Ler Alphega (Novel) – Capítulo 22 Online


Modo Claro

— Episódio 22 —

Kanghyeon, que observava o grupo de Haeil, se levantou.

— Enquanto analisam o contrato, vou me ausentar por um momento.

Kanghyeon queria sair daquele espaço sufocante mesmo que fosse brevemente. E havia também algo que precisava verificar através de um contato separado.

Kanghyeon deu um leve tapinha no ombro de Wonwoo, que havia se levantado para acompanhar, e saiu da sala de reuniões. Wonwoo, que não pôde acompanhar, ficou olhando preocupado para a porta por onde Kanghyeon havia saído.

Haeil também estava olhando para a porta. Em seu rosto ainda girava um sorriso inexplicável.

Kanghyeon saiu da sala de reuniões e caminhou rapidamente em direção ao lounge. Recebendo as saudações dos funcionários de passagem, saiu para o terraço e imediatamente pegou o celular.

— A essa hora, que surpresa.

Do outro lado do celular chegou uma voz calorosa.

Mas Kanghyeon não conseguia falar com a mesma amabilidade.

— Você sabia, não sabia?

— Hm? O que você diz de repente?

Kanghyeon, apoiado na grade fria e firme, disse com voz afiada:

— Quem mora ao lado, você sabia, não sabia.

Kanghyeon pensava que a “coincidência” de o vizinho ser o representante do clube WAVE não poderia realmente ser “coincidência”.

A mudança preparada para coincidir com a posse como novo diretor da Divisão de Gestão Financeira da BC Holdings.

Um officetel de altíssimo valor no coração de Gangnam, com uma estrutura magnífica que os ricos adoram, mas com o último andar vazio por três anos.

E o vizinho era justamente o representante do clube WAVE, o principal do Projeto W que assumiria ao entrar.

E ainda…

— Se puder, tenta se dar bem com o vizinho.

— Quem vive num lugar assim como você, deve ser alguém com recursos ou capacidade, alguma coisa de excepcional. Não tem por que criar uma relação ruim à toa.

— Pelo menos se ele te falar alguma coisa, responde, tá bom?

O conselho que parecia um pedido de Baek Huiwoo — que nunca havia dito a ninguém para se dar bem com alguém.

Para Baek Kanghyeon, tudo isso era simplesmente impossível de ser coincidência.

— Fala logo.

Kanghyeon disse mastigando as palavras.

— Você sabia de tudo?

— …

Huiwoo não respondeu. Também não fingiu mais não entender o que estava sendo dito.

Só isso já era resposta suficiente.

Assim como Huiwoo, Kanghyeon também ficou em silêncio. Não havia outra opção além do silêncio.

Desde o início estava sendo manipulado na palma da mão do pai como um boneco fazendo graça.

Havia criado deliberadamente um ponto de contato onde inevitavelmente se cruzaria com o representante do clube WAVE, e ainda havia colocado Baek Huiwoo à frente para induzir a relação de forma amigável.

Na visão do pai, Kwon Haeil provavelmente não ignoraria Baek Kanghyeon — alguém com poder aquisitivo suficiente para morar numa casa cara como a dele.

Kwon Haeil era um representante de clube que possuía em abundância clientes VVIP que gastavam quantias enormes. Talvez o pai tivesse pensado que não trataria o vizinho Baek Kanghyeon, que poderia ser mais um cliente rico, como uma pedra no caminho.

O grande projeto preparado, a proposta aperfeiçoada com a capacidade profissional comprovada de Baek Kanghyeon, a conexão intencional que inevitavelmente criaria pontos de contato até no tempo pessoal.

Com o plano desenhado pelo pai se tornando mais concreto, a cabeça começou a latejar.

Fosse qual fosse o meio, queria tornar impossível para “Baek Kanghyeon” não fechar este contrato.

Independentemente de sua capacidade ser mais do que suficiente ou lamentavelmente insuficiente. Obrigatoriamente.

Kanghyeon não conseguia se livrar da sensação de que seu orgulho estava sendo amassado. Era algo que sentia com frequência com cada coisa que o pai preparava, mas desta vez estava especialmente intenso.

No dia em que a transferência para a BC Holdings havia sido decidida.

O pai havia enviado uma curta mensagem de texto.

[Acredito que você conseguirá.]

O pai sempre fazia isso.

Dizia que acreditava que conseguiria, mas sempre preparava antecipadamente “um caminho que inevitavelmente levaria ao sucesso”.

Quando pensava que havia conseguido um resultado com muito esforço empregando toda sua capacidade, embaixo sempre havia o arranjo do pai. Fosse o que fosse que acontecesse, estava projetado para nunca falhar — não, para não poder falhar.

Provavelmente este projeto também seria o mesmo.

Mesmo que fizesse bagunça neste momento e rasgasse a proposta em pedaços, a oportunidade de contrato voltaria como se nada tivesse acontecido. O pai faria isso acontecer de qualquer jeito, usando todos os meios e métodos.

E a cada vez, Kanghyeon teria que tremer de raiva diante de sua própria impotência e do orgulho que se desintegrava. Era evidente que se repetiriam dias em que perceberia e voltaria a perceber que não conseguia concluir nada sozinho.

— …Com qualquer outra pessoa tudo bem, mas com você não pode ser assim.

— Kanghyeon, eu…

Huiwoo, que havia aberto a boca com uma voz ansiosa, não conseguia dizer nada e apenas soltava um suspiro fundo.

Sabia que a culpa não era de Baek Huiwoo. Também sabia que ele estava numa posição onde não podia desobedecer ao pai.

Mas mesmo assim a sensação de mágoa não desaparecia facilmente.

O pedido de Baek Huiwoo, que acreditava ser uma fala preocupada dita com um rosto gentil, na verdade era um conselho do pai.

Por causa desse fato, parecia que independentemente do que Huiwoo dissesse, não conseguiria acreditar facilmente. Qualquer que fosse a fala, tudo soaria como se estivesse lendo um roteiro preparado antecipadamente pelo pai sem emoção.

No silêncio, enquanto controlava as emoções, Kanghyeon virou a cabeça ao perceber um olhar de passagem.

Do outro lado do terraço de porta fechada, não se sabia desde quando, Kwon Haeil estava de pé. Parecendo não querer atrapalhar a ligação, apenas acenava com a mão e ficava olhando parado sem nem abrir a porta.

Kanghyeon percebeu tardiamente que estava com uma expressão alterada.

Kanghyeon ajeitou rapidamente o rosto de volta à frieza e, olhando para Haeil, disse a Huiwoo:

— Por enquanto não me contate. Não venha visitar também.

— O quê?

— Acho que se eu ver você agora, vão sair palavras duras sem querer. …Entrarei em contato depois.

— Espera, Kanghyeon! Eu errei…!

Kanghyeon desligou o telefone cruelmente diante da voz desconcertada de Huiwoo.

Só então Kwon Haeil, que abriu a porta do terraço, deu um passo em direção a Kanghyeon.

— Não foi por minha causa que você desligou, foi?

Haeil perguntou na linguagem informal com que costumava tratar Kanghyeon.

— Não. De qualquer forma era hora de desligar.

— É mesmo?

Hmm, Haeil emitiu um som nasal e deu mais um passo.

Mais um, e por último mais um.

Kanghyeon, sentindo a frieza da grade nas costas, encarou Kwon Haeil que estava à sua frente.

Os dois braços de Haeil que se aproximaram passaram pelos dois lados de Kanghyeon e agarraram a grade firme. Só então Kanghyeon percebeu que estava completamente preso dentro dos braços de Haeil.

A proximidade desnecessária fez o hálito de Haeil ser perceptível.

— Eu tenho um pedido para Baek Kanghyeon — não para o diretor Baek, mas para Baek Kanghyeon.

Em qualquer outro momento teria ignorado. Ou poderia ter respondido bruscamente dizendo que não fizesse nenhum pedido, fosse lá o que fosse.

Mas não podia tratar da mesma forma que havia feito até agora a pessoa que segurava as rédeas deste contrato.

Sentindo mais uma vez o orgulho ser arranhado, Kanghyeon perguntou:

— O que quer pedir?

Ao perguntar sem força, Haeil sorriu com aquele rosto deslumbrante de forma ingênua.

— Sai comigo hoje.

Kanghyeon ficou apenas olhando em silêncio, pensando se havia ouvido errado.

Haeil insistiu em repetir:

— Um encontro, eu disse.

Que absurdo é esse.

Kanghyeon estava de mau humor tanto pelos acontecimentos do dia quanto pela ligação com Baek Huiwoo. Não tinha tranquilidade no coração suficiente para se adaptar a esse tipo de fala estranha.

Kanghyeon demonstrou desconforto da mesma forma que costumava tratar Haeil.

— Não estou de humor para brincadeiras. Se for bobagem, outro dia…

— Por que você acha que é brincadeira?

O rosto de Haeil que estava sorrindo mudou para uma expressão séria.

— Estranho… Hoje não brinquei nem uma vez com Baek Kanghyeon.

Pela expressão, parecia estar revisando tudo o que havia dito a Kanghyeon hoje.

— Então quer dizer que não é brincadeira?

— Sim, não é.

Haeil respondeu sem hesitação e perguntou novamente:

— Não gosta do encontro?

Se perguntasse pessoalmente se gostava ou não, obviamente era a segunda opção.

Que encontro entre dois alfas numa relação incômoda.

Já estava de mau humor de forma especialmente intensa, então não parecia que conseguiria passar o tempo de forma tranquila.

No momento em que ia responder que não gostava.

Kanghyeon mordeu levemente o lábio e engoliu as palavras.

Kwon Haeil deve saber qual é sua posição neste contrato.

Além disso, havia dito que inseriria no contrato conteúdo relacionado à visita do diretor Baek Kanghyeon. Tendo visto que aceitava facilmente até um conteúdo assim tão arbitrário, deveria ter confirmado suficientemente o domínio que ele segurava.

Será que já está tentando me fazer dançar desde agora.

Kanghyeon pensou que era como um boneco de papel com barbante.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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