Ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 60 Online

Modo Claro

Era gostoso porque é o Igmeyer. A forma como ele a toca e a chupa é excitante… será que ela gosta dele?

‘É por isso que estou tão abalada? Porque parece que sou a única que o ama…?’

Os sons pegajosos e ritmados preencheram o quarto quando ele começou a se mover com fúria, seus movimentos implacáveis. Amber arqueou as costas, incapaz de escapar com o corpo imobilizado.

Parecia que seu útero puxava instintivamente para dentro, como se quisesse engoli-lo ainda mais.

— Ah, uhm! Ah, ah!

Suas nádegas brancas se esmagavam contra as coxas musculosas dele. Com cada fibra do seu ser em alerta, Amber gritou de prazer.

Por hoje, ela não se importava com quem ouvia. Ela não queria conter os gemidos.

Em algum momento, Igmeyer, que estava em pé e a levantando enquanto a penetrava, tinha os traços da mandíbula visíveis. Amber, beijando-o naquele ponto, gemeu enquanto o recebia.

Cada vez que o membro rígido e impaciente a penetrava, suas paredes tremiam. Ele atingia apenas o ponto do clímax, como uma tempestade se chocando contra o mar revolto.

A sensação era avassaladora e deliciosa, e Amber se contorcia, tomada pela excitação. Ela sempre achara que o sexo servia apenas para ter filhos.

Mas não era só isso… também podia ser uma forma de compartilhar sentimentos, não apenas para procriação.

‘Eu preciso do Igmeyer. Quero que ele me dê mais, mais.’

A mistura de sêmen e do líquido do amor criou uma bagunça espumosa. O som dos corpos colando era tão erótico que quase entorpecia seus sentidos.

Suspensa e indefesa enquanto era penetrada, Amber atingiu um orgasmo precoce.

Enquanto ela exalava, Igmeyer continuou a beijá-la repetidamente.

As línguas se entrelaçaram como serpentes. Logo, ele fez a língua roçar seu palato, fazendo Amber apertar seu membro mais uma vez.

— Como você consegue ser tão lasciva? Não há uma parte de você que não sinta isso.

— Não diga isso… ah!

Era constrangedor, mas não repulsivo.

Porque ele é seu marido. E ela sabia que Igmeyer não estava dizendo essas coisas para deixá-la verdadeiramente envergonhada.

Então, aquilo era algo permitido apenas na cama, como a escrita daquela poesia.

Amber aprendeu tudo isso com Igmeyer.

‘Mas isso significa que eu também posso provocá-lo?’

Depois do primeiro orgasmo, Amber atingiu vários outros. Nesse meio-tempo, Igmeyer também gozou, mas nunca se afastou, ficando duro novamente em pouco tempo.

— Ah, uhh… sim!

— Amber. Amber…

O homem mordeu seus seios, transformando a pele antes branca em um mosaico manchado em instantes.

O que ela poderia dizer para provocá-lo?

Com a mente nebulosa, Amber decidiu desistir de pensar e escolheu se comunicar com o corpo.

Ela arqueou ainda mais as costas, saboreando-o, e simultaneamente mordeu a orelha de Igmeyer.

— …Ugh, Amber. O que…?

— Suas orelhas são sensíveis. Você é tão… lascivo. O que eu faço com você?

A provocação fofa fez os olhos do homem revirarem.

Ele não podia mais aguentar e não tinha intenção de fazê-lo. Ele também precisava de consolo.

Aquela noite era diferente de todas as outras. Eles ansiavam um pelo outro, dando e recebendo tudo o que tinham.

Esta noite, o que fizeram não foi apenas para ter um bebê ou apenas por prazer. Era sobre alcançar os corações um do outro, querer abraçar e se confortar como marido e mulher, compartilhando beijos e corpos.

‘Ah… então o sexo podia ser assim.’

Amber, alcançando algo que parecia ser o enésimo orgasmo, respirava com dificuldade, aninhada nos braços dele.

Sua mente estava flutuando. Ela estava exausta ao ponto de sentir que podia morrer… mas mesmo assim, Amber não queria se separar de Igmeyer.

Desejava adormecer para sempre em seus braços.

— Durma bem, meu amor.

Talvez ele tenha dito isso no sono, ou talvez não. Provavelmente, ela apenas tenha ouvido as palavras que tanto desejava, como uma alucinação.

A escuridão a envolveu rapidamente, e Amber adormeceu, chorando baixinho.

— …!

Os olhos de Amber se abriram ao amanhecer. Fitando o teto sem expressão, ela se sobressaltou ao sentir alguém por perto.

O braço firme e musculoso de Igmeyer e seu rosto bonito, que lembrava um jovem nobre, preencheram seu campo de visão. O sol nascente ao longe havia expulsado as sombras do quarto.

Ao se mexer e sentar, Amber esfregou os olhos ainda turvos de sono.

Ao ver seu corpo limpo, parecia que Igmeyer cuidara de tudo enquanto ela dormia.

‘Vendo isso, parece que ele realmente se importa comigo. Não é só por respeito por eu ser sua esposa. Parece mais que ele se esforça além do necessário.’

Na noite passada, Amber percebeu o quão profundamente Igmeyer havia se enraizado em seu coração.

Ela teve de admitir, ainda que tardiamente, que seus sentimentos haviam crescido demais para serem mascarados como simples amizade.

‘Se fosse apenas amizade ou dever… então eu não precisaria criar expectativas. Porque criar expectativas só leva à decepção. Foi por isso que me contive.’

Ela não queria sobrecarregar Igmeyer. Não queria se apegar a ele, esperando amor. Talvez ainda fosse orgulho, mas Amber não queria cair até o fundo.

Em Shadroch, mulheres infelizes frequentemente experimentavam amores não correspondidos.

Amber não queria se tornar assim. Ela não queria isso.

Então, ela se afastou ainda mais, virou as costas e tentou não se apaixonar por ele… convencendo-se de que isso não era amor. Que era suficiente se ambos simplesmente se abraçassem em uma temperatura confortável.

Para evitar se machucar, para impedir a dor, para não tornar tudo difícil.

Ela agiu como uma covarde, antes mesmo de qualquer coisa começar.

‘Não vou fazer isso. Vou arriscar.’

Abraçando os joelhos, Amber reuniu forças sob a luz da manhã.

Era hora de parar de fugir. E assim, decidiu parar de virar o rosto, de evitar olhar para ele.

Agora, Igmeyer estava deitado de bruços, seminu. Era uma oportunidade perfeita para ver suas costas nuas.

Amber, com os olhos bem fechados e a testa apoiada nos joelhos, finalmente levantou a cabeça.

Cerrando os pequenos punhos e mordendo os lábios algumas vezes, respirou fundo e olhou para Igmeyer.

— …!

Havia algo ali.

Algo estava ali.

Um raio de luz filtrou-se pelas cortinas e fluiu sobre suas costas sólidas. Os olhos rosados de Amber seguiram a luz do sol e se moveram lentamente.

Um, dois, três… seis.

As flores que cobriam suas costas largas eram bem conhecidas por ela.

A única flor que desabrocha no Norte, a camélia.

Da mesma cor de seus próprios olhos, elas brilhavam como parte do corpo dele.

— Ah…!

Seu coração afundou, e Amber soltou um som.

Tum, tum, tum.

Seu coração de repente começou a acelerar, e parecia que todo seu corpo vibrava. Amber cobriu a boca com as mãos.

‘Está ali! Há uma tatuagem em suas costas… uma tatuagem.’

Ela se lembrou das palavras dos cavaleiros. Eles disseram que nenhum cavaleiro se marcaria com tatuagens tão dolorosas apenas por lealdade.

Se invertesse isso… significava que essas tatuagens eram feitas por amor. Para voltar àquele que se ama, mesmo na morte.

‘Igmeyer me ama?’

Foi como um arrepio.

Seus dedos dos pés se enrolaram, e uma alegria indescritível subiu por sua espinha. Os cantos da boca, que estavam firmemente cerrados, relaxaram naturalmente, e seus olhos se umedeceram com as lágrimas avassaladoras que brotavam dentro dela.

Já inchados de chorar a noite toda, deviam parecer os de um peixe. Ela havia planejado não chorar hoje, mas resoluções racionais não são páreo para o fluxo das emoções.

‘Ele também tem uma tatuagem só para mim.’

‘Eu tenho um marido que me ama.’

— Quanta dor foi necessária para gravar isso? Não apenas uma flor, mas seis…

— Você deve ter pensado em mim o tempo todo enquanto fazia essa tatuagem. Talvez até tenha acolhido a dor da agulha atravessando sua pele.

— Ah… que coisa linda.

Pensar nisso tornou impossível segurar.

Amber abaixou a mão da boca e, sem perceber, acariciou o marido com o olhar, repetidas vezes. Também conteve o impulso de abraçá-lo, com medo de acordá-lo.

‘Isto é o que mais pode mudar o futuro.’

Se os sentimentos deles são iguais, esta vida foi bem vivida.

Esta vida será diferente do passado.

Essa alegria também encheu seu coração.

‘Mas… você tinha a tatuagem antes do retorno? Será que eu apenas não sabia?’

Se ela soubesse, talvez muitas coisas pudessem ter sido diferentes.

Ainda assim, Amber decidiu não se arrepender do passado. Graças à bênção do arrependimento, ela estava vivendo uma nova vida e seria capaz de mudar as coisas de que se arrependia.

— Por que você não me elogia mais? Eu estava esperando.

Foi então.

Igmeyer, que ela pensava estar dormindo, encontrou seu olhar.

Seus olhos vermelhos estavam totalmente despertos, e o rosto de Amber corou. Será que ele tinha visto tudo o que ela dissera e fizera?

— Eu estava pensando em quando te mostrar.

Sua voz estava baixa e lânguida.

Em um instante, ele puxou Amber para perto, envolvendo-a nos braços, e tocou de leve a ponta do nariz dela, com um sorriso brincalhão.

— A princesa gostou?

— Q-Quando… quando você fez isso? Eu tinha certeza de que você não teria nenhuma tatuagem.

Ela não queria parecer prestes a chorar, mas sua voz estava trêmula.

Igmeyer respondeu com expressão séria.

— Lembra do dia em que eu cheguei tarde uma vez?

— Ah…!

Amber se lembrou do dia em que ficara chateada por não tê-lo visto.

Depois disso, eles foram ver as flores nas encostas da Montanha Camélia, e então foram para a Montanha Cyprus.

Mas Igmeyer não dissera algo naquela época?

“Estou começando a gostar de você.”

“Tenho pensado, e parece que somos mais do que apenas amigos ou cúmplices.”

Naquele momento, ela estava ocupada demais com os assuntos do esqui.

Depois ficou abatida quando ele disse que não queria um filho e, logo em seguida… de repente, Iona apareceu. E ela acabou esquecendo completamente o que Igmeyer dissera.

‘Como pude esquecer isso!’

Dominada pelo choque, Amber não conseguiu evitar que sua boca se abrisse. Ao mesmo tempo, ela sentiu tanta vergonha que todo seu corpo ficou vermelho.

Naquele momento, Igmeyer já havia falado com ela.

Disse que gostava dela e que eles deveriam ser mais do que apenas amigos ou cúmplices!

— Chorando de novo. O que há de tão triste, minha querida?

Igmeyer a provocou, tocando de leve sua bochecha com o dedo. Em seguida, beijou sua testa várias vezes.

Amber tentou conter as lágrimas, mas, apesar de seus esforços, elas não paravam de escorrer.

— Nem pense em fugir. Não tenho a menor intenção de deixá-la ir.

— …

— Não consigo mais viver sem você. Mesmo que eu morra, voltarei para você.

Igmeyer falou em um tom ameaçador, mas Amber não queria que fosse assim.

— Mesmo que você não me ame, apenas fique aqui. Só… fique ao meu lado, Amber.

— …Eu ficarei.

Ela ficaria.

Seu nariz estava tão entupido que ela mal conseguia responder direito. Mas era tão engraçado que ela começou a rir de novo.

Que tola ela tinha sido, chorando tanto por pensamentos tão bobinhos!

— Querida.

— Sim?

— Querida.

— Sim, querido.

Eles se chamaram carinhosamente.

Então Amber percebeu, de repente, que ainda não tinha respondido a ele.

— Eu achava que era suficiente sermos apenas amigos, que eu deveria me contentar com isso. Achei que não devia querer mais do que isso.

Igmeyer ficou tenso diante da confissão séria.

Amber, envolta em seus braços, conseguia sentir a tensão percorrer todo o corpo do marido.

‘Ah, ele está nervoso por minha causa. Ele tem medo de que eu vá embora. Medo de que eu o abandone…’

Então ela precisava dizer.

Que ele não deveria ter pensamentos tão tolos. Que aquele era agora seu lar.

— Mas, Igmeyer, eu estava errada. O que eu aprendi estava errado.

— Então?

— Casais precisam se amar.

Havia uma forte convicção na voz de Amber.

Igmeyer olhou para ela com uma expressão de incredulidade, erguendo levemente as pálpebras.

Seus olhares se encontraram. Olhos, preenchidos apenas um pelo outro, eram claros e puros.

No instante seguinte, Amber sentiu o mundo mudar completo e sorriu radiantemente.

— Eu te amo, Igmeyer.

— !

— Eu também te amo!

                                                                                                                                                                            Fim do Volume 2

Continua…
Tradução: Elisa Erzet

Ler A Tatuagem de Camélia Yaoi Mangá Online

Amber, era uma princesa tão linda quanto uma fada.
Seu marido, que viveu como mercenário, era muito diferente dela em todos os sentidos.
Devido a um casamento forçado, Amber caiu em desespero. Ao longo dos anos de seu casamento, se ressentia veementemente de tudo sobre seu marido.
No entanto, quando ele encontrou seu fim tentando protegê-la e ao filho que ela estava esperando, Amber foi tomada pelo arrependimento e desejou voltar no tempo…
O ponto de partida da regressão foi a noite de núpcias.
— Você não olhou para mim nem uma vez durante o banquete do casamento, pensei que estivesse chateada por se tornar esposa de um homem humilde.
Ela já era como cinzas queimadas, mas ele parecia um espírito de fogo dançando sobre as ruínas.
O abraço dele era forte demais para suportar, então Amber desviou finalmente o olhar.
🌸🌸🌸
‘Foi só após te conhecer que percebi que havia um vazio dentro de mim. E então fiquei feliz, sabendo que você vai completar esse vazio.
Mas conforme essa parte em mim era preenchida, fui ficando mais ganancioso.
Ah, se eu fosse um pouco mais perverso, eu teria devorado você inteira.
 
Ps: Meu outro maridinho

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