Ler Alphega (Novel) – Capítulo 08 Online

— Episódio 08 —
A segunda manhã no novo officetel não foi lá muito agradável.
Pelo menos não para Baek Kanghyeon.
Era por volta das sete da manhã.
O horário básico de despertar de Kanghyeon era às seis da manhã. Então as sete não deveriam ser um horário tão problemático.
Mesmo assim, seu humor não estava muito bom — e a culpa era do homem do apartamento ao lado, que ficava apertando a campainha sem parar.
Cheiro de bebida.
O forte cheiro de álcool que invadiu assim que abriu a porta fez as sobrancelhas franzir. Será que tinha caído dentro de um barril de uísque.
Não tinha intenção de lidar com um bêbado, mas o rosto estava lúcido demais para o cheiro intenso de álcool, então não pôde deixar de perguntar.
— Dessa vez o que é?
Kwon Haeil, sem expressão nenhuma, ficou apenas encarando Kanghyeon fixamente por algum motivo, sem dizer uma palavra.
Deve ser coisa de bêbado.
Não estava com tempo de sobra para aguentar os caprichos de um bêbado.
Kanghyeon encarou Haeil com frieza por um momento e então estendeu a mão para fechar a porta.
Naquele instante, Haeil agarrou o pulso de Kanghyeon de repente. E então puxou com uma força que não dava tempo de resistir.
Arrastado pela força inesperada, Kanghyeon acabou caindo nos braços de Kwon Haeil. Antes mesmo de conseguir empurrar, os dois braços firmes envolveram sua cintura com força.
— O que você está…!
— Silêncio.
Uma voz extremamente baixa fez cócegas no ouvido de Kanghyeon. O hálito de Haeil roçou o pescoço branco. Os lábios impregnados de forte cheiro de álcool também.
— É diferente. …É, é diferente.
Ouviu-se o som de Kwon Haeil aspirando o aroma.
— Sabia que seu cheiro é muito melhor.
Por algum motivo, havia um leve riso na voz de Haeil.
Mas Kanghyeon não achou graça nenhuma. Só estava pasmo.
Porque era a primeira vez que se deparava com um louco que o tratava como se fosse um ômega — ele, que era um alfa dominante robusto.
Kanghyeon empurrou Haeil com uma expressão fria. Mas a cintura estava sendo segurada com tanta força que, por mais que empurrasse, só conseguiu separar os peitos que estavam colados.
— Para de falar besteira e vai dormir se está bêbado.
— Não estou com sono.
— Tanto faz se tem sono ou não, não é problema meu. E solta isso aqui. Tira a força.
— Ah, isso foi meio safado, não acha?
Haeil riu de forma juvenil.
Do que será que ele está ouvindo para achar safado.
No momento em que Kanghyeon franzia o canto dos olhos, Haeil murmurou:
— Estranho. Normalmente não fico bêbado assim.
— Se ficou afogado no álcool até essa hora da manhã, qualquer pessoa ficaria bêbada.
— Está me defendendo?
Kanghyeon revirou o canto dos olhos enquanto ruminava a fala tranquila de Haeil.
— Estou dizendo que está bêbado mesmo, então para de falar bobagem.
Nenhuma das palavras de Kanghyeon tinha a menor dose de afeto. Mesmo assim, Haeil continuava rindo entre dentes como se achasse muita graça de algo.
Kanghyeon pensou se deveria dar uma patada na canela de Haeil, já que o braço em volta da sua cintura era forte demais. Bêbado não entende razão, então se ficasse assim poderia ficar preso ali para sempre.
Ao contrário do que temia, Haeil soltou o braço logo em seguida.
Bom, mesmo que o álcool turvasse o juízo, alfa é alfa.
Ficar abraçado a um alfa desconhecido que não era ômega não poderia ser algo agradável. Pelo menos era o que Kanghyeon pensava.
— Ah.
Kanghyeon, que estava empurrando Haeil para fora da porta, parou a mão ao ter um pensamento tardio.
— Espera aqui um segundo.
— Por quê?
Haeil perguntou inclinando a cabeça, mas Kanghyeon entrou para dentro sem responder. E fechou a porta por cima.
Haeil ficou parado quietinho na frente da porta silenciosa. Em seguida, foi ficando cada vez mais emburrado. Por que estaria lembrando do fora na cara que levou no dia em que Baek Kanghyeon havia se mudado?
Quando o longo dedo sem paciência de Haeil estava prestes a apertar a campainha.
A porta se abriu com um som cristalino.
Baek Kanghyeon estendeu uma caixa quadrada e elegante para Kwon Haeil, que havia parado exatamente na posição de quem ia apertar a campainha. Parecia uma caixa de chocolate um tanto cara, ou talvez uma caixa de bolo fino um pouco achatada.
— Pega.
Haeil de jeito nenhum esperava que Kanghyeon fosse lhe dar algo.
Ele ficou piscando com uma expressão levemente aturdida.
— O que é isso?
Diante do rosto confuso de Haeil, Kanghyeon disse sem emoção:
— Você não pediu?
— Hein?
— O bolo de boas-vindas.
— …O quê?
Pareceu que o tempo parou por alguns segundos. O silêncio que se instalou entre os dois foi assim — repentino e intenso.
Quem quebrou o silêncio primeiro foi Kanghyeon.
Ele abaixou a caixa que havia estendido e disse com o mesmo tom indiferente:
— Se não quiser, tudo bem.
— Não, não é isso. Não disse que não quero.
Haeil disse apressadamente e pegou a caixa de uma vez. Como era para Kwon Haeil desde o início, Kanghyeon deixou ser tomada sem resistir. Haeil ficou segurando a caixa de tteok apertada contra o peito com aquela expressão ainda aturdida.
— Se não gostar pode jogar fora.
Kanghyeon deixou essas palavras e fechou a porta sem olhar para trás.
Bum.
Por algum motivo, desta vez o som da porta soou um pouco diferente.
Haeil, que ficou ali sozinho do lado de fora, permaneceu parado no mesmo lugar. Assim como no primeiro dia, quando havia levado um fora na cara.
— Que é isso…
Um murmúrio pequeno escapou por entre os dentes de Haeil. Como se quisesse tampar aquela voz, cobriu os cantos dos lábios com uma mão. O rosto levemente aquecido ficou parcialmente encoberto.
Mas o tremor nos olhos nítidos, cujo efeito do álcool havia passado, não havia como esconder.
Uma vez que o efeito do álcool chegasse, não poderia passar tão facilmente assim.
A bebida saiu de vez da cabeça.
Haeil não tinha a menor intenção de beber até aquela hora. O plano era curtir um ficante por uma noite cedo e cair no sono tranquilamente.
Mas não havia conseguido.
Não era porque o ômega que havia trazido fosse um tipo um pouco diferente do seu gosto. Nem era porque os feromônios não o agradassem.
Era simplesmente porque, quanto mais o ômega exalava o aroma adocicado, mais uma outra pessoa vinha à mente.
E comparava sem parar.
O aroma desse ômega é assim, mas o aroma adocicado daquela pessoa era assado.
Será que aquela pessoa também ficaria assim mais intensa quando excitada?
Não, se for aquela pessoa, mesmo excitada com certeza…
A comparação, que havia começado de uma simples curiosidade e interesse, não dava sinal de que ia acabar.
Tanto assim que o aroma adocicado que o alfa vizinho possuía tinha uma intensidade que contrariava o quão leve ele era. Era como um pequeno fruto guardado por uma fera elegante.
Pequeno e bem vermelho, convidando qualquer um a colocar a língua, mas um fruto tentador que não se ousaria cobiçar imprudentemente.
Era isso que Haeil havia sentido nos feromônios escondidos de Baek Kanghyeon.
E ficou comparando sem parar com esses feromônios.
Naturalmente, não havia como seus olhos se voltarem para o monte de aroma adocicado deitado na cama.
No fim, havia saído do hotel sem nem abrir o zíper da calça.
Era a primeira vez que falhava num ficante de uma noite com um ômega. Falha era uma palavra forte — talvez desistência fosse mais adequado — mas de qualquer forma não era possível estar de bom humor.
E assim, mais uma coisa irritante havia se somado à lista.
Normalmente, por mais estresse que se acumulasse, bastava uma noite com algum ômega escolhido a dedo. Enterrado nos feromônios adocicados, despejando várias coisas junto com o suor, conseguia dormir fácil.
Mas agora que o melhor antídoto para o estresse havia falhado, naturalmente buscou a bebida. Foi procurar um bar razoavelmente quieto e ficou enchendo copo atrás de copo sem necessidade.
Tinha uma tolerância tão alta que normalmente não ficava bêbado. Mesmo assim, ficando bebendo sem parar até o sol nascer, o álcool foi subindo.
Fazia muito tempo que não ficava tão completamente embriagado.
Não sabia bem a partir de que ponto havia apagado. Lembrava que, enquanto bebia, alguns ômegas vinham falar com ele de vez em quando e sorriam com os olhos, mas depois disso não sabia de nada.
Quando voltou a si, já estava no officetel. E ainda por cima havia chamado o vizinho que tanto o irritava e estava falando bobagem.
Haeil passou a mão no rosto e soltou uma risada de pura incredulidade.
— Cara, você enlouqueceu, Kwon Haeil.
Ele mesmo estava se achando ridículo demais.
Que a grande façanha de ficar bêbado fosse abraçar o alfa do lado e brincar com palavras. Era a primeira vez que tinha esse tipo de comportamento quando bebia.
E o homem que havia realmente preparado o tteok só porque ele havia pedido também era de deixar sem palavras.
Sem palavras, mas… por algum motivo um riso escapou.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.