Ler A Espada de Deus – Capítulo 00 Online

Modo Claro

Prólogo

Sssssssh

Irene mordeu o lábio ao ouvir o som da água escorrendo no banheiro. Espalhados pelo cesto, do lado de fora da porta, estavam roupas encharcadas de sangue. Pela bagunça, quem estivesse se lavando lá dentro havia se despido às pressas.

‘Isso é estranho.’

Não era típico dele.

Como tudo no mundo tinha seu lugar, o homem nunca mudava nada. E se visse uma bagunça, ele mesmo silenciosamente a arrumava sozinho. Mesmo que fosse uma pilha de roupas ensanguentadas.

‘Mas por que…’

Não eram apenas roupas espalhadas. Ao lado do cesto, uma espada com o emblema dos Cavaleiros Sagrados estava caída no chão.

Aquela espada significava mais para ele do que a própria vida. Como paladino, sempre priorizava guardá-la antes de qualquer coisa. As pessoas costumavam brincar dizendo que a espada era seu verdadeiro corpo, dado o quanto ele a valorizava, fazendo jus ao seu apelido de “Espada de Deus”.

Mas agora, a espada estava rolando pelo chão, em um estado pior do que suas roupas.

Hssh.

Com um giro na torneira, o som da água cessou. Ele havia terminado o banho.

Irene olhou nervosa para a porta do banheiro.

O homem certamente havia entrado coberto de sangue demoníaco, então ela esperava que levasse bastante tempo…

‘Tão rápido?’

A qualquer momento, ele abriria a porta e sairia. O coração de Irene acelerou só de pensar nele. Afinal, o homem no banheiro era seu marido. Seu legítimo cônjuge, então não deveria haver problema em passarem a noite juntos.

‘Mesmo que seja temporariamente.’

Eles haviam entrado em um relacionamento conjugal temporário conhecido como “par”. Este era o termo usado para descrever um cavaleiro que entrava em masmorras e combatia demônios, e um purificador que cuidava dos ferimentos do cavaleiro e o purificava.

Não era incomum que cavaleiros se ferissem nas batalhas. Mas além dos ferimentos, o maior problema estava na magia emitida pelos monstros.

Essa magia corroía lentamente a mente humana, causando tormento, alucinações e delírios. Uma vez que o limite fosse ultrapassado, a pessoa enlouquecia.

Aqueles que enlouqueciam se transformavam em monstros. Por isso, os purificadores dedicavam todos os seus esforços a eliminar a magia em seus pares.

O problema estava em como fazia a purificação. O método em si é simples: era necessário o máximo de contato físico possível com seu parceiro. Um simples toque, como segurar as mãos, já curava ferimentos leves. No entanto, para ferimentos mais graves ou para purificar a miasma, um contato mais íntimo era necessário, —abraçar, beijar, mas, acima de tudo, unir seus corpos era o método mais rápido e eficaz. Na verdade, muitos cavaleiros preferiam o último método.

Após a fusão com o purificador, todos os ferimentos se curavam, o miasma era eliminado, e suas habilidades físicas se intensificavam por um tempo.

Por isso, mesmo antes de entrar nas masmorras, muitos optavam se unir fisicamente, mesmo sem ferimentos.

‘Mas… aquele homem detestava até o menor toque.’

Irene se lembrava do primeiro contato. Qualquer outro par teria ido direto para a cama. No entanto, ele se recusou teimosamente ao toque de Irene, insistindo que um breve descanso seria suficiente.

Ao verem isso, outros pares cochichavam entre si:

“Com habilidades de purificação tão fracas, é improvável que um mero toque cure seus ferimentos. Mesmo que se unam, será que ela conseguiria tratar uma única lesão?”

“Não há como ele aceitar purificação de uma purificadora de alto escalão, muito menos de uma mulher como ela”

Acostumada a esse tipo de comentário, Irene segurou a mão dele, enquanto ele respirava com dificuldade.

Segurar as mãos era o gesto mais básico de purificação entre pares, tão natural quanto respirar.

Mas no momento em que Irene segurou sua mão, o corpo dele estremeceu e então ficou rígido. Ele virou o rosto completamente, evitando seu olhar até ela soltar sua mão.

‘Ele não ficaria tão horrorizado nem diante de um monstro.’

Irene engoliu sua frustração e vergonha, usando seu poder ao máximo para purificá-lo. Fraca como era, sua energia apenas o curou um pouco.

Sentindo o alívio, ele se levantou abruptamente e saiu sem dizer uma palavra, partindo como uma sombra em fuga, sem sua cortesia habitual. Irene apenas abaixou a cabeça.

‘Com certeza ele deve ter odiado.’

Ela só queria ajudar, mas acabou o afastando em vez de auxiliá-lo. Mais do que as zombarias dos outros, o coração de Irene se apertou ao ver sua figura fugindo.

Desde então, Irene não teve coragem de se aproximar novamente. Estava claro que qualquer tentativa dela só causaria repulsa.

‘Era de se esperar.’

O homem era um paladino do templo, uma lâmina divina forjada por meio de disciplina austera e uma vida casta, fundamentada na fé — um guerreiro quase ascético em sua perfeição.

Como qualquer sacerdote devoto, ele rejeitava emoções, fugia delas em sua busca rigorosa. Para ele, mulheres eram apenas fontes de tentação, das quais precisava manter distância.

‘E ainda assim eu toquei sua mão.’

Fraca como purificadora e inútil como apoio, o simples fato de ele não ter se afastado bruscamente já era motivo de gratidão.

Click.

O som da porta se abrindo tirou Irene de seus devaneios. Ela olhou para cima, e lá estava ele, já fora do banheiro.

— …

No momento em que seus olhos caíram sobre o homem, Irene prendeu a respiração sem perceber.

Cabelos loiros brilhantes, como uma mistura de luz do sol e mel. Sobrancelhas marcantes e bem definidas, condizentes com seu temperamento, assentadas acima dos olhos azuis mais límpidos, refletindo o céu claro do outono. E os traços dele — tão perfeitamente esculpidos que pareciam irreais. Era um rosto que ela não conseguia deixar de admirar.

Mas não era apenas seu rosto que era perfeito. Gotas de água que ainda não haviam sido enxugadas escorriam de seus cabelos úmidos, descendo por ombros largos, deslizando pelo peito definido. Seguindo as curvas do corpo firme, as gotas corriam livres até encontrarem um obstáculo e desaparecendo de vista.

Os olhos de Irene seguiram as gotas até que ela percebeu a natureza do obstáculo, o que a fez se sobressaltar em pânico.

— S-Senhor Michael! Suas roupas…!

Michael estava usando apenas uma toalha grande, enrolada de qualquer maneira em sua cintura.

O rosto de Irene ficou instantaneamente vermelho.

Seu físico era tão impressionante quanto seu rosto — ou até mais. Se o deus da guerra se manifestasse neste mundo, ela poderia imaginar um corpo como o dele. Músculos definidos na medida certa, cada parte perfeitamente esculpida.

Sua presença hipnotizante emanava uma beleza própria. Se questionava se ele notava o quanto ela o observava.

Ele abriu a boca.

— Irene. — Ele disse seu nome com uma voz rouca e baixa que fez Irene estremecer só de ouvir. — Não combinamos que você não me chamaria mais de “Senhor”?

— Bem, sim, mas…! 

Antes que ela terminasse a frase, ele deu um passo à frente, se aproximando da cama onde Irene estava sentada. E à medida que a distância diminuía, o contorno do corpo sob a toalha branca ficava ainda mais nítido.

‘Meu Deus… ’🍆

Diante dela, estava a “Espada de Deus”.

Com certeza, ele ganhara esse apelido pela força incomparável. Mas agora, ao olhar para seu membro, Irene suspeitava que talvez houvesse outro motivo para o título.

Chegando mais perto, Michael ficou diante de Irene e apontou para pequenos cortes em seu corpo.

— Estas são as feridas que recebi na masmorra hoje. 🥰🥰

Feridas? Eram apenas arranhões, no máximo. Para um cavaleiro, aquilo era insignificante.

— Além disso, fiquei na masmorra tempo suficiente para acumular muita magia, então… 🐶🐶

Um corpo ainda aquecido pela batalha se inclinou em direção a Irene. No instante seguinte, sua visão mudou. Quando voltou a si, o corpo de Michael já estava sobre o dela.

— Então, Irene. Minha esposa. Minha bela e adorável Irene.

O joelho dele pressionou as longas e esbeltas pernas de Irene, afastando-as.

O calor da batalha ainda estava intacto em seu corpo. Era demais para ela, que não conseguiu fazer nada além de ceder, deixando as pernas se abrirem sob o toque dele.

Seu joelho subiu entre suas pernas, roçando gentilmente através do tecido fino. Só isso a fez estremecer, soltando um gemido involuntário.

Aquele era um lugar que ele já conhecia. Mas foi apenas ontem que ele a possuiu, enterrando seu membro na carne apertada e a moldando ao seu próprio formato.

Um sorriso quase inebriante surgiu no rosto esbelto do homem. Lentamente, ele se inclinou.

Irene sentiu a toalha cair. Arregalando os olhos quando viu seu membro enorme. E então, o corpo esculpido de Michael pressionou-se contra o dela.

Sem conseguir respirar direito, o peso dele sobre ela, Michael sussurrou ao seu ouvido:

— Esta noite, quero ser purificado por você.  

Seu pênis roçou com firmeza contra o tecido fino. Ele sussurrou novamente, dando uma risadinha, enquanto Irene tremia com a ação lasciva.

 — Bem devagar e por muito tempo. 

Irene prendeu a respiração diante das palavras carregadas de desejo.

Algo estava errado. Aquilo não era normal. Ele não deveria estar…

‘Você com certeza era um paladino na minha vida passada, alguém que não ousava sequer me tocar, certo?’

Com certeza era assim.

Continua…

Tradução Elisa Erzet

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Esta noite, mais uma vez, ele ansiava pela purificação dela.  
Foi uma vida infeliz.
Apesar de possuir o poder de purificação, Irene era considerada rank inferior, nunca tendo recebido amor ou aceitação de alguém em seus poucos anos de vida. Até mesmo em seus momentos finais, ela morreu sozinha e solitária —mas, estranhamente, ela se viu de volta ao passado.
E não era um momento qualquer, mas logo antes de conhecer seu marido, Michael, o homem que ela arruinara.
‘Este é o primeiro erro que devo corrigir nesta vida. Ou seja… não devo me envolver com Michael.’
No entanto, Michael parece estranho.
— Eu… eu preciso de você. Por favor, me purifique.
Ele pediu pela purificação primeiro.
‘Um paladino — este homem sagrado —vem até mim todas as noites.’ 
— Irene. Minha esposa. Minha bela e adorável Irene. Esta noite, quero ser purificado por você.  Bem devagar e por muito tempo
‘Você com certeza era um paladino na minha vida passada, alguém que não ousava sequer me tocar, certo?’

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