Ler Alphega (Novel) – Capítulo 06 Online


Modo Claro

— Episódio 06 —

O rosto sempre atraente, com o piercing de corrente pendurado em uma das orelhas, chamava a atenção como sempre.

— Saindo do trabalho agora? Eu estou indo pro meu.

Kwon Haeil perguntou com os cantos dos olhos curvados em sorriso. Seu olhar percorreu Kanghyeon de cima a baixo, que estava com roupa casual.

— Hmm, pelo jeito não parece que está saindo do trabalho.

Os lábios de Haeil desenharam uma curva leve e animada.

— Ah, na verdade é um herdeiro rico que não precisa trabalhar?

Kanghyeon reprimiu à força o impulso de dar um tapa naquele rosto sem preocupações.

Kanghyeon retirou levemente a mão que segurava seu braço e entrou no elevador sem dizer nada. Apertou o único botão do último andar, já que além do estacionamento e do primeiro andar não havia outro. Logo a voz de orientação anunciou “subindo”.

Mesmo assim, Haeil continuava dentro do elevador. Claramente havia descido vestido para sair, mas por algum motivo não saiu.

Só depois que a porta se fechou completamente é que Kanghyeon perguntou:

— Não vai descer?

— Que rapidinho.

Haeil, de pé ao lado de Kanghyeon, riu baixinho. E em vez de responder se ia descer ou não, disse outra coisa:

— O seu ficante parece estar perto do cio. Cuidado.

Com a fala inesperada, o olhar de Kanghyeon foi involuntariamente para o rosto de Kwon Haeil.

— O corredor e o elevador estão cheios de cheiro adocicado.

Kanghyeon ficou internamente impressionado com a sensibilidade aguçada de Haeil.

Huiwoo era um ômega recessivo. E não um recessivo qualquer — era o tipo que precisava do qualificativo “extremo”, tamanha a dificuldade que tinha em controlar seus feromônios.

O rastro que Haeil havia sentido provavelmente era culpa dos feromônios instáveis de Huiwoo.

Mesmo Kanghyeon, que também era alfa dominante, tinha dificuldade em perceber isso, mas esse homem havia captado com bastante precisão.

Mas só isso.

Era apenas uma intromissão desnecessária.

Huiwoo não era seu ficante, e não estava com feromônios transbordando por estar chegando perto de um ciclo de cio. Então um conselho como aquele podia ser ignorado como se não tivesse ouvido.

Se não fosse pelo que Baek Huiwoo havia dito.

— Se puder, tenta se dar bem com o vizinho.

— Quem vive num lugar assim como você, deve ser alguém com ou recursos ou capacidade, alguma coisa de excepcional. Não tem por que criar uma relação ruim à toa.

— Pelo menos se ele te falar alguma coisa, responde, tá bom?

Não precisava seguir cada palavra de Huiwoo, mas havia um fundamento razoável nelas. Não havia razão para criar atrito desnecessário.

No fim, Kanghyeon acabou respondendo a Haeil, mesmo que de passagem.

— Não é meu ficante, mas obrigado pelo aviso.

— Não é seu ficante?

Haeil enfiou o rosto para perto e fitou Kanghyeon.

— Você acompanhou um ômega que não é seu ficante até o quarto subsolo pessoalmente?

Não tinha intenção de ficar explicando para Haeil que havia recebido a visita de um irmão. Também não via necessidade de contar os detalhes para um estranho.

— Isso é algum problema?

— Não.

Haeil sorriu levemente. Naquele momento, o elevador parou e a porta que havia se fechado deslizou suavemente para abrir.

Atrás de Kanghyeon, que saiu primeiro, a voz indiferente de Haeil ecoou.

— Só achei que você tratava bem qualquer ômega que aparecesse.

Ao ouvir aquilo, Kanghyeon virou para trás.

O elevador que havia engolido Kwon Haeil, agora sozinho, já estava descendo.

O elevador que havia deixado Baek Kanghyeon no último andar desceu novamente rumo ao quarto subsolo.

O rosto de Kwon Haeil, ao desembarcar nas profundezas do subsolo, estava por algum motivo insatisfeito.

Age com tanto desdém, mas faz tudo que tem que fazer.

Haeil lembrou do dia anterior, quando Baek Kanghyeon havia puxado o ômega que ele havia trazido para perto de si, como se o protegesse. Não conseguia esquecer aquele rosto frio que o havia encarado com um olhar de desprezo.

Ele sabia que havia sido porque estavam se enroscando na frente da porta do apartamento, e porque Kanghyeon havia entendido que era uma violência unilateral de feromônios. Kanghyeon provavelmente havia pensado em salvar um ômega que estava em perigo sem querer.

Mal-entendido ou não, havia recebido aquele olhar afiado diretamente. A hostilidade de um primeiro encontro não era algo que se esquecia facilmente.

E quando percebeu a situação e foi entrar em casa, o quão frio havia sido. Quando foi bater na porta depois, quase levou um fora na cara. Claro que havia razão para isso.

Talvez por isso, o fato de Kanghyeon ter chamado um ômega para casa e depois o ter acompanhado carinhosamente até a saída o incomodou um pouco. Parecia alguém que era gentil com todo mundo, exceto com ele.

Haeil parou diante do esportivo vermelho chamativo entre os vários carros estacionados no estacionamento. Ao abrir a porta do motorista, ergueu a cabeça de repente.

Um pouco mais longe, havia um sedan preto estacionado. A sensação contida e ao mesmo tempo rígida que transmitia combinava bastante com Baek Kanghyeon.

Haeil deu uma risadinha irônica em direção ao sedan inocente e entrou no carro.

Logo em seguida, seu carro expeliu um ronco potente e saiu rapidamente do estacionamento.

Pouco depois de sair do officetel e percorrer as ruas movimentadas de Gangnam, Haeil chegou diante de um prédio onde muitas pessoas estavam paradas.

Clube WAVE.

As inúmeras pessoas ali paradas estavam na fila para entrar no clube. A expectativa animada das que claramente já estavam ali há um bom tempo era palpável.

Naquele momento, um homem robusto que não se sabia de onde havia aparecido correu até lá e se curvou pela janela entreaberta do passageiro.

— O senhor chegou, chefe!

— Cala a boca, seu idiota.

Haeil franziu o canto dos olhos com o volume alto e abriu a porta sem nem estacionar direito. O homem, com toda a naturalidade, foi até o lado do motorista e entrou no carro no lugar de Haeil.

Haeil passou pela fila de entrada onde as pessoas estavam aglomeradas e foi em direção à entrada exclusiva de VIP, onde não havia ninguém.

Os seguranças de compleição que deixavam claro que sabiam brigar reconheceram Haeil ao se aproximar da entrada VIP. Assim como o homem que havia corrido para fazer o valet, inclinaram profundamente a cabeça para Haeil.

— Chefe, o diretor Kwak está no lounge.

— O diretor Kwak?

Com a fala do segurança, Haeil rodou os olhos e sorriu com um ar de quem já entendia tudo.

— Leva ele para o meu quarto.

— Sim, chefe.

Haeil entrou no clube recebendo as saudações respeitosas dos seguranças.

Bum bum — a batida grave e pesada da música intensa martelava o coração. Conforme avançava pelo corredor com letreiros de néon, a música ia chegando cada vez mais alta.

O subsolo e o primeiro andar tinham o salão principal, com a cabine do DJ e a pista de dança. O segundo andar era composto pelo lounge e quartos VIP, e o terceiro andar tinha os quartos exclusivos VVIP e alguns escritórios para a operação do clube.

O destino de Kwon Haeil era o escritório mais ao fundo do terceiro andar.

Sem placa e sem nome oficial, mas o fato de ser o escritório do dono do clube WAVE era algo que todos os funcionários dali sabiam.

Kwon Haeil entrou com toda a confiança na sala da diretoria, que ele chamava de “meu quarto”.

O escritório era bastante amplo. O interior também era deslumbrante, bem diferente dos outros escritórios.

De um lado havia um espelho unidirecional com vista para a movimentada região de Gangnam, e do lado oposto uma enorme peça de grafite que ocupava uma parede inteira.

Um minibar instalado de costas para o grafite também era marcante. As prateleiras com garrafas de whisky fino e outros tipos de bebidas tinham iluminação de neon proposital, chamando bastante a atenção.

Um pouco mais afastado, havia um console de DJ montado sob uma iluminação sofisticada, criando uma atmosfera levemente de clube.

Haeil foi até o minibar e tirou dois copos transparentes de whisky. Quando estava pegando gelo do fabricador de gelo instalado ali, o segurança que estava do lado de fora bateu na porta.

Junto com o segurança entrou um homem de meia-idade de terno.

— Representante Kwon, o boato é verdade?

— Que boato?

Mesmo suspeitando do que era, Haeil fingiu não saber e foi escolhendo a bebida com calma.

O visitante era nada menos que um diretor do Grupo Taewoon. Para recebê-lo com um mínimo de consideração, pegou uma das garrafas — um raro single malt escocês, o Bruichladdich Black Art. O whisky de cor dourada intensa foi enchendo o copo com um som cristalino.

O diretor Kwak, vendo Haeil tão tranquilo, disse com impaciência:

— O boato de que o Grupo Baek Cheong propôs uma parceria através da BC Holdings!

— E o que tem?

— O que tem, rapaz!

O diretor Kwak elevou a voz, com o rosto corado.

— A proposta de parceria fomos nós que fizemos primeiro!

Haeil virou com um sorriso aberto segurando um copo de whisky em cada mão. Estendeu um deles ao diretor Kwak, que estava resfolegando.

— A proposta vocês fizeram primeiro, mas eu nunca disse que aceitaria, não é?

— Representante Kwon!

O diretor Kwak gritou.

— Psiu.

Haeil, que ainda segurava o copo estendido, ergueu o canto dos olhos. Os lábios estavam claramente sorindo, mas seus olhos não tinham a menor gentileza.

— Meu ouvido está doendo pra caramba agora, mas parece que o nosso diretor está bem.

A voz fria, quase como um monólogo, fez o diretor Kwak se encolher. Como se não fosse a mesma pessoa que havia gritado um segundo antes, fechou a boca e ficou esperto.

Só então Haeil suavizou o canto dos olhos. Balançou levemente o copo de whisky como quem dizia para pegar logo.

O diretor Kwak pegou o copo, deu um pigarro e ajeitou a garganta. Em seguida, engoliu o whisky picante em dois ou três goles.

O sabor e aroma únicos, difíceis de sentir em whiskys comuns, fizeram seus olhos brilhar por um instante.

O diretor Kwak pigarreou mais uma vez e perguntou:

— Hrum… não vai chegar a fechar com o Grupo Baek Cheong, sendo que vocês não tinham nenhuma relação antes, certo?

— Ora, o novo diretor deles disse que viria com uma proposta elaborada, então preciso conhecê-lo primeiro.

Haeil, que balançava o copo aspirando o aroma, disse com uma voz surpreendentemente animada.

— Já que vai ser um encontro de qualquer jeito, torço para ser alguém bonito.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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