Ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 82 Online
Amber havia aprendido que o sexo podia ser degradante.
Por odiar o marido na vida passada, fazer sexo era depreciativo e desagradável. E às memórias naquela época arranharam seu coração por muito tempo.
Parecia mais um mero ritual de acasalamento.
No entanto, após seu retorno, passou a entender o que uma verdadeira relação conjugal poderia ser.
Talvez tenha aprendido como era ser amada da cabeça aos pés.
A satisfação trazida por tal intimidade era incomparável a qualquer outra coisa.
Parecia que havia entregue tudo a ele e, em troca, recebera tudo de volta. Apesar de dar tanto, Amber nunca se sentia vazia — pelo menos não nesta vida.
Agora, porém, Amber conheceu um tipo diferente de sexo.
Este tipo de conexão que sentia pelo homem era intensamente comovente e doloroso, mais triste do que qualquer coisa que ela experimentara antes.
Assim, durante todo esse momento em que estiveram juntos, Amber chorou.
Enquanto soluçava pelo homem lamentável que não conseguia nem derramar uma lágrima, Igmeyer a lambia, quase como se não suportasse perder uma única gota que viesse dela. Sua atitude era repleta de uma ternura dolorosa.
— Ugh, ha… ahhh!
Os gemidos escapavam de seus lábios repetidas vezes, a ponto de perder a conta.
Seus dedos pálidos apertavam os lençois, dominada pelo homem que enterrava o rosto entre suas pernas, chupando-a com avidez.
Com suas pernas envoltas nos ombros de Igmeyer, ele a saboreava sem reservas.
Enquanto deslizava a língua para dentro da entrada pulsante, cada estocada da língua parecia obrigá-la a responder, ao mesmo tempo ele esfregava o clitóris inchado, seus fluidos jorravam incontrolavelmente.
Depois do que pareceram inúmeros orgasmos, Amber jazia exausta, e Igmeyer recuou, lambendo os lábios satisfeito.
Plof!
Seu pau latejante, que fora contido por tanto tempo, saltou mais rígido do que nunca.
O tamanho era tal que evocava pensamentos dele pressionando suas entranhas, esticando-a até o limite.
Enquanto posicionava o pênis completamente ereto na entrada apertada, o homem começou a esfregar lentamente, arrancando gemidos suaves de sua garganta.
— Diga que me quer, Amber.
— Ugh…!
— Vamos. Diga que quer.
Seus sussurros suplicantes, quase ameaçadores, fizeram seus lábios tremerem.
Ela o queria muito.
Desejava dizer isso, mas as palavras não saíam.
Sentia-se culpada demais. Tão arrependida que a dor que causara a ele parecia uma faca cravada em seu próprio coração.
Enquanto mordia o lábio, hesitando, a expressão dele se contorceu ainda mais.
— Continue sendo teimosa, então.
Mas não era isso. Não era que não pudesse dizer que o queria porque não o amasse.
Dominada pelas lágrimas, Amber só podia se agarrar a Igmeyer. Naquele momento, tudo o que ela podia fazer era expressar seu amor através de seu corpo.
Então concentrou todo o seu ser em aceitá-lo por completo.
Na verdade, ela precisava disso.
— Hah, ah…!
A ponta do pênis deslizou para dentro. Embora já fosse avassalador, a vagina que Igmeyer estivera chupando por tanto tempo estava macia e flexível, permitindo uma fácil penetração.
Enquanto a esbelta cintura de Amber se arqueava como um arco e ela finalmente envolvia seu pau, Igmeyer deliberadamente pressionou sua barriga.
— Veja, Amber. Meu pau está completamente aqui dentro.
Ele sussurrou provocadoramente, rangendo os dentes enquanto as paredes internas apertava o membro, recebendo-o.
— Por que seu corpo é tão honesto, mas sua boca não diz o que eu quero ouvir?
— Ah, sim! Não, ahh…!
— Aguente firme.
Observando Amber lutar contra a sensação de plenitude, Igmeyer sorriu e agarrou sua cintura.
Recuou levemente antes de investir fundo novamente, arrancando um gemido dela.
Suas paredes internas, familiarizadas apenas a ele, se ajustavam perfeitamente ao redor do pênis imponente, provocando ondas de prazer a cada estocada.
Entre os sons de seus corpos se encontrando, Amber atingiu vários orgasmos.
Enquanto Igmeyer levantava suas pernas e a penetrava profundamente, o homem estava completamente absorto em fazê-la sentir prazer.
‘Isso é tão gostoso, está me deixando louco.‘
Incapaz de suportar, as coxas dela tremiam. Quando ofegou, ele inclinou-se imediatamente para beijá-la.
O mais assustador, no entanto, era que durante todo o prazer de Amber, Igmeyer ainda não havia gozado.
Retirando o pênis, observou por um momento o tom vermelho profundo, então mudou de posição. Ele a virou, pressionando beijos ao longo de seu ombro e descendo por suas costas.
Especialmente ao redor das omoplatas, que eram particularmente sensíveis para Amber. Sabendo disso, ele se concentrou intensamente naquela área.
— Estou feliz que você não tem asas aqui de verdade.
— Ugh!
Caso contrário, poderia ter sentido vontade de arrancá-las.
Engolindo essas próximas palavras, Igmeyer se perdeu no momento.
Com um movimento rápido, deslizou profundamente dentro dela novamente, fazendo os quadris de Amber tremerem.
Suas nádegas eram macias e carnudas, como um coelho, mal conseguindo conter o desejo o homem lambeu os lábios enquanto agarrava sua bunda e começou a se mover.
Mesmo tendo cuidado para não machucá-la, ele ficou aliviado que hoje Amber estava pronta para recebê-lo completamente.
Ao deitá-la de volta na cama, ela não demonstrava intenção alguma de fugir.
Só isso já foi consolo suficiente para Igmeyer, permitindo-lhe abordar sua esposa com um pouco mais de calma.
Sua visão antes avermelhada voltou ao normal, e seus pensamentos turvos começaram a clarear.
Após um único orgasmo, parecia que a razão retornaria.
O ritmo de suas estocadas acelerou.
Amber já não conseguia vocalizar o prazer; apenas sons abafados escapavam.
Igmeyer afastou delicadamente seus cabelos loiros e mordeu sua nuca.
Esta era uma manifestação de seu desejo de marcá-la num lugar visível a todos.
Sabia que era tolice, mas não conseguia se conter.
Queria possuir tudo nela, monopolizá-la. Simplesmente proclamar ao mundo que ela era dele.
— Eu te amo, Amber.
‘Poderia mesmo esse sentimento pegajoso e sombrio ser chamado de amor?
Por que não?’
Igmeyer pensou enquanto gozava dentro dela.
Ah, jamais poderia deixar essa mulher ir.
Se ela fosse embora novamente, ele teria que morrer primeiro.
Caso contrário, sempre a encontraria outra vez.
— Espero morrer com você no mesmo dia, na mesma hora.
O homem murmurou isso distraidamente, abraçando Amber, ela emitiu um som difícil de distinguir entre riso e choro.
Preocupado que ela pudesse estar chorando, ele olhou para baixo e viu Amber olhando para ele com o rosto completamente molhado, sussurrando:
— Já fizemos isso, Igmeyer.
— ?
— Nós morremos juntos, e eu sou a única que se lembra disso. O sonho que você teve era tudo real.
Por um momento, o cérebro de Igmeyer sobrecarregou, e ele piscou lentamente, fechando a boca.
Ele não queria falar descuidadamente.
— Você disse que sonhou com Nidhogg atacando a mim e ao nosso filho. Disse que não conseguiu impedi-lo, nem proteger nenhum de nós.
— …Sim.
— Aquele sonho era real. E você nos protegeu. Você nos salvou.
A voz de Amber tremeu com lágrimas contidas.
Esta era a resposta que ela quisera dar desde o momento em que ouvira aquelas palavras.
O segredo que guardara por tanto tempo.
— Você teve a oportunidade perfeita de matar Nidhogg, mas abriu mão dela. E me salvou. Naquele momento, eu me arrependi dos meus erros. Pensei que as coisas poderiam ter sido um pouco melhores entre nós…
— …
— E então… um milagre aconteceu. A bênção do arrependimento se manifestou.
Amber explicou, o mais calmamente possível, o que era aquela bênção.
Que tipo de poder era, para onde o passado havia desaparecido, e assim por diante. Falou tudo o que sabia.
Quanto mais explicava, mais leve se sentia.
Era um segredo que pesava profundamente em seu coração. Uma dor que suportara sozinha.
No entanto, enquanto Igmeyer a ouvia tão seriamente, Amber sentia como se fosse ela quem estava sendo curada.
Igmeyer, que escutava sem interromper, finalmente perguntou em voz baixa:
— Então… entre nós… já havia existido… um filho?
Ao ver o homem lutar para formular as palavras, Amber assentiu.
— …Sim, isso mesmo. Sim… meu amor. Ele existiu.
— Deve ter sido… muito difícil para você.
— !
Ah, aquela única frase foi suficiente.
Amber encostou a testa no peito de Igmeyer e chorou.
Embora achasse que o conhecia bem, ainda temia. E se ele duvidasse dela? E se não acreditasse?
O que faria então? Doeria tanto.
Mesmo com esses medos, reuniu coragem e confessou tudo o que ele precisava saber.
A resposta de Igmeyer foi extremamente grata.
— Então era isso. A razão da inquietação que eu sentia.
E então…
Suspirando profundamente, ele a abraçou com força.
— Eu não conseguia entender por que tinha tanto medo de te perder… ou por que sentia que te conhecia há tanto tempo desde o primeiro momento em que te vi. Mas…
O que se seguiu foi um beijo urgente. Amber se rendeu à presença avassaladora dele, aceitando o beijo de todo coração.
Ainda havia muitas coisas que queria explicar.
Porém, a mais importante era esta:
‘A fruto do nosso amor está florescendo dentro de mim.’
Amber segurou cautelosamente sua barriga. Enquanto isso, Igmeyer depositou beijos suaves em sua testa.
— Eu deveria ter reconhecido antes. Me desculpe.
— Não… está tudo bem. Você não precisa se desculpar.
— Você provavelmente sofreu sozinha por muito tempo, pensando no nosso filho que nunca nasceu.
Isso era verdade.
Às vezes ria, em outros momentos se sentia feliz, mas sempre que pensava no filho que nunca chegou a ter, arranhava os próprios braços.
Tentando esconder a dor de sua tristeza não dita, ela pressionava a palma da mão contra as unhas e forçava um sorriso brilhante.
E isso ajudava um pouco.
Em retrospecto, foram dias suportados.
Às vezes rasgava o próprio coração, chorava, e ao forçar o sorriso para ocultar as lágrimas, acabava realmente sorrindo.
Era suportável quando Igmeyer estava ao seu lado à noite, mas sempre que ele se ausentava, mesmo que por um dia, uma tristeza inexplicável a invadia subitamente.
Continua…
Tradução: Elisa Erzet
Ler A Tatuagem de Camélia Yaoi Mangá Online
Amber, era uma princesa tão linda quanto uma fada.
Seu marido, que viveu como mercenário, era muito diferente dela em todos os sentidos.
Devido a um casamento forçado, Amber caiu em desespero. Ao longo dos anos de seu casamento, se ressentia veementemente de tudo sobre seu marido.
No entanto, quando ele encontrou seu fim tentando protegê-la e ao filho que ela estava esperando, Amber foi tomada pelo arrependimento e desejou voltar no tempo…
O ponto de partida da regressão foi a noite de núpcias.
— Você não olhou para mim nem uma vez durante o banquete do casamento, pensei que estivesse chateada por se tornar esposa de um homem humilde.
Ela já era como cinzas queimadas, mas ele parecia um espírito de fogo dançando sobre as ruínas.
O abraço dele era forte demais para suportar, então Amber desviou finalmente o olhar.
🌸🌸🌸
‘Foi só após te conhecer que percebi que havia um vazio dentro de mim. E então fiquei feliz, sabendo que você vai completar esse vazio.
Mas conforme essa parte em mim era preenchida, fui ficando mais ganancioso.
Ah, se eu fosse um pouco mais perverso, eu teria devorado você inteira.
Ps: Meu outro maridinho