Ler Alphega (Novel) – Capítulo 29 Online

— Episódio 29 —
Realmente… esse homem me deixa farto.
O dispositivo de segurança chamado Baek Huiwoo não existia para ajudar Baek Kanghyeon. Existia para “controlar”.
Como prova disso, o bloqueio de contato unilateral de Kanghyeon foi desfeito em apenas poucas horas. Não conseguiu nem ficar com raiva e ficou apenas consolando dizendo que estava tudo bem.
Segundo Huiwoo, ele havia saído de Cheongwonjae às escondidas do pai.
Mas provavelmente o pai já devia estar imaginando onde Baek Huiwoo estava agora.
Era óbvio que Kanghyeon, depois da reunião, iria verificar com Huiwoo o que havia percebido sobre a situação da própria casa. O pai também devia ter calculado que isso causaria uma desavença.
Se aqui Kanghyeon aceitasse Huiwoo, o pai fingiria não saber, mas se tentasse manter distância, seria uma história completamente diferente.
Provavelmente o pai descartaria Huiwoo sem hesitação com o apelido de “inútil”.
Isso não era o que Kanghyeon queria.
Por isso, mesmo sabendo de tudo, não havia outra opção senão agir como o pai queria. Caso contrário, o julgamento subjetivo do pai cortaria implacavelmente tudo ao seu redor.
Essa impotência que chegava toda vez que se deparava com esse fato parecia sempre esmagar seu pescoço sem misericórdia.
Quando Kanghyeon engoliu um suspiro com um rosto sombrio.
Huiwoo, esfregando os cantos dos olhos ainda úmidos com o dorso da mão, disse:
— Mas o vizinho… é o representante do clube, né… O, o que faço?
— O quê?
Kanghyeon retirou levemente a mão de Huiwoo que esfregava os cantos dos olhos. Enquanto dizia “não esfrega que machuca os olhos”, até deu tapinhas nos cantos dos olhos com um lenço.
— Ficou muito bravo. Se nossa relação piorar por minha causa, o que faço…
A voz de Huiwoo rachou de forma comovente.
Ele estava tremendo de ombros como se estivesse apavorado lembrando da situação de antes, mas mais do que isso parecia temer que a relação entre Kanghyeon e Haeil piorasse. Com o pensamento de que se por causa disso o contrato não se concretizasse ou tivesse dificuldades, seria culpa sua, ficou de novo com expressão de quem ia chorar.
Kanghyeon acariciou suavemente a cabeça de Huiwoo, cujos cantos dos olhos já estavam úmidos de novo. Com a outra mão também segurou suas mãos trêmulas e tranquilizou.
— Não se preocupe. Não há nem relação para piorar, então isso não vai acontecer.
— Mas brigamos! E o contrato vai…!
— Não é o tipo de pessoa que vai estragar um contrato por causa de emoções pessoais.
Kanghyeon recordou a reunião de hoje. Naturalmente a conversa que tiveram a sós no terraço veio à mente.
— Parece que você está confuso com alguma coisa. Não sou o tipo de pessoa que usa o contrato como pretexto para agir de forma abusiva. Trabalho é trabalho e pessoal é pessoal.
Naquele momento, Kwon Haeil havia dito com bastante firmeza. E com os olhos de um homem de negócios.
— Aquela proposta, fiquei surpreso o tempo todo enquanto lia. Todos os planos tinham detalhes quase sem margem de erro.
— A melhor forma de reduzir margens de erro é fazer inúmeras simulações. Nada mais — é só continuar tentando, tentando e tentando.
— Qualquer um não consegue fazer isso. Assim que a margem de erro causa um ferimento na cabeça, a maioria vai embora e se contenta com uma solução de meio-termo.
Ninguém havia enxergado com tanta precisão o trabalho que havia feito. Algo que até os membros da equipe que enchiam a boca de elogios dificilmente percebiam, Kwon Haeil percebeu com exatidão com apenas uma reunião.
— Quero que, se este contrato for firmado, o diretor Baek Kanghyeon supervisione pessoalmente cada detalhe. Só assim sairá um resultado suficientemente satisfatório equivalente à proposta detalhada, não acha?
Kwon Haeil estava confiando na habilidade do “diretor Baek Kanghyeon” e de ninguém mais. Sem nunca usar a fraqueza pessoal que segurava como alavanca. Usando isso, poderia ter obtido condições melhores.
Uma pessoa assim não estragaria um contrato por causa de uma briga pessoal com “Baek Kanghyeon”.
De repente percebeu que estava confiando bastante em Kwon Haeil.
Era porque, mesmo sabendo da fraqueza, não tentava usá-la, ou…
— Estou dizendo que Baek Kanghyeon é uma pessoa com capacidade mais impressionante do que eu pensava.
Era porque era o único estranho que havia reconhecido o próprio Baek Kanghyeon?
Huiwoo, que estava olhando para Kanghyeon perdido em pensamentos, disse inconscientemente:
— Você gostou dessa pessoa, não é?
Com as palavras de Huiwoo, Kanghyeon lhe lançou um olhar dizendo para não falar isso.
— Nem de brincadeira diga essas coisas. Por que achar que sim?
— Porque disse que é uma pessoa em quem pode confiar.
Mesmo com a reação de Kanghyeon, Huiwoo sorriu como se fosse um alívio.
— É a primeira vez que vejo você confiar em outra pessoa com tanta firmeza.
Com as palavras de Huiwoo, Kanghyeon se sobressaltou e, lembrando de Haeil, mexeu os lábios com dificuldade.
— …Hyung está vendo errado.
Mesmo com a rejeição de Kanghyeon, o sorriso de Huiwoo não desaparecia.
˚˚˚
Haeil, que havia caído no longo sofá assim que entrou em casa, estava resmungando mudando a expressão a todo momento.
— O quê? Sabe e deixa ser usado? Nossa, o mais ingênuo dos ingênuos.
Haeil jogou palavras ásperas e encarou uma das paredes da sala. Pensou em Kanghyeon e o ômega que deveriam estar no apartamento ao lado.
Baek Kanghyeon que havia pegado o ômega chorando nos braços e entrado em casa.
Como estaria consolando?
Será que com o corpo?
A cabeça começou a imaginar por conta própria. A imagem de Baek Kanghyeon e aquele ômega nus entrelaçados foi desenhada vividamente. Baek Kanghyeon abraçando gentilmente o ômega chorando e dando um beijo nele…
— Merda!
Soltou uma palavrão áspero e se levantou abruptamente. Então colocou a mão no peito e ficou sério.
Haa…, não só Baek Kanghyeon é idiota — eu também sou idiota.
Perguntou-se se era normal o coração bater assim só por ter imaginado a aparência gentil de Baek Kanghyeon e o corpo nu e esguio dele. A raiva que havia chegado à cabeça também diminuiu um pouco.
Haeil, que caiu de volta no sofá, reclamou em voz alta:
— Não, por que trata tão bem apenas ômegas? E eu? E eu?
Dizendo isso, ficou enrubescido percebendo que, por sua própria análise, não havia razão para Kanghyeon tratá-lo bem. Se usasse a fraqueza e balançasse, mesmo sem querer trataria bem — mas não era o que Haeil queria.
— Tudo bem, não espero que trate bem. Quero apenas conversar normalmente, comer junto, sair num encontro, merda…
Haeil, que murmurava claramente cheio de ciúmes, fechou levemente os lábios.
Teria sido diferente se eu fosse ômega?
Teria conseguido ignorar completamente aquela parede de ferro desagradável entre ele e Baek Kanghyeon?
Pela primeira vez na vida sentiu inveja de ômega. Claro que era apenas inveja momentânea, não que quisesse ser ômega.
Haeil relembrou a cena de Kanghyeon ficando com raiva por causa do ômega e o envolvendo.
O humor era bem ruim ao lembrar, mas havia uma certa diferença em relação às aparências de Baek Kanghyeon que havia visto ao envolver ômegas até agora.
— Sei e deixo ser usado assim mesmo.
As palavras de Kanghyeon eram bastante estranhas.
Baek Kanghyeon que à primeira vista estava em extrema vigilância contra ser usado. Esse homem havia se comportado como na reunião, resignado como se houvesse desistido de tudo. Como alguém que havia ficado embotado com feridas acumuladas.
Pensando bem, Baek Kanghyeon não colocava uma parede completamente para ômegas. Só de ver que havia claramente “recusado” Kim Jaeyoung e seus comparsas do clube ficava claro.
Em comparação, o ômega que Kanghyeon havia levado para dentro conhecia sua casa. Havia até compartilhado a senha da entrada comum para entrar e sair livremente a qualquer hora, e acima de tudo era a primeira pessoa que havia levado para a casa nova.
Pensando nisso, aquele homem claramente não era um ômega simples. Kanghyeon havia dito que não era namorado, mas talvez fosse alguém extremamente próximo equivalente a isso.
Invejosamente próximo, e ainda um cara odioso que machuca Baek Kanghyeon.
Com o pensamento seguinte, os olhos de Haeil se arregalaram.
Será que Baek Kanghyeon está apaixonado de forma não correspondida?
Com esse pensamento, sentiu um lado do peito latejar. O humor também ficou ainda pior.
Haeil, que havia ficado pensando em todo tipo de coisa com um rosto insatisfeito, estalonou a língua brevemente e se levantou do sofá.
De qualquer forma, se o tempo continuasse passando assim, a relação com Baek Kanghyeon que havia melhorado sofreria uma deterioração violenta.
Pelo menos isso queria evitar.
Haeil, imaginando dias sem sentir o aroma adocicado de Baek Kanghyeon, sem ver seu rosto, sem poder falar com ele, sem ouvir sua voz, soltou um suspiro fundo.
— Uff…. Eu cedo, cedo.
Haeil foi em direção à cozinha e com uma mão pegou um banquinho. Levou-o até a entrada e o colocou na frente da porta, e caiu sentado nele.
Com os braços cruzados, apoiou a cabeça de lado na porta. O ouvido que quase tocava a porta fria ainda não captava nenhum som.
Cerca de trinta minutos depois.
Ouviu-se fracamente o som de Baek Kanghyeon e o ômega saindo lá de fora.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.