Ler The First Commandment (Novel) – Capítulo 14.4 Online


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↫─ Capítulo 14.4

Aquele medo de repente o dominou. O pensamento de Alisa, que sempre o tinha acolhido calorosamente, fez suas mãos tremerem, e a memória do sorriso de Maxim enquanto lhe ensinava xadrez e pôquer o fez sentir como se estivesse prestes a chorar. Ele não conseguia se forçar a dar um passo, com medo de que a criança no centro das pessoas que o fizeram sentir calor pela primeira vez em sua vida pudesse estar morta como elas.
Foi alguns segundos depois que ele se moveu.
— Alyosha?
Uma pequena voz ecoou do recipiente de coleta. Era muito pequena, mas ele definitivamente a ouviu. Alexei soltou uma respiração como um grito e correu. Como um louco, ele tropeçou e se levantou freneticamente e abriu a porta do recipiente de coleta. Havia luz ali.
— Você voltou.
Valery sussurrou suavemente e, como se estivesse esperando, sorriu amplamente. Ele devia estar ansioso e assustado, mas a criança sorriu brilhantemente como se soubesse com certeza que Alexei viria. No momento em que viu aquele rosto cheio de confiança, Alexei desmoronou. Mordendo o lábio com força, ele estendeu a mão para Valery. A criança, que se levantou vacilante, segurando-se em uma caixa, naturalmente abriu os braços para ser segurada, e erguendo Valery em seus braços, Alexei soltou uma longa respiração.
Obrigado, Lerusha.
Sussurrando internamente, ele segurou Valery com força. Talvez sentindo seu peito tremer ansiosamente, Valery tagarelou curiosamente em seu ouvido.
— Alyosha, você está machucado?
Ele balançou a cabeça. Ele precisava dizer algo, mas se o fizesse, sentia que explodiria em lágrimas, então Alexei apenas segurou Valery com força e arfou em busca de ar. Obrigado por não ter morrido. Obrigado por esperar por mim. Lerusha, eu estarei ao seu lado.
Eu vou definitivamente te proteger.
Não importa o que eu tenha que me tornar para fazer isso, eu vou.
— Ei, acorde!
Ao mesmo tempo em que o calor em seus braços desapareceu, Alexei abriu os olhos. O resquício emocional era tão forte que, por um momento, seu peito doeu. Seus olhos estavam secos e sua garganta estava seca. Quando ele moveu ligeiramente as pontas dos dedos, ouviu uma voz novamente de além das grades da cela de detenção. Desta vez, parecia ser direcionada a outra pessoa.
— Não parece que ele está morto. Tenha uma ambulância a postos por precaução.
O dono da voz era um homem. Não parecia ser Kalish Vinter, nem era ninguém que ele conhecesse. Ignorando a leve dor de cabeça que se aproximava, Alexei se levantou de seu assento. Ele não tinha noção do tempo, mas parecia que um bom tempo se passara. Virando a cabeça lentamente, ele viu um homem com cabelo de cor oliva-clara além das grades. Era um homem bonito com uma imagem suave. Embora fosse alto e parecesse bem constituído, não parecia alguém que faria trabalho pesado.
— Você finalmente acordou. Eu estava prestes a jogar água em você, mas me contive. Achei que você estivesse morto, já que não acordou por quase um dia, então estou aliviado. Caso contrário, o chefe teria me matado.
Uma voz alegre ressoou. Tão suave quanto sua aparência, sua voz tinha um tom muito gentil. Limpando sua garganta baixa e rouca, Alexei chamou o nome dele.
— …Dante Rieri.
Ele achava que já o tinha visto antes; ele era um dos subordinados de Kalish que Yuri tinha marcado como um alvo a ser morto. Havia um rumor de que sua promoção rápida por sua experiência era porque Kalish o tinha treinado pessoalmente? Quando seu nome foi chamado, Dante ergueu as sobrancelhas e sua expressão se tornou séria.
— …Você me conhece? Isso é assustador. Como você sabe?
Alongando-se ao rolar seu pescoço rígido, Alexei respondeu secamente.
— Eu recebi ordens para matar você.
Um momento de silêncio caiu. Dante fez um som de hum e deu um passo para trás. Então ele colocou a mão na cintura. Observando isso, Alexei soltou um deboche.
— Covarde.
— Isso é um pouco demais para uma piada.
— Parece uma piada?
Dante se tensionou novamente em uma postura de guarda. Alexei soltou um curto bocejo e saiu da cama. Era difícil acreditar que tinha dormido por mais de um dia, mas julgando por sua condição física, parecia ser verdade.
— Ameaçar matar um policial será adicionado à sua lista de acusações.
— Não se preocupe. Meu alvo não era você, era outra pessoa.
— Não ensinaram você a não exercer seu direito de permanecer em silêncio ou fazer declarações incriminatórias? Eles ensinam isso na escola.
Ele deu de ombros. Sem se dar ao trabalho de responder, Alexei olhou ao redor. Ele queria lavar o rosto. Ele estava ficando com fome também. As algemas tinham sido removidas quando ele entrou na cela de detenção, então não havia grande inconveniente em se mover. Quando ele foi até a pia rudimentar e abriu a torneira, um fiapo de água como um jato de urina fluiu. Foi desapontador, mas esta seria a vida à qual ele teria que se acostumar de agora em diante.
Ah…
Eu tenho que viver assim?
Aquele pensamento estranho novamente. Ele não tinha ideia de onde a versão de si mesmo que tinha repetido desesperadamente que tinha que viver de alguma forma tinha ido parar. Alexei zombou de si mesmo, sentindo o vazio que apenas tinha se aprofundado em vez de melhorar durante seu sono. Mas o trabalho ainda não tinha terminado, então tais pensamentos eram proibidos. Tendo retratado adequadamente aquele dia pela primeira vez em um tempo, todo tipo de emoções estava fervilhando dentro dele. O sonho tinha sido cortado na metade. Isso foi um alívio. Porque depois que ele pegou Valery e foi ver Vasily, uma coisa ainda mais terrível estava esperando. Se ele tivesse se lembrado até aquele momento, ele teria se sentido extremamente mal.
— A data do julgamento já foi marcada? Achei que teria que esperar um pouco.
Dante, encostado na parede do corredor, observou Alexei enquanto ele perguntava enquanto lavava o rosto.
— Qualquer um que estivesse olhando pensaria que você está louco para ir para a prisão.
— Se possível, me coloque no mesmo lugar que o Igor. Para que eu possa matá-lo.
Embora seu tom fosse leve, ele estava falando sério. Era um desejo perverso que ele tinha secretamente sonhado desde há muito tempo. Ele nunca o tinha expressado porque tinha que suprimi-lo para viver se humilhando aos pés dele, mas conforme o passado suprimido lentamente vazava, suas emoções também começaram a surgir.
— O que Kalish disse é verdade.
Dante resmungou como se achasse isso fascinante. Ele parecia ser um cara falante.
— É comum eles não terem lealdade, mas o tipo que realmente quer matá-lo é raro. Qualquer um pensaria que ele era seu inimigo mortal.
Ele provavelmente estava apenas dizendo qualquer coisa, mas Dante tinha adivinhado corretamente.
— É surpreendentemente comum.
Alexei decidiu dizer qualquer coisa de volta. Ele não tinha capacidade mental para pensar profundamente, para começo de conversa. Ele estava tonto. Sua condição física realmente não estava boa; ele sentia que poderia ter pego um resfriado.
— Eu sou o policial aqui.
Cruzando os braços, Dante continuou sua explicação.
— Normalmente, caras abandonados como você cooperam porque têm medo de morrer. Há alguns que estão cheios de raiva, mas bem, eu nunca vi um caso como o seu, entregando-se e contando tudo tão facilmente.
— Duvido que esse seja um caso inédito também.
— Não é a atitude que você esperaria de alguém que trabalhou para um cara a vida toda.
Dante encerrou a conversa unilateral e endireitou sua postura.
— De qualquer forma, prepare-se para sair por um tempo. Kalish tem algumas perguntas para você. Surpreendentemente, o que você disse era em grande parte verdade, então conseguimos um saque maior do que o esperado.
Dante disse, aproximando-se das grades. A luz piscou atrás dele. Uma queda de energia? Era algo que acontecia frequentemente em dias com fortes tempestades de neve, e como esteve nevando desde ontem, era possível.
— Ainda está nevando lá fora?
Dante balançou a cabeça.
— Não. Parou.
Algo parecia errado. Talvez porque o ambiente em que ele se arrastou era tão bruto, Alexei geralmente tinha uma boa intuição quando se tratava de situações perigosas. Que tal pessoa pensasse que poderia enganar os olhos de Igor e estivesse tirando pessoas até agora era uma comédia, se é que existia alguma, mas algo continuava a perturbá-lo.
— Um saque… vocês encontraram a fábrica?
À pergunta de Alexei, Dante, que estava tirando um par de algemas, assentiu com a cabeça.
— Levou um pouco de tempo para encontrar, mas nós os pegamos de surpresa.
A sensação de mal-estar cresceu. Alexei achou que o corredor estava excessivamente silencioso. Parecia que havia algumas pessoas com quem Dante esteve conversando antes. Não havia geralmente pelo menos duas pessoas monitorando este lugar em turnos? Até mesmo os caras da fábrica faziam isso; não fazia sentido uma delegacia de polícia não ter pessoal de segurança posicionado aqui.
De repente, Alexei se lembrou do homem do passado que tinha entrado descaradamente aqui, matado o pai de Rian Vinter e saído. Kalish Vinter achava que tinha sido Yuri, mas todos na organização sabiam quem era aquela pessoa. Bogdan e Vadim tinham trazido Noah William da delegacia onde ele trabalhava, arrastado-o para onde Ivan e Igor estavam, torturado-o brutalmente e depois desmembrado seu corpo.
Então… ele não sabia por que estava tendo esses pensamentos.
Era certo que Igor não estaria acolhendo mansamente a bonitinha operação de Kalish Vinter. Embora ele tivesse sacrificado a mim e a Yuri como bodes expiatórios para uma retirada temporária, perder a fábrica certamente não teria sido incluído nessa premissa. O cenário que ele provavelmente tinha visionado era que, enquanto a polícia estava aliviada pela captura de um culpado falso, ele silenciosamente moveria suas instalações, usaria subornos para comprar os superiores ou mudaria sua base de operações. Seu roteiro provavelmente não incluía eu me entregar primeiro e dar informações a eles. Talvez ele pensasse que eu não agiria de forma imprudente, já que ele estava segurando Valery como um ponto fraco.
— Não é estranho?
Às palavras de Alexei, Dante encontrou seus olhos. Ele parecia ter a mesma altura de Yuri. Talvez um pouco mais alto. Seus lábios se moveram e então ele piscou os olhos.
— Uh…?
Diante de sua expressão surpresa, Alexei também apurou os ouvidos. Mas as palavras que saíram da boca de Dante foram outra coisa.
— Você, você não é um Alfa? Seus registros e certidão de nascimento dizem claramente que você é um Alfa…
Ah, parecia que os efeitos de seu neutralizador de odor tinham passado. Ele teve todos os seus pertences tirados durante a revista corporal, então naturalmente não pôde manter o neutralizador que estava entre eles. Alexei franziu a testa.
— Eu sou um Alfa.
— Mas por que seu feromônio é exatamente como o de um ômega…
Dante parou no meio da frase e, como se tivesse sentido algo, girou o corpo. Alexei podia sentir também. Dizem que um mau pressentimento nunca falha, e a situação que ele temia tinha desabado sobre eles. No momento em que viu uma sombra descer sobre Dante, um ataque de feromônios veio rapidamente pela esquerda. Assim que notou a presença, Dante moveu a mão imediatamente, mas o oponente que se aproximou em um instante foi mais rápido. Um antebraço muscular e ameaçador envolveu o pescoço de Dante por trás e apertou com força. Dante resistiu, rapidamente dando uma cotovelada para trás, mas o problema era que havia mais de um oponente.
Thwack!
Um som como um crânio rachando ecoou alto no corredor. Dante, atingido na cabeça por alguém que apareceu logo em seguida, virou os olhos para trás e a força instantaneamente se esvaiu de seu corpo. Sangue foi visto escorrendo de sua testa. Alexei assistiu à cena de além das grades e abriu a boca.
— Bogdan.

Mesmo que Dante tivesse desmaiado, Bogdan continuou apertando seu pescoço com o antebraço. Desmentindo a tatuagem da Virgem Maria gravada em sua cabeça, Bogdan parecia estar tentando matar Dante. Vadim, que tinha golpeado a cabeça de Dante, caminhou até o lado dele.
— Bem feito para você.
Vadim disse com um sorriso maldoso. Alexei o ignorou e olhou para Bogdan, falando.
— Deixe o policial vivo. Você não pode se safar como antes quando está deixando provas tão descaradas.
— Nunca se sabe sobre isso.
— Olhe para mim.
Alexei segurou as grades e trouxe seu rosto bem perto delas.
— Você trabalha feito um condenado a vida inteira e é jogado fora em um instante. Acha que vai ser diferente com você?
Com isso, Vadim retrucou.
— Como poderíamos ser iguais a um desgraçado como você, um traidor de nascença?
— A situação mudou, seu desgraçado de cabeça dura.
A expressão de Vadim endureceu enquanto Alexei mantinha um deboche.
— Vendo que vocês honraram com suas presenças todo o caminho até aqui, parece que Igor está seriamente furioso. Você vê isso e ainda não entende? O mundo está mudando agora. Igor vai perder.
Apesar das palavras de Alexei, Bogdan ainda estava sufocando Dante. Observando seu rosto mudar de branco para um azul pálido, Alexei cuspiu uma sucessão de xingamentos.
— Me mate em vez disso. Não é por isso que você veio aqui de qualquer maneira?
Apenas depois que essas palavras foram ditas Bogdan lentamente soltou o pescoço de Dante. Ele não tinha certeza se ele estava vivo enquanto observava o corpo desabar sem forças com um baque. Vadim desdenhou.
— Ter sido pego pelos policiais fez você criar um senso de simpatia patético?
— Eu sempre fui bonzinho pra caralho, seu filho da puta.
Ignorando a discussão entre Vadim e Alexei, Bogdan revistou a cintura do inconsciente Dante e encontrou a chave da cela de detenção. Ele deu um passo para trás em relação a ele enquanto silenciosamente inseria a chave e abria a porta. A última vez que eles tiveram uma briga de verdade foi no passado, mas Alexei tinha certeza de uma coisa. Cada um dos soco de Bogdan era uma ameaça.
— De qualquer forma, como você conseguiu entrar…
No momento em que falou para distraí-lo, mesmo por um segundo, Bogdan deu passos largos para dentro e desferiu um soco. Um impacto poderoso que fez seu crânio tinir atingiu seu rosto. Normalmente, ele teria contra-atacado de alguma forma, mas seu corpo, que tinha acabado de acordar e estava dolorido de doença, perdeu a oportunidade de contra-atacar naquele instante. Sua visão girou tonta e logo a força se esvaiu de seu corpo. Desabando no chão e cravando o rosto na terra, Alexei gradualmente perdeu a consciência. A última coisa que ouviu foi Vadim sussurrando em seu ouvido.
— A propósito, ouvi uma conversa interessante mais cedo.
Ah, a porra do neutralizador…
— Você é, realmente um ômega?
Com esse pensamento, sua consciência se apagou.

↫─☫ Continua….

ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.

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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr

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SINOPSE
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Alexei, notoriamente conhecido como o cão de Igor na cidade onde Igor reina, é obcecado por seu irmão Valery, um bailarino, mas o trata com frieza. Ao saber que Valery estava saindo com Lian Vinter, um parente do policial Kalisz Vinter, que estava na cola de Igor, Alexei não pôde mais ficar de braços cruzados. Era evidente que Igor mataria Valery. Alexei implorou para Valery terminar com Lian, mas Valery, que há muito desprezava Alexei, ignorou suas palavras…
Nome alternativo: 1 The First Commandment

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