Ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 75 Online

Modo Claro

Seu coração disparou, e ela começou hiperventila.

Ainda assim, o fato de ouvir aquilo não era o fim apenas empurrou Amber ainda mais fundo no desespero.

A razão pela qual reuni todos vocês hoje não é apenas para relembrar o que já sabem, mas também para compartilhar algo completamente novo.”

“Algo completamente novo?”

Todos voltaram a atenção para o jovem Grão-Duque.

Seus lábios se comprimiram, e ele hesitou, abrindo e fechando a boca várias vezes. Quando finalmente falou, Amber foi lançada a um choque ainda maior.

Desta vez, pareceu que o chão sob seus pés estava se desfazendo.

Se a Grã-Duquesa engravidar, os descendentes de Niflheim podem… se tornar um sacrifício.”

“O quê?”

“Isso é algo que ela contou apenas a mim, então nem mesmo meu pai sabe.”

O jovem Grão-Duque, até então em silêncio, suspirou pesadamente e se levantou, andando de um lado para o outro, nervoso.

Se Nidhogg — o dragão maligno — matar a criança com o sangue de Niflheim e sua mãe, ele ganhará não o poder da destruição, mas o poder de preservar a vida.”

— …!

“Ele se transformará de um dragão maligno em um benevolente, trazendo a primavera eterna para o Norte.”

Aquilo tudo poderia ser um sonho? Talvez ela tivesse entendido errado.

‘Ele estava dizendo que matariam uma criança para trazer a primavera?’

Amber cambaleou, quase desabando devido à fraqueza nas pernas.

Se mantendo firme, ela mordeu o lábio inferior e ofegou por ar.

Fragmentos de memórias que ela pensava ter esquecido ressurgiram.

O dragão maligno que precisou enfrentar enquanto estava grávida. Aqueles momentos infernais. O bebê que sequer chegara a se mexer dentro dela. ‘Meu bebê.’

‘Se é assim… então o que isso realmente significa é…’

O atual Nidhogg era o antigo Grão-Duque.

O avô estava tentando matar o próprio neto, para trazer a primavera a está terra.

“Mas… isso é algo absolutamente horrível de se fazer” — murmurou com pesar um velho conselheiro.

Mesmo que tal método exista… De maneira nenhuma, isso não deveria ser feito.”

“Está certo. Não podemos abandonar nossa humanidade, Vossa Graça.”

“Concordo. Não podemos confiar em tudo o que a bruxa diz. Mesmo uma bruxa boa ainda é uma bruxa.”

“Os descendentes da bruxa foram caçados por tanto tempo porque conhecem feitiçarias terríveis como essa. Não podemos confiar neles.”

Felizmente, todos disseram não, unanimemente. Se alguém tivesse sugerido o contrário, Amber sentiu que teria se despedaçado ali mesmo.

‘O que é errado é errado. O que não é certo não pode ser aceito.’

Ela entendia.

Quando a primavera chegar a esta terra árida, a neve derreterá.

Os campos poderão ser arados e, mesmo que escassa, a produção de alimentos se tornará possível.

As pessoas viveriam de maneira mais gentil e acolhedora do que antes.

Como na capital. Como em Shadroch.

‘Mas… não. E quanto ao evento de esqui?’

Abandonar a humanidade daquela forma parecia se encaixar nos cenários de três a cinco descritos no pergaminho.

Se o Norte estivesse tão completamente destruído que a regeneração fosse impossível, então sim. Trazer a primavera e mudar as estações seria a única opção.

Mas… mas.

‘Ah…’

Informações demais inundaram sua mente, e uma forte enxaqueca se instalou. Segurando a cabeça, Amber fechou os olhos com força e mordeu a língua.

Sentiu náusea.

Ao tentar processar tudo, percebeu que era insuportável suportar aquilo estando plenamente consciente.

‘Como pôde acontecer isso… Será que Igmeyer sabia o tempo todo?’

Mesmo enquanto perguntava, ela acabou respondendo a si mesma.

Ele devia saber. Não tinha como ele estar alheio a isso.

‘Ah… é por isso. É por isso que ele não queria ter filhos.’

Se essa criança nascesse, a maldição seria ativada imediatamente.

Era uma maldição inquebrável.

Ainda assim… a ideia de desfazer do bebê era inimaginável.

‘Não, não. Ainda não tenho certeza. É apenas suspeita.’

Ela não podia chorar.

Por alguma razão, as lágrimas continuavam a se formar, mas tudo bem. Ela ficaria bem. Precisava ficar…

Amber repetiu essas afirmações para si mesma, fechou os punhos e então esfregou os olhos.

Instantes depois, os arredores começaram a cintilar.

Não parecia ser por causa das lágrimas.

‘Ah, então agora estou saindo do livro.’

Mãos que surgiram de algum lugar a ergueram. O toque era mais respeitoso do que quando ela havia sido trazida.

Um momento depois, Amber inalou profundamente o refrescante perfume da floresta em seus pulmões.

Enquanto abria lentamente as pálpebras, Raphael surgiu em sua frente

— Está tudo bem, Vossa Graça? A senhora desapareceu e então reapareceu de repente.

— Eu desapareci…?

— Sim, por um breve momento…

Pareceu-lhe que passara um tempo considerável dentro do livro, mas se ele dizia que foi apenas um instante, então apenas alguns minutos devem ter se passado na realidade.

Recuperando a compostura, Amber se levantou com a ajuda de Raphael.

Embora ainda estivesse bastante tonta, aquilo não era o mais importante naquele momento.

Amber sabia exatamente o que precisava fazer em seguida.

— Preciso ver Nicholas. Acho que pode haver algo errado com a minha saúde.

— Eu a acompanharei.

Dadas as circunstâncias, não seria estranho procurar um médico.

Amber seguiu em frente, sem apressar os passos nem arrastá-los.

— Nick.

A clínica não ficava longe.

Nicholas, que atendia um paciente, cumprimentou Amber com uma expressão levemente surpresa. Por mais que tentasse esconder, sua turbulência emocional era evidente para um velho amigo.

— O que houve?

— Eu me senti tonta e desmaiei. Acho que preciso ser examinada.

— Por que não me chamou?

— Eu queria ver a clínica.

Amber respondeu, gesticulando para que Raphael aguardasse do lado de fora. Em seguida, passou pelos pacientes deitados nas camas e seguiu mais ao fundo da clínica.

Havia um pequeno espaço que Nicholas usava como escritório, onde podiam fechar a porta e conversar em particular.

— Há realmente algo errado?

Assim que ficaram em silêncio, Nicholas perguntou com seriedade.

Amber o encarou por um momento antes de pegar uma pena e escrever no papel disposto sobre a mesa.

[Pode verificar se estou grávida?]

Nicholas assentiu imediatamente.

Amber permaneceu em silêncio, esperando, enquanto um minuto parecia mil anos.

Ela desejava estar grávida e, ao mesmo tempo, não queria.

‘Eu nem sei como me sinto.’

Na incerteza, sua ansiedade apenas crescia.

Se ao menos houvesse uma resposta clara, já seria um alívio.

— Vou furar seu dedo um pouquinho.

— Tudo bem.

Havia vários métodos para confirmar uma gravidez, mas o mais preciso era por meio do sangue.

Se nada acontecesse ao colocar o sangue no instrumento de identificação, então ela não estava grávida. Se ficasse dourado, era positivo.

A avaliação levava cerca de três minutos.

Nicholas colocou o sangue no instrumento e se ajoelhou diante dela.

— Como você sabe, sou seu amigo.

— …Sim.

— Posso ajudar em qualquer coisa, é só me dar suas ordens.

Ao encarar aqueles olhos cheios de lealdade sincera e bondade, Amber sentiu que poderia desabar em lágrimas.

A pessoa de quem mais precisava naquele momento era Nicholas.

Alguém em quem podia confiar e se apoiar e, acima de tudo, que não tinha laços com Igmeyer…

Não importava o que fizesse ou pensasse, não havia chance de que chegasse aos ouvidos de Igmeyer — ele estava verdadeiramente ao seu lado.

‘Ah, agora entendo por que meu coração está tão pesado e inquieto.’

Ela achou que havia escapado. Graças à bênção do arrependimento, acreditou ter recebido uma nova oportunidade, e que agora só restava felicidade; imaginou envelhecendo ao lado de Igmeyer.

Ver seu filho crescer, embalar seus netos, caminhar juntos no jardim enquanto o pôr do sol pintava o céu e compartilhar o amanhecer na mesma cama.

No inverno, talvez pudesse fazer bonecos de neve com as crianças.

Apesar do frio cortante, crianças nascidas no Norte certamente estariam acostumadas à neve e ao gelo.

Depois, à noite, poderiam se reunir ao redor da lareira, compartilhando histórias antigas.

Era só isso que ela desejava.

Não era a felicidade mais comum que todos tinham?

Uma vida confortável, envelhecendo cercada por um marido amado, filhos e netos.

E agora… agora, aqueles acontecimentos horríveis significavam que nem mesmo voltar no tempo ajudaria.

Era algo que aconteceria de qualquer forma se ela engravidasse!

— Me ajude, Nick.

— Qualquer coisa, a qualquer momento.

— Obrigada.

Ela precisava pensar. Necessitava encontrar uma solução.

Como Igmeyer poderia ser salvo?

Sua mente estava caótica, mas Amber se esforçou para acalmar o coração e recuperar a compostura.

Seu objetivo era claro.

Tanto Igmeyer quanto o bebê precisavam sobreviver. Ela não podia perder nenhum dos dois.

‘Deve haver uma brecha.’

Havia algo que a fizera pensar enquanto escutava mais cedo.

Aquilo escapara de sua mente, mas precisava se lembrar.

A brecha da bruxa.

‘Ou talvez eu devesse contar a Nick sobre a bênção do arrependimento e pedir seu conselho sobre tudo isso.’

Esse pensamento cruzou sua mente brevemente, mas Amber balançou a cabeça.

Afinal, Igmeyer ainda não sabia sobre a bênção. Se fosse revelar, o certo seria contar primeiro ao marido.

— Os resultados saíram.

Naquele momento, seu coração despencou, e o rosto de Amber empalideceu.

Apertando com força as mãos trêmulas, ela olhou para Nicholas com uma expressão serena.

Não importava o resultado, ela o aceitaria com humildade. E… suportaria.

‘Se houver um bebê, sim, pequenino, a mamãe vai te proteger.’

Por qualquer meio necessário.

Com essa resolução firme, os olhos de Amber brilharam como estrelas.

Nicholas observava a princesa em silêncio, percebendo como sua postura parecia suavizar instintivamente.

O que emanava de Amber era determinação.

Um coração inabalável, que não recuaria diante de nenhuma dificuldade nem se dobraria sob qualquer adversidade.

Para explicar mais profundamente, era um coração movido não pelos próprios desejos, mas pela necessidade de proteger alguém.

Alguém assim exalava uma elegância inalcançável para os demais.

— Vossa Graça, a senhora está, de fato, grávida. Parabéns.

— …!

Nicholas não entendia por que Amber parecia tão chocada.

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

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Amber, era uma princesa tão linda quanto uma fada.
Seu marido, que viveu como mercenário, era muito diferente dela em todos os sentidos.
Devido a um casamento forçado, Amber caiu em desespero. Ao longo dos anos de seu casamento, se ressentia veementemente de tudo sobre seu marido.
No entanto, quando ele encontrou seu fim tentando protegê-la e ao filho que ela estava esperando, Amber foi tomada pelo arrependimento e desejou voltar no tempo…
O ponto de partida da regressão foi a noite de núpcias.
— Você não olhou para mim nem uma vez durante o banquete do casamento, pensei que estivesse chateada por se tornar esposa de um homem humilde.
Ela já era como cinzas queimadas, mas ele parecia um espírito de fogo dançando sobre as ruínas.
O abraço dele era forte demais para suportar, então Amber desviou finalmente o olhar.
🌸🌸🌸
‘Foi só após te conhecer que percebi que havia um vazio dentro de mim. E então fiquei feliz, sabendo que você vai completar esse vazio.
Mas conforme essa parte em mim era preenchida, fui ficando mais ganancioso.
Ah, se eu fosse um pouco mais perverso, eu teria devorado você inteira.
 
Ps: Meu outro maridinho

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