Ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 55 Online

Modo Claro

Um sacerdote confrontou Amber agressivamente, pressionando por uma resposta.

Betty, com uma expressão severa, deu um passo à frente e abriu os braços.

— Ela é a Senhora do Norte. Mostre respeito!

— Ousa bloquear o meu caminho, sua mera serva?

— De fato, sou apenas uma serva, mas neste momento sou a subordinada mais próxima da Grã-Duquesa do Norte. Além disso, não levante a voz diante da Senhora do Norte.

Enviar Nora para longe e manter Betty ao seu lado havia sido uma escolha sábia. Nora poderia ter reagido de forma muito emocional, mas Betty era diferente.

É comum que subordinados se posicionem em situações assim. Não havia necessidade de Amber falar diretamente.

A menos que um sumo sacerdote aparecesse, não valia a pena Amber rebaixar seu próprio status para lidar com disputas mesquinhas de indivíduos inferiores.

‘A essa altura, a confusão já deve ter chegado aos ouvidos dos cavaleiros.’

O jardineiro que estava por perto havia desaparecido — sem dúvida para espalhar a notícia — então Amber só precisava esperar.

— Certo, você disse que seu nome era Iona, certo? Conte-nos o que aconteceu aqui.

— Estamos aqui para ajudar.

— Pode confiar em nós. Apenas desejamos proteger os mais vulneráveis.

Os sacerdotes lançaram a Iona olhares que a pressionavam a concordar com a versão deles. Era absurdo.

Será que os objetivos deles se resumiam mesmo a isso…? Duas mulheres brigando por um homem? Era ao mesmo tempo repulsivo e decepcionante.

A intenção era transparente, deixando Amber ainda mais enojada.

Inicialmente, ela não queria saber ou entender a situação de Iona, mas agora parecia diferente.

Observando a situação, parecia que Iona não estava em conluio com eles.

— E-Eu…

Sob pressão, os lábios de Iona tremeram quando ela começou a falar.

Mas, antes que pudesse continuar—

— Vira-latas latindo no quintal errado.

Boom!

Como se a própria terra tremesse, alguém caiu do céu.

Quando a poeira baixou, todos reconheceram a situação.

Era o Grão-Duque.

Enfurecido, Igmeyer cravou sua lança no chão, pisando no peito de um sacerdote.

— Não acredito que continuam latindo, entrando direto na toca do leão.

Igmeyer falou com um brilho feroz em suas íris vermelhas. Os sacerdotes, ao verem seu estado de fúria, tentaram recuar, mas perceberam que estavam cercados.

— Me solte!

— Como ousa tratar um convidado da igreja assim?!

— Você atrairá a ira de Deus com esse comportamento!

Temendo por suas vidas, os sacerdotes rapidamente desviaram o foco de Iona. Isso permitiu que Amber visse novamente a verdadeira posição dela.

‘Um ser passivo, apenas obedecendo ordens.’

Os filósofos dizem que é preciso levar uma vida ativa, tornando-se o mestre do próprio destino.

Um dos filósofos favoritos de Amber havia dito: “Os humanos existem, mas não vivem de verdade.”

Em outras palavras, nascer e existir não basta. É preciso viver de acordo com a própria vontade para verdadeiramente ‘existir’.

Tendo estudado filosofia desde jovem, Amber sempre se esforçou para realmente existir, mas depois de chegar a Niflheim, sentia que estava apenas existindo.

Se não fossem suas experiências passadas, talvez não entendesse tamanha passividade, mas agora sentia profunda empatia por Iona e queria ajudá-la.

— Invadir a casa de alguém, roubar seus recursos e depois ameaçar a Senhora da casa com cenários inventados… Vocês têm coragem, reconheço.

— Ah, aaagh!

Crach.

As costelas do sacerdote que havia confrontado Amber antes finalmente se quebraram. Seu grito agonizante ecoou, e logo sua túnica branca foi manchada de sangue, mas Amber não desviou o olhar.

Na verdade… ela não desviou o olhar de Iona.

‘Ela está sorrindo.’

Parecia tentar esconder, mas seus lábios estavam se curvando.

Talvez pensando que ninguém a observava, o significado por trás daquele sorriso era flagrantemente óbvio.

‘Bem feito.’

Iona murmurou algo zombando do sacerdote.

Ao ver isso, Amber decidiu que talvez pudesse confiar naquela mulher.

‘Se ela fez isso sabendo que eu estava olhando, então Iona é muito mais formidável do que eu pensei.’

Apesar do caos, Amber decidiu confiar no anel de flores em seu dedo.

Mesmo que a fé levasse à traição, ela não se arrependeria. Foi sua escolha confiar.

— Eu deveria ter sido mais cauteloso, Amber. Quando enviei Raphael para outro lugar, deveria ter designado outro cavaleiro para sua proteção.

Os cavaleiros haviam amarrado todo o grupo de sacerdotes. Mesmo assim, Igmeyer ainda parecia insatisfeito, seu maxilar cerrado enquanto se virava para Amber com um olhar apologético.

Amber balançou a cabeça com firmeza.

— Não, não é sua culpa. Como poderíamos prever tamanha absurdidade dentro da nossa própria casa?

De fato, ela não poderia ter sabido.

Dentro das próprias muralhas onde viviam, no jardim por onde ela caminhava todos os dias — era inimaginável.

Alguns dias ela é escoltada por cavaleiros, outros não. É a casa dela.

— O fato de que eu não posso nem dar um passeio tranquilo na minha própria casa…

Amber murmurou lentamente enquanto passava por Igmeyer em direção a Iona.

— Por que ela? — Igmeyer perguntou em tom descontente.

Amber deu um leve sorriso e estendeu a mão para Iona.

— Íamos tomar chá, não é? Apesar da interrupção, vamos agora?

— Ah, sim… eu gostaria.

Quando a mão de Iona tocou levemente a sua, Amber se assustou com o frio — não parecia a mão de alguém vivo.

‘Ela está doente…? Como a temperatura corporal de alguém pode ser tão baixa?’

Iona seguiu Amber como um patinho que vê sua mãe pela primeira vez após nascer. Segurando firmemente sua mão e trotando atrás, era francamente adorável.

A situação não era adorável, mas para Amber… de alguma forma parecia ser.

— O que é isso? Por que ela está segurando sua mão?

Observando tudo isso, Igmeyer ficou cada vez mais irritado.

— Solta.

Ao se aproximar, ele rosnou ameaçadoramente para Iona. A intensidade em seus olhos fez Iona se encolher, mas ela teimosamente se recusou a soltar a mão de Amber.

— Vossa Graça, o que devemos fazer com esses homens?

Um cavaleiro se aproximou, perguntando sobre o destino dos sacerdotes.

Igmeyer franziu a testa e cerrou os dentes.

— Como assim, o que devemos fazer? Por que eles ainda estão aqui? Expulse-os imediatamente.

— Aham, entendido.

Igmeyer não era conhecido por lidar com situações de forma pacífica. Foi apenas a influência calmante de Amber desde seu casamento que tinha amenizado um pouco seu temperamento.

Percebendo rapidamente que Igmeyer estava mais do que apenas irritado, os cavaleiros começaram a arrastar os sacerdotes para fora.

— Me soltem! Vocês não temem o castigo divino?

— Faremos um protesto formal junto à igreja!

— Sumo Sacerdote! Sumo Sacerdote!

Os sacerdotes se debateram e gritaram enquanto os cavaleiros abafavam seus berros com sorrisos forçados.

— Claro, tragam esse castigo divino.

— Apenas calem a boca. Antes que o nosso Grão-Duque decida partir a igreja de vocês ao meio.

— E parem de chamar pelo Sumo Sacerdote como crianças chamando pelo pai.

A tolerância de Igmeyer com esses intrusos vinha do desejo de não complicar as relações com a família imperial ou a ordem religiosa. Era “racional” tratar bem grupos problemáticos antes de mandá-los embora.

Mas até a paciência tem seus limites. Igmeyer havia suportado o suficiente, mesmo durante seus dias como mercenário — apenas até certo ponto.

Cruzar essa linha? Aí se trata de cortar cabeças de lordes e seus parentes, pendurando-os para todos verem.

A razão pela qual Igmeyer os tolerou inicialmente era simples: se não o fizesse, quando finalmente explodisse, seria absoluto.

‘Malditos idiotas. Não o provoquem, por favor!’

Os cavaleiros rezaram silenciosamente enquanto empurravam os sacerdotes para fora do castelo.

Como eles voltariam sem cavalos não era problema deles.

Nem se o sacerdote com as costelas quebradas sobreviveria.

Que se curassem com seus poderes, se quisessem.

— Oh, parece que uma tempestade está se formando.

— É a estação das chuvas de primavera.

Após executar suas ordens, os cavaleiros limparam as mãos, trocaram algumas palavras e então fecharam os portões do castelo.

Boom, rugido!

O portão pesado se fechou com um estrondo e um trovão ecoou no céu claro.

Uma sinfonia marcando o fim de uma breve primavera.

Quando a chuva começou a encharcar a terra, aqueles que clamavam em voz alta pelo Sumo Sacerdote finalmente se calaram.

Mikael, informado pelos cavaleiros sobre os acontecimentos no jardim, decidiu não tomar nenhuma atitude.

Em vez disso, simplesmente concordou com as decisões do Grão-Duque e expressou um leve arrependimento.

Ou seja, não tinha qualquer intenção de defender aqueles sacerdotes.

Com a mensagem entregue, Mikael desfrutou de uma xícara quente de chá de lavanda em seu quarto naquela noite.

— Ah… Ha, hahaha!

Horas depois, confirmando que não havia ninguém por perto, Mikael não conseguiu mais conter o riso.

‘Quem diria que as coisas acabariam tão bem.’

O atrito entre os sacerdotes arrogantes sem poder real e os ferozmente independentes nortenhos era inevitável.

Os sacerdotes, indiferentes ao tempo ou ao lugar, rezavam incessantemente e cumpriam missões com todos — de aldeões próximos a servos e cavaleiros dentro do castelo — acreditando que qualquer ato feito em nome de Deus não carregava pecado.

Impunham suas crenças com fervor fanático, e Mikael simplesmente os deixou agir.

‘Até os baixos nortenhos não ouvem a razão!’

‘Eles até recusam a palavra de Deus; não é à toa que são considerados bárbaros.’

Observando os sacerdotes virem até ele, despejando suas frustrações, Mikael calculava.

Quando o conflito entre os nortenhos e os sacerdotes atingiria seu ápice? Tudo fazia parte de seu plano para fazê-los serem expulsos. As coisas se desenrolavam exatamente como Mikael havia previsto.

Continua….

Tradução: Elisa Erzet 

Ler A Tatuagem de Camélia Yaoi Mangá Online

Amber, era uma princesa tão linda quanto uma fada.
Seu marido, que viveu como mercenário, era muito diferente dela em todos os sentidos.
Devido a um casamento forçado, Amber caiu em desespero. Ao longo dos anos de seu casamento, se ressentia veementemente de tudo sobre seu marido.
No entanto, quando ele encontrou seu fim tentando protegê-la e ao filho que ela estava esperando, Amber foi tomada pelo arrependimento e desejou voltar no tempo…
O ponto de partida da regressão foi a noite de núpcias.
— Você não olhou para mim nem uma vez durante o banquete do casamento, pensei que estivesse chateada por se tornar esposa de um homem humilde.
Ela já era como cinzas queimadas, mas ele parecia um espírito de fogo dançando sobre as ruínas.
O abraço dele era forte demais para suportar, então Amber desviou finalmente o olhar.
🌸🌸🌸
‘Foi só após te conhecer que percebi que havia um vazio dentro de mim. E então fiquei feliz, sabendo que você vai completar esse vazio.
Mas conforme essa parte em mim era preenchida, fui ficando mais ganancioso.
Ah, se eu fosse um pouco mais perverso, eu teria devorado você inteira.
 
Ps: Meu outro maridinho

Gostou de ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 55?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!