Ler A Tatuagem de Camélia – Capítulo 35 Online

Modo Claro

Amber teve um dia incrivelmente bom.

O clima tranquilo, as pessoas alegres, o lago deslumbrante e o cheiro da primavera elevaram seu ânimo.  

Além disso, ela ganhou um cavalo lindo… e Igmeyer estava sendo gentil.

‘Por que ele está sendo tão fofo?’

Talvez porque o homem tivesse chamado aquilo claramente de encontro, mas Igmeyer cedeu a todos os seus desejos. Quase exageradamente.  

‘Mas foi divertido. Um dia para guardar na memória por muito tempo.’

Ele até comentou que, no Norte, o povo usava sete tipos de temperos na comida, três tão picantes que faziam suar só de tocar na língua.

Curiosa mesmo depois de ouvir isso, Amber experimentou um espeto de cordeiro, e sua língua ainda formigava.  

— Mamãe! O sol caiu dentro do lago!

— Isso é o pôr do sol.

— Pôr do sol? O que é isso?

Enquanto o crepúsculo se aproximava, as pessoas se reuniam às margens do lago, aconchegadas, para assistir ao espetáculo.

Uma garotinha, aparentemente vendo aquilo pela primeira vez, tagarelava enquanto se agarrava ao vestido da mãe. Enquanto isso, meninos gritavam animados, correndo pela multidão.  

Observando com carinho, Amber falou baixinho para Igmeyer:  

— Nosso filho também será assim… tão animado e cheio de vida.

— Hmm…

— Se puxar a você, vai dar trabalho.

Como teria sido o bebê deles que nunca nasceu? Quais traços herdaria, e a personalidade de quem? Que cor teriam os olhos?

Com um carinho instintivo, Amber passou a mão pela barriga ainda lisa, imersa em pensamentos.

Mas hoje… essas lembranças não vieram acompanhadas de lágrimas.

— Hoje, eu vi muitas grávidas. Fico feliz que estejam todas bem.  

No próximo ano, esses bebês já terão nascido. Graças a isso, Niflheim não será uma terra de morte, mas de vida.  

Amber ansiava por um futuro brilhante, um que agora era possível depois de mudar aquilo que um dia lamentou.

— Você se divertiu hoje?

— Muito. Obrigada por me trazer, Igmeyer.

Agora que o sol já se pôs, Amber achou que era hora de voltar. Igmeyer, porém, tinha outros planos.  

Por que ir para casa justo quando a noite apenas começava e as barraquinhas tiravam os barris de bebidas?  

— Está muito cedo para ir embora. Não está curiosa para saber como o povo se diverte à noite?

Enquanto ele a convencia com jeito, um conflito surgiu no rosto de Amber.  

— Eu… estou, mas…

— Mesmo que a princesa já tenha vivido muitas coisas, nunca bebeu com o povo, né?  

— Isso… é verdade.

Era uma ideia tentadora. Irresistivelmente sem dúvidas.

Amber jamais havia saído durante a noite na vila. Durante o dia, com escolta, tudo era permitido. Mas ao anoitecer, o retorno ao palácio era obrigatório.

‘Mas não é perigoso agora. O povo do Norte gosta de mim, e tenho o cavaleiro mais forte ao meu lado.’

Percebendo sua hesitação, Igmeyer lançou mais uma isca.

— Ouvi dizer que um bobo da corte vai fazer um show de malabarismo com fogo hoje à noite.  

(Elisa: Eu ia colocar “palhaço” na tradução, mas preferi bobo da corte porque se encaixa melhor com a época descrita da novel.)

— O que é isso?

— É melhor ver do que explicar. Além disso, tem algo ainda mais especial no lago à noite.  

Amber finalmente cedeu. Ela não resistia às iscas que ele jogava.  

— Você vai dizer que eu tenho que ver por mim mesma, não é?  

— Exatamente. Mas, sabe, crianças não são permitidas perto do lago à noite.  

Amber olhou para Igmeyer com um sorrisinho de canto e começou a caminhar em direção à praça.

— Vamos logo. Estou curiosa.

— Como você quiser.

Uma brisa quente os envolveu enquanto caminhava.

Só de estarem juntos, a noite já era perfeita.

Na verdade, o que Igmeyer sabia sobre relacionamentos entre homens e mulheres era extremamente limitado.  

A ideia de que a penetração de um homem levaria uma mulher ao êxtase. Era uma visão distorcida. Que o desejo se resumia a apalpar seios. Mulheres zombavam do tamanho do pênis deles. Homens só queriam dominar.

Bombardeado por isso desde jovem, Igmeyer não tinha noção de namoro… nem sabia o que era amar alguém.

Não fazia ideia de que duas pessoas podiam simplesmente estar juntas, sem se tocar. Jamais imaginou que pudesse se sentir tão feliz e em paz.  

‘É estranho…’

Seu plano inicial era levá-la para um lugar isolado depois do encontro. Já tinha deixado tudo preparado. Mas agora… o que sentia era uma tranquilidade quase absurda.

Não que o tesão tivesse sumido. Pelo contrário, estava excitado desde antes. Mas havia algo a mais.

‘Devia ter lido algum livro sobre isso…’

Frustrado por não conseguir expressar seus sentimentos, Igmeyer passou a mão pela nuca e soltou um suspiro profundo.  

Trazia duas canecas geladas de cerveja nas mãos.

— Aqui.

— Ah! Cerveja!

— Dessa vez é de toranja. Tem xarope da fruta. Experimenta. Você vai gostar.

— Hmmm… quero provar!

Estavam sentados em uma das mesinhas espalhadas pela praça, já na oitava caneca.

Surpreendentemente, Amber tinha resistência à cerveja, embora fosse fraca com outras bebidas.  

‘Ela está tão linda…’

Igmeyer a observava enquanto bebia. O rosto levemente corado, os lábios carnudos… era uma visão perigosa.

Naturalmente, outros homens não conseguiam desviar o olhar, mas os guardas os afastaram discretamente antes que Igmeyer precisasse intervir.

Tudo isso, sem que Amber percebesse.

— Ei, Igmeyer…

Ela o chamou docemente.

Balançando levemente, já um pouco bêbada, contrastando com sua postura normalmente elegante, ela estava irresistivelmente fofa. Igmeyer teve que conter o impulso de esmagar a mesa de madeira com as mãos.

— Eu não sabia que poderia ser sua amiga assim… tão… carinhosa.

— Amiga?

— Sim. Aprendi que ser amiga do marido é a melhor coisa.  

— Hã?

‘Quem em sã consciência se esforça tanto… para ser só amigo?’

Mesmo assim, Igmeyer ouviu em silêncio. Não quis interromper aquele fluxo de pensamentos sinceros que raramente vinham à tona.

— Eu gosto muito de estar aqui com você. Queria que fizéssemos isso mais vezes. E quem sabe visitar outros lugares…

Amber sorriu, segurando à caneca. Um sorriso tão lindo que quase doía no peito.

‘Ah… que espécie de amigo provoca esse tipo de arrepio?’

Igmeyer riu forçadamente e virou a bebida de uma vez.

Já era o suficiente de cerveja. Se ela bebesse mais, ficaria realmente bêbada. E ainda havia surpresas para aquela noite.

— Vamos ver a lua, Amber.

— A lua?

— O lago à noite.

O Lago Freyja, um marco do Norte, tinha sua própria lenda: “um beijo sob a lua crescente selava o amor eterno.”

  Igmeyer sempre achou essas lendas bobas. Como o formato da lua poderia definir o amor?

‘Mas… esse era o plano.’

Splash… splash.

O som da água batendo no barco era sereno. 

 Igmeyer foi o primeiro a descer até a margem úmida, e com facilidade levantou Amber nos braços, colocando-a dentro do barco com cuidado para que seus pés não se sujassem de lama.

Depois de subir a bordo, ele pegou os remos e começou a remar com vigor em direção ao centro do lago.

— Uau!

Como esperado, Amber ficou maravilhada com o reflexo da lua na água.  

— É tão lindo… Todo mundo deve ter vindo só para ver isso!

— Algo assim — respondeu Igmeyer com um leve sorriso.

O lago estava salpicado de pequenos barcos, cada um com seu par ou pretendentes.

Embora dissessem que casais raramente vinham aqui depois do casamento. Mas… isso realmente importava?

Igmeyer estava profundamente satisfeito por mostrar aquela cena a Amber, especialmente porque, naquela noite, a lua brilhava com uma intensidade sobre as águas.

— Obrigada por me mostrar isso, Igmeyer.

— Se eu soubesse que você ia gostar tanto… teria te trazido antes.

Murmurando suavemente, Igmeyer largou os remos e puxou Amber para perto. Ela se aconchegou em seu peito. Seu hálito ainda trazia o leve aroma da cerveja de toranja.  

Satisfeito com o cheiro, ele beijou sua testa. Em pouco tempo, o som de beijos começou a se espalhar ao redor. Nos outros barquinhos próximos, outros casais também se entregavam a demonstrações de carinho.

  CRI-CRI.

Os insetos à beira do lago cantavam alto, e os amantes sussurravam entre si.  

Abraçando Amber, quentinha e aconchegada, Igmeyer finalmente sussurrou:

— Estou com ciúmes.

— Hã!

— Daquele cara.

Igmeyer sentiu seus músculos tensionarem sem razão, confuso com o próprio ciúmes enquanto falava.

— Eu não gosto quando você está com ele.

— Em? Você quer dizer o Nicholas?

— Eu também odeio quando você sorri para ele.

Para ser claro, Igmeyer não estava bêbado. Nem um pouco.

Mas ele fingiu estar, usando o álcool como desculpa. Queria ser honesto.  

Mesmo que soasse infantil… era a verdade.

Se tivesse a oportunidade, Igmeyer enterraria Nicholas na neve, de cabeça para baixo.

— Nick é só um amigo próximo.

— Não gosto quando você o chama de Nick.

Escondendo seus sentimentos sombrios, Igmeyer enterrou os lábios no ombro de Amber. Seu sussurro a fez sorrir.  

— Ele é só um amigo. Além disso, sou casada. Que sentimentos, Nick poderia ter por mim?  

— Os olhos dele dizem outra coisa. Ele te olha com adoração.  

Enquanto Igmeyer resmungava, Amber refletiu. Ela nunca tinha reparado no olhar de Nicholas sob essa perspectiva.  

— Pensando bem… a maioria das pessoas em Shardroch me olhava assim. Era comum.  

— Você sente falta disso?

— Seria mentira dizer que não, — respondeu Amber. — Mas é algo distante agora. Tão antigo… É como uma caixa de memórias que abro às vezes, mas fecho rápido.  

Foi assim que Amber definia o próprio passado.

Colocar seus pensamentos em voz alta parecia ajudá-la a organizá-los com mais clareza.

Sim, aquilo era o passado.

O que importava era o presente e o futuro.

— Eu estou aqui, Igmeyer.

— …

— Eu sou a Senhora do Norte. Não vou abandonar esse lugar. Nem deixá-lo.

Seu tom firme foi inesperadamente lindo.

Igmeyer se sentiu profundamente atraído por sua certeza.

Embora o homem não corasse mais com facilidade na sua idade, porém, outra parte dele… enrijeceu em resposta.

— …Igmeyer!

Amber arquejou, sentindo algo duro pressionando suas costas.  

— Desculpa. Eu não consigo evitar.

‘Como Amber podia ser tão segura?’

Considerando sua situação… era impressionante. Até mesmo sua idade tornava isso mais notável.

‘Uma mulher com confiança e princípios é irresistível,’ pensou ele.

Não, o mais correto seria dizer que ela o fascinava apenas por existir.

Talvez o povo de Shardroch também fosse fascinado por essas qualidades. Ele entendia agora.  

— Você me lembra Freyja.

— Freyja?

— A deusa da mitologia Nórdica. A deusa da beleza e do amor, também das flores.  

Para Igmeyer, Amber era a primavera e as flores.

Não havia ninguém como ela.

— Mas não é só isso. Freyja também é forte.

— Esse é um grande elogio.

— É a verdade.

Se venerá-la assim era adoração, então que seja.  

Desde que enfrentaram a guerra juntos e sobreviveram graças à ajuda dela, Igmeyer a considerava alguém extraordinário. Como poderia não ser? Ninguém acreditou, mas mesmo assim Amber se preparou sozinha para o pior.

Nesse momento, Amber, com um ar tímido, puxou o cabelo para revelar a nuca. 

Nesse instante, com um certo constrangimento doce, Amber juntou os cabelos revelando o pescoço. A lua iluminou sua pele pálida, e Igmeyer gemeu de tortura.  

A vontade de morder era forte, mas se conter foi agonizante.  

— Vamos para um lugar mais reservado?

Ele sugeriu com a voz rouca, e Amber assentiu em concordância.

A sede deles era mútua.

— Ah, mm, aaah!

Não houve tempo para chegar ao esconderijo que ele havia preparado com seus subordinados. Sem sequer tirar a roupa, eles se entrelaçaram freneticamente.

Amber, com apenas a calcinha abaixada, sentou no colo do homem, posicionando-se sobre seu membro. Era uma postura que só podia ser descrita assim.  

Fazer isso na mesma direção era uma experiência única.

A sensação era incomparável ao amor caótico que haviam feito naquele dia sobre as moedas de ouro.

Igmeyer, só com as calças desabotoadas, a penetrou.

— Porra que delícia, sério…

Amber ficou ainda mais excitada com os palavrões sussurrados.  

Nunca imaginou gostar desse tipo de coisa antes, mas agora tudo era diferente.

Gostava quando Igmeyer perdia o controle e sussurrava palavras obscenas. Queria que ele expressasse ainda mais o quanto gostava de estar dentro dela. Sentir a luxúria do homem dobrava o seu tesão.

— Mais, sim! Ah!

Rebolando com intensidade sobre ele, Amber estimulou furiosamente seu ponto de prazer.

Igmeyer havia remado o barco para um canto bem isolado, na extremidade do lago. Estavam escondidos por um mato bem alto, invisíveis da margem. Embora fosse um caso diferente do lago.

Quem estivesse no lago aberto poderia vê-los.

O risco de serem vistos paralisou seus pensamentos.

‘Não posso fazer barulho.”

Amber cobriu a boca com as mãos.

Os movimentos podiam ser escondidos pela saia volumosa, mas os sons não.

Um gemido suave poderia ser confundido com o miado de um gato, porém se gemesse mais alto poderia denunciá-los!

— Haah!

Mas naquele exato momento, quando ela se preparava para ficar em silêncio, Igmeyer a penetrou profundamente.

Enquanto Amber era impelida em direção ao clímax, lágrimas brotaram em seus olhos. Tomada por uma sensação tão intensa, parecia que ia morrer de prazer. Igmeyer, que lambia seu pescoço, de repente cobriu seus ouvidos em resposta.

Com os ouvidos tampados, o barulho dos insetos sumiu, restando apenas o barulho molhado da fricção entre eles.  

Squelch, squelch.

Os sons lascivos se misturavam à sua respiração. A cada estocada do homem seus movimentos se encaixavam aos dele. Amber foi levada ao delírio naquela noite escondida entre as sombras do lago. O mundo ao redor parecia desaparecer, reduzido apenas ao prazer e ao ritmo intenso que pulsava entre eles.

Continua….

Tradução: Elisa Erzet

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Amber, era uma princesa tão linda quanto uma fada.
Seu marido, que viveu como mercenário, era muito diferente dela em todos os sentidos.
Devido a um casamento forçado, Amber caiu em desespero. Ao longo dos anos de seu casamento, se ressentia veementemente de tudo sobre seu marido.
No entanto, quando ele encontrou seu fim tentando protegê-la e ao filho que ela estava esperando, Amber foi tomada pelo arrependimento e desejou voltar no tempo…
O ponto de partida da regressão foi a noite de núpcias.
— Você não olhou para mim nem uma vez durante o banquete do casamento, pensei que estivesse chateada por se tornar esposa de um homem humilde.
Ela já era como cinzas queimadas, mas ele parecia um espírito de fogo dançando sobre as ruínas.
O abraço dele era forte demais para suportar, então Amber desviou finalmente o olhar.
🌸🌸🌸
‘Foi só após te conhecer que percebi que havia um vazio dentro de mim. E então fiquei feliz, sabendo que você vai completar esse vazio.
Mas conforme essa parte em mim era preenchida, fui ficando mais ganancioso.
Ah, se eu fosse um pouco mais perverso, eu teria devorado você inteira.
 
Ps: Meu outro maridinho

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