Ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 49 Online

Modo Claro

— Além disso, não coce, por mais que sinta vontade. E você deve evitar bebidas alcoólicas.

— AFFF.

— E não exponha a área ao sol. Certifique-se de seguir todas essas instruções.

Daniel, o dono da loja, deu os conselhos de forma seca enquanto tirava as luvas. Igmeyer assentiu resignado e aceitou o espelho que Daniel lhe entregou.

Embora antigo, o espelho estava impecavelmente limpo, um testemunho da obsessão de Daniel pela limpeza e pela manutenção meticulosa de sua loja.

— Ficou bom.

Igmeyer, inspecionando suas costas no espelho, pareceu satisfeito.

O desenho ainda não estava totalmente nítido, mas não parecia errado, e não havia nada visivelmente estranho.

— Nunca pensei que estaria desenhando nas costas do Grão-Duque. Ainda bem que aprendi esse ofício.

Daniel, que passara a noite toda trabalhando, riu, com olheiras profundas sob os olhos. Igmeyer vestiu a camisa rapidamente e deixou a loja.

Ele tinha a intenção de retornar ao castelo mais cedo, mas, de alguma forma, ficou muito tarde.

‘O que a Amber estará fazendo? Ainda estará na biblioteca? Ela comeu ontem? Ela não deveria pular refeições.’

Suas costas latejavam. Mas a dor era agradável enquanto ele caminhava pela rua, assobiando.

Ele ansiava pelo dia em que poderia mostrar a ela.

Enquanto isso, Amber passava seu tempo fazendo palavras cruzadas com Jason.

O garoto era bastante aberto com ela, embora ainda não estivesse totalmente curado das feridas do passado. Amber tinha muitas perguntas, mas optou por não fazê-las, apenas tentando se aproximar um pouco mais a cada dia.

Quando perceberam, já era hora do almoço, mas, naquele dia, Amber não sentia que conseguiria conduzir a conversa à mesa.

— Você não está se sentindo bem? — Mikael disse com preocupação.

Amber levantou a cabeça e conseguiu esboçar um sorriso fraco.

— Estou bem.

— Você não parece nada bem. Parece que pode desmaiar a qualquer momento.

— Não é nada.

Como Amber poderia admitir que era a ausência do marido que a perturbava?

Quando Amber disse com firmeza que não era nada, Mikael não insistiu. No entanto, o príncipe Loki não se deixou convencer tão facilmente.

— Se você não está se sentindo bem, deveria receber uma bênção de cura! Não é ‘nada’. Seu rosto está pálido!

— …De verdade, Alteza, estou bem.

Insistiu Amber com suavidade, limpando a boca com um guardanapo e pedindo licença para se retirar da mesa.

— Se não se importarem, vou me retirar primeiro.

— Talvez você devesse se deitar. Precisa descansar.

Com uma leve reverência, Amber deixou a sala apressadamente.

O príncipe Loki, que observava os cabelos dourados de Amber com uma expressão angustiada, bateu a cabeça na mesa com frustração. Ele queria falar mais livremente, mas não tinha capacidade para isso.

— Sinto que não sou de nenhuma ajuda para a princesa.

— Realmente não há motivo para você ter que ser.

— Isso foi duro de ouvir, sabia?

Mikael reconhecia o amor não correspondido de Loki, mas não tinha intenção de encorajá-lo.

Como sempre, Mikael levantou-se elegantemente de seu lugar com um sorriso indecifrável.

— O mestre deste castelo parece estar notavelmente ausente. Espero que esteja apenas muito distante…

— …

Mikael estava tramando algo, e em breve isso viria à tona.

Algo estava prestes a acontecer neste castelo até então pacífico e entediante.

Loki percebeu isso e endureceu a expressão. Sentiu um nó na garganta, mas lhe faltava coragem para procurar Amber e confessar tudo.

Ele nem sequer ousava sondar o que Mikael poderia estar planejando, portanto não foi surpresa que permanecesse em silêncio.

Amber pensou: por que se sente tão chateada? Igmeyer não tinha culpa alguma, e ainda assim ela se pegava querendo culpá-lo. De onde vinha esse impulso?

Sem apetite, comeu apenas um pouco e voltou ao quarto, sentindo de repente vontade de ver flores. Em Shadroch, ela costumava olhar flores quando estava triste.

Ter uma estufa seria maravilhoso, mas era pedir demais no momento.

Parada diante da porta do quarto, Amber suspirou e estendeu a mão para a maçaneta. Quando estava prestes a abrir a porta, o mordomo se aproximou.

— Senhora, chegou uma carta. É do visitante que esteve aqui anteriormente.

— Nicholas?

Uma onda súbita de felicidade iluminou a expressão de Amber.

Ela pegou a carta com entusiasmo, e seu sorriso se alargou ao ver o apelido “Nick” escrito no envelope. Aquilo sugeria que ele estava bem.

Se fosse algo sério, solene ou uma má notícia, ele provavelmente teria usado o nome completo em vez de “Nick”. Se estivesse escrevendo como herdeiro da família Eaton e não como amigo, também teria incluído o sobrenome.

Assim, Amber pôde ler a carta tranquilamente, entrando no quarto para fazê-lo, em vez de ficar no corredor.

— Onde você esteve?

— Igmeyer!

— Achei que morreria de curiosidade.

Mas o que era aquilo? Igmeyer já estava no quarto.

Ela tinha certeza de que ele não estava lá antes do almoço; sua aparição súbita parecia quase mágica, e Amber pulou como um coelho assustado.

— Claro que eu fui almoçar. Você devia ter se juntado a nós à mesa! Mas, mais importante… por que você demorou tanto?

Ela se arrependeu de suas últimas palavras assim que elas escaparam. Era raro Amber se arrepender de falar o que pensava.

Igmeyer parecia um pouco cansado, e Amber examinou seu rosto com atenção.

— Eu tinha algumas coisas para resolver. Passei rapidamente ontem à noite depois do treino. Era para terminar cedo, mas não terminou. Eu devia ter avisado que me atrasaria.

— O que você estava fazendo?

— Isso é segredo. Por enquanto.

Igmeyer puxou Amber para perto e beijou seu pescoço. Sua atitude sorrateira era um pouco irritante, mas Amber estava feliz que ele havia voltado, então o abraçou.

No entanto, a reação de Igmeyer foi estranha.

‘Ele se encolheu?’

Intrigada, Amber tocou suas costas novamente. Desta vez, seus músculos se contraíram mais perceptivelmente.

‘Não parece uma contração boa. Ele está machucado? Mas quem poderia machucá-lo?’

Curiosa, ela pressionou um pouco mais forte, e Igmeyer estremeceu audivelmente, fingindo estar com dor.

— Diga a verdade, Igmeyer. Você está machucado?

— É sim e não.

— Deixe-me ver. Você está seriamente ferido?

— De jeito nenhum. Não há com o que se preocupar. Foi de propósito.

Ao dizer isso, Igmeyer parecia bastante satisfeito consigo mesmo. Amber não sabia por que ele estava tão orgulhoso, mas decidiu recuar por enquanto.

‘Parece que ele não vai me contar nada agora, por mais que eu pergunte.’

Eventualmente, ela veria suas costas.

Sem que Igmeyer soubesse, Amber achava seus hábitos de sono após o sexo bastante fofos. Embora ele geralmente dormisse de costas, nas noites em que estavam juntos, ele muitas vezes acabava de bruços pela manhã, com as bochechas pressionadas contra o travesseiro.

— Chegou uma carta.

— O Nick enviou. Vamos ler juntos?

— Claro, por que não.

— Tenho algo para conversar depois de ler isso. Você provavelmente vai ouvir sobre isso do Jean, mas… quero te contar primeiro.

A voz de Amber carregava um toque de empolgação e expectativa, fazendo Igmeyer inclinar a cabeça. Ele estava visivelmente curioso sobre o que ela diria.

No entanto, Amber repetiu de forma brincalhona as palavras que ele dissera antes.

— Isso é segredo. Por enquanto.

Atendendo ao desejo de Amber de ver flores, eles seguiram para os bosques de camélias nas encostas do Monte Camélia.

Levando uma refeição leve, Amber estava radiante, como se estivessem indo a um piquenique. Igmeyer não conseguia tirar os olhos dela.

‘Como alguém pode ser tão bela, elegante, refinada e nobre ao mesmo tempo?’

Sem perceber que seus pensamentos eram um pouco exagerados, Igmeyer estava imerso em séria admiração.

— …E eu gostaria de visitar o Monte Cyprus também… Igmeyer! Você está ouvindo?

— Não.

Igmeyer, que observava Amber sonhadoramente entre as camélias, respondeu distraidamente.

Percebendo sua gafe, ele pigarreou e respondeu com mais atenção.

— Podemos ir lá. Até hoje, se quiser.

— Hoje? Parecia longe no mapa…

— Qual o problema? Se você quiser ir, nós vamos.

Uma expressão conflitante cruzou o rosto de Amber. Após um momento de reflexão, os lábios de Igmeyer se abriram em um sorriso. Ele se lembrou de uma cabana aconchegante naquela montanha.

— Esse sorriso é muito suspeito…

— Não, do que você está falando? Onde mais você encontraria um homem tão transparente quanto eu?

Igmeyer colheu uma camélia semi-aberta.

Cuidadoso para não arranhar a pele delicada de Amber, ele arrancou as partes ásperas e então colocou a flor atrás de sua orelha.

— Linda.

Era difícil para ele conter elogios.

Ele tinha percebido apenas recentemente como Amber era verdadeiramente, verdadeiramente linda.

Ele era naturalmente indiferente à aparência dos outros; sabia “objetivamente” que Amber era bonita, mas nunca havia sentido isso “subjetivamente”.

Ele só recentemente havia percebido o quão bonita Amber realmente era.

Estar com Amber tinha sido desafiador.

Mas agora, muita coisa havia mudado.

Seria uma ilusão criada pela paz? Ou talvez uma miragem… Mas, ultimamente, Igmeyer via Amber de outra forma.

Se houvesse um ponto específico, teria sido aquela conversa que ela teve com o príncipe. Aquela em que expressou sua confiança nele.

Ele jamais abandonaria a esposa e o filho.

Uma certeza tão estranha.

O que havia feito para merecer tamanha confiança inabalável? Parecia que ele nunca tinha correspondido plenamente ao nível de confiança que Amber depositava nele.

Desde aquele dia, Igmeyer passou muito tempo refletindo e começou a observar Amber com mais atenção, mais profundamente.

Era só isso.

Mas isso era tudo.

Ela o fazia querer ser aquele homem.

Ontem, depois de fazer a tatuagem nas costas… Igmeyer admitiu.

Ele se importava tanto assim com Amber. Se era isso que significava gostar de alguém, então ele realmente gostava de Amber.

— Hoje parece um pouco diferente. Não exatamente como de costume.

— Sério?

— Sim. Não tenho certeza do que mudou, mas…

Uma brisa com cheiro de neve passou. A luz abundante do sol descia pelos cabelos dourados de Amber, contornando suas bochechas.

Enquanto os fios se agitavam levemente, Igmeyer observava, hipnotizado, e sussurrou:

— Estou começando a gostar de você.

— …!

— Tenho pensado, e parece que somos mais do que apenas amigos ou cúmplices.

Era a melhor forma de expressar os sentimentos que um homem desajeitado com emoções conseguia encontrar.

(Elisa: Meu Igmeyer é muito fofo.)

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

Ler A Tatuagem de Camélia Yaoi Mangá Online

Amber, era uma princesa tão linda quanto uma fada.
Seu marido, que viveu como mercenário, era muito diferente dela em todos os sentidos.
Devido a um casamento forçado, Amber caiu em desespero. Ao longo dos anos de seu casamento, se ressentia veementemente de tudo sobre seu marido.
No entanto, quando ele encontrou seu fim tentando protegê-la e ao filho que ela estava esperando, Amber foi tomada pelo arrependimento e desejou voltar no tempo…
O ponto de partida da regressão foi a noite de núpcias.
— Você não olhou para mim nem uma vez durante o banquete do casamento, pensei que estivesse chateada por se tornar esposa de um homem humilde.
Ela já era como cinzas queimadas, mas ele parecia um espírito de fogo dançando sobre as ruínas.
O abraço dele era forte demais para suportar, então Amber desviou finalmente o olhar.
🌸🌸🌸
‘Foi só após te conhecer que percebi que havia um vazio dentro de mim. E então fiquei feliz, sabendo que você vai completar esse vazio.
Mas conforme essa parte em mim era preenchida, fui ficando mais ganancioso.
Ah, se eu fosse um pouco mais perverso, eu teria devorado você inteira.
 
Ps: Meu outro maridinho

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