Ler Alpine (Novel) – Capítulo 18 Online

₊°。❆ Capítulo 18 ⋆⁺₊❅.
— Seon-woo, você…. Por que não atende as ligações? A gente ficou preocupado.
— …Entrem, primeiro.
Ele abriu bem a porta. Como esperado, assim que entrou, Nam Jun-woo ficou olhando para todo lado e mexeu na porta fechada.
Clec.
— Por que isso aqui não abre?
— Ah, é o quarto do meu colega de apartamento. Não entra aí.
— Você tem colega de apartamento? Ele também é instrutor de esqui? Opa, não me diga que ele está aí dentro agora?
— Não. Ele saiu pra dar aula.
— Eca, mas vocês vivem sem limpar nada, né, o feromônio está…… Pelo visto o seu colega também é um caso perdido.
— Eu já disse que você é que é sensível.
Indo até a frente do sofá com as bebidas, Seon-woo estremeceu ao ver a lata que Hyun-chae bebia e não teve tempo de recolher, e a escondeu discretamente atrás da cortina.
— Seon-woo, senta.
— Sim.
Sentados em volta do sofá, Seon-woo ouviu em silêncio o que a família tinha a dizer. A situação atual de Lee-won, o presidente Choi furioso. O fato de a notícia sobre ele ter chegado até os ouvidos do presidente do conselho Choi. Enquanto ele tapava os olhos e os ouvidos e fugia, muita coisa tinha acontecido.
— Aquele Hwang Dong-jin também é teimoso pra caramba. Eu disse pra ele simplesmente te demitir e ele, se achando dono….
Pedindo desculpas por dentro ao Dong-jin hyung, mencionado de um lado para o outro só pelo crime de ser colega de turma de Nam Jun-woo, Seon-woo olhou para a família sentada à sua frente. Era a primeira vez que ele e Lee-won se desentendiam tanto, mas ele jamais imaginou que o pai viesse até ali. De qualquer forma, achando que, se não resolvesse aquilo direito agora, seria atormentado o inverno inteiro, Seon-woo massageou as têmporas latejantes e abriu a boca:
— Eu entendo o que os senhores estão dizendo. Mas eu não vou. Não teria nada em que eu pudesse ajudar indo até lá.
— Você acha que isso é brincadeira de criança! O presidente do conselho Choi também ouviu a história, ficou preocupado e chegou a perguntar em separado se tinha acontecido alguma coisa com você. Nem é preciso dizer o quanto isso deixou o presidente incomodado. Uma briguinha entre amigos se resolve desse jeito? Uma vez aberta, a rachadura é difícil de tapar de novo.
— Isso já não é assunto só de vocês dois. O Lee-won está doente e você vai ser cruel assim mesmo?
Ouvindo em silêncio a argumentação dos pais, Seon-woo abriu a boca:
— O Lee-won também não disse nada sobre por que adoeceu do nada, né?
— O quê?
— Haa, eu não queria chegar a dizer isso. É que eu acho que o Lee-won estar doente é por minha causa.
Diante dos três olhando para ele com cara de espanto, Seon-woo desfiou uma história sem mentiras, mas com os fatos distorcidos.
— Da última vez, a gente estava bebendo junto e eu peguei no sono, e de repente ele não conseguiu controlar o feromônio. Ficou muito exaltado, como antigamente. No começo eu achei que fosse pela bebida, mas quando ele está com os outros não é assim.
— Seon-woo, você…. Está dizendo que aquela doença do Lee-won voltou por sua causa?
Quando a mãe perguntou com a voz trêmula, Seon-woo assentiu. Nam Jun-woo balançou a cabeça como quem não entende.
— Mas por quê? O que você fez?
— Ele sempre foi sensível a alfas. E o único alfa tão próximo dele sou eu. …Foi por isso que eu me afastei. Achei que, se isso se soubesse, seria ruim para o Lee-won e para mim.
— De fato… isso não pode se espalhar por aí.
— É, e também não é certo culpar o Seon-woo. Se acabar surgindo um boato estranho…. Mas, Seon-woo, você devia ter falado com a gente. Nós te enchemos de bronca sem saber de nada.
— Eu não falei porque o Nam Jun-woo é boca-mole e eu não confiava.
— Ei, o quê?!
— Jun-woo, se você sair falando disso por aí, saiba que vai levar uma bronca daquelas.
— Eu vou sair falando uma coisa dessas onde? Puta merda, que injustiça!
— E o que você pretende fazer daqui pra frente?
Diante da família já toda convencida, Seon-woo abriu um sorriso.
— …Eu acho que com um ômega marcado a coisa muda um pouco. Eu pretendo ir ao noivado, em março.
Seon-woo acompanhou os pais e Nam Jun-woo até o carro com o coração leve. Agora não haveria mais ninguém aparecendo ali, movido por Lee-won.
Entrando de novo no apartamento, bateu na porta fechada do quarto. Pouco depois, com um clec, a porta se abriu e Hyun-chae apareceu com o rosto todo vermelho. Assustado com aquele rosto anormalmente escarlate, Seon-woo esticou a mão e encostou na bochecha dele. Como a mão, fria por ter estado do lado de fora, devia estar refrescante, Hyun-chae inclinou levemente a cabeça e esfregou o rosto nela.
— Por que o seu rosto está tão vermelho? Estava com calor?
— Não é isso. É que o seu feromônio estava muito, muito denso.
Só então Seon-woo percebeu seu erro. Ele tinha acabado de acordar e, como morava sozinho, nem cogitava conter o feromônio, então o quarto devia ser Seon-woo em pessoa. E ele foi enfiar outro alfa num lugar desses.
— Nossa, me desculpa. Deve ter sido difícil. Em vez de aguentar, você podia ter aberto pelo menos a janela.
— …Eu não detestei.
Achando fofo o jeito dele falando com o pescoço todo vermelho, ele soltou uma piadinha:
— Se não detestou, então… você não ficou brincando com a mão por causa do meu feromônio, né?
Diante da pergunta feita de brincadeira, não houve resposta. Seon-woo, que tinha rido e ia seguindo em frente, parou e se virou para Hyun-chae.
— Não ficou, né?
— …Fiquei.
— Esse “fiquei” é de “não fiquei” ou é de “fiquei mesmo”?
Com um leve sorriso, Hyun-chae passou raspando por Seon-woo. Diante daquele sorriso travesso, Seon-woo não teve coragem de entrar no quarto e levou a mão à cabeça.
— Ei, Eun Hyun-chae!!
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Forçando as sobrancelhas para imitar uma cara de galã, Han-na estendeu o chocolate quente que segurava na direção de Seon-woo e sacudiu:
— Ei, moço bonito. Que tal a gente tomar um chocolatinho quente?
— Onde é que você aprendeu uma coisa dessas?
— Está na moda. É o jeito de virar alfa dominante.
O que as crianças de hoje andam assistindo? Erguendo as sobrancelhas diante de um mundo difícil de compreender, Seon-woo deu um toque no capacete de Han-na, que tinha orelhinhas de gato de silicone macio, e disse:
— Não é isso que muda a casta.
— A gente também sabe, tá. E, mesmo sem essas coisas, a gente vai ser alfa dominante.
— É verdade, o papai é alfa dominante, então dizem que tem grande chance de a gente também ser. Como somos gêmeas idênticas, a casta é a mesma.
— Eu e a I-na não temos casta de ômega.
Que Jin-yeong, a quem ele sempre encontrava, era ômega, isso ele já sabia havia tempo. Então o outro pai era alfa dominante. Com razão as duas tinham tanta coordenação motora….
Do outro pai ele só sabia que trabalhava em Busan e nunca tinha visto seu rosto até hoje. Ele estava mexendo nas orelhinhas de silicone do capacete que segurava quando Lee-won ligou. Dessa vez ele não pretendia fugir.
— O professor vai atender uma ligação e já volta. Fiquem sentadas aqui.
— Sim.
— Tá bom.
Depois de fazer um gesto para Seo-rin, dentro da lanchonete, pedindo que olhasse as crianças, Seon-woo foi para trás do prédio e atendeu.
— Alô.
— Você me usou como desculpa?
Diante da voz afiada, Seon-woo riu sem fazer som. Fazia apenas um dia que os pais tinham ido embora. Se em um dia a coisa chegou a Lee-won, tinha sido Nam Jun-woo, com certeza.
— …Pois é, por que você foi cutucar tanto? Eu não tinha o que dizer.
Como se Lee-won tivesse fechado a boca, o silêncio do outro lado se prolongou. Soltando um pequeno suspiro, Seon-woo ia abrir a boca dizendo que ia desligar quando Lee-won falou:
— Naquele dia eu errei. Seon-woo.
— ….
— Então volta. Vamos voltar a ser como antes. Nós dois.
Será que ele sabe o que “como antes” significa para ele? Seon-woo abriu um sorriso amargo.
— …Eu já disse que vou em março.
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— Aaargh!!
Depois de desligar, Lee-won bufava. Nam Seon-woo tinha mudado.
E vinha à mente uma pessoa: Eun Hyun-chae.
Filhos da puta, que armação é essa? Não me diga que isso também é obra da Choi Lee-ri.
Lee-won arrancou o soro com um gesto brusco. Estava se levantando quando o secretário, que acabava de entrar, perguntou assustado:
— Senhor, por que… está se sentindo mal? Vou chamar a enfermeira.
— Eu vou ter alta, então cuida dos trâmites.
— Como?
Lee-won arrancou a roupa de hospital de merda e se trocou.
Até quando pretendem me tratar como um doente incapaz?
Diante de Lee-won arrancando as roupas com brutalidade, o secretário, atrapalhado, disse que estava bem e acrescentou:
— E a senhorita Lee-ri pediu para o senhor ligar para ela.
— A Choi Lee-ri?
Por que ela quer que eu ligue, do nada?
Como não era algo que costumasse acontecer, ele não podia ignorar, e Lee-won ligou imediatamente para Choi Lee-ri.
— Por que você pediu pra eu ligar?
— Você pediu o Mighty Town e levou um não.
— Ligou pra me irritar? Vou desligar.
Quando ele falou sem esconder o mau humor, Lee-ri fez um “hmm” pensativo.
— Não, é que a U-yeon ouviu isso e me perguntou se eu queria usar. Eu ia dizer que não precisava, mas lembrei de você e liguei; se não precisa, deixa. Por acaso você precisa?
Dava para sentir que ela perguntava zombando. Normalmente ele teria ignorado e desligado, mas, naquele momento, era uma proposta difícil de recusar para Lee-won.
…Droga, Nam Seon-woo.
— …Passa o contato do responsável.
↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki
Ler Alpine (Novel) Yaoi Mangá Online
SINOPSE:
Nam Seon-woo, um ex-esquiador. Por muitos anos, ele vinha nutrindo um amor não correspondido pelo amigo de infância. Então, um dia, ele conhece um homem extraordinariamente bonito. Achando que fosse apenas um encontro passageiro, ele tenta seguir em frente. Mas o homem, Eun Hyeon-chae, acaba sendo um calouro da sua escola, cruzando seu caminho constantemente, e até entra para o clube de esqui de Seon-woo, o “Schuphur”.
— Se explica. Você disse que não me conhecia, mas agora quer ser meu calouro. Você deveria respeitar minha privacidade.
— Sunbae, você sempre olha pra mim desse jeito.
— …Como exatamente eu olho pra você?
— Como se achasse que eu sou irresistivelmente bonito, a ponto de te matar.
E lentamente, o coração de Seon-woo também começa a vacilar…
— Sunbae. Você estava chorando?
— …
— Sunbae.
— Só vai embora.
Embora Seon-woo tivesse mandado ele ir embora, Hyeon-chae escapuliu para dentro do elevador que estava fechando, no último segundo.
— Sunbae, se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar, eu quero—
— Ir embora em silêncio ajudaria.
Seon-woo virou as costas para ele. Mas antes que conseguisse dar um único passo, Hyeon-chae estendeu a mão, segurando seu braço.
— Sunbae. Eu gosto de você.
Seon-woo fitou a mão que segurava seu braço, depois lentamente se virou de volta para encontrar o olhar de Hyeon-chae.
Seus olhos se encontraram, os mesmos que vinham observando-o de longe por meses. Naquele momento, Seon-woo o puxou para mais perto e o beijou.
É uma história sobre um seme mais novo, cego pelo amor, cruzando linhas, quebrando limites e indo além das barreiras, e o uke mais velho que acha essa persistência irresistivelmente cativante.
Nome alternativo: Alpino Alpine