Ler Alpha Trauma (Novel) – Capítulo 04.2 Online


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Alpha Traum, Capítulo 4 – ❀ Chisry Blossom Rain, Parte 02

A casa de Wooyeon não ficava longe da escola, localizada em um complexo de apartamentos. O interior era adornado com paisagismo extravagante, e a fonte no centro era tão grande que parecia uma piscina. Garam, que arregalou os olhos quando saíram do táxi, olhou espantada para o prédio com uma cobertura no topo.

— Você mora aqui sozinho?

— Bem… sim.

Wooyeon respondeu vagamente enquanto passava o cartão na entrada. Ele os trouxera ali sem pensar muito, pois era um apartamento relativamente comum. Mas agora, vendo suas reações, ele se sentiu estranho. Talvez morar sozinho em um apartamento parecesse um pouco estranho. Pelo menos ele poderia ter dito que morava com sua família.

Enquanto subiam no elevador, eles não conseguiam deixar de expressar admiração continuamente. Eles comentavam sobre o quão largo o elevador era ou como ter tal altura poderia induzir a acrofobia. Apenas Dohyun permaneceu calmo, mas até ele mudou sua expressão quando Wooyeon apertou o botão do último andar.

— Realmente, a casa é incrível…

Seongyu murmurou enquanto olhava para o indicador do andar. Ele parecia tão surpreso que nem conseguia se lembrar das palavras rudes que disse durante a cerimônia de abertura. Quando Wooyeon casualmente desviou os olhos, Seongyu se desculpou com um sorriso elegante.

— Desculpe, eu não quis dizer isso.

— Bem… não está errado.

Contando que ele não o xingasse pelas costas, Wooyeon não se importava. Mesmo que ele xingasse, se não chegasse aos seus ouvidos, estava tudo bem. Mesmo que ele não visse Seongyu há muito tempo, ele sabia que ele não era do tipo que fofocava sobre essas coisas.

— Por favor, entrem confortavelmente. Não há mais ninguém.

Assim que entraram na casa, Wooyeon tirou chinelos de hóspedes. Eles eram novos, nunca usados, pois Wooyeon e sua governanta eram os únicos que vinham à sua casa. Garam calçou os lindos chinelos e, simultaneamente, ofegou.

— Ei… é o Rio Han?

O Rio Han estava bem na frente do nariz deles. Eles nem tinham chegado à sala de estar, mas o mundo inteiro era visível além do terraço. Embora Wooyeon já estivesse acostumado a isso, era uma visão chocante para os outros.

— A vista é incrível…

Ignorando-os, Wooyeon se afastou lentamente. As reações deles eram muito intensas, e ele não sabia o que dizer. Ele tinha planejado sentá-los no sofá e pensar sobre isso, mas isso também não era fácil.

— Esta é… uma casa modelo ou algo assim?!

A espaçosa sala de estar parecia grandiosa. Com apenas um sofá, mesa e TV, a sala de estar tinha áreas espaçosas que pareciam grandes demais para serem chamadas de “cômodos”. O teto era alto, havia escadas e toda a parede da sala de estar era feita de vidro.

— Como você limpa isso?

— Tem alguém que cuida da limpeza separadamente.

Wooyeon respondeu com um rosto um tanto resignado. Agora, parecia melhor deixar uma impressão de viver bem. Claro, o “bem” de Wooyeon e o “bem” deles tinham uma diferença enorme, mas por enquanto, parecia apropriado.

— Há também um segundo andar?

Seongyu apontou para a escada na parede. Wooyeon nunca tinha subido lá nos dois meses em que vivia ali.

— Tem, mas eu não uso então não tem nada lá.

— Até um quarto?

— Não, apenas uma sala e o escritório.

— Ei, Wooyeon. Isso é uma árvore de verdade?

De repente, Garam entrou na conversa. Wooyeon verificou a árvore no terraço e respondeu sem certeza.

— Acho que sim… talvez?

— E a grama? A grama também é real?

— Bem… eu não cuido disso sozinho.

— Se é tão espaçoso, deve ser assustador morar sozinho.

— Não é realmente tão assustador.

Wooyeon respondeu despreocupadamente e colocou sua mochila no sofá. Estar em um lugar espaçoso e viver sozinho eram coisas às quais ele estava acostumado desde a infância. A casa da família, de onde todos os funcionários já tinham saído, parecia uma vasta prisão para ele.

— Quanto é o aluguel de um lugar como esse? É possível?

— O depósito parece mais caro do que a nossa casa, Noona.

Ouvindo a conversa sussurrada, Wooyeon soltou uma risada sem querer. Parecia um pouco fofo vê-los contemplando seriamente o aluguel mensal. Quando ele cobriu a boca com o punho, Garam tardiamente demonstrou uma expressão envergonhada.

— Ei, Kim Dohyun, por que você está tão desinteressado? Você já viu uma casa como essa? Hein?

Garam começou a incomodar Dohyun desnecessariamente, que estava ali perto. Desde que entrou no apartamento, Dohyun apenas proferiu um “Com licença” e agora olhava ao redor com sua expressão habitual, aparentemente indiferente.

— É a primeira vez que eu vejo uma cobertura… Mas já estive em casas maiores.

— Onde fica?

Wooyeon deixou escapar reflexivamente. Ele sentiu que poderia ser um lugar que ele conhecia, já que Dohyun estava falando sobre uma casa grande.

Dohyun levantou os cantos da boca ligeiramente e, em vez de revelar a localização, mudou de assunto.

— Parem de vasculhar a casa dos outros e coloquem suas bolsas no chão. Nós nos reunimos para estudar, certo?

— …..

— …..

Ambos tinham rostos que claramente diziam que perceberam seu erro. Estava claro que eles se deixaram levar explorando a casa e se esqueceram da sessão de estudo.

Wooyeon secretamente engoliu sua decepção e foi até a cozinha, dizendo que traria algumas bebidas.

— O que… existem tantos tipos.

A geladeira estava cheia de vários ingredientes. Wooyeon não os comprou, era a governanta que os estocava regularmente. Como o suco provavelmente estava em uma garrafa de vidro e não havia rótulos, ele não conseguia dizer o que era o quê.

Wooyeon primeiro tirou uma garrafa laranja. Pensando que era suco de laranja com base na cor, ele agiu com base nessa suposição simples. Quando ele tentou tirar uma garrafa vermelha depois, uma voz familiar atrás dele falou:

— Aquele é suco de cenoura.

Um dedo longo e reto apontou para o compartimento superior. Morangos, kiwis e uvas. A voz revelando a identidade do conteúdo era gentil e calma. Dohyun apontou para o compartimento inferior com o mesmo tom calmo.

— Lá, o laranja mais brilhante é o de laranja.

Wooyeon encarou Dohyun com os olhos arregalados; até mesmo ele, o dono da casa, não sabia o que o outro estava apontando com tanta naturalidade. Enquanto cantarolava,

Dohyun segurou a porta da geladeira e olhou para baixo.

— Você não come cenoura?

— Como você… sabia?

As bebidas eram feitas pelos funcionários, espremendo o suco diretamente. Nenhum açúcar ou outros produtos processados eram adicionados, e às vezes ervas ou vegetais eram misturados. Claro, eles não eram vendidos comercialmente. Dohyun piscou os olhos como se perguntasse: “Qual é o problema?”

— Obviamente tínhamos comido juntos, você saberia disso.

— …..

Memórias de comer bife Salisbury juntos vieram à sua mente. Ele se lembrou dele mastigando a cenoura que tinha o formato de uma flor. “Não, não isso.” Com isso em mente, Wooyeon entregou a Dohyun uma garrafa de vidro.

— Eles vendem isso?

A princípio, seu olhar mudou. Wooyeon sentiu uma premonição desconfortável e rapidamente preparou uma desculpa.

— Isso mesmo.

— O que? — Dohyun perguntou com um olhar confuso. Oportunamente, o som de aviso da geladeira aberta por muito tempo soou. Wooyeon fechou a geladeira rapidamente, virou-se e ficou na frente dela.

— Está à venda, mas… não tem nada escrito nele. Como você sabia qual era o gosto?

— A bebida? — Ele assentiu. Dohyun olhou brevemente para a garrafa que Wooyeon estava segurando. — Eu já tive isso antes.

Suor frio correu por sua espinha. Assim que ele ouviu essas palavras, memórias surgiram uma por uma. Ele costumava tomar um copo dela durante as sessões de tutoria, então era óbvio onde ele tinha provado a bebida.

— Era o mesmo… produto, eu acho — Wooyeon respondeu calmamente e abriu a geladeira novamente. Havia garrafas de vidro alinhadas ordenadamente. Wooyeon escolheu morangos, kiwis e uvas. Quando Dohyun tirou as garrafas de baixo, ele pegou a garrafa da mão dele. — De fato. Parece que eles fazem e vendem os artesanais.

Ele quase se meteu numa grande encrenca. No entanto, na memória de Wooyeon, Dohyun bebia apenas um copo durante as sessões. Embora nunca tivesse visto em garrafas de vidro como esta, achou fascinante que ele imediatamente o reconheceu. Talvez sua visão fosse boa, ou talvez ele o tenha confundido com algo semelhante.

— E normalmente, você pode dizer apenas olhando para a cor.

Ele tinha um rosto completamente desavisado. Agora aliviado, Wooyeon verificou vários armários. Dohyun estava de pé ao lado da mesa, esperando por ele.

— O que você está procurando?

— Copos. É um pouco estranho dar assim na garrafa.

— O que há de errado nisso? Mesmo que você dê em uma garrafa, será bem recebido.

— Mesmo assim, você é um convidado.

— Um convidado… — O convidado indesejado, aquele som murmurado ecoou. Wooyeon não se incomodou em responder e abriu o armário superior. Copos de vidro estavam cuidadosamente colocados ao alcance.

Wooyeon hesitou em estender a mão, virando-se para olhar para Dohyun. Mesmo quando ele usava um casaco, as linhas refinadas de seu corpo eram mais aparentes conforme suas roupas ficavam mais leves. Dohyun, com um olhar lânguido, inclinou a cabeça enquanto olhava para ele.

— Você pode pegar?

Na realidade, era verdade que Wooyeon olhou para ele como se pedisse um favor. Era muito embaraçoso mostrar sua figura esforçada com os calcanhares levantados. No entanto, assim que Wooyeon viu o rosto de Dohyun, todos os pensamentos desapareceram.

— Eu vou pegar.

Por que ele parecia bem mesmo despreparado? O cardigan macio que ele usava parecia emitir um cheiro agradável quando se aproximava. O cheiro único de amaciante de roupas de Dohyun parecia estar fazendo cócegas na ponta de seu nariz.

Wooyeon assentiu e estendeu a mão em direção ao armário. Como esperado, sua altura causou um pouco de dificuldade e as pontas dos dedos mal tocaram o fundo do frasco de vidro. “Ah, se eu fosse apenas 3 centímetros mais alto.” Assim que esse pensamento cruzou sua mente, a jarra mais à frente tombou.

— …..

Assustado, Wooyeon deu um passo para trás. O copo caído foi apontado diretamente para seu rosto. Sua mão, estendendo-se para agarrar o copo, roçou o ar, e ele fechou os olhos em choque. Ele tinha certeza de que ouviria o som de quebra. Um vidro transparente nessa altura nunca sobreviveria. Suas pálpebras tremeram e a parte de trás do seu pescoço ficou assustadoramente fria.

— …..

No entanto, mesmo depois de um tempo, não havia som algum. Nada colidiu com seu rosto e cacos de vidro não voaram impiedosamente. Sentindo algo estranho, Wooyeon abriu os olhos cautelosamente.

— Como sempre…

Uma voz familiar gentilmente chegou aos seus ouvidos. Até mesmo leves feromônios eram discerníveis. Além do campo de visão, alguém segurava o copo.

— Isso torna difícil desviar o olhar.

Dohyun, estendendo a mão por trás como um abraço caloroso, também ficou surpreso, emitindo um sutil aroma de feromônios. Ele abaixou a cabeça e encontrou os olhos arregalados de Wooyeon.

— Você está bem?

Yeon estufou o peito. Os feromônios Alfa secos acenderam um fogo na barriga dele. Parecia que seus próprios feromônios iriam sair indiscriminadamente a menos que prendesse a respiração.

— Estou bem.

De jeito nenhum. Seu coração estava batendo forte e sua cabeça zumbia. Uma sensação estranha se espalhou de sua garganta até o fundo de sua espinha.

— Estou bem… — Ele conseguiu responder, mas até isso desmoronou. Parecia que ele estava com sede toda vez que abria a boca. Wooyeon continuou a respirar superficialmente, com o rosto vermelho.

— Tome cuidado.

Dohyun rapidamente se distanciou. Ele colocou o copo na mesa e pegou mais três do armário. Ao contrário de Wooyeon, as ações de Dohyun foram notavelmente suaves.

— … Obrigado.

Mesmo que tentasse suprimir seus feromônios, eles vazavam gradualmente. Seu rosto estava tão quente que parecia perigoso ficar ali. Afastando-se, Wooyeon cobriu os ouvidos às pressas.

— Hum, eu preciso usar o banheiro urgentemente.

Dohyun não teve chance de responder. Wooyeon afastou-se apressadamente. Ele correu para o quarto, não ousando passar por onde Garam e Seongyu estavam. Com um clique, quando a porta fechou, Wooyeon caiu. Enquanto enterrava o rosto nos joelhos, o som de batidas em seu peito ecoou alto.

— Argh…

Esse sentimento fora experimentado há muito tempo. Quando Dohyun era tutor, Wooyeon se via cativado pelas menores coisas. Sentindo-se envergonhado apenas por olhar para o rosto dele, Wooyeon esperava não ter mais tais sentimentos. No entanto, ele se viu seguindo o mesmo padrão. Uma vez que seu coração abriu, tornou-se incontrolável.

— … Estou condenado.

Feromônios, carregando emoções, encheram o cômodo como uma onda. Dessa vez era genuinamente perigoso.

↫─⚝─↬

Wooyeon era fundamentalmente inclinado a não confiar nas pessoas facilmente. Como esperado de alguém em suas circunstâncias, sua mãe exibia a aparência típica da elite, e ao redor dele havia apenas pessoas com motivos ocultos. O mundo de Wooyeon gradualmente se tornou mais confinado.

A primeira vez que ele deu um passo na sociedade foi durante o ensino médio. Após 14 anos, ele tinha expectativas modestas e desfrutava da liberdade, mas o ambiente escolar não era tranquilo. Em apenas um mês, tornou-se alvo de bullying. Foi somente após dois anos que conheceu Dohyun, e eles se separaram em apenas um semestre. Essa conexão rápida tornou-se a oportunidade para ele aprender a confiar nos outros.

De certa forma, era inevitável. O professor era afetuoso e gentil. No entanto, como ele poderia não se apaixonar por Dohyun? As emoções que se infiltraram gradualmente o dominaram. Se ele baixasse a guarda, certamente pegaria febre em um instante.

— Trocou de roupa?

— Sim, estava desconfortável.

Wooyeon saiu do quarto depois de um longo tempo. Quando conseguiu controlar seus feromônios e terminou de se lavar, um bom tempo já havia passado. As três pessoas estavam estudando juntas. Em pouco tempo, a escuridão começou a se formar do lado de fora da janela. Naturalmente, eles se levantaram, antecipando o fim da sessão.

— Tudo bem se eu não te acompanhar?

— Está tudo bem! Não somos crianças.

Garam e Seongyu recusaram a oferta. Ele planejara acompanhá-los até o elevador, mas isso também foi rejeitado.

— Tenha cuidado ao entrar.

Wooyeon os viu na entrada. Quando eles pediram para ver o segundo andar da próxima vez, ele assentiu vagamente. Dohyun, que tinha ficado quieto, apenas o cumprimentou antes da porta fechar.

— Vejo você amanhã.

Baque. A porta fechada bloqueou a comunicação com o exterior. O silêncio que se instalou trouxe um vazio familiar. Ele entrou com uma expressão cansada.

— …..

Ele não queria gostar dele, mas parecia inevitável. O futuro predeterminado não era do tipo que poderia ser mudado apenas com luta.

Depois daquele dia, Wooyeon se dedicou unicamente a estudar para as provas. Ele minimizou o contato com Dohyun e conscientemente dispensou pensamentos distrativos.
Embora eles tivessem aulas sobrepostas nas sextas-feiras, Dohyun não iniciou nenhuma conversa com ele.

Então, uma semana se passou, e o campus estava imerso na primavera. Delicadas flores de cerejeira adornavam a vista, e a cada passo, o chão estava coberto com tenras folhas de grama. O clima era tal que mesmo vestindo apenas um moletom com capuz e shorts, não fazia você sentir frio algum. No entanto, como se para marcar a estação de florescimento, notícias de chuva chegaram até eles à tarde.

— Ei, estou aqui, Noona.

Wooyeon visitou a sala do clube exatamente uma semana depois. Não foi voluntário; foi para decidir o local para a sessão de estudo da tarde. Como eles tinham prometido se encontrar pelo menos uma vez por semana enquanto planejavam o estudo em grupo, ele não poderia faltar.

— Ah, as aulas acabaram?

Garam estava na sala do clube. Dohyun não estava visível, mas alguns outros membros do clube estavam presentes. Na atmosfera agitada, Wooyeon, que se sentiu estranho, cumprimentou-os e entrou na sala. Por algum motivo, havia uma pilha de hambúrgueres na mesa.

— Você almoçou? Quer um hambúrguer?

— Ah, claro. Vou querer um. Tem bulgogi e camarão?

— Você pode ter dois.

— Não três.

Os hambúrgueres, embrulhados em papel fino, estavam levemente amassados e mornos. Wooyeon educadamente expressou seus agradecimentos e cuidadosamente desembrulhou a embalagem. Embora ela tenha dito que ele não poderia comer três, havia quatro hambúrgueres na frente dele.

— E o Seongyu?

— Ele foi ao escritório do departamento por um momento.

Um lado era bulgogi e o outro era camarão, mas nenhum dos dois lhe agradava. Se ele tivesse que escolher com base em sua experiência nos Estados Unidos, talvez o último fosse melhor. Mesmo que o hambúrguer de camarão não tivesse um gosto bom, pelo menos o hambúrguer não teria um cheiro forte.

— Quer umas batatas fritas? Que tal coca?

— Não, obrigado. Estou bem.

Wooyeon balançou a cabeça e desembrulhou o hambúrguer. Enquanto ele se preparava para comer, Garam parecia satisfeita. Seu rosto parecia dizer que só de olhar para a comida ela ficava cheia, claro, Garam já tinha comido dois hambúrgueres.

— Mas que tipo de hambúrguer é esse?

— Ah, isso é coisa do Kim Dohyun…

Antes que ela pudesse terminar sua frase, a porta da sala do clube rangeu ao abrir ameaçadoramente. Garam apontou para a porta aberta, dizendo: “Parece que problemas estão chegando.”

— Às vezes, se crianças me importunarem, eu as compro. Desejem-me sorte nas provas.

— A entrega já chegou?

Dohyun estava usando calças pretas e um sobretudo bege. A bainha fina do casaco chegava abaixo dos joelhos, e quando seu olhar caiu inadvertidamente, seus joelhos redondos ficaram visíveis. Wooyeon secretamente admirou a aparência de Dohyun, perdendo-se nesses pensamentos.

— Oppa.

— Hyung, senti sua falta.

Foi a primeira vez que Wooyeon viu alguém que vestia um trench coat tão bem. O catálogo de uma marca famosa seria assim? Graças à sua alta estatura e estrutura reta, as vantagens das roupas eram exibidas com destaque.

— É óbvio, vocês dois.

Dohyun riu suavemente e fechou a porta da sala. Até mesmo seus passos confiantes em direção a eles eram impressionantes. Essa não era a maneira de esquecer Dohyun. Wooyeon, que havia desviado o olhar deliberadamente, deu uma grande mordida em seu hambúrguer.

— Só quando você compra a comida…

Como esperado, o hambúrguer encharcado de molho não era do agrado de Wooyeon. O pão estava encharcado, a alface estava murcha e até o hambúrguer de camarão não tinha sabor. Ele engoliu relutantemente a mordida que deu, mas não conseguiu reunir coragem para tentar outra.
Então, sem perceber que Dohyun tinha parado de falar, Wooyeon olhou para o hambúrguer. Certamente, não estava tão ruim quando ele comeu com Daniel. Fosse culpa da marca ou se era porque tudo tinha esfriado. De qualquer forma, era realmente duro.

— Por que você está assim, Oppa?

Com as palavras de Garam, Wooyeon distraidamente levantou a cabeça. Brevemente, seu olhar encontrou o de Dohyun, mas Dohyun rapidamente olhou para outra pessoa. Então, com um rosto educado e amigável, ele balançou a cabeça.

— Não é nada.

Uma onda de emoção surgiu dentro dele. Não havia palavras como “Há quanto tempo”, e nenhuma saudação como “Olá”. Dohyun simplesmente sentou-se o mais longe possível de Wooyeon no sofá.

— Ei, a aula já acabou? Eu deveria ter assistido à aula daquele professor também. Ele só dá aula por uma hora toda vez.

— O professor está pegando leve com você?

— Talvez.

Por alguma razão, parecia sufocante. Parecia que ele estava tremendo por dentro e sendo pressionado um pouco. Embora seu apetite tenha diminuído, Wooyeon abaixou a cabeça e continuou comendo. Não tinha um gosto bom, mas ele conseguiu mastigar algumas vezes e engolir.

— Se acabar cedo, o que você faz? Eles dizem que teremos que compensar tudo depois.

— Bem, foi uma boa decisão não dar ouvidos.

Parecia que os hambúrgueres estavam se acumulando em seu estômago. Sua garganta parecia estreita, dificultando engolir direito. Uma mordida, e depois outra. Só depois de terminar tudo em sua mão, Wooyeon se levantou abruptamente.

— Desculpe, mas vou em frente.

O papel de embrulho foi amassado em sua mão. Garam, com olhos surpresos, observou Wooyeon jogar o papel no lixo. Sem dizer uma palavra, ela mordiscou o hambúrguer restante, como se tivesse perdido o interesse.

— Você já está indo embora?

— Tenho algo a fazer por causa de um projeto em grupo.

Era em parte mentira, mas as palavras saíram casualmente. Em vez de se virar, Wooyeon franziu a testa desajeitadamente.

— Uh, sobre a sala para sessão de estudos…

— Eu já reservei.

Uma voz calma interrompeu Wooyeon. Wooyeon olhou para ele, mas dessa vez, Dohyun não retribuiu o olhar.

— Há um café em frente à universidade. Venha até o portão principal depois que a palestra terminar.

— …..

Wooyeon abaixou os olhos, entrelaçando as pontas dos dedos. Uma frustração inexplicável continuou a bloquear sua garganta. Ele balançou a cabeça lentamente, cumprimentou os outros e caminhou em direção à saída.

— Até mais.

Os sons dos membros do clube se despedindo foram ouvidos atrás. Fosse um “Até logo”, “Se cuide” ou “Traga outro hambúrguer da próxima vez”. Ele não olhou para trás, mas podia dizer que a voz de Dohyun estava faltando entre eles.

↫─⚝─↬

↫─☫ Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

Ler Alpha Trauma (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:  Seon Wooyeon não suportava Alfas, nem antes nem depois de se manifestar como Ômega. A única exceção era seu professor particular, que, por acaso, não era um Alfa. Por isso, Wooyeon não conseguia corrigi-lo quando ele o chamava pelo nome errado; seu coração ficava tão acelerado.
— Yeon-ah.
— Professor, o senhor vai se alistar?
Quatro anos após um amor não correspondido, Wooyeon entra na mesma universidade que seu professor. Mesmo que ele não o reconheça, Wooyeon o reconhece na primeira olhada.
Kim Dohyun.
Essas três letras faziam seu coração disparar sem motivo.
No entanto, ele disse: — …Você é um Alfa?
Mesmo tendo negado antes, seu primeiro amor, o professor, era na verdade um Alfa.
Se soubesse daquele fato, talvez não tivesse gostado dele.
Agora era hora de resolver os vestígios do passado.
— Sou Seon Wooyeon. Seon Wooyeon.
— Wooyeon. Seu nome é o mesmo de um aluno que eu costumava ensinar.

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