Ler Amor com sabor de hortelã – Capítulo 06 Online

Modo Claro

— …

— …

‘Droga, sério mesmo?’… Ki Yeonghan inclinou mais para chamar o nome de Yoon Yejun novamente. Estava um pouco perto demais, porém, não havia muito o que fazer, afinal, estavam num cinema. Pelo menos, ele ainda tinha um pouco de decência. Ao contrário de certas pessoas que dormiam encostadas no ombro alheio.  

Quando ele se aproximou, Yoon Yejun, que até então não havia reagido a nenhum empurrão ou chamado, abriu os olhos. Piscou algumas vezes. Seus cílios longos se afastaram, revelando um olhar tão próximo que o corpo de Ki Yeonghan se enrijeceu.

— …

Os olhos de Yoon Yejun se arregalaram lentamente, assim como os de Ki Yeonghan. Ele prendeu a respiração por um longo instante, incapaz de esconder seu susto. Yoon Yejun se sobressaltou.  

Ele claramente entendeu tudo errado.

Seu rosto ficou sério, como se achasse que Ki Yeonghan estivesse prestes a beijá-lo, e endireitou rapidamente o corpo, que antes estava inclinado. 

O rosto de Ki Yeonghan ficou vermelho de vergonha. Se sentiu injustiçado, profundamente injustiçado. Teve vontade de explodir e perguntar que tipo de mal-entendido ridículo era aquele, mas, por estarem no cinema, teve que se conter. Sim, ele havia olhado discretamente para o rosto de Yoon Yejun, mas só isso.  .

Reprimindo sua indignação e frustração, Ki Yeonghan voltou para sua posição original.

‘Que merda…’

Praguejando mentalmente, cruzou as pernas. Inclinou o corpo para longe de Yoon Yejun, pegou a coca cola no apoio de braço ao seu lado e deu um gole. Estava absurdamente doce e gelada. O cinema, que até então ele nem tinha notado direito, de repente parecia sufocante.

— Eu dormi muito?

Yoon Yejun perguntou enquanto saíam do cinema juntos. Um casal, que parecia ter começado a namorar recentemente, passou por eles trocando comentários exagerados e tímidos sobre o filme.

Ki Yeonghan descartou tudo o que carregava na lixeira. Sentiu como se estivesse jogando fora o próprio coração. Queria eliminar as lembranças constrangedoras do cinema, assim como o resto de pipoca que caiu diante dele.

Yoon Yejun tinha evitado seu olhar com desconforto e depois adormecido novamente. Ki Yeonghan acabou ficando em uma posição onde parecia que ia beijá-lo, o outro interpretou realmente errado, tornando impossível para ele se concentrar no filme. Enquanto isso, o moreno dormia feito uma pedra novamente.

Se ele tivesse apenas dormido em silêncio, Ki Yeonghan não teria dito nada. Poderia ter sido um pouco irritante, mas ele teria lidado. Mas toda vez que seu humor começava a se acalmar, Yoon Yejun se inclinava para ele novamente. Quando Ki Yeonghan empurrava sua cabeça, Yoon acordava brevemente, só para se encostar de novo. A irritação era insuportável.

Ki Yeonghan lançou um olhar fulminante para Yoon Yejun e retrucou:

— Você dormiu muito?

Yoon Yejun, à espera de uma resposta, ficou em silêncio.

Ao ver os olhos de Yoon Yejun levemente semicerrados, o humor de Ki Yeonghan azedou ainda mais. Sinceramente, se aquele cara não tivesse ficado dormindo daquele jeito, aquela situação humilhante nunca teria acontecido. Ele só queria acordá-lo poxa! Tá bom, ficou um pouco perto demais.

O que o irritou ainda mais foi que Yoon Yejun ententendeu tudo errado e virado o rosto, como se fosse alguma vítima. Por que diabos Ki Yeonghan iria querer beijar um cara? O que ele achava que Ki Yeonghan estava pretendendo?

Num ataque de frustração, Ki Yeonghan explodiu:

— Você roncou tão alto que foi um escândalo. E por que ficou se apoiando em mim? Foi de propósito?

— De propósito?

Yoon Yejun jogou seus lanches na lixeira também. Enquanto caminhavam pelo corredor do cinema em direção à área de espera, ele resmungou baixinho:  

— E você que faz isso com alguém que só estava sentado quieto…

Ki Yeonghan reagiu imediatamente ao murmúrio quase inaudível.

— Que tipo de…

Ele estava prestes a questionar que tipo de absurdo o moreno estava falando quando ele soltou a bomba:  

— Você estava tentando me beijar, não estava?

— Argh!

Ki Yeonghan não conseguiu conter sua indignação. Desarrumou os próprios cabelos de frustração, alcançou Yoon Yejun, que seguia andando à frente.

— Ei, espera aí.

Ki Yeonghan colocou uma das mãos na cintura e levantou a outra, apontando o dedo diretamente para o rosto de Yoon Yejun.

Apontar assim do nada?’ Yoon teve vontade de responder, mas engoliu as palavras. Aquela conversa não era nada além de uma troca de provocações, dizer qualquer coisa ali só daria mais munição para o cara furioso à sua frente.  

Passando a língua pelos lábios, Ki Yeonghan se esforçou para controlar a respiração antes de dizer:

— Você está interpretando mal as coisas agora. Eu não estava tentando fazer nada com você. Só queria te acordar porque você ficou se encostando no meu ombro e cochilando. 

— Tá, tanto faz. Então… a sua sexualidade…

— Não, eu já disse que não é nada disso!

Sentindo-se completamente injustiçado, Ki Yeonghan levantou a voz. Pessoas que saíam da mesma sala começaram a olhar para eles. Alguns trocaram olhares com Yoon Yejun. Não era uma briga, mas podia muito bem parecer uma, se sentiu envergonhado.

Depois de olhar em volta, Yoon Yejun, com uma careta, concordou grosseiramente:  

— Tá bom. Foi uma brincadeira.

Ele queria encerrar o assunto de forma leve, mas a expressão de Ki Yeonghan continuava fechada. Pessoas como ele, que se agarram ao orgulho sem necessidade, não sossegam até que tudo fosse resolvido.  

Viver com essa personalidade devia ser difícil. Não que Yoon Yejun fosse exemplo, ele sabia disso, mas pelo menos tinha alguma habilidade social. Talvez até demais. Graças a isso, ele nunca tinha feito algo como discutir em voz alta em público, revirando os olhos, como Ki Yeonghan.  

— Não… Por que eu faria isso com você…? Eu sou um homem!

Ki Yeonghan estava tão exaltado que nem conseguia completar as frases. O mal-entendido sobre beijar um cara era tão ruim assim? Quase parecia uma autoversão. Yoon Yejun já ouvira que pessoas com tendências homofóbicas extremas muitas vezes tinham fortes inclinações e desejos ocultos.  

Olhando para Ki Yeonghan à sua frente, Yoon pensou nisso, mas não era burro a ponto de dizer algo assim naquela situação. Afinal, esse era o mesmo cara que resmungou “nojento” para a piada do professor durante a orientação. Dizer qualquer coisa agora só o deixaria mais irritado.  

Yoon Yejun soltou um suspiro baixo.

— Certo. Eu disse que não ligo. Se entendi errado, desculpa.

Depois de falar, ele pegou o celular para ver as horas. Eram quase 13h. Sem ter checado antes, notou uma enxurrada de mensagens, grupo de trabalho, alunos de reforço, colegas de faculdade.  

Ele tinha aula às 14h nas sextas-feiras. Muitos achariam esse horário um pesadelo, mas era o que dava para conciliar com o trabalho e os estudos.

Verificando o celular com expressão vazia, Yoon Yejun o guardou no bolso. Então, ereto, encarou o olhar irritado e ruborizado de Ki Yeonghan.  

— Tenho aula agora à tarde. Melhor a gente se despedir por aqui.

Falando calmamente, Ki Yeonghan fechou os olhos e assentiu, ainda fervendo de raiva, passando por Yoon Yejun com passos rápidos. Nem sequer deu um “tchau” casual. Depois de alguns passos, incapaz de se conter, ele bateu o pé no chão.  

‘Um cara na casa dos vinte e poucos anos… batendo o pé como uma criança irritada?’

— Tsc…

Yoon Yejun estalou a língua sem pensar duas vezes.

Ele não conseguia entender, nem suportar aquele cara.

Um fim de semana silencioso.

Ki Yeonghan estava encarando seu monitor sem expressão.  

Ele olhava com intensidade para o modelo de relatório em branco que o professor havia fornecido. ‘Relatório de atividades… fala sério.’ Era o tipo de coisa que crianças do ensino fundamental fariam. Relatório de atividades, reflexões, avaliação em uma linha, o que fazer no próximo encontro.  

— O que eu quero fazer, uma ova…

Desviou o olhar para o calendário na mesa. Ainda era março. Como iria aguentar até o fim de junho? Mesmo parado, suspirou fundo.

Com a testa franzida, Ki Yeonghan bateu levemente no teclado, então focou no monitor.  

Havia um campo para o número de matrícula do parceiro, mas ele não queria entrar em contato com Yoon Yejun para perguntar, então vasculhou o portal da universidade para encontrá-lo.  

Começou a escrever o relatório.

[Nos encontramos no café às 9h. Embora ele tenha chegado dois minutos atrasado, eu tentei relevar, mas Yoon Yejun ficou na defensiva. Eu não estava de bom humor e estava prestes a ir embora, mas ele sugeriu irmos ao cinema. O motivo… porque ele não tinha nada para escrever no relatório…]

 Ele hesitou, então apagou essa parte. Em vez disso, escreveu que concordou porque não havia motivo para recusar.

[Yoon Yejun não perguntou que tipo de filme eu gostava e comprou os ingressos por conta própria. Me senti desconfortável. Como ele já tinha pago os ingressos, eu me senti em dívida e comprei lanches, mas ele mal comeu e dormiu o filme inteiro.]

—…

E então | …

O cursor piscava diante dele.

E então | …

… E então |

E então | …

Ele se lembrou de Yoon Yejun encostando sua pequena cabeça em seu ombro. Na primeira vez, irritado, Ki Yeonghan afastou. Mas Yoon voltou a encostar. Isso se repetiu várias vezes. No fim, cansado demais para se importar, Ki Yeonghan deixou quieto e tentou assistir ao filme. Até que Yoon virou a cabeça para o outro lado e dormiu ali mesmo.

Yoon Yejun tinha uma cabeça relativamente pequena para um homem. Ki Yeonghan ouvia frequentemente que ele mesmo tinha uma cabeça pequena, mas a de Yoon Yejun era ainda menor. A respiração suave, o corpo que se inclinava… seu porte era delicado. O físico era bem pequeno também.  

— Droga…

Incapaz de se conter, Ki Yeonghan praguejou em voz alta. Não havia razão para pensar naquilo, mas os pensamentos vinham. Irritado, apagou tudo o que havia escrito. Ignorando a parte de reflexões e atividades, pulou direto para a avaliação em uma linha.

 Sem hesitar, escreveu:

[A primeira impressão é a pior, mas a cabeça é leve.]

— Ei, Yoon.

Um dedo cutucou seu lado com força, e Yoon Yejun olhou para cima. Era Kim Donghoon, um amigo próximo. Donghoon fez biquinho, estalando os lábios num som de beijo. Poderia muito bem ter dito “Vamos fumar”, mas sempre fazia esse tipo de brincadeira. Os héteros coreanos tinham mesmo a vida fácil.

Yoon Yejun se levantou. Ele e Kim Donghoon saíram juntos da sala de aula. Caminharam lado a lado até a área de fumantes no primeiro andar, esperando o elevador. Demorou um pouco para descer do nono andar.  

Enquanto isso, conversaram trivialidades. A comida do refeitório era barata, mas decente. Eles queriam esganar quem fumava no banheiro. Um professor perguntou quais matérias Yoon Yejun estava cursando. A maior parte da conversa vinha de Donghoon.

Ding — o elevador se abriu. Yoon Yejun deu um passo à frente, olhando naturalmente para dentro. E encontrou um rosto familiar.

— …  

Era Ki Yeonghan. Estranhamente, depois que passou a reconhecer seu rosto, eles continuaram se esbarrando. Provavelmente porque usavam o mesmo prédio de Ciências Humanas. Ki Yeonghan mantinha sua expressão carrancuda de sempre. Seus olhares se cruzaram de forma natural.

‘Devo cumprimentá-lo?’ Yoon Yejun considerou brevemente, mas logo desistiu. Ki Yeonghan passou por ele como se fossem estranhos. ‘Normalmente, quando você encontra alguém com quem está fazendo um trabalho em grupo fora da aula, você pelo menos acena, certo? Que babaca. Não é à toa que ninguém gosta dele.’

Yoon Yejun entrou no elevador. Quando as portas estavam prestes a fechar, uma voz chamou:  

— Ei, Yeonghan!

Era um tom alegre e amigável. ‘Então ele tem amigos. Que bom para ele, talvez…’ Embora não parecesse se importar se tivesse ou não. Não era o tipo de pessoa que Yoon Yejun imaginava sendo gentil com os amigos.

E, como esperado:

— Ei, eu não sou surdo. Fala mais baixo.

Mesmo com os amigos, ele era assim. Inacreditável.

As portas do elevador se fecharam lentamente. A última coisa que Yoon Yejun ouviu foi o amigo de Ki Yeonghan insistindo para irem beber ou fazerem algo. Será que um cara como ele realmente bebe? De repente, ficou curioso.

— Yejun, você não trabalha hoje, né?

— Não.

— Bora tomar uma? O Minseok hyung abriu um bar. Ele tá implorando para gente aparecer.

Minseok é um veterano que cuidava deles desde o primeiro ano. Qual seria a idade dele agora? Uns vinte e tantos, talvez. Yoon Yejun não sabia ao certo. Quanto mais tempo você passava na universidade, mais velhos seus veteranos ficavam, e em algum momento você perde a conta.

Lembrava-se de ter ouvido, no começo do ano, durante uma conversa casual, que Minseok havia aberto um bar. Vinha de uma família rica, conhecida por isso. Nunca ligou muito para os estudos, mas assim que se formou, abriu um bar ali perto. O dinheiro realmente move o mundo. Diferente de Yoon Yejun, que mal tinha tempo para dormir devido aos bicos.

Deu um sorriso amargo e logo disfarçou a expressão.

— Vamos?

— Claro que vamos! O Minseok hyung falou que vai bancar tudo se a gente aparecer!

Beber um pouco depois de tanto tempo não parecia uma má ideia. Vivendo atolado de trabalho, tirar um ou dois dias para relaxar não faria mal algum.

‘Que horas é a aula amanhã mesmo?’ Desde que não fosse de manhã, estaria tudo bem. Amanhã é terça… Yoon Yejun relembrou sua agenda. A primeira aula era às 13h. Tranquilo então.

Ele assentiu levemente. Beber parecia uma boa. Assim que concordou, Donghoon, empolgado, pegou o celular.

DING — o elevador chegou ao térreo.

Depois da aula, saindo com os amigos, logo era hora do jantar. Yoon Yejun e seus amigos, que estavam relaxando em seus apartamentos, se encontraram em frente ao bar que Minseok havia inaugurado e entraram.  

O bartinha aquele clima escuro e animado de começo do semestre, onde calouros bebem sem parar. Um típico pub de cidade universitária.

Yoon Yejun parou na entrada, imóvel.

Havia dois tipos de bares que ele achava particularmente desconfortáveis: os localizados em distritos movimentados, onde ninguém ligava para o que os outros faziam, e o outro era exatamente esse, escuro, úmido, típico de áreas universitárias.

Se tivesse que explicar por quê…

Provavelmente porque o faziam lembrar de alguém do seu passado. Na vida geralmente estável de Yoon Yejun, aquele havia sido um período raro em que se sentiu perdido, abalado, como um pequeno barco à vela jogado em meio a um mar tempestuoso.

Sua expressão ficou séria, e ele permaneceu parado no lugar. Seus amigos, já aglomerados na entrada, riam e conversavam alto.

Eles chamaram:

— Minseok hyung! 

Acenando com entusiasmo. O veterano, parado no corredor com ares de jovem dono de bar, os notou e se aproximou.

— Ei, vocês vieram mesmo?

— Hyung, como assim? Foi você que chamou a gente!

Donghoon, com um sorriso malicioso, provocou o veterano. Observando aquela leve provocação entre eles, as sombras do passado pareciam se dissipar aos poucos.

Yoon Yejun deixou os amigos conversando com Minseok e olhou ao redor do bar. Mesmo não sendo tarde, o interior estava escuro. O ambiente exalava “noitada”, e parecia improvável que ele sairia sóbrio aquela noite.

— Venham por aqui, sentem-se.

Yoon Yejun se acomodou onde o veterano indicou. Minseok os guiou até o centro do bar e entregou um menu decentemente organizado 

— Hyung, agora você tem cara de patrão mesmo.

Seus amigos zoaram e o veterano caiu na risada.

Como substituiria o jantar, pediram um ensopado picante e petiscos fritos como entrada, com 3000ml de cerveja e quatro garrafas de soju.  

Animado, o veterano riu, dizendo que naquela noite era tudo por conta dele e que podiam pedir à vontade. Em seguida, foi até a cozinha.

— Adivinha por que o hyung chamou a gente?

— Quem se importa?

— Os colegas de turma dele são todos feios.

— Aquele ano foi amaldiçoado para os homens.

— Mas a gente até se salva, né?

Yoon Yejun, ouvindo o papo furado com expressão entediada, apoiou o queixo numa mão e mexia no celular com a outra. Era conversa fiada. Não fazia questão de participar daquela bobagem. Enquanto esperava a comida, com o olhar vazio, abriu o kakao Talk e deslizou o dedo pela tela.

[Ciência Política e Diplomacia — Ki Yeonghan]

A verdadeira peça rara estava ali.

Continua…

Tradução Elisa Erzet 

Ler Amor com sabor de hortelã Yaoi Mangá Online

Apresentação dos Personagens
Yeonghan (Top)— Inteligente e aluno exemplar, sempre ocupou o primeiro lugar na turma. Na universidade, é conhecido por sua altura e beleza, mas também por seu temperamento difícil. Ele não liga para o que os outros pensam e age conforme seu humor — mas só mostra fraqueza diante de Yoon Yejun.
Yoon Yejun (Bottom) — Sociável e esforçado, tem fama de ser gentil e bondoso. Por traumas da infância, ele sempre tentou mostrar apenas seu lado perfeito aos outros — até conhecer Yeonghan. Aos poucos, aprende a mostrar seu eu verdadeiro e a mudar.
 Para ler quando quiser:
Uma história de amor universitária cheia de tensão, onde um protagonista explosivo é “dominado” por um parceiro carinhoso.
 Frase icônica:
‘É assim que um adestrador se sente ao domar uma fera que não entende palavras?’
Sinopse:
— Já formou o grupo?
Yeonghan, que não conseguiu cancelar sua matrícula em uma aula de cultura geral, acaba formando dupla com Yoon Yejun, um aluno de outro curso, para um trabalho. Acostumado a viver sem se importar com ninguém, Yeonghan solta comentários rudes sem pensar, deixando Yejun perplexo. Com uma primeira impressão desastrosa, os dois travam uma batalha intensa durante o projeto — mas, aos poucos, começam a se entender. Até que, em um dia comum, Yeonghan —ainda inconsciente de seus próprios sentimentos, diz algo que machuca Yejun, levando o relacionamento ao pior momento…
Será que conseguirão reconhecer o que sentem e ficar juntos?
Cena Destacada:
— …Yeonghan.
Yeonghan levantou os olhos e respondeu por ele:
— Quer me beijar?
Ele não respondeu, apenas piscou e o encarou novamente. Yejun também desviou o olhar, sem querer. De repente, a mão de Yeonghan cobriu a dele. Seus dedos se moveram de modo provocante, acariciando o dorso da mão de Yejun. Seus ossos eram firmes, seus nós dos dedos, grossos.
— Vou entender seu silêncio como uma resposta, — concluiu Yejun.
Mas eu não disse “então vamos”. Afinal, foi Yeonghan quem sugeriu o beijo e agora pressionava. Mas por que só ele se sentia envergonhado?
— Se me obedecer… deixo você me beijar.
Yeonghan, que observava a mão de Yejun, franziu a testa.
— Quanto mais eu tenho que obedecer?
— Acha que já me obedece?
Yejun não entendia, mas não podia discutir ali. Continuou, firme:
— Fale direito. Sem grosseria.
— …….
— Se fizer tudo do meu jeito… Deixo… você me beijar. Quantas vezes quiser.
Yejun se inclinou devagar. Apoiou a mão no peito de Yeonghan e o empurrou para trás. De repente, Yeonghan caiu de costas no sofá. Esticou o braço, envolveu a nuca de Yejun e o puxou para perto.
Quando seus lábios quase se tocaram, Yejun recuou.
— Responda primeiro. Vai me obedecer?
Se tudo desse certo, o controle estaria nas mãos dele até o fim da noite. Yejun sorriu, cauteloso. Yeonghan, abaixo dele, parecia ferido em seu orgulho. Seu rosto estava tenso, o canto da boca torcido — mas seus olhos ainda fixos nos lábios de Yejun. E não só isso: — a mão em sua nuca apertava cada vez mais. A vitória estava próxima.
— …….
Yeonghan não conseguia responder facilmente. Hesitou, seus lábios se moveram sem som.
— Se não responder…
No momento em que Yejun começou a se afastar:
— Eu… vou te obedecer.
Ao ouvir aquela voz, Yejun sentiu um calafrio.
‘É assim que um adestrador se sente ao domar uma fera que não entende palavras?’
Yeonghan puxou Yejun para si, quase como um abraço, e uniu seus lábios novamente. Um toque leve, depois se separou. Então sussurrou:
— … Se eu te obedecer, está tudo bem, então?
Nome alternativo: Mint Candy Lover

Gostou de ler Amor com sabor de hortelã – Capítulo 06?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!