Ler Alpine (Novel) – Capítulo 12 Online

₊°。❆ Capítulo 12 ⋆⁺₊❅.
Diante daquela fala solta, Seon-woo ergueu o olhar e encarou Lee-won. Ele esticou a mão e pôs o copo de soju na mão que ele mantinha quieta sobre a mesa.
— Bebe. E vamos dormir aqui.
— …Eu já disse que dirijo.
— Não quero beber sozinho.
Diante da teimosia de Lee-won, Seon-woo soltou um pequeno suspiro por dentro e ajeitou o copo de soju na mão.
— Tá bom. Então tá.
A bebida, que começou à mesa do jantar, continuou mesmo depois de irem para um hotel próximo.
Entre tantos lugares de hospedagem, como é que justamente o hotel mais ao gosto de Lee-won ficava bem em frente ao restaurante? Diante de uma distância que nem exigia táxi, Seon-woo entendeu que aquela situação repentina não era um impulso de Lee-won, e sim algo planejado desde antes de irem ao restaurante. O problema era desde quando.
Ele pretendia beber com moderação para poder sair cedo no dia seguinte, mas, por causa da postura obstinada de Lee-won, Seon-woo também já estava começando a sentir o álcool. Seon-woo inclinou a garrafa e o observou. Se ele beber só mais um pouco, acho que apaga….
— Ah, é, terça-feira que vem separa suas coisas. Eu e o Hee-jun combinamos de descansar na casa de campo em Namwon, vai junto. O inverno vai ser puxado, então é bom descansar pelo menos uns dias.
— Aquela não fica em Jeju? Eu tenho aula até quinta.
— As provas já acabaram, dá pra faltar um dia.
— Que malandro.
Falando de brincadeira, Seon-woo girou o copo com a bebida.
Não queria ficar no meio dos dois e, além disso, tinha alguém para ver depois do fim do semestre.
Preciso cumprir a promessa. Erguendo o canto da boca, Seon-woo balançou a cabeça.
— Deixa. Vão vocês dois.
— Vai junto. Eu já comprei a passagem.
— Não quero ouvir do Hee-jun que sou um sunbae sem noção.
Diante de uma recusa inédita, Lee-won fez uma expressão levemente surpresa. Sem chegar a vê-la, Seon-woo olhava o uísque balançando no copo e pensava justamente que a cor era parecida com a dos olhos de Eun Hyun-chae.
Quando Lee-won cair no sono, é só deitá-lo na cama e sair para comprar cigarro, que acabou. …Será que ele atende se eu ligar?
Vendo Seon-woo sorrindo enquanto pensava, aéreo, a expressão de Lee-won foi endurecendo aos poucos.
— Ei, Nam Seon-woo….
Os dois celulares sobre a mesa tocaram ao mesmo tempo. Sem terem combinado, Seon-woo e Lee-won olharam primeiro para o celular um do outro.
A ligação de Hee-jun para Lee-won. Depois de conferir com os próprios olhos, Seon-woo desviou o olhar e, ao ver o nome de Eun Hyun-chae surgindo na notificação de mensagem, cobriu a tela com a mão tarde demais. O olhar de Lee-won já estava fixo ali.
— Por que você está escondendo?
Diante da tensão que se sentia por trás do tom neutro, Seon-woo lambeu os lábios secos sem perceber.
— Escondendo o quê…. Estão te ligando.
— Quem é?
— ….
— Eu perguntei quem é.
Diante do feromônio de Lee-won que começava a se espalhar, era como se a bebedeira passasse de uma vez. Como ele já tinha visto e mesmo assim perguntava, a resposta já estava definida. Soltando um pequeno suspiro, Seon-woo disse:
— …Eun Hyun-chae.
— Vocês são bem próximos, pelo visto? Ele te manda mensagem a essa hora.
— ….
— Responde logo. Ele deve estar esperando.
A ligação de Hee-jun caiu. Como se nem ligasse para o toque que soava, aquele olhar fixo só nele fez Seon-woo enfiar o celular no bolso.
— Posso ver amanhã. A gente bebeu demais. Se acabou tudo, vamos dormir. Vamos arrumar isso e….
Tapa.
Batendo na mão de Seon-woo que se estendia para a garrafa, Lee-won sorriu torto e soltou:
— Você está estranho. Nam Seon-woo.
O feromônio de Lee-won se espalhou por todo o quarto. Com uma sensação de aperto que começava no peito, Seon-woo foi regulando a respiração devagar e, sem perceber, lançou um olhar de relance para a janela ao lado. Lee-won se levantou e foi até ele. Quando se largou no assento ao seu lado, o feromônio ondulou de forma sufocante e Seon-woo cobriu a boca depressa.
— …Hmpf. Ei, o seu feromônio….
Ele estava tão bêbado que era a primeira vez que não pensava sequer em contê-lo. No fim, Seon-woo inclinou o corpo e empurrou depressa a maçaneta que alcançou. A janela se abriu, o ar fresco entrou e ele mal conseguiu tomar fôlego quando ouviu a voz repentina de Lee-won.
— Eu vou me casar com o Hee-jun.
— …O quê?
Era algo que ele previa desde o primeiro encontro, mas, ao ouvir aquilo da boca de Lee-won, sua cabeça esvaziou por um instante. Com o rosto vermelho de bêbado, Lee-won continuou devagar:
— Quando o acampamento acabar, fico noivo na primavera e, na primavera seguinte, assim que me formar, eu me caso. E vou ter filho logo em seguida.
A cada frase que se somava, o lugar dele ao lado de Lee-won era empurrado para longe. Mas, fosse por estar chocado demais ou porque agora o calo estava realmente bem formado, foi melhor do que ele havia imaginado. Seon-woo pensou que era bom que fosse assim. Sem saber que aquilo não era a resposta certa.
— …Que bom. O Hee-jun é uma boa pessoa e combina com você.
— Você não se surpreendeu muito, né?
— O que teria de surpreendente? …Parabéns.
Quando ele segurou a voz trêmula e falou com serenidade, a expressão de Lee-won se contorceu de uma vez. Agarrando seus ombros como se fosse quebrá-los, Lee-won cerrou os dentes e balançou a cabeça.
— Olha só. Está estranho….
— Ei, Choi Lee-won, está doendo…! Se acalma.
— Parabéns? Parabéns, é? Você, Nam Seon-woo!!
— Você está exaltado demais. …Para!
Assim que ele afastou o braço, foi agarrado pela gola e puxado. Diante da sensação nos lábios, os olhos de Seon-woo se arregalaram tanto quanto era possível. Sua cabeça ficou em branco.
Diante da postura submissa de Seon-woo, Lee-won afastou os lábios por um instante e sussurrou, ofegante:
— Você não pode fazer isso, Nam Seon-woo.
Você me ama.
No fim, Seon-woo desferiu um soco e saiu correndo do quarto, deixando Lee-won para trás.
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— …O que você está fazendo aqui?
Ele não sabia com que cabeça tinha pegado um táxi. Sentado no banco em frente ao prédio onde chegou, Eun Hyun-chae ergueu a cabeça.
— Eu não conseguia falar com você, fiquei preocupado e vim…. O que houve com o seu lábio?
Ao ver o rosto de Seon-woo iluminado pela luz do poste, os olhos de Hyun-chae se arregalaram.
— Não, o rosto… o seu olho….
Vendo aquelas mãos e aquele rosto sem saber o que fazer, Seon-woo soltou um suspiro fraco.
— Vai pra casa. Hoje eu não estou com humor pra te fazer companhia.
Ele passou direto, mas, como esperado, Eun Hyun-chae não obedeceu e veio atrás.
— Sunbae. Você chorou?
— ….
— Sunbae.
— Vai embora.
Nada estava resolvido ainda. Seu coração batia rápido como se ele ainda estivesse naquele quarto de hotel e nenhum pensamento se formava em sua cabeça. A cabeça, o humor, o corpo, estava tudo um caos. Ainda por cima, era tão vergonhoso ter sido visto naquele estado por Eun Hyun-chae que ele queria se esconder ali mesmo. Não sobrava nele nem um pingo de folga para considerar outra pessoa.
Por mais que ele mandasse ir embora, Eun Hyun-chae enfiou o corpo entre as portas do elevador que se fechavam e entrou. Seon-woo não tinha nem forças para reagir e apenas soltou um suspiro.
— Haa….
Dentro do elevador ondulava um feromônio que ele não conseguia controlar. Mesmo sendo alfa como ele, o que deveria incomodá-lo, Eun Hyun-chae não deu o menor sinal do próprio feromônio. Apenas continuou falando, com uma voz inquieta.
— Sunbae, se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar, eu quero ajudar….
— Voltar quieto pra casa é o que ajuda.
Diante dos passos que continuaram atrás dele até a hora de abrir a porta de casa, uma irritação subiu de repente. Quando a porta que ele ia bater com força foi segurada, Seon-woo enfim explodiu e gritou:
— Por favor! Some daqui.
— …Eu não consigo deixar o sunbae sozinho.
— …Que merda.
Sem conseguir conter a fúria, Seon-woo agarrou Hyun-chae pela gola e o puxou para dentro de casa. Prensou Eun Hyun-chae contra a porta fechada e despejou toda a raiva acumulada no quarto do hotel, no táxi de volta, na frente de casa.
— Ajudar como? Você não sabe de nada, fala sem saber do que se trata. O que você poderia fazer.
— Qualquer coisa, se for pra você ficar bem, qualquer coisa….
Na figura de Eun Hyun-chae respondendo com docilidade, ele viu a si mesmo sobreposto. Será que ele também parecia assim tão idiota? Desde quando Choi Lee-won sabia?
…Existe alguma diferença entre mim e o Choi Lee-won?
Diante da repulsa que subiu de repente, Seon-woo mordeu o lábio e foi soltando devagar a mão que segurava a gola dele.
— Desculpa. …Vai embora. Eu quero descansar.
Seon-woo virou as costas. Antes que ele desse um passo sequer, Hyun-chae esticou a mão e segurou seu braço, que se afastava.
— Sunbae. Eu gosto de você.
Depois de olhar em silêncio para a mão que segurava seu braço, Seon-woo se virou devagar e encarou Hyun-chae. No instante em que cruzou o olhar com aqueles olhos que, por meses a fio, o fitavam do mesmo lugar.
Seon-woo puxou seu braço e o beijou.
Quando os lábios que ele vinha mordendo desde o táxi se encostaram, uma dor ardida se espalhou. Mas, naquele momento, doer era até melhor. Franzindo levemente o cenho, Seon-woo abriu com habilidade a boca de Hyun-chae. Enfiou-se lá dentro, acalmou com carinho a língua rígida, envolveu-a, enroscou-se nela com facilidade e varreu e lambeu tudo, embaixo da língua, a arcada dentária, o interior das bochechas, sem deixar nada de fora.
O gemido dolorido que Hyun-chae soltava vibrava de forma agradável.
Lambendo o lábio inferior encharcado, Seon-woo afastou a boca.
— Por acaso é a sua primeira vez?
↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki
Ler Alpine (Novel) Yaoi Mangá Online
SINOPSE:
Nam Seon-woo, um ex-esquiador. Por muitos anos, ele vinha nutrindo um amor não correspondido pelo amigo de infância. Então, um dia, ele conhece um homem extraordinariamente bonito. Achando que fosse apenas um encontro passageiro, ele tenta seguir em frente. Mas o homem, Eun Hyeon-chae, acaba sendo um calouro da sua escola, cruzando seu caminho constantemente, e até entra para o clube de esqui de Seon-woo, o “Schuphur”.
— Se explica. Você disse que não me conhecia, mas agora quer ser meu calouro. Você deveria respeitar minha privacidade.
— Sunbae, você sempre olha pra mim desse jeito.
— …Como exatamente eu olho pra você?
— Como se achasse que eu sou irresistivelmente bonito, a ponto de te matar.
E lentamente, o coração de Seon-woo também começa a vacilar…
— Sunbae. Você estava chorando?
— …
— Sunbae.
— Só vai embora.
Embora Seon-woo tivesse mandado ele ir embora, Hyeon-chae escapuliu para dentro do elevador que estava fechando, no último segundo.
— Sunbae, se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar, eu quero—
— Ir embora em silêncio ajudaria.
Seon-woo virou as costas para ele. Mas antes que conseguisse dar um único passo, Hyeon-chae estendeu a mão, segurando seu braço.
— Sunbae. Eu gosto de você.
Seon-woo fitou a mão que segurava seu braço, depois lentamente se virou de volta para encontrar o olhar de Hyeon-chae.
Seus olhos se encontraram, os mesmos que vinham observando-o de longe por meses. Naquele momento, Seon-woo o puxou para mais perto e o beijou.
É uma história sobre um seme mais novo, cego pelo amor, cruzando linhas, quebrando limites e indo além das barreiras, e o uke mais velho que acha essa persistência irresistivelmente cativante.
Nome alternativo: Alpino Alpine