Ler Alphega (Novel) – Capítulo 57 Online


Modo Claro

- Capítulo 57 –

— Seja bem-vindo.

Quem cumprimentou com educação foi o homem de meia-idade sentado na ponta do sofá ao lado de Jaeyoung. Era alguém com olhos afáveis em contraste com uma boca de linhas afiadas.

Como Kanghyeon ficou parado imóvel na porta, os dois homens que estavam do lado de fora se aproximaram bem perto de suas costas. Era para impedi-lo de fugir e ao mesmo tempo pressioná-lo a entrar.

Kanghyeon entrou sem resistir. Assim que colocou os pés completamente dentro do quarto, a porta se fechou com firmeza.

Nesse meio tempo, o jornalista que havia entrado antes correu esbaforido em direção a Kim Jaeyoung.

— Jaeyoung, fiz tudo como você mandou! A, agora vai me dar minha recompensa, né?!

O jornalista engatinhava pelo longo sofá para se aproximar de Jaeyoung. O som de sua respiração ofegante parecia o de um cachorro no cio.

Ao ver o rosto avermelhado do jornalista que havia chegado perto, Jaeyoung fez uma careta horrível.

— Que cara feia é essa que você está enfiando aqui?!

Estalo!

A mão de Jaeyoung desferiu uma bofetada feroz no rosto do jornalista. Era um som doloroso só de ouvir, mas o jornalista sorria como se até aquilo fosse bom.

— Não chegue perto de mim e vai se enfiar num canto!

— De, desculpa. Vou ficar qu, quietinho esperando! Hihi!

O rosto do jornalista que voltava engatinhando no sofá exibia uma euforia que não conseguia esconder. Aquela visão não parecia normal de forma alguma.

Kanghyeon não ficou muito surpreso com a mudança repentina no comportamento do jornalista.

Afinal, já suspeitava que ele não era um “jornalista em exercício”, mas uma figura suspeita.

Havia três coisas estranhas no jornalista.

Apesar de ser um jornalista de entretenimento, tinha informações suficientes sobre o andamento da parceria e o responsável geral, sendo que a BC Holdings ainda não havia feito nenhum anúncio oficial.

Dependia da fonte de forma excessiva e deixava transparecer uma afeição que não conseguia esconder.

E o estranhamento com o cartão de visita.

Normalmente, jornalistas em exercício se encontram com frequência em situações nas quais precisam entregar cartões durante apurações.

Mesmo assim, o homem carregava apenas um único cartão no bolso, sem sequer uma capinha. Como se não houvesse mais nenhuma outra ocasião em que precisaria entregar cartões além daquela.

Kanghyeon se lembrou da mensagem que havia recebido de Wonwoo antes de entrar no clube.

Pesquisando sobre o jornalista que o senhor mencionou, descobri que ele já foi desligado da empresa.

Não é mais jornalista.

Portanto, não precisa continuar lidando com ele.

Graças à investigação que Wonwoo havia feito no lugar dele, Kanghyeon já tinha uma ideia geral do que estava acontecendo.

Se o informante era falso, o que ele havia dito também tinha alta probabilidade de ser falso.

Nesse caso, a afirmação do jornalista de que “o clube WAVE fornecia PA” era mentira.

Qual seria o motivo de se aproximar dele com uma mentira dessas.

Kanghyeon só conseguiu suspeitar de tudo depois que seus pensamentos chegaram até Baek Seohun.

O jornalista e a fonte eram pescadores.

Quem havia fornecido o terreno a esses pescadores era provavelmente alguém que visava prejudicar a imagem do clube WAVE.

Para prejudicar rapidamente a imagem e cancelar o contrato, era preciso incriminar o clube WAVE e fazer com que a parte contratante testemunhasse aquilo diretamente.

Para isso, a existência de Baek Kanghyeon era bastante conveniente.

Especialmente se fosse filmado um vídeo dele sendo afetado por drogas ilegais no quarto VVIP, o orgulho do clube WAVE, e entrando em cio, isso se tornaria uma arma absoluta para chantagear o Grupo Baekchung inteiro.

Se o futuro herdeiro do Grupo Baekchung fosse exposto se comportando como um macho no cio sem conseguir se controlar, a queda das ações seria uma sequência inevitável.

Para evitar isso, o Grupo Baekchung teria que cancelar a parceria com o clube WAVE conforme o desejo do dono deste pesqueiro. E indo além, poderia ter que se tornar o respaldo do grupo que distribuía drogas ilegais.

Então é isso o que é esse pesqueiro.

Kanghyeon, que havia tirado a máscara, observou com calma o espaço que havia sido montado para capturá-lo e maquinar algo contra ele.

Aos olhos de Kanghyeon, as câmeras posicionadas uma de cada lado do amplo quarto eram visíveis. Claramente destinadas a filmagem, estavam fixadas em tripés apontando na direção onde ficavam a mesa e o sofá. Só isso já deixava claro que havia a intenção de filmar algo ali.

Seguindo a direção para onde as câmeras apontavam, ele olhou novamente para a frente. Os olhos de Kim Jaeyoung que se cruzaram com os seus brilharam de forma afiada.

— Há quanto tempo. Descobri que você tem um histórico impressionante, não é?

Jaeyoung, que estava rindo discretamente, apagou completamente o sorriso e disse com maldade:

— Foi por isso que me ignorou? Porque se acha superior?

Os olhos de Jaeyoung carregavam uma raiva difícil de conter.

Baek Kanghyeon foi a primeira pessoa a ignorar Kim Jaeyoung naquele clube.

Normalmente, mesmo que a outra pessoa não fosse do seu agrado, ela se sentava por um momento e tomava uma bebida antes de ir embora. Essa era a etiqueta quando um VIP chamava pessoalmente alguém com uma pulseira comum.

Quando o MD foi recusado, pensou que podia ser assim porque ainda não havia visto ele pessoalmente. Mas ir até lá pessoalmente, mostrar o rosto e até revelar que era VIP, e mesmo assim ser recusado.

Por causa disso, dentro do clube o assunto de que “Kim Jaeyoung tentou agarrar alguém com pulseira amarela e levou um fora” havia se tornado um petisco comum para conversas.

Além disso, havia o boato de que tinha sido marcado por Kwon Haeil, que nem mesmo os VVIPs ousavam contrariar.

Na prática, Kwon Haeil havia parado de chamar seu nome e o tratava como se fosse invisível mesmo quando estava à sua frente. Se incomodasse nem que fosse um pouco, sem exceção o encarava com olhos frios como se fosse matá-lo.

Por causa disso, agora qualquer pessoa com um mínimo de status no clube desviava de Kim Jaeyoung.

Como era um clube com muita circulação de pessoas do meio artístico, os boatos relacionados a isso se espalharam rapidamente para o mundo do entretenimento também.

Sofreu toda sorte de humilhações de colegas modelos que mal conhecia. A zombaria de que, por ter sido marcado por Kwon Haeil, que tinha uma rede de contatos enorme no entretenimento, sua carreira como modelo estava com os dias contados chegava aos seus ouvidos com frequência. Quem antes o aplaudia dizendo que ele era o melhor desviou o olhar e fechou a boca, e os trabalhos que vinham com constância também haviam cessado de repente.

Jaeyoung não conseguia mais aguentar.

Daquele jeito, era como se fosse morrer.

Kwon Haeil e Baek Kanghyeon, que diferente dos outros alfas que ficavam bajulando embriagados por seu cheiro, não lhe davam nem uma olhada.

Malditos alfas.

Jaeyoung não conseguia perdoar as duas pessoas que o haviam feito cair tão impiedosamente.

Por isso havia participado desse plano.

Se pudesse ter a oportunidade de fazer o arrogante Baek Kanghyeon se ajoelhar a seus pés e destruir o clube de Kwon Haeil, faria qualquer coisa.

— Tio, posso usar agora?

O personagem que Jaeyoung chamava de “tio” era o homem de meia-idade na ponta do sofá. Ele respondeu ainda com um sorriso no rosto:

— Pode. Quanto mais rápido, melhor.

Como se estivesse esperando por essas palavras, Jaeyoung tirou algo do bolso interno do casaco. O que ele tirou foi um frasco de injeção com líquido cor de lilás claro e duas seringas descartáveis.

Jaeyoung segurou o frasco de injeção de cabeça para baixo e enfiou a agulha de uma seringa descartável na abertura. Não esqueceu de ajustar a direção para que Kanghyeon pudesse ver bem.

— Você conhece isso, não é?

Jaeyoung encheu completamente a seringa fina com o líquido e a pousou. Em seguida, encheu mais uma seringa.

Um frasco por dois usos.

Kanghyeon calculou a quantidade do medicamento e ficou apenas observando aquela cena em silêncio.

Isso incomodou Jaeyoung.

— Não está calmo demais? Sabe o que vou fazer com isso?

Kanghyeon não respondeu. Apenas olhava para Jaeyoung com olhos indiferentes, mas que de alguma forma continham uma compaixão difícil de definir.

Por fim, Jaeyoung não conseguiu controlar as emoções e gritou com intensidade:

— Seu filho da puta! Para de me olhar assim! Está com pena de mim?! Você também está com pena de mim, seu cachorro?!

Jaeyoung gritava sem conseguir controlar as emoções de forma alguma.

— Vai rastejar aos meus pés a partir de agora! Vou te fazer implorar para poder me ter!

Com os olhos injetados de sangue por causa das emoções intensas, Jaeyoung direcionou a agulha da seringa que segurava para o próprio pescoço. A agulha fina e curta da seringa penetrou completamente no pescoço branco de Jaeyoung.

Ao enfiar a agulha, Jaeyoung injetou todo o líquido de uma vez e deu uma risada.

O PA podia ser consumido em forma oral, mas injetá-lo diretamente no corpo com uma seringa era o método de efeito mais rápido.

O homem de meia-idade, que viu Jaeyoung retirar a seringa do pescoço, pegou o celular e verificou a hora.

— Leva uns 3 minutos. Que tal conversarmos tranquilamente até lá?

Os 3 minutos que o homem de meia-idade mencionava pareciam ser o momento em que os feromônios de Kim Jaeyoung iriam explodir.

O homem de meia-idade fez um gesto convidando Kanghyeon a se aproximar. Como Kanghyeon não se moveu, o homem corpulento que estava observando segurou seu ombro.

Os olhos frios e intimidadores de Kanghyeon encararam quem havia segurado seu ombro.

— Tire.

O homem involuntariamente deu um solavanco na mão. Mesmo sendo beta, sentia a pressão característica de um alfa emanando de Kanghyeon, e seu corpo inteiro enrijeceu sozinho.

— Haha, não precisa ficar tão na defensiva.

Kanghyeon se aproximou do homem de meia-idade que ria animado. Então ele estendeu a mão como se fosse propor um aperto de mão.

— Me chamo gerente Im. Prazer em conhecê-lo, chefe de divisão Baek Kanghyeon.

Kanghyeon olhou friamente para a mão estendida do gerente Im.

— Não me parece que somos do tipo de pessoas que trocam apertos de mão.

— Não vou lhe causar nenhum mal, então qual o problema de um simples aperto de mão?

Kanghyeon ficou em silêncio. Parecia não ter vontade de se envolver com ninguém.

— Hehe, ora. Pode confiar nesse nível.

O homem de meia-idade disse com uma expressão exagerada de injustiçado.

— Se eu arranhasse o herdeiro de Baekchung, não seria um caos?

O gerente Im disse de forma zombeteira enquanto colocava um cigarro na boca. No momento em que ia acender, Kanghyeon arrancou o cigarro que estava na boca dele de um movimento rápido. Em seguida, quebrou o cigarro com uma mão e o jogou de forma provocativa no sapato do gerente Im.

— Que falta de educação para uma conversa.

— Haha…

Os olhos afáveis do gerente Im ficaram tão afiados quanto sua boca.

— Tenho curiosidade para ver se vai continuar assim depois de virar um bicho.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

Gostou de ler Alphega (Novel) – Capítulo 57?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!