Ler The First Commandment (Novel) – Capítulo 1.1 Online


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↫─ Capítulo 1.1

No meio do Centro-Oeste americano, há uma vasta planície onde parece não haver absolutamente nada. Esse pedaço de terra enorme, estéril e desolado, começou sua frágil recuperação com a Lei de Homestead do governo. Aqueles que vagavam sem se estabelecer e os que haviam cruzado o continente seguiram para este lugar. Depois disso, a terra desolada cresceu lentamente, mas ainda tinha muito pouco a oferecer.

Igor Volkov foi um pioneiro dessa terra desolada.

Igor, que havia escapado da Rússia pouco antes do colapso da União Soviética, estabeleceu-se primeiro em Nova Iorque. O pai de Volkov foi um oficial e ensinou com excelência aos seus três filhos como matar e manipular as pessoas. O homem perdeu a vida enquanto o país passava por uma reviravolta, mas seus ensinamentos permaneceram como um legado e se tornaram o credo de seus filhos. Os irmãos tornaram-se mafiosos lado a lado. No estilo russo, podiam ser chamados de máfia do petróleo.

Enquanto o país estava em caos e inúmeros negócios ilegais floresciam, o irmão de Igor na Rússia tinha como alvo seus próprios compatriotas que imigravam secretamente para os Estados Unidos. O irmão, que permaneceu na União Soviética, pegava o dinheiro daqueles que precisavam de asilo e os despachava clandestinamente para o país, e Igor, fingindo ajudá-los a se estabelecer, organizava trabalhos ilícitos para eles.

Igor oferecia aos imigrantes ilegais identidades bem forjadas como recompensa. Eles se tornavam seus cães para conseguir sobreviver, ou pelo menos para permitir que seus filhos se estabelecessem nesta terra. Igor referia-se a todos eles coletivamente como “família”.

Os pais de Alexei também estavam entre eles. Quando Igor deixou Brighton Beach, em Nova Iorque, para construir seu império na Dakota do Norte, eles tiveram que segui-lo. A mãe de Alexei, Nina, já estava grávida dele na época. Assim, Alexei Sorokin era um pecador desde o momento em que nasceu. Ele era uma criança que se tornaria um mafioso.

Ter o seu futuro decidido desde o nascimento é algo confortável. Não há necessidade de explorar a própria identidade, nem tempo para se desesperar com os próprios talentos; você apenas tem que seguir pelo caminho traçado. Para sorte dele, Alexei tinha talento para o trabalho sujo. Sua memória era extraordinariamente afiada a um ponto tenaz para as coisas de que precisava se lembrar, e suas mãos eram implacáveis. Seu corpo era ágil, mas sua força de preensão¹ superava facilmente a da maioria dos homens que haviam encorpado seus corpos. A parte mais sortuda era que ele tinha um estômago forte.

No entanto, ele também tinha uma grande falha. Era uma fraqueza que apenas o próprio Alexei conhecia. Não, para ser exato… era correto dizer que era um segredo que apenas Alexei e mais alguns conheciam.
— Ah, Al… exei.

Com a voz mal audível, Alexei ergueu a cabeça. Ele pôde ver, além da escuridão, o homem, que estava pendurado frouxamente e coberto de sangue, começar a se mexer. Uma luz azul cintilou em seus olhos azul-acinzentados enquanto olhava para o homem.

A fábrica abandonada estava tão escura que parecia ter sido lambuzada de piche². Esse lugar, que antes produzia farinha, tornara-se uma ruína carbonizada após um incêndio alguns anos atrás e não era mais visitado por ninguém. Alexei, porém, usava o local como sua oficina pessoal. Todos aqueles que Igor queria mortos eram arrastados para lá.

Longos dedos estalaram e apagaram a ponta acesa de um cigarro. Uma luz laranja coloriu brevemente o vazio negro, e então a luz se apagou. Quando ele empurrou para trás a cadeira em que estava sentado e se levantou, as pernas da cadeira rangeram, emitindo um som sinistro.

— Você já acordou, Nikita?

Suas pernas, envolvidas em um terno, moveram-se vagarosamente. Como uma besta diante de sua presa moribunda, Alexei curvou-se lentamente. O homem, que estava inconsciente com o rosto enfiado no chão, tossiu e cuspiu sangue. Não por um motivo grandioso, como ter os intestinos perfurados por uma faca ou uma bala alojada no pulmão. Era simplesmente porque seu rosto havia sido espancado até virar uma polpa, fazendo o sangue se acumular em sua boca.

É claro que isso não significava que seu corpo havia saído ileso.

— M-me s-salve. E-eu estava… errado…

Uma tosse irrompeu. O cheiro mofado de urina subiu ali perto, como se ele tivesse mijado nas calças. “Isso é compreensível”, Alexei pensou com indiferença. O jovem diante dele era um trabalhador comum que provavelmente nunca havia levado um tapa na vida. O único crime de Nikita era ter nascido russo no “território” de Igor e ter tentado se tornar um cidadão comum que obedecia à lei americana.

Ele era um informante. Alguém que estava tentando interferir nos negócios que Igor vinha cultivando silenciosamente por muito tempo. Ultimamente, ratos como esse haviam começado a aparecer um por um.

— Você sabia que isso aconteceria, não sabia?

Alexei perguntou, como se estivesse genuinamente arrependido. Inclinando a parte superior do corpo, ele estendeu a mão para Nikita e agarrou bruscamente um punhado de seu cabelo. A manga de sua camisa social, ligeiramente manchada de sangue, foi empurrada para dentro, revelando seu pulso. O relógio indicava que eram oito horas da noite. Um leve incômodo cintilou no rosto de Alexei enquanto ele olhava para as horas.

— P-por favor, apenas uma vez, se você me poupar…

— Pobre Nikita. Não é um problema tão simples. Se eu não cuidar de você, outra pessoa virá. Como aqueles escoteiros irritantes. Eles continuarão batendo à sua porta até você finalmente se render.

— Por favor, p-por favor, eu não quero morrer.

Com o sangue que escorrera do nariz e secara repetidas vezes, o rosto pálido de Nikita era uma visão lamentável. Olhando para o estado dele, Alexei ostentava uma expressão entediada. Era um contraste e tanto com o outro homem, que temia o fim de sua vida.

Era uma cena que havia se repetido a ponto de se tornar cansativa. Olhando para o espetáculo totalmente sem graça, Alexei ficou momentaneamente perdido em pensamentos. O cheiro fétido de sangue de todos os lados agredia suas narinas de forma nauseante. Teria sido natural vomitar, mas Alexei tinha um estômago forte, então não tinha lembrança de ter ficado horrorizado com a visão do sangue. Ele também nunca teve medo de golpear carne humana. No entanto, como mencionado anteriormente, Alexei tinha uma grande falha.

Ele era um mafioso incapaz de matar pessoas.

Não era por causa de alguma culpa superficial. Alexei tinha inúmeras lembranças de espancar pessoas à beira da morte. Ele também fez coisas como enfiar a lâmina de uma faca sob a pele ou colocar uma bala em um órgão várias vezes. Mas uma única promessa feita no passado acorrentava sua alma. Por causa da única pessoa que Alexei amava e prezava mais do que qualquer outra coisa no mundo, ele vinha correndo um risco tolo por muito tempo. Com exceção dessa única falha, Alexei era um excelente pecador.

Nikita tinha um motivo para morrer. Era algo simples. Ele havia se envolvido com o recém-nomeado chefe de polícia. O chefe competente e motivado queria limpar a organização de Igor, que tinha o controle sobre todos os negócios ilegais na Dakota do Norte, desde as raízes. Por vários meses antes de sua nomeação, o chefe havia demonstrado uma abordagem diferente da polícia atual, trazendo o DEA (Administração de Combate às Drogas). Na realidade, o verdadeiro perigo não era o chefe, e sim a agente do DEA que diziam ter vindo de Nova Iorque.

Uma mulher chamada Khaleesi estava meticulosamente fazendo aliados na cidade de Igor, e a forma como Nikita havia passado voluntariamente para o lado deles era uma história das mais comuns.

No entanto, esse não era um pecado digno de morte. Teria sido ótimo se ele não tivesse sido pego. Assim, ele teria tido o prazer de assistir ao rosto de Igor se contorcer, uma cena digna de ser vista…

Matutando sobre isso e aquilo, Alexei soltou o cabelo de Nikita e se levantou. O sangue nas costas de sua mão havia endurecido. Ele já estava irritado por sua programação do dia ter sido arruinada pela ligação repentina. “Devo simplesmente deixá-lo morrer?”, pensou, mas então se lembrou de que sempre apenas pensava nisso e nunca matava ninguém de fato, então decidiu resolver aquilo rapidamente, como sempre fazia.

— É hora de você assumir a responsabilidade por essa porra de coragem, Nikita.

Alexei tirou a arma que havia enfiado no paletó. Nikita soltou um som semelhante ao de um porco guinchando e rolou o corpo. Ugh, ah, fazendo barulhos, o homem se arrastou para longe, e Alexei o seguiu lentamente.

“Ele é idiota?”
Ninguém havia quebrado o tornozelo ou a perna de Nikita, mas a maneira como ele tentava escapar era patética. Ele acabou sendo bloqueado pela parede da enorme fábrica e soltou respirações cheias de terror.

— Abra a porta. — Ele gesticulou com a arma.

Nikita, que olhou para Alexei como se não entendesse, ergueu trêmulo a parte superior do corpo. A mão que ele estendia para agarrar a maçaneta tremia. Isso é frustrante pra caralho. Alexei chutou Nikita bem no estômago. Ele pôde sentir a barriga mole e destreinada através de seu sapato. “Ack”, Nikita desabou com um som moribundo. Depois de empurrá-lo para o lado com a ponta do sapato, ele abriu a porta. Então, a luz branca e ofuscante de um farol invadiu o lugar.

— Yurij*, pegue esse desgraçado e leve-o embora.

Alexei disse enquanto saía pela porta. Quando a luz diminuiu, o homem em pé ao lado do banco do motorista do carro virou a cabeça silenciosamente. O homem de cabelos pretos, meio penteados para trás, olhou para Alexei e abriu a boca. Na escuridão, seu rosto pálido brilhava friamente. Ele era um homem bonito, com traços frios e esculturais.

— Aonde você vai?

— Onde você acha? Estou atrasado para a apresentação de Valeri. Ele vai me procurar.

O rosto de Alexei, que permanecera frio e rígido o tempo todo, suavizou-se levemente no momento em que ele pronunciou o nome de Valeri. Como se notasse a alegria que se instalava suavemente em seus olhos azul-acinzentados, o homem chamado Yurij olhou calmamente para Alexei. Após um momento de silêncio, ele estendeu a mão. Alexei lhe entregou a arma que estava segurando.

— Se ele pensar em fugir ou voltar, atire.

— Você é ótimo em dizer coisas que não quer dizer.

Ao pegar a arma, os dedos de Yurij roçaram levemente a mão de Alexei, e ele olhou em silêncio para o ponto em que haviam se tocado. Após alguns segundos de silêncio, assentiu. Enquanto observava Yurij, que se mantinha calado, caminhar em direção a Nikita, Alexei passou pelo carro com um suspiro baixo. Havia uma boa distância até o seu próprio carro, que ele deixara estacionado longe da fábrica. Ele estava prestes a tirar um maço de cigarros do bolso do terno, mas então hesitou.

Valeri odeia cheiro de cigarro.

Guardando os cigarros novamente, Alexei começou a caminhar, dando passos longos e diligentes. Oito e cinco da noite. Era o horário em que seu amado irmão mais novo teria acabado de começar sua apresentação de balé.

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Valeri Sorokin.

Seu único familiar, que acabou de completar vinte e um anos, era seis anos mais novo que ele. Alexei prezava o irmãozinho mais do que qualquer outra coisa no mundo. Embora a palavra “irmãozinho” já não lhe caísse tão bem, agora que ele havia crescido e ficado alto. Vejamos. Será que Valeri tinha ficado mais alto do que ele? Alexei nunca tinha reparado nisso, pois sempre o via como uma criança, mas vê-lo se mover com elegância no palco fez com que se desse conta vagamente.

Justo naquele momento, a peça chegava ao fim do segundo ato. A festa, celebrando o dia do santo da protagonista, Tatiana, em uma sala de estar suntuosa, havia terminado em uma bagunça caótica. Dia do santo. Que desperdício tolo de tempo. Alexei zombou. No entanto, a zombaria logo suavizou. Foi porque Valeri reapareceu quando a peça entrou na segunda cena do segundo ato. Quando o holofote brilhou intensamente, a atmosfera no salão mudou. O público silenciou. A celebridade desta pequena cidade tinha muitos fãs. A tensão deles podia ser sentida até por Alexei.

Um homem alto subiu ao palco. Suas longas pernas avançaram a passos largos e, logo, uma aparência marcante, que prendia o olhar à primeira vista, ficou intensamente gravada nos olhos de todos. O cabelo loiro vibrante, mais brilhante do que as luzes, estava elegantemente penteado para trás, e o rosto pálido tinha traços distintos. As sobrancelhas marrom-douradas de formato elegante e as linhas faciais afiadas davam uma forte impressão, mas, quando se olhava para os olhos verdes aninhados ali, a impressão mudava novamente. Olhos verdes, bondosos e gentis, que cativavam as pessoas apenas ao se encontrarem. Quando tudo isso se unia, criava uma aparência irreal.

Os fãs de Valeri e as pessoas do mundo do balé o chamavam de dançarino que tinha tudo. Era porque, apesar de ter uma aparência impossível de esquecer depois de vista pela primeira vez, a impressão que tinham mudava dependendo do papel dele. Devia ser por causa dos olhos verdes de Valeri. Ele podia parecer um homem bonito de traços afiados, mas bastavam aqueles olhos para que se tornasse uma beleza etérea. Sua estatura alta, que podia parecer ameaçadora, as coxas firmes e grossas, tudo se juntava para parecer uma estátua desenhando uma curva bonita.

Valeri, interpretando o papel de Evgeni Onegin, ficava notavelmente bem no elegante casaco antigo. As malhas pretas também faziam suas pernas parecerem ainda mais longas, e seu cabelo loiro brilhava contra o traje totalmente preto. O motivo pelo qual Alexei fazia questão de ir a todas as apresentações era para ver essa cena, mesmo não tendo o menor interesse em balé.

Se não fosse por isso, ele nunca teria colocado os pés naquele lugar em toda a sua vida. Coisas como a arte faziam parte de um mundo distante para Alexei. É claro que ele também tinha senso estético. Quando via uma lâmina bem feita ou um novo modelo de arma, transbordava de algo chamado inspiração. Mas estava muito longe desse tipo de hobby sofisticado. Ele apenas se forçava a prestar atenção porque Valeri gostava.

Valeri tinha um talento natural para o balé. Para evitar que ele fosse forçado a segui-lo para este mundo sujo, Alexei passou a vida toda como um cão de caça de Igor e de seu filho. Todo o dinheiro que ganhava por meio do trabalho árduo ia para Valeri. Como Alexei era o único adulto a cuidar dele, Valeri construiu a carreira por conta própria. Sem dizer uma única palavra a Alexei.

É claro que muitas coisas deram errado por causa disso. Foi apenas há dois anos que Alexei soube, através do professor de balé de seu irmão, que ele havia recusado ofertas para se matricular na Escola de Balé Americano de Nova Iorque ou na Academia de Balé Vaganova da Rússia. O motivo de não ter escolhido nenhuma delas era não querer ser um fardo para o irmão.

No momento em que soube que, se tivesse ido para um lugar assim, agora seria membro de uma das companhias de balé mais famosas do mundo, em vez de uma companhia de balé estatal³, Alexei teve, mais uma vez, a certeza de que podia realmente fazer qualquer coisa por seu irmão mais novo.

Enquanto ele estava perdido nesses pensamentos, a cena final do terceiro ato terminou. Para ser honesto, havia tantas cenas que eram totalmente chatas quando Valeri não estava no palco, que Alexei nunca havia assistido a uma apresentação inteira com total concentração. Houve muitas vezes em que ele até cochilou nos dias em que estava cansado. O assento absurdamente caro não era um lugar muito confortável para adormecer. Não valia o preço. Se eles iam cobrar mais de 100 dólares, não deveriam ter feito parecido com uma cama?

Em meio aos aplausos estrondosos, Alexei foi o primeiro a se levantar. Aplaudiu algumas vezes, por mera formalidade, e deixou a fileira de assentos. Os cidadãos cultos franziram a testa por ele sair tão cedo e de maneira tão rude, mas Alexei nem sequer lhes deu importância e foi para o corredor.

Ele caminhou lentamente em direção ao banheiro. Tinha que lavar o sangue antes de encontrar Valeri. Por estar atrasado para a apresentação, não teve tempo de lavar o sangue e a sujeira que haviam se acumulado nas costas de sua mão. Era uma aparência um tanto descuidada para um criminoso, mas havia um motivo para isso. Esta cidade estava podre.

Saratov, a segunda maior cidade da Dakota do Norte depois de Fargo, era, como o próprio nome sugere, uma cidade onde um grande número de imigrantes russos havia se estabelecido.
Os primeiros colonos devem ter vindo de Saratov, na Rússia. A proporção populacional da própria Dakota do Norte era de norte-europeus, alemães, canadenses e depois russos, nessa ordem, mas Saratov era diferente. Este lugar era a terra dos russos. Recentemente, com os mexicanos subindo do sul, várias lutas pelo poder vinham eclodindo, mas, em todo caso, Saratov estava claramente nas mãos dos imigrantes russos.

Igor estava mancomunado com a polícia dali há muito tempo. Havia uma história tão clichê misturada ali que daria até sono. Coisas como dinheiro ou poder. Por causa disso, Igor praticamente tinha a cidade na palma da mão. Agora que ele era um velho à beira da morte, seu filho, Ivan, estava cuidando das coisas, mas, de qualquer forma, a maioria das coisas era feita sob a alçada de Igor.

Saratov é esse tipo de lugar. Metade dos residentes havia se tornado parte da “família” de Igor de uma maneira deformada e, por causa disso, era até ambíguo nomear membros específicos da organização. Isso porque, se você voltasse apenas uma geração, o lugar transbordava de imigrantes ilegais que se estabeleceram na América por causa de Igor.

Lavando as mãos sob a água que corria silenciosamente, Alexei olhou no espelho. Não havia sangue respingado em seu rosto. Ele passou uma mão molhada pelo cabelo preto que caía frouxamente sobre seu rosto inexpressivo. Os olhos sob sua testa descoberta eram afiados.

A esta altura, Yurij já devia ter pegado a estrada rumo à fronteira. O carro que transportava Nikita seguia para a fronteira adjacente a Manitoba, no Canadá. Era assim que Alexei salvava aqueles que não tinham nenhum crime em particular, mas que Igor queria mortos, contrabandeando-os para o Canadá. Yurij era seu único cúmplice nisso. Isso porque Vasily, o pai de Yurij, tinha sido a primeira pessoa que Alexei salvou.

Em troca de não poder retornar ali, Vasily havia aberto uma brecha perto da fronteira e Yurij cooperava com seu pai para ajudar Alexei. Viajar para a fronteira e voltar era uma tarefa incômoda que levava dois dias inteiros, mas, como era Alexei que estava pessoalmente criando a oportunidade para uma reunião entre pai e filho, Yurij é que deveria estar grato.

Enquanto estava perdido em pensamentos, a porta do banheiro se abriu. Ao som da maçaneta girando, Alexei silenciosamente ergueu os olhos e encarou o espelho. Ele fechou a torneira calmamente. A água levemente rosada, misturada com sangue, escoou pelo ralo. Quebrando o silêncio tenso e superficial, alguém entrou.

— O que você está fazendo aqui?

↫─☫ Continua….

ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.

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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr

{*N/T: Jurij é a versão escrita, Yurij é a falada do mesmo nome. Assim, optamos por padronizar Yurij/Yuri para melhor entendimento. Flona esclareceu em um de seus tweets}

Ficha de Personagens:
Alexei Sorokin (Alyosha) – Membro da máfia e Alfa(>>Ômega?).
Valeri Sorokin (Lerusha) – Bailarino e Alfa (Não é irmão de sangue de Alexei).
Igor e Ivan Volkov – Respectivamente pai e filho, ambos comandam a máfia.
Yurij Kiselyov – Membro da máfia e amigo de Alexei (Uke em Icing On The Cake).
Khaleesi Vinter – Agente do DEA (Administração de Combate às Drogas).
Lian Vinter – Patrocinador de Valeri, sobrinho de Khaleesi e Ômega.

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SINOPSE
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Alexei, notoriamente conhecido como o cão de Igor na cidade onde Igor reina, é obcecado por seu irmão Valery, um bailarino, mas o trata com frieza. Ao saber que Valery estava saindo com Lian Vinter, um parente do policial Kalisz Vinter, que estava na cola de Igor, Alexei não pôde mais ficar de braços cruzados. Era evidente que Igor mataria Valery. Alexei implorou para Valery terminar com Lian, mas Valery, que há muito desprezava Alexei, ignorou suas palavras…
Nome alternativo: 1 The First Commandment

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