Ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 40 Online

Modo Claro

— Certo, entendi. Cuidar do Jason já é um trabalho em tempo integral para mim.

— E, o Jason, na verdade, é uma criança. Aquele ali é só um adulto imaturo fingindo ser mais do que é.

O desprezo de Igmeyer pelo príncipe era evidente em cada palavra. Era provável que o príncipe enfrentasse alguns desafios por aqui.

Eles não podiam recusar o filho mais novo do Imperador, que trazia consigo o mandado imperial, mas também não havia necessidade de mimá-lo.

— Mas o príncipe está trazendo o artefato de verificação de linhagem, certo?

— Deveria estar, já que pedi. O Imperador não o enviaria sem algo para nos controlar.

— Parece que ele planeja usar todos os meios necessários para lidar com a situação.

Acabou que eles vão receber o artefato mais cedo do que o esperado, um processo que Amber havia previsto que demoraria muito mais.

— O problema real é o sacerdote. Aquele sacerdote.

Igmeyer murmurou num tom sombrio, e Amber concordou.

Sumo Sacerdote Mikael.

Ele era excepcional desde o nascimento, tanto o avô quanto o pai eram figuras proeminentes na igreja. Mikael mostrou um notável senso de devoção desde criança, memorizando as escrituras e se inclinando naturalmente à fé.

Ao se formar na escola de teologia, Mikael ingressou no sacerdócio. Surpreendentemente, ele começou desde o nível mais baixo.

Trabalhou duro, passando de aprendiz a sacerdote regular, depois intermediário… até se tornar Sumo Sacerdote.

No dia de sua ascensão, uma revelação divina foi recebida. Ela profetizava uma forma de aniquilar Nidhogg, o dragão maligno do Norte.

— Ele é um sujeito problemático. Nunca lidei com sacerdotes antes.

Igmeyer bagunçou o cabelo em frustração. Amber confortou o marido com um leve tapinha nas costas, então falou:

— Já lidei com eles várias vezes. Eles têm uma maneira peculiar de conversar, então eu cuidarei do sacerdote. Você fica com o príncipe.

— Eu agradeço por isso.

Igmeyer segurou a mão dela gentilmente. O gesto misturava constrangimento e gratidão. Amber riu brevemente.

— O que posso dizer, Igmeyer? Parece que sou sua companheira de armas.

Como se estivessem unidos contra um inimigo comum, lado a lado, para proteger o Norte.

‘É isso que chamam de camaradagem ou companheirismo?’

Embora planejam oferecer uma hospitalidade – cortês aos visitantes da família imperial, a intenção era demonstrar que o Norte não era inferior, e não por um desejo de impressioná-los.

— Pensar que um casal pode ter esse tipo de relacionamento. É fascinante.

— Hmm!

— Companheiros, hã?… Não está errado.

— É exatamente por isso que gosto. Estamos lutando juntos por algo. Nessa batalha, não soltaremos as mãos um do outro.

Os olhos de Igmeyer se estreitaram ao observar a expressão alegre de Amber. A ideia não estava errada, mas algo nisso o incomodava.

‘Será que sou apenas um camarada para ela?’

— Ei! Espera, pelo menos me avisa antes de me pegar no colo!

Igmeyer a pegou no colo e girou com ela. O vestido rosa-claro de Amber esvoaçou como uma camélia desabrochando.

— Quero te beijar. Posso?

Ele sussurrou, olhando fixamente para ela. Sem razão para recusar, Amber envolveu voluntariamente seus braços em torno de seu pescoço.

Seus lábios se encontraram.

Depois de mordiscar levemente o lábio inferior dela e provocá-la algumas vezes, riram suavemente e encostaram os narizes.

Eles não precisavam fazer amor para sentir a satisfação de compartilhar afeto.

Talvez, esse tipo de interação fosse ainda mais necessário.

‘Não sei bem como descrever esses sentimentos complexos.’

Era um pouco diferente da amizade ou camaradagem que se pode sentir por um amigo, não é?

Depois de reencontrar Nicholas, Amber refletia todas as noites sobre a diferença entre seu marido deitado ao seu lado e Nicholas. Esse sentimento de amizade parecia fundamentalmente diferente, mas por quê?

Certamente, ser amigos é o melhor tipo de relação para um casal… e ainda assim, Igmeyer parecia ser mais do que isso.

Era difícil definir com precisão.

‘Será que Igmeyer sente o mesmo? Parece que sim.’

Eles só fizeram amor uma vez durante a estadia de Nicholas — aquela vez à beira do lago. Ter um hóspede importante tornava tudo um pouco constrangedor.

Com alguém assim no castelo, sabiam que precisariam ser ainda mais cautelosos. Não poderiam fazer isso com tanta facilidade.

‘Então é melhor aproveitarmos enquanto podemos.’

Os olhos de Amber e Igmeyer se encontraram, compreendendo mutuamente seus desejos, não havia razão para se conter.

E assim, eles desapareceram em um local isolado.

Era um lindo dia de primavera.

O séquito imperial consistia por 58 pessoas.

Isso incluía o príncipe e seus 21 cavaleiros. O sumo sacerdote e seus 11 clérigos. Com 26 servos, cocheiros e um chef pessoal para o príncipe.

O número parecia excessivo para a visita do filho mais novo do imperador.

— Esses 26 são os mais problemáticos. Quem sabe quantos deles receberam treinamento especial… só de pensar, já me dá dor de cabeça.

Jean suspirou profundamente.

Aqui, treinamento especial significava treinamento em espionagem.

Aqueles indivíduos aparentemente comuns, mas de olhos afiados, tentariam passar despercebidos — e Jean teria que trabalhar duro para desmascará-los.

O Norte precisava ser vigilante, especialmente para evitar vazamentos de informações militares.

— Fique perto do Sr Raphael. Eles vão demonstrar grande, interesse em você, senhora, e sem dúvida se comportarão de maneira extremamente rude, de uma forma ou de outra.

— Claro, farão isso quando Igmeyer não estiver por perto.

— Sim. Mas com o Sr Raphael por perto, a situação deve ser mais controlável.

Amber assentiu para Jean e olhou para frente, pronta para a chegada do príncipe. Um mensageiro já havia anunciado sua aproximação.

Vestida adequadamente, Amber esperava nos portões do castelo. Não havia necessidade de recebê-los nas muralhas, mas também não seria apropriado permanecer confortavelmente dentro enquanto o príncipe chegava.

— O sol da primavera está excepcionalmente forte hoje.

Igmeyer protegeu a testa de Amber com a mão, estalando a língua em aparente insatisfação.

Os Cavaleiros Gigantes de Gelo ao redor de moveram inquietos, refletindo o descontentamento dele.

Então, ao longe, o som de uma trombeta potente anunciou a chegada — seguido pela visão de uma carruagem deslumbrante, brilhando como se fosse adornada com joias.

— Oh, uma presa perfeita para uma Garuda, — assobiou Sir Gallard.

Não era por zombaria, mas por constatar um fato, já que o monstro alado Garudas era de fato atraído por objetos brilhantes.

— É mais como se estivesse implorando para ser devorado por um verme da neve, de tão chamativa.

— Qual deles vai pegá-los primeiro, me pergunto?

Os cavaleiros riram, mas logo recompuseram conforme a carruagem se aproximava. Eles eram habilidosos em esconder a hostilidade.

Pouco depois, os cavaleiros imperiais se alinharam e levantaram seus estandartes. Os homens do Norte tiveram que conter o riso diante daquele protocolo aparentemente inútil.

— Este é o Castelo Nilfheim?

Eles tiveram que se esforçar ainda mais para suprimir o riso quando o príncipe apareceu.

Ele havia acabado de atingir a maioridade, então era visivelmente mais baixo e menos imponente fisicamente do que o esperado. Além disso, seus ombros estreitos e costas finas indicavam falta de treinamento físico.

A tentativa de parecer imponente com uma capa roxa jogada sobre um ombro apenas o tornava mais ridículo.

— Comparado com o palácio imperial, isso não é nada. Eu esperava algo grandioso e majestoso.

Mas qualquer resquício de simpatia desapareceu com apenas essas duas frases.

‘Existem de fato muitas maneiras de se tornar antipático.’

Amber pôde sentir fisicamente a mudança de atmosfera entre os Cavaleiros Gigantes de Gelo, e também em Igmeyer, que se tornaram significantemente hostis.

Então, aqueles olhos lilás, lembrando hortênsias, voltaram para ela. Sob a luz do sol, os cachos do príncipe lembravam os carneiros que ela criava em Shadroch.

Carneiros, embora fisicamente frágeis, carregam uma teimosia indomável. Uma vez que se irritam, correm na direção errada.

E o príncipe Loki Asgarden parecia exatamente um jovem carneiro no estágio em que os chifres começam a crescer.

— Bem-vindo… ao norte.

— Estávamos aguardando sua chegada, Vossa Alteza.

Tanto Igmeyer quanto Amber fizeram suas saudações preparadas, embora Igmeyer tenha prolongado propositalmente o “bem-vindo”. O príncipe, no entanto, parecia não perceber a sutileza.

Justamente quando ele parecia prestes a proferir outro comentário idiota, fitando diretamente Amber, o Sumo Sacerdote que o acompanhava desceu da carruagem e o interrompeu.

— Agradecemos por uma recepção tão calorosa. Que Deus abençoe a ambos.

O príncipe pareceu contrariado, mas não disse nada. Para Amber, isso bastou para perceber que sua posição era inferior à do sacerdote. Ficou claro que a figura central desta visita era Mikhail.

— Graças a isso, encontrei um marido maravilhoso.

— Vocês dois parecem se dar muito bem.

— Não vamos ficar aqui fora. Vamos entrar?

Ao comando de Amber, os servos começaram a conduzir os cavaleiros imperiais individualmente.

O quarto do príncipe havia sido preparado pessoalmente por ela, enquanto o aposento do Sumo Sacerdote seria mostrado pelo mordomo um arranjo adequado para seus respectivos status.

— Não há uma única obra de arte aqui? Que lugar completamente estéril!

Ainda bem que Igmeyer não ouviu tal comentário.

Não era necessário que o Grão-Duque participasse pessoalmente da recepção — isso seria resolvido no banquete mais tarde.

Amber havia planejado assim de propósito, reduzindo o envolvimento dele na recepção inicial.

— No Norte, o pôr do sol sobre os campos é considerado arte. É uma oportunidade de testemunhar de perto as pinceladas de Deus, espero que aprecie.

Amber respondeu com um sorriso, administrando a situação com elegância. No entanto, o príncipe logo encontrou outro motivo para reclamar.

— Também está muito frio. Não podem aquecer os corredores?

— O quarto de Vossa Alteza foi adequadamente aquecido. O castelo é construído de pedra para se defender contra as invasões que vêm com a abertura dos portais. Isso realmente o faz parecer um pouco mais frio.

— Aff, você acha que eu não sabia disso?

Uma criança.

O príncipe podia ser resumido com apenas essa palavra.

Ele estava longe de ser material para o próximo imperador. Provavelmente por isso ele tinha pouco ou nenhum apoio entre os nobres da corte. É bem possível que ele não tivesse sequer uma facção para chamar de sua.

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

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Amber, era uma princesa tão linda quanto uma fada.
Seu marido, que viveu como mercenário, era muito diferente dela em todos os sentidos.
Devido a um casamento forçado, Amber caiu em desespero. Ao longo dos anos de seu casamento, se ressentia veementemente de tudo sobre seu marido.
No entanto, quando ele encontrou seu fim tentando protegê-la e ao filho que ela estava esperando, Amber foi tomada pelo arrependimento e desejou voltar no tempo…
O ponto de partida da regressão foi a noite de núpcias.
— Você não olhou para mim nem uma vez durante o banquete do casamento, pensei que estivesse chateada por se tornar esposa de um homem humilde.
Ela já era como cinzas queimadas, mas ele parecia um espírito de fogo dançando sobre as ruínas.
O abraço dele era forte demais para suportar, então Amber desviou finalmente o olhar.
🌸🌸🌸
‘Foi só após te conhecer que percebi que havia um vazio dentro de mim. E então fiquei feliz, sabendo que você vai completar esse vazio.
Mas conforme essa parte em mim era preenchida, fui ficando mais ganancioso.
Ah, se eu fosse um pouco mais perverso, eu teria devorado você inteira.
 
Ps: Meu outro maridinho

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