Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 131 Online


Modo Claro

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 131

Ja-kyung sentiu seu corpo arder em febre no navio escuro em direção à China. O Sr. Wang continuava lhe dando água para evitar que ele desmaiasse. Toda vez que adormecia, sonhava com seus pais demoníacos batendo nele e, invariavelmente, se via de volta às ruas noturnas, carregando drogas em sua bolsa.

Quando abria os olhos, a cena mudava para o rosto preocupado do Sr. Wang. Ele dizia para não morrer, para aguentar de alguma forma e viver. Entre idas e vindas de consciência, o navio finalmente chegou à terra firme.

De lá, ele dirigiu por um bom tempo. A paisagem do lado de fora da janela do carro era marcadamente diferente da Coreia, dando-lhe a sensação de ter caído em outro mundo. Seu destino era a cidade natal do Sr. Wang, onde Ja-kyung encontraria novas conexões.

— O que é isso?

Wang Lun se aproximou da criança agachada no canto. Conforme chegava perto, a criança ergueu a cabeça. Os olhos grandes com os cantos levemente puxados para cima lembravam os de um gato… É uma menina?

Quando ele franziu a testa, a criança rapidamente baixou a cabeça e mexeu em seus sapatos gastos. Sua cabeça era tão pequena que cabia na palma de uma mão. Quando ele cutucou o sapato com o pé, o corpo já minúsculo se encolheu ainda mais.

— Quando alguém fala com você, você deve responder. Garoto.

— Lun, pare de incomodá-lo.

Nesse momento, Wang Han apareceu carregando uma grande sacola plástica. Ele a colocou sobre a mesa e começou a tirar as coisas — dentro havia roupas e sapatos pequenos que caberiam na criança. Lun não conseguia compreender essa mudança repentina de situação.

— Este é seu filho, irmão?

— Não seja ridículo.

Wang Han explicou a situação ao seu primo Wang Lun. Seu pai havia chegado depois de muito tempo e trazido uma criança, que era coreana e não entendia nada de chinês. Quanto mais Wang Lun ouvia, mais reprovadora sua expressão se tornava.

— Não me diga que o tio teve um caso?

— Olhe para o rosto. Existe sequer uma semelhança?

Após uma observação cuidadosa, Wang Lun assentiu em concordância. Era um rosto bonito, diferente de qualquer um visto em sua família. Quando ele perguntou sobre o gênero, Han disse que era um menino. Wang Han trouxe as roupas e os sapatos e se agachou na frente da criança. Talvez sentindo-se ameaçado pelo seu porte físico grande, o corpo da minúscula criança encolheu ainda mais.

— Você entende que deve vestir estas aqui depois de se lavar, certo?

A criança continuou encarando o chão sem falar. Enquanto Wang Han tentava explicar com gestos, Wang Lun, que observava, estalou a língua e agarrou a nuca da criança. — Isso é frustrante. Só jogue ele no banheiro e ele vai descobrir o que fazer. — A criança de repente arranhou a mão de Lun ferozmente e olhou feio para ele.

Wang Lun olhou alternadamente entre sua mão arranhada e a criança, sorrindo com malícia.

— Vejam só isso. Uma coisa tão pequena com tanta atitude?

Wang Han suspirou e empurrou Wang Lun para o lado.

— Você está assustando a criança.

Wang Han explicou novamente. — Lave-se, vista estas roupas e depois vamos comer. Entendeu? — Apesar das repetidas explicações, a criança não demonstrou resposta, então Wang Han não teve escolha a não ser levá-lo ao banheiro.

Quando ele tentou ajudar a tirar as roupas da criança, a criança evitou seu toque. Quando ele gesticulou para que ele se despisse sozinho, a criança o fez relutantemente, revelando um corpo tão magro que os ossos apareciam, marcado com hematomas antigos por toda parte. Por um momento, Wang Han ficou sem fala, e Wang Lun, que os havia seguido, também fez uma careta.

— Mas que Porra. Por que o corpo dele está assim?

— Saia. Você está assustando ele.

— Assustando? Você não viu como ele me encarou antes? Parece que pegamos um filhote de tigre.

— Não diga coisas estranhas para o garoto, apenas vá e entregue a mercadoria direito. Se você estragar tudo de novo, estamos todos mortos.

— Vamos apenas fazer nós mesmos em vez disso. Por quanto tempo vamos seguir a liderança dos russos? Para ser franco, você traz todo o trabalho. Não acha que é injusto?

— Nunca diga coisas assim. Há muitos ouvidos aqui. Cuidado com o que diz em qualquer lugar. Entendeu, Lun?

Cansado da reclamação, Lun balançou a cabeça. Enquanto Han lavava a criança coreana, Lun sentou-se na velha cadeira de balanço lá fora, trocando mensagens com sua nova namorada. Enquanto isso, Han trouxe a criança, que parecia ainda mais bonita depois de limpa.

— Com um rosto tão bonito, deveríamos apenas vendê-lo?

Han parecia genuinamente zangado, então Lun sorriu. — Só brincadeira.

— Se vamos ficar com ele, precisaremos ensiná-lo a falar.

— Você não sabe coreano? Você costumava andar com garotos coreanos antes.

— Claro que eu sei. Obviamente consigo falar.

Lun se aproximou da criança com um ar de superioridade, olhando para baixo.

— Seu bastardo.

— ….

— Filho de uma p*ta.

Quando a criança se assustou e se escondeu atrás de Han, Han olhou para Lun irritado.

— Que Porra você acabou de dizer?

Lun deu de ombros, dizendo que ele mesmo não tinha certeza, e Han pediu que ele procurasse alguém que pudesse ajudar com o coreano. Nesse momento, um vizinho que passava parou para cumprimentar e compartilhou bolinhos com eles. Han escolheu o maior bolinho e o ofereceu à criança.

— Coma. Está tudo bem.

Quando ele sorriu gentilmente, a criança aceitou hesitantemente o bolinho. Talvez porque sua boca fosse pequena, suas bochechas estufaram assim que ele deu uma mordida. A criança pareceu baixar a guarda ligeiramente enquanto comia e, sentindo a oportunidade, Wang Han se aproximou um pouco mais.

— Garoto, qual é o seu nome?

Como a criança apenas continuava comendo o bolinho, Wang Lun interveio impacientemente, apontando para o próprio peito com o dedo. — Nome, seu nome. Eu sou Wang Lun. Este é Wang Han. Quem é você? — ele perguntou, mas a criança ainda apenas comia o bolinho.

— De onde o tio tirou esse idiota?

— Ele só não está familiarizado com as coisas.

— Talvez ele seja burro demais para saber o próprio nome?

Enquanto os dois discutiam, a criança murmurou com o bolinho na boca.

— Eu… Ja-kyung…

Wang Lun ergueu a sobrancelha enquanto colocava um cigarro na boca, e Wang Han também olhou para a criança com surpresa. — Você acabou de dizer seu nome? Esse é o seu nome? Eu, Ja-kyung? — Mas parecendo não entender, a criança apenas continuou comendo o bolinho.

Enquanto Wang Lun estalava a língua dizendo que haviam trazido um encrenqueiro para casa, Wang Han achou aquilo até fofo. Ele deu um tapinha na cabeça da criança, dizendo para comer mais, e a criança se comportou bem. Quando Wang Lun tentou fazer o mesmo, a criança afastou a mão dele. Vendo Wang Lun rir incrédulo, Wang Han o provocou, dizendo que parecia que a criança não gostara dele.

Pouco depois disso, a criança recebeu um novo nome: Wang Wei.

Trim trim — trim trim — Com o alarme tocando continuamente, os três — Ja-kyung, Wang Han e Wang Lun — gemeram enquanto rolavam em suas camas.

— Lun! Desligue o alarme! Eu disse que está barulhento!

— Não é meu…. Wei! É o seu telefone!

Ja-kyung, que estava dormindo quase inconsciente, estendeu a mão para cima. — Alô? — Ao levar o telefone ao ouvido, uma risada suave veio pelo receptor.

— Desculpe. Devo ter te acordado.

Ja-kyung rolou uma vez para olhar para o teto. Depois de terminar um trabalho para o qual fora contratado ontem, ele brincara com Wang Han e Wang Lun por perto até o amanhecer, depois chegou em casa e desmaiou imediatamente, chegando a esta hora. Tendo bebido álcool que não conseguia aguentar, seu estômago estava revirado e ele tinha uma leve dor de cabeça.

— Não, eu já acordei…

— Quando você vem?

— Amanhã à noite.

— Eu te busco no aeroporto.

Ja-kyung saiu da cama e foi para a cozinha. Depois de tirar e abrir uma garrafa de água da geladeira e molhar a garganta, ele limpou os lábios com as costas da mão, quando Lun, que acabara de acordar, arrancou a garrafa meio vazia.

— Você não precisa fazer isso. Você está ocupado.

— Não importa o quão ocupado eu esteja, você vem primeiro. Você sabe disso.

As palavras melosas ditas com tanta naturalidade fizeram Ja-kyung parar e fazer uma careta estranha. Se Kang Il-hyeon tivesse visto isso, provavelmente teria encontrado defeito e reclamado novamente. Não era que ele não gostasse, mas sim que era difícil de se ajustar. Receber palavras doentiamente doces regularmente de um homem feito exigia mais costume do que o esperado.

— Ah, é verdade, eu comprei um presente para você, CEO.

— O que é?

Ja-kyung pegou a camisa chamativa pendurada na cadeira e sorriu. Ontem, houve um incidente em que o líder de uma organização de tráfico de drogas foi atacado em um mercado tailandês. Aquilo foi obra de Ja-kyung. Embora não como antes, Ja-kyung e seus irmãos ocasionalmente iam em missões no exterior a pedido de conhecidos.

— Ansioso pelo presente. Espero que seja tão emocionante quanto quando você raspou lá embaixo.

Ja-kyung franziu a testa e olhou para a parte inferior do corpo. A depilação, que inicialmente foi feita de forma semiobrigatória para apaziguar a raiva de Kang Il-hyeon, foi diferente depois. Depois de realmente fazê-la, pareceu confortável, então ele vinha mantendo-a constantemente desde então, e Kang Il-hyeon gostava de lamber persistentemente aquela área. Ja-kyung olhou para a camisa que segurava e sorriu com certo arrependimento.

— Não acho que será tão bom assim…

— Se estiver faltando algo, eu farei questão de conseguir eu mesmo.

Poderia haver algo mais assustador do que aquelas palavras? Dizer que ele conseguiria por si mesmo significava que ele faria o que quisesse quando se encontrassem. Droga, parece que vai ser difícil sair da cama por um tempo quando ele for para a Coreia. Ja-kyung suspirou e encerrou a chamada, usando a desculpa de que seus irmãos haviam acordado.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer

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