Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 47 Online


Modo Claro

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 47

Il-hyeon olhou para o relógio na prateleira enquanto abotoava a camisa na frente do espelho. É o que ele colocou no pulso de Lee Ja-kyung ontem à noite, e contém um dispositivo de escuta. Ele não fazia ideia de que Ja-kyung iria abri-lo. Ele o subestimou por causa de sua atuação desleixada, mas pensou que seu oponente talvez não fosse tão fácil quanto imaginava.

Ele se vestiu, pegou o paletó e saiu. A chef da casa estava organizando o jornal da manhã na sala de estar.

— Já vai sair?

— Sim, vou tomar café no trabalho.

Il-hyeon parou em frente à escada que levava ao segundo andar. Como Lee Ja-kyung dorme muito de manhã, ele nunca conseguia se levantar antes da tarde. Além disso, ele devia estar bem cansado ontem. Depois daquilo, ele o torturou para fazer mais algumas vezes.

— Por favor, prepare a refeição de Yi An com cuidado. Algo nutritivo.

— Sim. Não se preocupe.

Il-hyeon despediu-se dela e saiu. A equipe estava drenando a água de um lado da piscina. A água ficou suja devido à chuva de ontem à noite e o filtro não funcionou corretamente, então funcionários da empresa vieram inspecioná-lo à tarde.

Tae-soo estava esperando no carro em frente ao portão quando ele saiu. O carro partiu assim que ele se sentou no banco de trás. Park Tae-soo, que estava no banco do passageiro, entregou-lhe uma pasta.

— Esta é a lista de convidados para a cerimônia de posse.

O nome do Presidente Kang estava no topo da lista assim que ele a abriu. E membros da família, incluindo Kang Yoo-jung, membros do poder legislativo da Assembleia Nacional, executivos da empresa e assim por diante… O momento em que Lee Ja-kyung atirará nele será logo após a cerimônia de posse.

Park Tae-soo perguntou cuidadosamente enquanto Il-hyeon olhava para a lista.

— O que você fará com Lee Ja-kyung quando isso acabar?

Il-hyeon pausou por um momento enquanto folheava a lista. Mas respondeu em um tom monótono, como se tivesse tomado uma decisão rápida.

— Vá direto ao trabalho.

Tae-soo, pelo espelho, tinha uma expressão levemente surpresa no rosto. Não importa o quanto ele tentasse não demonstrar, ele sabia que os dois eram mais do que apenas amigos. Havia também uma conversa entre os chefs da casa. Il-hyeon levantou a cabeça e olhou para Tae-soo pelo espelho retrovisor.

— Por que você está me olhando assim?

Tae-soo imediatamente baixou o olhar.

— Não é nada, Diretor.

— Se Lee Ja-kyung continuar vivo, o velho terá dificuldades, mas eu também terei. Então, livre-se dele completamente.

— Sim.

Il-hyeon olhou pela janela. Ele se lembrou da expressão excitada de Lee Ja-kyung da noite anterior. A maneira como ele olhava para ele com a vermelhidão sob os olhos parecia que o assombraria mesmo depois de morrer. Mas é melhor se livrar disso completamente do que permitir que seja uma pequena fonte de problemas.

— Tae-soo.

— Sim, senhor.

— Não o mate e jogue fora, enterre-o bem.

— Sim.

Il-hyeon, após revisar a lista, fechou-a e a jogou ao seu lado. Ele fechou os olhos e recostou-se no assento. Ele se lembrou daquela expressão novamente. Seu pescoço liso. Ele mordeu o lábio inferior, sem saber o que fazer. Suas orelhas vermelho-brilhantes. Seus olhos eróticos que ficam vermelhos quando ele se excita.

Hum… Em vez de enterrá-lo no chão, ele preferiria guardá-lo.

Ja-kyung riu de seu reflexo no espelho depois de entrar no banheiro vestindo apenas uma cueca. Suas costas doíam, ele não conseguia se endireitar e seu corpo inteiro doía como se tivesse sido esmagado por um martelo. Seus mamilos estavam tão inchados que apenas o toque o fazia chorar, então ele teve que colocar um curativo neles.

Ele praguejou, passou pomada em todo o corpo e saiu. Toda vez que se movia, um som dolorido escapava de sua boca. Depois de abrir o cofre embaixo da cama, Ja-kyung tirou o USB roubado da casa de Kang Il-hyeon em Seul.

Ele o pegou e caminhou pelo quarto. Ele ligou o laptop e o conectou após pensar um pouco. Verificou o arquivo e descobriu que estava vazio. Ele rangeu os dentes. Por precaução, sua previsão estava correta. Sério, não havia como ele ter escondido algo tão importante em uma casa vazia e sem câmeras. Ele o tirou e o colocou no bolso da calça em vez de no cofre.

Ele então desceu as escadas. Cumprimentou os funcionários que passavam, mas não encontrou a chef da casa. Em vez disso, um cheiro delicioso vinha da cozinha. Ele precisava de um pouco de luz solar porque sua cabeça estava complicada e seu corpo doía. O sol já estava alto quando ele saiu de casa.

Por causa da chuva da noite anterior, o céu estava limpo e azul, sem nuvens. Ele caminhou pela grama molhada, esticando os braços para cima. A dor diminuiu um pouco enquanto ele caminhava. Ele recebeu uma mensagem de Wang Han enquanto andava pela casa.

— 7,5 milhões de dólares confirmados.

Este é o dinheiro que Kang Il-hyeon enviou. 9 bilhões de won coreanos. Dado que geralmente era entre 100 e 500 milhões por caso, é uma soma inimaginável. Se ele somar o adiantamento recebido do Presidente Kang, são 12 bilhões de won. O ponto de partida pode ser diferente, mas o objetivo de se livrarem um do outro é o mesmo.

Ele reuniu seus pensamentos e dirigiu-se lentamente para o quintal. Então, uma voz vem de trás do prédio. Ao se aproximar, percebeu a chef da casa batendo no chão com uma pá. Um Pastor Alemão está sentado ao lado dela e balança o rabo.

— O que você está fazendo?

Quando Ja-kyung se aproximou, a chef se virou com a pá, limpou o suor da testa e sorriu gentilmente.

— Happy estava carregando algo estranho, então eu enterrei.

Foi só mais tarde que Ja-kyung descobriu que o nome do cachorro era Happy. É um nome realmente inadequado. A chef pegou o regador ao lado dela e borrifou água no local onde tinha acabado de enterrar. Ja-kyung adivinhou que ela havia enterrado a cabeça de Choi Ki-tae.

Quando o Pastor tentou cavar, ela disse firmemente: — Não. — O sujeito entendia as palavras da chef melhor do que aparentava. Ele acabou baixando o rabo e caminhou para outro lugar.

— Deixe que outras pessoas façam isso…

— Quem tiver tempo pode fazer. Vamos, agora que você acordou deve estar com fome.

Ela agarrou a pá e empurrou as costas de Ja-kyung. Sua mão arrastou Ja-kyung para dentro de casa. Quando Kang Il-hyeon não estava presente, a casa espaçosa parecia muito diferente. Ele reconheceu a importância da presença dele. Ela rapidamente preparou a comida após lavar as mãos.

Ja-kyung passou o resto do tempo sentado no sofá mexendo no telefone. Ele estava entediado porque Kang Seok-joo, que vinha vê-lo todos os dias, não estava lá. Era irritante quando ele estava por perto, mas parecia vazio quando não estava. Ele olhou em volta e notou estranhos entrando e saindo da área da piscina.

Eles estavam vestidos com uma roupa e chapéu que ele nunca tinha visto antes, e ele se perguntou se seriam funcionários de Kang Il-hyeon. Um deles olhou para o lado dele com o chapéu apertado profundamente.

— Yi An. Vamos comer.

Ele entrou e sentou-se à mesa. Olhando para a comida na mesa, ele não conseguia fechar a boca. Havia muitos pratos de carne no menu, e só de olhar já ficava com água na boca.

— Uau, que dia é hoje?

— Eu prestei atenção nisso porque você não parece ter tido apetite ultimamente.

— Vamos comer juntos.

— Eu já comi. Na verdade, o Diretor me pediu especificamente quando estava saindo. Yi An não parece estar em boas condições, então ele me pediu para cuidar de você.

— Ah, entendo…

— Estou tão orgulhosa de vê-lo assim.

Ela sorriu de orelha a orelha. Ja-kyung se perguntou se a ordem de Kang Il-hyeon para preparar bem a comida era algo de se orgulhar. Era culpa de alguém que ele não estivesse em boas condições, e não era como se ele estivesse infectando-o com uma doença ou drogas. Ele estava ressentido e agradecido, mas ainda estava confuso sobre as emoções que sentiu por um breve momento ontem, o que o fazia se sentir desconfortável.

Ja-kyung foi para a sala depois de comer a comida deliciosa, mas ainda havia pessoas na piscina. Quando perguntou à chef da casa, disseram-lhe que o filtro havia quebrado devido à forte chuva da noite anterior e que eles tinham vindo para consertá-lo. No entanto, o ato de estar constantemente atento ao que está ao redor é suspeito.

Ja-kyung olhou ao redor da sala, pegou uma caneta-tinteiro da mesa, guardou-a na manga e saiu. O guarda em frente ao portão lança-lhe um olhar enquanto ele atravessa o gramado. Ja-kyung caminhou até a piscina.

Os dois estavam enchendo a piscina, pois parecia que tinham terminado a limpeza. O homem que despejava produto na água retribuiu o olhar de Ja-kyung e baixou a cabeça.

— Os reparos terminaram?

— Sim, devemos conseguir encher tudo à noite.

— Que sorte… Eu queria muito nadar hoje.

Ja-kyung aproximou-se do homem e olhou para o galão que ele segurava.

— O que é isso?

— É um desinfetante.

— Posso cheirar?

Ele percebeu os ombros do homem ficando tensos. Ja-kyung agachou-se ao lado do homem e inclinou a cabeça para encarar o perfil do seu rosto.

— Posso cheirar?

O homem vira a cabeça lentamente. Ele tinha um sorriso duro e rígido no rosto.

— É apenas um desinfetante… O cheiro é tão forte que não fará bem para você.

— Está tudo bem colocar algo tão forte aqui assim?

O homem franziu a testa e evitou o olhar dele. Ja-kyung levantou-se. Ele podia sentir o outro homem trabalhando na frente olhando para ele. Seu olhar era familiar. Ja-kyung fingiu cometer um erro e empurrou as costas do homem enquanto caminhava. O homem distraído caiu na piscina e mergulhou o rosto na água que batia no joelho.

O homem que caiu na piscina entrou em pânico e tentou sair. Mas imediatamente agarrou o pescoço e tossiu como se estivesse sufocado. Conseguiu sair da piscina, mas o homem guinchava enquanto rolava no chão.

O homem na frente puxou rapidamente uma faca de dentro dos braços.

— Porra!

Só então Ja-kyung lembrou-se com precisão do rosto do homem. Era um dos sujeitos que trabalhavam para Choi Ki-tae. Ele o reconheceu do cruzeiro. Ja-kyung tirou a caneta-tinteiro da manga e abriu a tampa enquanto o homem avançava com uma faca. Ele lançou a caneta-tinteiro no homem que corria, atingindo-o no olho. Após ouvir o barulho, os guardas começaram a correr enquanto o homem rolava no chão, segurando o olho e gritando alto.

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Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer

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