Ler Amor com sabor de hortelã – Capítulo 03 Online

Modo Claro

Ki Yeonghan recostou na cadeira, inclinou a cabeça para encarar o teto. Só queria que a aula terminasse. Logo, o professor, após explicar o plano de ensino, chamou a atenção de todos com um: 

— Muito bem! Hoje vou liberar vocês mais cedo, mas não saiam agora. Formem suas duplas antes de ir. Vocês não terão tempo para se encontrar fora da aula. É isso por hoje. Nos vemos na próxima semana. Obrigado.  

O professor passou os olhos pela sala com uma expressão curiosa antes de sair sem hesitar. Ki Yeonghan pegou o plano de aula com uma mão. Yoon Yejun, que estava sentado ao lado dele, já estava saindo pela porta dos fundos. “Rápido, esse cara.” Quando Ki Yeonghan começou a se levantar, uma garota sentada à sua frente se virou.

— Já formou uma dupla?  

— Não. Vou trancar a matéria.  

— Ah…  

Yeonghan respondeu sem hesitar. Pegou a mochila e foi em direção à porta, quando outra voz o chamou:

— Com licença.

  

— Já formou o grupo? 

 

— Não. Vou trancar a matéria.  

Finalmente escapou do auditório. Jogou o plano de aula na lixeira ao lado da sala. Não precisava dele, já que ia desistir da matéria. Talvez fumasse um cigarro antes de ir embora.

Saiu do prédio e foi para a área de fumantes. Acendeu um cigarro e o mordiscou. ‘Que matéria eu deveria pegar? Ainda vai ter alguma disciplina decente no sistema de matrícula? Tomara que os horários encaixem. Não quero vir à faculdade às sextas.’ Perdido em pensamentos, baixou a cabeça.

  

Soltou uma baforada de fumaça. No mesmo instante, uma voz o chamou.

— Com licença.  

Não era a voz aguda de antes.  

Ki Yeonghan franziu a testa levantando a cabeça. Inclinando levemente, encontrou o olhar de um cara um pouco mais baixo que ele. Yoon Yejun. Seu nome redondo contrastava com seus traços afiados. Com uma expressão de “o que você quer?”, ele encarou o rapaz, que perguntou em um tom calmo:  

— Já escolheu um parceiro?  

‘Que porra é essa?’

Yeonghan endireitou a cabeça. Deu uma tragada no cigarro e soltou a fumaça. Depois, jogou no cinzeiro com areia. Piscando, ele encarou o rapaz.

— Eu? 

 

— Sim. 

 

— Você está me perguntando se já escolhi um parceiro?  

— Isso.  

— Eu sou homem.  

Sua boca ficou seca. A testa franzida de Ki Yeonghan não relaxou. O cara diante dele obviamente sabia que ele era homem, assim como Ki Yeonghan sabia que o rapaz ali também era.  

— Eu sei. O professor disse que tudo bem, homem com homem ou mulher com mulher.

Mas que merda…

Ki Yeonghan ficou tão perplexo que não conseguiu responder. O rapaz insistiu:  

— Se ainda não escolheu, podemos ficar no mesmo grupo.  

— Não. Vou trancar a matéria. 

 

— Ah, entendi…  

O rapaz assentiu, parecendo decepcionado, fez um leve aceno com a cabeça e se afastou.  

— Hã…  

Desconcertado, Yeonghan ficou olhando a figura se afastando. 

— Qual é a desse cara?— Soltou um palavrão. — Porra! Ele é gay? Por que tem tantos ao meu redor? Eu ainda tô tentando aceitar meu irmão.

De repente, o mundo desabou sobre Ki Yeonghan como uma onda.  

Mas logo se recompôs. 

— Preciso ir para as aulas da minha graduação. Que azar, caramba! Que dia estranho.

Uma semana se passou.  

Quinta-feira ao meio-dia. Ki Yeonghan estava sentado no meio do auditório Mugunghwa Hall. Bastante inesperado para alguém que declarou com todas as letras que trancaria a matéria. Estava com um caderno aberto e olhando fixamente para frente.

— Porra… 

Ele tentou engolir o palavrão, mas escapou.  

O professor entrou no auditório. Alguns alunos na frente o cumprimentaram. Levantou a mão em resposta, abriu a lista de presença e começou a chamar os nomes. Como havia dito na semana passada, começou de trás para frente.

— Yoon Yejun.  

Um nome familiar soou.  

— Presente.  

A voz também era familiar. ‘Parece que hoje ele não se atrasou.’ Ki Yeonghan não conseguia ver Yejun com bons olhos. Fingir ser gente boa é uma coisa, mas chegar atrasado é outra que ele odiava.

O professor continuou a chamada, passando por dezenas de nomes.  

— Ki Yeonghan.  

Ao ouvir seu nome, Ki Yeonghan levantou sutilmente a mão e respondeu. Esperava que o professor seguisse em frente, mas, de repente, ele falou:

— Reparei na última vez, Ki Yeonghan.  

— …  

— Você é muito bonito.  

Com isso, alguns alunos da frente viraram para olhar o rosto de Yeonghan. Xingando mentalmente, ele abaixou um pouco a cabeça. ‘Tá maluco? Professor louco do caralho. Se isso é comunicação, que fiquem os cães com ela. Vou ficar solteiro para sempre mesmo.’ Mascou o chiclete agressivamente.

(Elisa: Meu gayzinho incubado mais fofo do mundo)  

Terminada a chamada, o professor anunciou:  

— Muito bem! Vamos falar dos grupos antes de começarmos.

  

Sussurros se espalharam pela sala.  

— Todos já formaram os grupos?

— Sim! — respondeu uma voz alta e empolgada, claramente de alguém que adorava chamar atenção. Yeonghan, é claro, não tinha formado dupla. Mas tudo bem.

Tendo levado uma vida relativamente tranquila, ele acreditava que essa situação também se resolveria. Claro, acabou nessa maldita aula de “Relacionamento e Comunicação” e tentou trocar, mas as opções eram aulas às sextas ou disciplinas com horários que quebravam completamente seu cronograma principal. Se não quisesse isso, teria que pegar algo como badmínton. Se tivesse ficado mais tempo no computador, talvez encontrasse algo, mas não estava tão desesperado assim. Escolheu o menor dos males.

— Levantem a mão quem ainda não formou grupo.

Com quase 100 alunos, certamente haveria outros sem pares. Se não fosse pela voz atrás dele, ele estaria mais confiante.  

— Você não recebeu um monte de e-mails?  

As pessoas atrás claramente haviam se juntado às pressas para o trabalho em grupo. 

 — Muitos. Como não dá para fazer as tarefas sem grupo, todo mundo deve ter ficado desesperado.  

‘E-mails?’ Ki Yeonghan nunca checava sua caixa de entrada a menos que fosse para trabalho em grupo.

 Pelo jeito, quem não tinha grupo mandava e-mail. Aliviado, Ki Yeonghan levantou a mão.

  

— Ki Yeonghan e… qual é o nome do outro aluno?  

Infelizmente, o professor já tinha decorado o rosto e o nome de Ki Yeonghan. Para alguém que odiava chamar atenção, aquilo era o pior cenário.

  

— Yoon Yejun.  

Ah, droga… 

Continua…

Tradução Elisa Erzet 

Ler Amor com sabor de hortelã Yaoi Mangá Online

Apresentação dos Personagens
Yeonghan (Top)— Inteligente e aluno exemplar, sempre ocupou o primeiro lugar na turma. Na universidade, é conhecido por sua altura e beleza, mas também por seu temperamento difícil. Ele não liga para o que os outros pensam e age conforme seu humor — mas só mostra fraqueza diante de Yoon Yejun.
Yoon Yejun (Bottom) — Sociável e esforçado, tem fama de ser gentil e bondoso. Por traumas da infância, ele sempre tentou mostrar apenas seu lado perfeito aos outros — até conhecer Yeonghan. Aos poucos, aprende a mostrar seu eu verdadeiro e a mudar.
 Para ler quando quiser:
Uma história de amor universitária cheia de tensão, onde um protagonista explosivo é “dominado” por um parceiro carinhoso.
 Frase icônica:
‘É assim que um adestrador se sente ao domar uma fera que não entende palavras?’
Sinopse:
— Já formou o grupo?
Yeonghan, que não conseguiu cancelar sua matrícula em uma aula de cultura geral, acaba formando dupla com Yoon Yejun, um aluno de outro curso, para um trabalho. Acostumado a viver sem se importar com ninguém, Yeonghan solta comentários rudes sem pensar, deixando Yejun perplexo. Com uma primeira impressão desastrosa, os dois travam uma batalha intensa durante o projeto — mas, aos poucos, começam a se entender. Até que, em um dia comum, Yeonghan —ainda inconsciente de seus próprios sentimentos, diz algo que machuca Yejun, levando o relacionamento ao pior momento…
Será que conseguirão reconhecer o que sentem e ficar juntos?
Cena Destacada:
— …Yeonghan.
Yeonghan levantou os olhos e respondeu por ele:
— Quer me beijar?
Ele não respondeu, apenas piscou e o encarou novamente. Yejun também desviou o olhar, sem querer. De repente, a mão de Yeonghan cobriu a dele. Seus dedos se moveram de modo provocante, acariciando o dorso da mão de Yejun. Seus ossos eram firmes, seus nós dos dedos, grossos.
— Vou entender seu silêncio como uma resposta, — concluiu Yejun.
Mas eu não disse “então vamos”. Afinal, foi Yeonghan quem sugeriu o beijo e agora pressionava. Mas por que só ele se sentia envergonhado?
— Se me obedecer… deixo você me beijar.
Yeonghan, que observava a mão de Yejun, franziu a testa.
— Quanto mais eu tenho que obedecer?
— Acha que já me obedece?
Yejun não entendia, mas não podia discutir ali. Continuou, firme:
— Fale direito. Sem grosseria.
— …….
— Se fizer tudo do meu jeito… Deixo… você me beijar. Quantas vezes quiser.
Yejun se inclinou devagar. Apoiou a mão no peito de Yeonghan e o empurrou para trás. De repente, Yeonghan caiu de costas no sofá. Esticou o braço, envolveu a nuca de Yejun e o puxou para perto.
Quando seus lábios quase se tocaram, Yejun recuou.
— Responda primeiro. Vai me obedecer?
Se tudo desse certo, o controle estaria nas mãos dele até o fim da noite. Yejun sorriu, cauteloso. Yeonghan, abaixo dele, parecia ferido em seu orgulho. Seu rosto estava tenso, o canto da boca torcido — mas seus olhos ainda fixos nos lábios de Yejun. E não só isso: — a mão em sua nuca apertava cada vez mais. A vitória estava próxima.
— …….
Yeonghan não conseguia responder facilmente. Hesitou, seus lábios se moveram sem som.
— Se não responder…
No momento em que Yejun começou a se afastar:
— Eu… vou te obedecer.
Ao ouvir aquela voz, Yejun sentiu um calafrio.
‘É assim que um adestrador se sente ao domar uma fera que não entende palavras?’
Yeonghan puxou Yejun para si, quase como um abraço, e uniu seus lábios novamente. Um toque leve, depois se separou. Então sussurrou:
— … Se eu te obedecer, está tudo bem, então?
Nome alternativo: Mint Candy Lover

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