Ler Amor com sabor de hortelã – Capítulo 07 Online
Yoon Yejun olhou brevemente para o perfil vazio, que nem sequer tinha uma foto ou mensagem de status.
Ele não via todo homem como um parceiro em potencial, e embora Ki Yeonghan não fosse seu tipo, ele era bonito. Não era fácil ser, ao mesmo tempo, bonito e másculo, mas Ki Yeonghan conseguia.
Linha do maxilar bem definida, olhos profundos, cílios longos. Um rosto bonito, mas o osso do nariz, alto e forte, dava a ele uma aparência decididamente masculina.
Se ele não falasse tanto asneira, seria ainda melhor. Nesse caso, talvez até pudessem ser bons amigos. Não era fácil, dois caras navegarem por um trabalho em grupo sem ao menos um pouco de camaradagem.
— Ei, pessoal vocês podem ficar o máximo de tempo possível aqui, beleza?
O veterano, que se aproximou sem ser notado, colocou um ensopado meio cru no fogãozinho e falou:
— Ainda não está totalmente cozido, então vai ajustando o fogo enquanto come. Ah, e pega as bebidas na geladeira ali, tá?
Apontando para a geladeira com um ar generoso, o veterano falou, e Yoon Yejun guardou o celular. Hora de beber. Ele serviu alguns aperitivos e virou o copo. Um gole, dois… e conforme o tempo passava, mais pessoas chegavam. O lugar estava ficando bem cheio.
— Caramba, veio bastante gente, hein.
Donghoon comentou, e Yoon Yejun concordou com a cabeça. Depois, levou o copo de soju a boca e o esvaziou.
A conversa foi esquentando. Não era aquela vibe caótica do primeiro ano, com risadas e bebida sem fim, mas estava confortável. Yoon Yejun já estava levemente alterado. Normalmente precisava de três ou quatro garrafas de soju para ficar realmente bêbado, então não era fraco para bebida, mas talvez por estar fora de forma, o álcool estava batendo mais rápido.
Um amigo, que voltou do banheiro após conversar com o veterano, sentou-se e disse:
— Ei, ouvi do Minseok hyung agora há pouco…
— O quê?
Yoon Yejun inclinou levemente a cabeça, preferindo encontrar o olhar dele em vez de perguntar diretamente.
— O Jaeui hyung vai voltar para a Coreia em breve.
— …
A leve embriaguez que Yoon Yejun estava curtindo foi se dissipando aos poucos. Seus lábios fecharam com firmeza. Mordeu levemente o lábio inferior. Sua boca seca foi aliviada com um gole d’água. Como esperado, veio a pergunta.
— Yejun, você não era próximo do Jaeui hyung?
— Ele gostava muito de você. Era praticamente colado em você.
— …
— Eu até pensei que vocês estavam namorando por um tempo. Fiquei meio desconfiado.
— Sei lá, o Jaeui hyung parecia ser do tipo que cortava para os dois lados. Ele morou um tempo nos Estados Unidos, né?
— Que conversa é essa…
Yoon Yejun tentou desviar brincando, mas sua voz saiu carregada. ‘Droga.’ Ele fechou os olhos com força, depois os abriu. O soju balançando no copo parecia tentador.
‘Cortar para os dois lados, minha bunda.’ Mesmo que ele gostasse, devia ser só curiosidade. Quem realmente gostava dele era o Yoon Yejun.
Houve um tempo em que eles eram inseparáveis, é claro. Quando Yoon Yejun estava perdido e vulnerável.
Deve ter sido divertido brincar com os seus sentimentos. Devia estar tudo estampado nos olhos. Yoon Yejun inclinou a cabeça. Essa noite era perfeita para beber. Com medo de que os amigos insistissem mais no assunto, ele nem conseguiu fingir um sorriso amargo.
— Não falo mais com ele. Perdemos contato depois que ele foi morar nos Estados Unidos.
— Ah, sério? Mas pelo que o Minseok hyung disse, ele ainda mantém contato com algumas pessoas da faculdade.
— Tanto faz. Vamos só beber, vai.
Yoon Yejun voltou à sua expressão habitual. Educado na medida, ligeiramente sarcástico, fingindo levar tudo na brincadeira.
Ele levantou naturalmente o copo para um brinde. Clink. Os copos se tocaram levemente, misturando-se ao som da música do bar.
— Já falei um milhão de vezes que não vou. Para de insistir.
Ki Yeonghan respondeu na lata para o colega, Lee Yoonhak, que se agarrava ao seu braço. O homem estava praticamente implorava.
— Por favor, só dessa vez, vai? Só uma vezinha, vai, vai, vai…
— Caralho… O quê, algum espírito bêbado baixou em você?
— Isso! Pensa assim mesmo. Faz tempo que a gente não bebe junto. Olha, tem aquele veterano da aula de humanas do ano passado que abriu um bar e fica chamando a gente. Como eu vou sozinho?
— Então não vai.
— Ki Yeonghaaan… Você também ama beber, vai dizer que não?
A expressão de Ki Yeonghan ficou sombria com a tentativa descarada de Lee Yoonhak agir de modo fofo. Notando o olhar afiado direcionado a ele, Yoonhak pigarreou levemente.
— Ele disse para levar um cara bonito.
— O quê, é um bar gay?
— Mas que tipo de absurdo é esse? Não, é só que… é logo ali perto. Nem é longe.
Nem era sexta, então por que beber durante a semana? Mas se fosse sexta ou fim de semana, Ki Yeonghan provavelmente também não sairia. ‘Argh, que saco.’ Ki Yeonghan balançou a cabeça, frustrado.
Mesmo que gostasse de beber, honestamente, havia dias em que queria e outros não. E hoje, sem dúvida, não estava afim.
— Ah, esquece. Tô indo embora.
Ki Yeonghan se livrou do pulso do colega e se virou sem hesitar.
Ele planejava ir direto para o estacionamento, dirigir até seu apartamento e relaxar.
Esse definitivamente era seu objetivo. Se ao menos seu colega não tivesse agarrado a barra da sua calça…
— Yeonghan, por favor. Só dessa vez… Por favor…
Não só Yoonhak agarrou a barra da calça, como puxava com tanta força que parecia que ia arrancar a roupa de Yeonghan. Com o rosto carregado de irritação, ele segurou o cós da calça com firmeza.
— Solta isso!
— Vamos, por favor. Sério, tem uma parada me incomodando. É coisa séria mesmo.
Pessoas passando pelo prédio de ciências sociais olhavam para eles. Era um horário movimentado. Que cena ridícula! Um cara ajoelhado, se agarrando ao outro, enquanto este segurava a calça para não cair. Há um limite para parecer idiota.
Ki Yeonghan, engolindo um palavrão, fechou os olhos com força.
Ele odiava ser o centro das atenções mais do que qualquer coisa. Lambeu os lábios e os mordeu com força. No fim, cedeu.
— Tá bom! Eu vou! — Gritou.
Por que só tinha gente tão cara de pau ao seu redor? Não entendia por que achavam que choramingar e implorar funcionava.
E assim chegaram a um bar típico de bairro universitário. Lee Yoonhak ainda passou em casa para trocar de roupa. Se ao menos se vestisse direito normalmente, nem teria precisado desse trabalho extra.
Ki Yeonghan abotoou o casaco, mais leve do que o usado habitual de algumas semanas atrás. O bar parecia ter acabado de abrir, mas já estava bem cheio.
— Hyung…!
— Ei, Yoonhak. Você realmente veio.
Enquanto Yoonhak conversava com um homem que parecia ser o dono do lugar, Ki Yeonghan permaneceu parado na entrada, observando o ambiente. Quase não tinha pares. A maioria estava em grupos, ocupando mesas. Era uma cena típica para um dia de semana na frente de uma universidade, uma atmosfera de festa completa.
Nem eram oito da noite e o lugar já estava lotado de gente bêbada. Parecia um ponto de encontro oficial dos beberrões. Será que ele precisava mesmo beber ali…? Ainda dava tempo de vazar.
O dono lançou um olhar para Yeonghan.
— Ele é realmente muito bonito, hein.
— Eu te disse.— respondeu Yoonhak, com um sorriso.
Yeonghan já estava acostumado com comentários sobre sua aparência, então fingiu não ouvir.
— Vou avisar o pessoal que é por conta da casa. Se puder, interajam com outras mesas. Fechado?
Yoonhak se curvou exageradamente.
— Hyungnim, vou te servir com a maior devoção.
— Para com essa bobagem.
A conversa ridícula deles deveria ter sido abafada pela música, mas infelizmente não era o caso. Ki Yeonghan soltou um palavrão baixinho para esconder o incômodo.
Logo depois, guiado até uma mesa pelo dono, Yoonhak voltou para buscar Yeonghan, que não conseguia esconder sua cara de cu.
— Veio aqui só para beber de graça?
— Sim. O hyung disse que ia bancar se a gente aparecesse.
— Então traz outra pessoa.
— Aff… Ele disse que era para trazer um cara bonito… Mas, enfim, tenho mesmo algo para conversar com você. Vamos sentar e bater esse papo. Dois coelhos com uma cajadada.
Ki Yeonghan tinha certeza de que não havia nenhum problema real para discutir. Yoonhak era assim mesmo. Quando queria beber, inventava algum problema qualquer só para encher a cara.
Ele nem entendia por que Yoonhak insistia tanto em arrastá-lo junto. Não era do tipo animado ou brincalhão, e, para ser sincero, nem era um bom bebedor. No máximo, aguentava uma garrafa de soju. Por isso preferia beber sozinho.
Tanto faz. Deixa para lá. Ki Yeonghan acenou com a mão. Se ficasse bêbado primeiro, era só ir embora sem grandes problemas.
— Caramba… quanto esse cara aguenta beber?
Um verdadeiro tanque. Yeonghan murmurou um palavrão e acendeu um cigarro.
O bar ficava no último andar de um prédio de quatro andares, então o terraço era usado como área de fumantes. O ar fresco era agradável. Ele mal havia bebido, tentando ficar sóbrio, mas o bar, tomado pelo cheiro de comida, era sufocante. Ainda bem que Yoonhak não fumava. Se fumasse, teria seguido Ki Yeonghan até ali, choramingando com aquela voz irritante.
Ki Yeonghan mordeu o filtro e girou a roda do isqueiro até surgir uma chama. “Clique.” A pequena labareda alcançou a ponta, que se acendeu e começou a queimar rapidamente.
Era primavera, mas o ar ainda estava frio. O barulho, além do prédio, era intenso. Canções da estação ecoavam, e calouros, provavelmente bebendo juntos, saíam em grupos e logo desapareciam. Uma vida despreocupada. Ki Yeonghan sorriu com desdém repetidamente.
Sem usar as mãos, manteve o cigarro na boca, deixando a fumaça escapar pelo vão. Buzz. Seu celular vibrou brevemente.
Só então Ki Yeonghan pegou o cigarro com os dedos e tirou o telefone do bolso para checar as mensagens. Grupos do departamento e alguns calouros com quem havia esbarrado por acaso. Nada de urgente.
Como nada era urgente, Ki Yeonghan as leu rapidamente e guardou o celular quando, de repente, sentiu alguém por perto. Sua cabeça virou lentamente para a fonte. Num canto do terraço havia um balanço de madeira, provavelmente colocado por estética, mas a única luz era onde Ki Yeonghan estava, deixando o balanço no escuro. Não era de se admirar que só agora tivesse notado alguém.
Alguém estava sentado no balanço, encolhido. Não estava fumando… então o que fazia ali?
Ki Yeonghan encarou o balanço brevemente, mas logo desviou o olhar. Observar os grupos rindo dentro do bar era melhor.
Bêbado ou não, ele não tinha interesse em se intrometer. Ele apagou o cigarro quase acabado no cinzeiro. Quando se virou para descer, a pessoa no balanço chamou seu nome.
— … Ei Ki Yeonghan.
— …
Sua cabeça virou instintivamente. Ele olhou para ver se havia mais alguém, mas era só ele e a pessoa no balanço. A voz era calma. Antes que ele pudesse identificar, a pessoa se levantou abruptamente e caminhou lentamente em sua direção.
Quando chegou à área iluminada, Ki Yeonghan reconheceu. Era Yoon Yejun.
Yoon Yejun, depois de chamar seu nome, se aproximou e apenas piscou. Seus movimentos eram mais lentos que o normal. Estava bêbado? O motivo para fumar lá em cima era óbvio. Ele devia estar bebendo no bar lá embaixo. O jeito que ele encarava deixou Ki Yeonghan desconfortável por alguma razão.
Por fim, foi Ki Yeonghan quem falou primeiro:
— Tá olhando o quê?
Dizendo isso, virou o rosto ao dizer isso. Cidades universitárias sempre eram barulhentas. Calouros sendo calouros, veteranos sendo veteranos. Aquela atmosfera leve nunca combinou com ele.
Mesmo na primavera, as noites eram frias. Ainda bem que usava um sobretudo. Embora provavelmente fosse esquentar num piscar de olhos. Abotoou o casaco e observou o estado de Yoon Yejun.
Achava que a conversa terminaria ali. A boca de Ki Yeonghan estava estranhamente seca. Deveria fumar outro cigarro? Mas, enquanto pensava nisso, fixou novamente o olhar na figura que se aproximava com uma carranca.
— …
Yoon Yejun agora perto, encostou no parapeito do terraço. Parecia bastante bêbado. Seus olhos, normalmente afiados, estavam suavizados. Ki Yeonghan o observava com seu habitual olhar frio.
Apesar de ser um pouco mais baixo, Yoon Yejun inclinou levemente o rosto e disse algo absurdo:
— Por que eu não posso olhar?
Ele estava mesmo louco?
Ki Yeonghan não respondeu. Se você tem problema com bebida, não beba. Ele estava arrumando briga do nada. Nada nele era agradável. Se ele tivesse que ter um hábito de bêbado, seria melhor rir que nem um idiota. Arrumar briga com alguém do nada era ainda pior.
Ki Yeonghan lambeu os lábios secos em silêncio.
Yoon Yejun continuou, indiferente ao silêncio de Ki Yeonghan.
— …
— Não posso olhar um pouco? Também tenho olhos.
— Uau… Isso é ridículo.
Se você tem olhos, dá uma olhada e desvia quando encontra o olhar de alguém. Ficar bêbado o transforma num babaca sem noção? Geralmente dá para saber a personalidade de alguém depois de algumas interações, seja em aula ou numa reunião. A avaliação de Ki Yeonghan sobre Yoon Yejun era clara: um babaca que esconde sua personalidade ruim.
Sorrindo para o professor, e mais cedo também, com aquele colega de turma, não foi? Mas bêbado, ele deixou a máscara.
— Maluco do caramba…
Yoon Yejun resmungou baixinho.
‘Quem está chamando quem disso?’ Os lábios de Ki Yeonghan se contraíram. Não tinha intenção de discutir com um bêbado.
Ele encarou Yoon Yejun por um momento. A brisa bagunçou seu cabelo. Irritado com os fios tocando sua pele, Yoon Yejun fez uma careta leve.
Objetivamente. Pura e friamente falando. Deixando a personalidade de lado e analisando apenas a aparência… Yoon Yejun era bonito.
‘Pensando nisso agora? Eu só devo estar bêbado.’
Ki Yeonghan engoliu a vontade de responder perguntando se ele estava o chamando de bonito. Ele não era tão sem noção para dizer isso nessa situação. O cara na frente dele, porém, parecia ser.
— Você é mesmo… um babaca.
Ki Yeonghan sabia disso. Já tinha ouvido muito. Mas nunca na cara dura.
‘Que sujeito esquisito. Aparecer do nada, provocar briga’… Claro, o álcool tinha sua culpa.
Com um olhar incrédulo, Ki Yeonghan olhou para Yoon Yejun e disse:
— Você está bêbado, vai para a casa.
Eles ainda teriam que se ver por pelo menos alguns meses. Regularmente. Não só na aula, mas fora também. Por que esse cara estava agindo assim com ele?
— Eu não estou bêbado…
— Ah, por favor.
— Ki Yeonghan, você é um babaca.
Yoon Yejun não parou ali. Disse uma vez. Duas. Três. Quatro… Continuava chamando Ki Yeonghan de babaca.
Ouvir isso na cara era a primeira vez, e veio como um bombardeio. Era como se estivesse tentando fazer lavagem cerebral.
Ki Yeonghan passou a língua entre os dentes e os lábios e assentiu.
‘Só vai embora.’
Quando ele se virou para sair de perto de Yoon Yejun, aconteceu.
Com uma inclinação, o corpo de Yoon Yejun, sem força, balançou.
— Uhm…
Sem nada para segurar, ele soltou um som confuso. E foi Ki Yeonghan quem o segurou.
— …
Yoon Yejun desabou, incapaz de se manter em pé, e todo o seu peso recaiu sobre Ki Yeonghan. Seu corpo magro se chocou contra o físico firme e sólido de Ki Yeonghan. O contraste era evidente. Ki Yeonghan já havia sentido isso no teatro, mas o corpo de Yoon Yejun era mesmo pequeno. Instintivamente, Ki Yeonghan segurou levemente seu pulso e logo afrouxou a mão.
— Ele enlouqueceu…?
Não conseguiu conter o palavrão que escapou. Por que continuava se enroscando com esse cara? Ki Yeonghan sempre teve uma vida estável e tranquila. Estável. Não havia feito nada de particularmente errado. Claro, era um pouco duro e explosivo, mas…
Mas…
Se isso fosse algum tipo de provação, ele prometia: daqui para frente, viveria de forma gentil e bondosa.
Segurando pelo braço e encostado no peito de Ki Yeonghan, Yoon Yejun levantou a cabeça.
A testa de Ki Yeonghan se contraiu involuntariamente.
Yoon Yejun piscou lentamente. Ki Yeonghan fez uma careta visível. Por que aquela pinta tinha que estar bem debaixo do olho? E esses cílios que eram tão ridiculamente curvados. Por que os lábios pareciam tão brilhantes e úmidos?
Ki Yeonghan, com certeza, também estava bêbado.
Ele fechou os olhos com força, tentando se recompor. Quando os abriu novamente, os olhos de Yoon Yejun estavam se fechando devagar também.
E, nesse momento…
— Urgh…
Yoon Yejun engasgou. Um som horrível se seguiu. O vômito espirrou sobre o casaco bege de Ki Yeonghan. A comida saiu da boca de Yejun, escorrendo pelo tecido e caindo no chão. Mesmo assim, incapaz de se sustentar, Yejun continuava se apoiando nele.
— Ah, pelo amor de Deus…!
Em choque, Ki Yeonghan o empurrou. Quase o derrubou, mas acabou agarrando a gola de sua jaqueta antes que caísse. Seus dedos tremiam de raiva.
— Hã…
Segurando Yoon Yejun à distância, Ki Yeonghan olhou para si mesmo.
— Argh…
Virou o rosto diante daquela cena grotesca. Queria sumir dali, mas não podia.
Yoon Yejun, pendurado em seu braço, mal conseguia se apoiar no parapeito do terraço. Ki Yeonghan nem teve coragem de olhar para o casaco. Com a mão livre, começou a vasculhar o bolso, pronto para ligar para a polícia e acabar logo com aquilo.
Yoon Yejun, com vômito manchado em volta da boca, murmurou:
— Meus amigos… estão lá embaixo… Minha cabeça tá… doendo…
— Para de palhaçada, sério.
— Eu… vou vomitar…
— Você já vomitou!
‘Esse cara é mesmo maluco?!’
Yoon Yejun levou a mão à boca.
Mais um “urgh…” saiu. O rosto de Ki Yeonghan empalideceu. Sem pensar duas vezes, agarrou Yejun pela gola e começou a arrastá-lo. Apressou o passo. Em vez de chamar a polícia, decidiu que era melhor se livrar logo daquele desastre.
Teve vontade de puxá-lo pelos cabelos, mas não conseguiu ir tão longe. Ki Yeonghan exalava pesado, murmurando todos os palavrões que lhe vinham à mente — droga, inferno, merda. As palavras saiam como uma enxurrada de raiva descontrolada.
Soltou um suspiro frustrado. A brisa, que antes fria, agora parecia quente. Mas aquilo já não importava. Ele definitivamente estava furioso.
Continua …
Tradução Elisa Erzet
Ler Amor com sabor de hortelã Yaoi Mangá Online
Apresentação dos Personagens
Yeonghan (Top)— Inteligente e aluno exemplar, sempre ocupou o primeiro lugar na turma. Na universidade, é conhecido por sua altura e beleza, mas também por seu temperamento difícil. Ele não liga para o que os outros pensam e age conforme seu humor — mas só mostra fraqueza diante de Yoon Yejun.
Yoon Yejun (Bottom) — Sociável e esforçado, tem fama de ser gentil e bondoso. Por traumas da infância, ele sempre tentou mostrar apenas seu lado perfeito aos outros — até conhecer Yeonghan. Aos poucos, aprende a mostrar seu eu verdadeiro e a mudar.
Para ler quando quiser:
Uma história de amor universitária cheia de tensão, onde um protagonista explosivo é “dominado” por um parceiro carinhoso.
Frase icônica:
‘É assim que um adestrador se sente ao domar uma fera que não entende palavras?’
Sinopse:
— Já formou o grupo?
Yeonghan, que não conseguiu cancelar sua matrícula em uma aula de cultura geral, acaba formando dupla com Yoon Yejun, um aluno de outro curso, para um trabalho. Acostumado a viver sem se importar com ninguém, Yeonghan solta comentários rudes sem pensar, deixando Yejun perplexo. Com uma primeira impressão desastrosa, os dois travam uma batalha intensa durante o projeto — mas, aos poucos, começam a se entender. Até que, em um dia comum, Yeonghan —ainda inconsciente de seus próprios sentimentos, diz algo que machuca Yejun, levando o relacionamento ao pior momento…
Será que conseguirão reconhecer o que sentem e ficar juntos?
Cena Destacada:
— …Yeonghan.
Yeonghan levantou os olhos e respondeu por ele:
— Quer me beijar?
Ele não respondeu, apenas piscou e o encarou novamente. Yejun também desviou o olhar, sem querer. De repente, a mão de Yeonghan cobriu a dele. Seus dedos se moveram de modo provocante, acariciando o dorso da mão de Yejun. Seus ossos eram firmes, seus nós dos dedos, grossos.
— Vou entender seu silêncio como uma resposta, — concluiu Yejun.
Mas eu não disse “então vamos”. Afinal, foi Yeonghan quem sugeriu o beijo e agora pressionava. Mas por que só ele se sentia envergonhado?
— Se me obedecer… deixo você me beijar.
Yeonghan, que observava a mão de Yejun, franziu a testa.
— Quanto mais eu tenho que obedecer?
— Acha que já me obedece?
Yejun não entendia, mas não podia discutir ali. Continuou, firme:
— Fale direito. Sem grosseria.
— …….
— Se fizer tudo do meu jeito… Deixo… você me beijar. Quantas vezes quiser.
Yejun se inclinou devagar. Apoiou a mão no peito de Yeonghan e o empurrou para trás. De repente, Yeonghan caiu de costas no sofá. Esticou o braço, envolveu a nuca de Yejun e o puxou para perto.
Quando seus lábios quase se tocaram, Yejun recuou.
— Responda primeiro. Vai me obedecer?
Se tudo desse certo, o controle estaria nas mãos dele até o fim da noite. Yejun sorriu, cauteloso. Yeonghan, abaixo dele, parecia ferido em seu orgulho. Seu rosto estava tenso, o canto da boca torcido — mas seus olhos ainda fixos nos lábios de Yejun. E não só isso: — a mão em sua nuca apertava cada vez mais. A vitória estava próxima.
— …….
Yeonghan não conseguia responder facilmente. Hesitou, seus lábios se moveram sem som.
— Se não responder…
No momento em que Yejun começou a se afastar:
— Eu… vou te obedecer.
Ao ouvir aquela voz, Yejun sentiu um calafrio.
‘É assim que um adestrador se sente ao domar uma fera que não entende palavras?’
Yeonghan puxou Yejun para si, quase como um abraço, e uniu seus lábios novamente. Um toque leve, depois se separou. Então sussurrou:
— … Se eu te obedecer, está tudo bem, então?
Nome alternativo: Mint Candy Lover