Ler Alphega (Novel) – Capítulo 27 Online


Modo Claro

— Episódio 27 —

— Ainda bem.

— Que você também tem algum valor.

A primeira voz calorosa do pai que havia ouvido.

O momento em que aquela voz, direcionada exclusivamente a Kanghyeon, se voltou para si mesmo por um breve instante veio à mente.

Huiwoo pegou o casaco às pressas.

Saindo correndo do anexo de Cheongwonjae, sem nem pensar em chamar o motorista, entrou no carro apressadamente. Depois de deixar cair a chave do carro duas vezes antes de conseguir encaixar, finalmente deu a partida e saiu em disparada.

Mesmo durante tudo isso, Huiwoo continuava ligando para Kanghyeon sem parar.

Toda vez que o indicador ferido tocava a tela, manchas vermelhas de sangue ficavam. Mesmo assim, Huiwoo ligava apressadamente como se não tivesse tempo para pensar em algo assim.

A voz que chegava era apenas a resposta de rejeição enfadonha.

— Kanghyeon, por favor…. Baek Kanghyeon!

A voz desesperada de Huiwoo preencheu o carro frio.

Mas a voz indiferente que vinha do celular não mudou nem um pouco até o carro de Huiwoo chegar ao officetel de Kanghyeon.

˚˚˚

Haeil, esparramado no sofá da sala olhando o sol se pôr aos poucos, pegou o celular para verificar o horário.

Já deve ter saído do trabalho?

Já estava quase sete horas.

Será que está fazendo hora extra de novo?

O workaholic Baek Kanghyeon era capaz disso e muito mais.

De qualquer forma, pessoas viciadas em trabalho não ouvem o conselho de descansar como se fosse lixo. Esse tipo de pessoa caía de exaustão e logo voltava a viver enterrado em trabalho.

O rosto cansado de Baek Kanghyeon que havia entrevisto rapidamente na reunião veio à mente.

De qualquer forma, queria fazer com que ele descansasse bem pelo menos neste dia.

Se soubesse que ia ser assim, teria voltado junto.

Devia ter arrastado a reunião até as seis horas.

Assim poderia ter espremido Kanghyeon no carro com a desculpa de morarem no mesmo officetel.

Será que ligo de novo?

Abriu o contato na tela do celular e desistiu. A imagem de Kanghyeon ficando sério e frio se delineou claramente.

Não. Talvez já tenha saído do trabalho.

Era uma probabilidade minúscula como um grão de poeira.

Mesmo assim, pensando que seria bom verificar de qualquer forma, se levantou do sofá.

No momento em que calçava os sapatos e estendia a mão para abrir a porta de entrada.

Do outro lado da porta veio um pequeno som.

O sino que tocou era o do apartamento ao lado. Não era um sino antiquado como um ding-dong, mas uma música agradável — de qualquer forma, aquele som era a campainha do vizinho.

Quem veio?

Como era alguém que havia chegado a ter muita curiosidade sobre Baek Kanghyeon, até aquele visitante desconhecido era demasiado curioso para Haeil.

Enquanto isso, o som da campainha parou e logo tocou de novo.

Além disso, o outro lado começou a bater na porta com bastante força.

Bum bum —

— Kanghyeon! Você está aí?! Se estiver, abre a porta!

Por mais que fosse um lugar com boa isolação acústica, ficando perto da porta de entrada, os sons de fora eram bem audíveis.

Kanghyeon-a?

O canto dos olhos se franziu involuntariamente com a voz delicada de um homem chamando Kanghyeon de forma familiar.

Eu nunca chamei assim.

Apesar de mal se conhecerem, já estava ficando sensível em relação ao tratamento. Fosse quem fosse, ser tão familiar a ponto de poder chamá-lo assim — que tão próximo de Kanghyeon — incomodava e piorava o humor.

Bum bum!

O ímpeto do homem que batia na porta não mostrava sinais de diminuir.

Haeil, segurando a maçaneta da porta de entrada para poder sair a qualquer momento, ficou pensando por um momento.

A música da campainha já estava repetindo pela terceira vez.

Nesse ponto, Baek Kanghyeon claramente ainda não havia saído do trabalho.

Claro que era o mesmo homem que não havia saído nem quando Haeil ficou tocando a campainha por dez minutos inteiros no primeiro dia — mas naquela época o visitante era o único vizinho ao lado, então havia ignorado. Porque não havia ninguém para incomodar.

Um homem tão arrumado e que valorizava etiqueta e modos como Baek Kanghyeon naturalmente relutaria em causar transtorno a outros. Então se alguém batesse na porta e gritasse assim procurando por Kanghyeon, ele teria aberto a porta pelo menos para não incomodar o vizinho ao lado.

Concluindo, aquele homem estava suplicando e gritando para uma casa vazia.

— Kanghyeon!

A voz familiar que chegou de novo aumentou a irritação de Haeil.

Esse homem não pensa que Kanghyeon pode não estar em casa? Ou pensa que pode estar em casa mas recusando encontrá-lo?

Pensando bem, julgou que seria a segunda opção.

Se fosse uma relação próxima, bastaria tentar entrar em contato, mas nem isso parecia possível, já que estava brigando com aquela porta fria.

O que veio à mente de Haeil foi Kim Jaeyoung e seu grupo do clube. Não era possível pensar que apenas aqueles que haviam se grudado em Kanghyeon no clube e continuavam importunando mesmo sendo recusados eram os únicos do tipo.

Por quê?

Porque Baek Kanghyeon era bonito, atraente e adorável.

Haeil, que pensou isso de coração, abriu a porta de repente e saiu. Estava planejando expulsar pessoalmente aquele homem que ficava importunando Kanghyeon.

O rosto de Haeil que saiu para fora se contraiu num instante.

Isso é…

Tampou o nariz com uma mão e estalonou a língua com desaprovação.

O design da porta de entrada daquele officetel devia ser absolutamente impressionante. Pois havia bloqueado perfeitamente aquele aroma adocicado intenso que estava espalhado pelo corredor.

Ficou claro que o homem que havia vindo procurar Kanghyeon era um ômega.

Além disso, esse aroma adocicado era um perfume que já havia sentido antes.

É o mesmo de então.

O ômega que havia deixado o aroma adocicado grudado no corredor e no elevador.

Kanghyeon havia dito que não era seu namorado, então talvez fosse um parceiro sexual ou na melhor das hipóteses um amigo. Mesmo assim, pelo fato de ter compartilhado a senha da entrada comum do officetel, parecia uma relação bastante próxima.

Independentemente da relação, o fato de que era um ômega que estava incomodando Kanghyeon era bastante irritante.

Esse cara é absolutamente mole com ômegas. A um grau irritante.

Baek Kanghyeon era um alfa dominante que ao mesmo tempo era infinitamente tolerante e educado com ômegas. Pensando no feitio dele, parecia que se um ômega de pouca resistência se dependurasse fingindo ser fraco, qualquer que fosse o assunto, acabaria cedendo um passo.

Pensando que aquele ômega também era do mesmo tipo, não sabia por quê, mas ficou com raiva.

Isso não pode ser.

Um ômega que usa a consideração de Kanghyeon — não seria o pior?

Além disso, os feromônios que fluíam daquele ômega não eram apenas a instabilidade característica da resistência.

Estava liberando seus sentimentos nos feromônios de propósito. Como se estivesse manchando o corredor com seus sentimentos dizendo “por favor perceba”, portanto “de alguma forma me console”.

Que presunção.

Haeil pensou que o ômega estava fazendo de tudo para seduzir Kanghyeon e caminhou em direção a ele com um rosto frio.

O homem ômega de compleição pequena não havia percebido Haeil por causa do som da música da campainha e do barulho que ele mesmo fazia batendo na porta. Estava prestes a apertar a campainha mais uma vez chamando o nome de Kanghyeon.

— Chega. Está extremamente barulhento.

Os ombros do homem ômega que ouviu a voz afiada de Haeil se agitaram com força.

— Mmf…

Baek Huiwoo, que estava na frente do apartamento de Kanghyeon, tampou a boca com as duas mãos e encolheu o corpo. Se não tivesse tamponado a tempo, parecia que teria soltado um grito.

Não foi por causa da voz de Haeil.

Os feromônios alfa imensos que jorram de repente dele esmagaram o corpo inteiro de Huiwoo sem misericórdia.

Como se tivesse caído de cabeça em água gelada, sentiu uma sensação fria da cabeça aos pés. Os ombros encolhidos tremiam como se fossem se partir a qualquer momento, e as duas pernas finas e trêmulas não seria estranho se dobrassem a qualquer hora.

Os feromônios ômega que haviam estado fluindo sem defesa por causa das emoções exaltadas começaram a se agitar violentamente. Por causa da sensação de ser esmagado pelos poderosos feromônios alfa, simplesmente não conseguia controlar.

— Hut, haa…!

O corpo de Huiwoo que não aguentou desabou. Ele, que havia caído quase deitado, tremendo levantou a cabeça com dificuldade e olhou para Haeil.

No momento em que encontrou os olhos frios de Haeil, Huiwoo sentiu uma sensação de crise como se fosse parar de respirar.

Era como se fosse um pequeno herbívoro na frente de uma cobra enorme com a boca aberta.

Na frente de Huiwoo que estava ocupado engolindo respirações ásperas com até lágrimas visíveis, Haeil dobrou um joelho e se sentou. Mesmo assim, como o olhar encolhido de Huiwoo estava mais baixo, ele continuava olhando para cima da mesma forma.

— Para de incomodar Baek Kanghyeon.

Os dois olhos afiados de Haeil continham uma hostilidade perturbadora.

— Para um ômega de pouca resistência que nem sabe controlar os próprios feromônios.

Huiwoo, que encarava o olhar de Haeil de perto, estava respirando com dificuldade como se fosse desmaiar. As lágrimas fisiológicas que se acumulavam nos olhos assustados escorreram antes que pudesse contê-las.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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