, ele não o tinha visto falar muito durante sua estadia aqui. O carro rodou por cerca de 30 minutos antes de parar perto do destino. Park Tae-soo desceu, abriu a porta traseira e pegou a mala no porta-malas.

Ja-kyung recebeu a mala e então expressou sua gratidão a Park Tae-soo.

— Obrigado por todo este tempo.

Park Tae-soo simplesmente baixou a cabeça em vez de responder.

— Pode ir. Vou encontrar um amigo aqui.

— Tudo bem.

Ja-kyung caminhou até o carro preto estacionado em frente à loja de conveniência com sua bagagem enquanto Park Tae-soo entrava no carro e começava a se afastar. Wang Lun mostrou o rosto ao bater levemente no vidro do lado do motorista. Ele abriu o porta-malas e jogou sua bagagem atrás dele.

Wang Lun piscou para o local onde o carro de Park Tae-soo havia desaparecido há pouco.

— Aquela pessoa é o Kang Il-hyeon?

— Não. Aquele é o secretário dele.

— Que horas você disse que era a posse?

— 11 horas.

Wang Lun tirou uma placa nova do banco de trás e a substituiu. Depois de terminarem o trabalho, os dois pularam no carro e dirigiram para Seul. Wang Lun balançava a cabeça ao som de música alta enquanto viajavam. Ja-kyung caiu na gargalhada quando viu que a batida estava completamente fora de compasso.

Ja-kyung usou um chapéu preto e vestiu uma camiseta. Ele também colocou um colete amarelo por cima. No peito esquerdo do colete, o nome da empresa de ar-condicionado estava escrito. Depois de se preparar, ele pendurou o cartão de funcionário no pescoço e olhou pela janela.

Wang Lun ficou irritado quando houve um engarrafamento na ponte.

— É hora do rush, por isso o trânsito está parado.

Enquanto o carro parava por um momento, Ja-kyung tirou uma pequena bolsa da mochila e a entregou a Wang Lun.

— Leve de volta.

Wang Lun abriu para verificar e franziu a testa.

— O quê. Mas não tem nenhum dispositivo de escuta?

— Não consegui recuperar.

— Quanto é?

— 10%

— Ugh, apenas 10% dele. Se eu pegar outro, farei ele remover todas as partes do corpo.

Wang Lun resmungou, mas conforme se aproximava do destino, seu rosto endureceu. Ja-kyung também estava com a boca seca. Ele verificou a hora depois de beber um copo de água e molhar a garganta. Falta cerca de uma hora para o trabalho. Wang Lun olhou para o prédio depois de ouvir que estava perto do destino.

O prédio alto era tão elevado que era preciso inclinar a cabeça para trás para ver tudo.

— Qual era o andar?

— 17º andar.

— Você vai ficar bem? Não deveria estar carregando um paraquedas?

Ja-kyung riu da piada, dizendo para ele não falar bobagem.

— Tchau.

Wang Lun ergueu o punho. Ja-kyung sorriu e bateu o punho no dele antes de puxar uma bolsa tipo maleta de ferramentas do banco de trás. Ao entrar no prédio, a segurança o parou como se estivessem esperando por ele. Depois de mostrar sua identidade, o guarda ligou para algum lugar, e ele finalmente teve permissão para entrar com segurança.

Ele pegou o elevador para o 17º andar. Havia muitas pessoas presentes, e ele estava preocupado com o trabalho. Ja-kyung saiu do elevador no 17º andar usando um chapéu. Ele caminhou pelo corredor até a placa da Yuhan Construction e abriu a porta.

O interior estava vazio. Ele entrou, trancou a porta, foi até a janela e colocou sua bolsa. Tirou a identidade do pescoço, colocou-a no bolso e olhou pela janela do outro lado da rua. Quando pegou o telescópio e verificou, algumas pessoas já haviam entrado no salão de posse e estavam se movimentando.

Ja-kyung pegou a corda da bolsa, fez um nó apertado entre as colunas e puxou com força para conferir. Ele então se encostou na janela, tirou um cigarro e olhou a hora.

Faltavam 40 minutos para o tiro.

Ele ligou uma música calma em seu celular depois de esmagar o cigarro fumado com os pés. Abriu sua bolsa, tirou um rifle de precisão e começou a montá-lo peça por peça. Suas pontas dos dedos foram preenchidas com a sensação do metal frio. Clap, clap, e o ferro faz um ruído gélido. Era como o som da morte.

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Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer

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