Ler Alphega (Novel) – Capítulo 61 Online

- Episódio 61 –
Kanghyeon não conseguia sentir absolutamente nada do seu fraco feromônio de ômega. Se Kwon Haeil não tivesse dito que sentia um cheiro adocicado vindo dele, ele nem saberia que exalava algum aroma.
Por isso, controlar um feromônio de ômega que parecia inexistente e imperceptível era algo impossível.
E isso não mudava nem mesmo na situação atual, em que seu feromônio de ômega havia sido amplificado à força pelo PA.
“A única pessoa que ainda consegue senti-lo é o sr. Kwon Haeil.”
Kanghyeon pensou no fato de que Kim Jaeyeong não havia percebido seus sintomas anormais mesmo após ele ter recebido a injeção de PA.
Podia ser que a droga que entrou no corpo, sendo metade da dose de uma única aplicação, não tivesse exercido efeito pleno. E o próprio feromônio de ômega era tão tênue que ninguém além de Kwon Haeil conseguia senti-lo.
De qualquer forma, Haeil agora estava embriagado pelo aroma amplificado dele e havia entrado em estado de rut. Por isso parecia ter uma obsessão tão intensa pela nuca, de onde o feromônio de ômega emanava.
“Não tem jeito. Só me resta ser responsável por isso.”
Além de ser uma situação perigosa demais para trazer outro ômega, se a excitação de Haeil era causada pelo feromônio dele, dificilmente Haeil o soltaria por assim dizer. Mesmo agora, Haeil o mantinha pressionado pela força bruta, impedindo-o de escapar.
Kanghyeon estremeceu enquanto sentia Haeil pressionar os lábios repetidamente contra sua nuca e sugá-la.
O pênis de Kwon Haeil, que havia visto antes, era de um tamanho verdadeiramente avassalador. O seu próprio não era pequeno de forma alguma, mas o de Haeil era longo e grosso o suficiente para fazer qualquer um se sobressaltar ao vê-lo. Os ômegas que haviam conseguido recebê-lo eram ao mesmo tempo dignos de pena e de admiração.
Ao imaginar aquela coisa entrando nele, foi um choque tão grande que tudo escureceu diante dos seus olhos. Vivendo como um alfa dominante, jamais havia passado pela sua cabeça que faria sexo sendo o que entrega o traseiro.
Mas pensando na situação atual, não havia outro jeito senão aceitar. De nada adiantaria pedir a um alfa cujo juízo estava quase paralisado pelo estado de rut que não o penetrasse, pois ele nunca obedeceria tranquilamente.
Kanghyeon, resignado, soltou um suspiro junto com as palavras.
— Tudo bem. Mas… só desta vez.
Mal terminou de falar, Haeil agarrou os dois braços de Kanghyeon de uma vez. Em seguida, virou seu corpo bruscamente sobre a mesa e o pressionou por cima, como se estivesse o abraçando de frente.
Ao se ver diante do rosto de Haeil, Kanghyeon sentiu um arrepio cortante descer pela sua espinha, como se um gelo afiado o estivesse rasgando.
Olhos como os de uma fera mirando sua presa olhavam para baixo, prontos para devorar Kanghyeon inteiro, enquanto Haeil sorria de canto.
— Vou ser gentil, hyung…
˚˚˚
O gerente Park, que estava do lado de fora da sala VVIP onde Haeil e Kanghyeon se encontravam, só recobrou os sentidos alguns segundos após a porta ser fechada.
“Aquilo que acabei de ver… era o hyung?”
Como havia visto com os próprios olhos, sabia quem tinha fechado a porta.
Mesmo sabendo, a atmosfera de Haeil estava perturbadora o suficiente para levantar dúvidas.
“Os olhos dele estavam completamente fora do normal.”
O gerente Park estremeceu ao se lembrar do olhar cortante de Kwon Haeil que havia visto há pouco. Era preocupante o suficiente para questionar se Baek Kanghyeon conseguiria sair de lá vivo.
Mas a preocupação do gerente Park durou muito pouco.
“Bom… será que ele vai matar alguém?”
Baek Kanghyeon talvez não soubesse, mas Kwon Haeil era loucamente apaixonado por ele.
Era curioso ver como Haeil ajustava seus horários de entrada e saída só para ter uma chance de ver o rosto de Kanghyeon, e como ficava segurando o celular esperando uma resposta. Incontáveis vezes, ao comer algo gostoso, perguntava: “Será que o sr. Baek também gostaria disso?” E alguém que antes não ligava para o que os outros usavam ou vestiam, agora primeiro procurava o que combinaria com Kanghyeon antes de pensar em si mesmo.
Além disso, se fosse listar “as influências de Baek Kanghyeon no cotidiano de Kwon Haeil”, a lista seria interminável. Até então, não importava qual ômega conhecesse, um dia de prazer e acabava. Mas com Baek Kanghyeon, mesmo se tivesse uma relação, a sensação de que terminaria assim não vinha.
“Na verdade, que bom.”
Para o gerente Park, o fato de Kwon Haeil, que nunca havia se entregado de verdade a ninguém, demonstrar interesse profundo por uma única pessoa era definitivamente algo bem-vindo.
Pelo menos não precisaria mais limpar a bagunça das brigas passionais envolvendo Kwon Haeil no clube.
Enquanto estava perdido em pensamentos, um dos guardas correu até o gerente Park.
— Gerente, a limpeza terminou. Mas o hyung…
Aparentemente estava preocupado com o desaparecimento repentino de Kwon Haeil. Afinal, a atmosfera havia sido perturbadora, então fazia sentido.
E não era apenas esse guarda.
Os que estavam aguardando na frente da sala especial não conseguiram evitar ficar tensos com o semblante feroz e a atmosfera ameaçadora de Kwon Haeil. Era um arrepio que parecia estar sobre gelo fino enfrentando um vento cortante.
O gerente Park, que se lembrou daquele momento, estremeceu discretamente com seu corpo corpulento e fez um gesto com o queixo em direção à sala VVIP à sua frente.
— Não precisa se preocupar com o hyung. É que… por culpa daquele lixo do Kim, ele ficou com o feromônio agitado e foi lá dentro para se acalmar.
— Hã?! Ele está bem?!
— Se estivesse bem, não teria entrado.
— E, e então o que fazemos?
O guarda olhou para a sala VVIP com genuína preocupação.
Haeil havia deliberadamente composto a equipe de limpeza apenas com betas, prevendo que o ômega dentro da sala especial liberaria feromônios amplificados pelo PA. No processo, eles também tomaram ciência da influência da droga chamada PA, então era fácil imaginar que Kwon Haeil, exposto a ela, estaria passando por um rut temporário. Mas não dava para entender por que Baek Kanghyeon, o outro alfa que estava junto, estava bem.
O gerente Park coçou a bochecha ao responder ao guarda que perguntava se deveriam buscar um ômega.
— Tem algo parecido com um calmante junto com ele lá dentro, então deve estar bem.
Dito isso, ao se lembrar do olhar de Kwon Haeil de antes, arrepiou-se.
Havia ômegas de sobra que, se pedidos para acompanhar o rut de Haeil, entrariam de olhos brilhando, mas de qualquer forma seria melhor desistir de levar outro ômega.
“Com aquele olhar, mesmo que trouxesse ômegas de caminhão, de qualquer jeito não adiantaria nada.”
O guarda que ainda não havia entendido o que o gerente Park quis dizer com “calmante” ficou confuso. Para ele, o gerente Park falou com seriedade e firmeza, com toda a sinceridade.
— Por isso, cuide bem para não haver interrupções até que ele saia por conta própria. Um passo em falso e podemos todos acabar mal.
— Ép… Sim! Entendido!
O guarda respondeu rígido, em posição de tensão. Ele também queria evitar a todo custo a situação de ter que enfrentar o ímpeto assassino de Kwon Haeil.
O gerente Park, ao ver o guarda chamar os outros para montar guarda na frente, finalmente virou o corpo para ir embora.
“Por ser alfa, pelo menos não vai morrer.”
Ele pediu mentalmente pela segurança de Baek Kanghyeon, sentindo um certo remorso no fundo do coração.
˚˚˚
Enquanto o gerente Park se retirava e os guardas eram posicionados do lado de fora da porta.
— Ugh, huh…
Kanghyeon não sabia quantas vezes havia engolido a respiração diante das sensações estranhas que eram impostas ao seu corpo.
— Kwon, Haeil! Ali… não…! Ah, hic!
Mordeu os lábios para impedir o gemido que estava prestes a escapar.
Se tivesse as mãos livres, teria tapado a própria boca, mas seus dois braços amarrados atrás das costas não estavam livres. A culpa era de Haeil, que disse “não pode cobrir o rosto” e simplesmente arrancou a camisa para amarrá-lo com as mangas.
Sem poder usar as mãos, mordia os lábios para sufocar os gemidos, mas ainda assim, vez ou outra, um baixo som sensual que não conseguia controlar se espalhava no ar.
Kanghyeon estava deitado de costas sobre a mesa, com o traseiro apoiado na borda. As duas pernas deveriam estar para fora da mesa e caídas para baixo, mas agora Kwon Haeil estava segurando suas coxas levantadas, mantendo-as suspensas à força.
Kanghyeon ergueu a cabeça tremendo e olhou para baixo.
Para além do seu pênis semiereto, via dois olhos ardentes.
Parecia fora de si.
Bom, ele realmente estava fora de si, mas ainda assim aquilo era demais. Abrir o traseiro e enfiar a língua logo de cara era coisa demais.
Kanghyeon balançou a cabeça em direção a Haeil, que havia enfiado o rosto entre sua virilha e ficava lambendo obsessivamente o buraco.
— Ali… é estranho, então não, não faça… Ah!
Ao dizer para parar, a língua macia penetrou ainda mais fundo. Uma estranha coceira inominável e uma vergonha que ele jamais imaginara torturavam Kanghyeon ao mesmo tempo.
A língua quente que havia se enfiado no buraco de Kanghyeon repetia um movimento de vai e vem, fuçando e saindo de dentro como se estivesse dando golpes. E quando o buraco dava sinais de se contrair de tensão, lambiam suavemente a entrada para acalmá-lo. Percorriam com delicadeza as dobras finas, traçando uma trajetória circular com a ponta da língua ao longo da superfície.
Ao ser provocado assim, chegava o momento em que o pequeno buraco, tão fechado que mal havia espaço, baixava a guarda. A língua incansável não perdia essa hora e fuçava por dentro do buraco para depositar saliva o mais fundo possível.
Kanghyeon torceu o corpo e engoliu a respiração.
— Hu, ugh! Kwon, Haeil…! Pare…!
Sentia como se o buraco inteiro fosse engolido e violado.
Sem perder nem a menor reação, mordia, sugava, lambedava, esfregava com persistência.
Parecia que se houvesse qualquer parte levemente protuberante, mastigaria também.
Para Kanghyeon, que estava apavorado e tremendo com essa carícia vergonhosa que jamais esperava, Haeil disse, enquanto lambiscava o buraco:
— Se não fizer assim, o nosso sr. Baek vai se machucar… Você não está molhando nem um pouco…
Era uma voz estranha, onde coexistiam o pesar e o êxtase.
Ao contrário dos ômegas, que ao se excitarem escorregam líquido pelo buraco, Kanghyeon, sendo alfa, não liberava nada. Por isso, mesmo querendo abrir o buraco rapidamente e enfiar o pênis, não era possível.
Por outro lado, havia algo que gostava nisso.
Afinal, preparar aos poucos o buraco fechado de Baek Kanghyeon, amolecendo-o, também era algo bastante excitante.
Porém, Haeil estava em um estado bem urgente no momento.
“Quero meter, quero meter, quero meter, quero meter!”
A cabeça de Haeil estava há muito tempo tomada pelo pensamento de enfiar o pênis imediatamente naquele buraco que estava saboreando.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.