Ler Alpine (Novel) – Capítulo 15 Online

₊°。❆ Capítulo 15 ⋆⁺₊❅.
Jin-yeong perguntou com o rosto preocupado:
— Não aconteceu nada com o senhor, aconteceu? Fiquei preocupado.
— Não foi nada disso, eu só estava um pouco ocupado com coisas da faculdade. …Já se resolveu.
Diante da menção à faculdade, a preocupação que pairava no rosto de Jin-yeong finalmente se dissipou.
— Que bom. Eu até pensei em entrar em contato separadamente para saber se havia algo em que eu pudesse ajudar. Como o senhor vê, as nossas crianças gostam demais do senhor. Quando ouvi que talvez não pudéssemos vê-lo dessa vez…. Haha, tudo escureceu um pouco diante dos meus olhos. É que, fora o senhor, não há ninguém que consiga lidar com as crianças.
Achando que ele estava puxando o saco, já que fora a energia excessiva elas eram boas meninas, Seon-woo brincou e riu:
— Só de ouvir isso eu já agradeço. O senhor sempre me vê com bons olhos, fico até sem graça.
— Mas é verdade….
— Então vou levar a Han-na e a I-na para a aula.
Seon-woo pegou o equipamento das gêmeas.
— Tchau, papai. A gente já volta!
— Falou.
Han-na e I-na se despediram por alto e se grudaram em Seon-woo, tagarelando.
— Professor, sabe, o que a gente vai aprender hoje?
— Até onde a gente tinha aprendido mesmo? Vocês já sabem fazer o paralelo, né.
— Sim, mas ano passado o professor ia ensinar o short turn¹ e as férias acabaram. Dessa vez é a vez do short turn.
— Eca, eu não gosto disso. Professor, não dá pra aprender o carving² primeiro? Aquilo é muito, muito mais estiloso.
— Ei, Chae Han-na! Tem que ser na ordem! Você mesma disse que depois do paralelo vem o short turn.
— Não existe lei nenhuma disso, tá? E, se é pra fazer na ordem, como eu sou a mais velha, é certo que eu aprenda primeiro o que eu quero. Né, professor?
— Ei! O papai disse que entre a gente não tem mais velha nem mais nova!
— Hunf, boba, você acredita nisso? Eu sou a Han-na e você é a I-na, então é óbvio que eu sou a mais velha.
Han-na esticou dois dedos e mostrou a língua. Diante de I-na ficando vermelha de raiva, ele achou melhor apartar e se meteu entre as duas.
— O professor vai ensinar tudinho, então primeiro vamos trocar os calçados. Se não entrar direito, avisa.
— Tá bom.
— Sim, professor.
Como aprendiam desde pequenas com aulas caras, o nível era naturalmente bom, mas ainda assim era hobby e ainda assim eram crianças. Depois de corrigir a postura e descer a pista duas vezes, aquela vontade de aprender isso e aquilo sumiu não se sabe para onde e começaram as manhas.
— Pro, uf, professor. Minhas pernas doem.
— É verdade. Vamos descansar um pouquinho.
Se fossem outras crianças, vá lá, mas Seon-woo, que estava no quinto ano com Han-na e I-na, não cairia nessa.
— Vocês não queriam aprender carving e short turn? Se a gente subir agora, eu ensino.
Diante de Seon-woo perguntando com um sorriso travesso, Han-na e I-na, como se nunca tivessem brigado, viraram aliadas e choramingaram:
— Os nossos pés estão gelados e as coxas doem!
— É só o primeiro dia e você já faz a gente se cansar tanto.
— Hum…. Então vamos descer mais uma vez e almoçar. Se descansarem agora, o almoço atrasa e o jantar de vocês atrasa também.
— Eu quero sentaaaar….
— A gente senta no teleférico. Vamos, partiu!
Depois de descer mais uma vez a duras penas, as gêmeas não pararam na base e foram direto para a lanchonete, como quem foge. Rindo de incredulidade, Seon-woo tirou os esquis e subiu no deque. Batendo de leve a neve das botas, perguntou a Han-na:
— No almoço vocês não vão ao restaurante, vão comer na lanchonete?
— Sim! O papai mandou a gente comer tteokbokki.
— Escolham o que quiserem comer.
Depois de trocar um cumprimento com o olhar com Seo-rin, que estava dentro da lanchonete, Seon-woo ergueu I-na, que não alcançava para escolher a bebida.
— O que você vai beber?
— Aquele suco de toranja ali. A Han-na disse que quer refrigerante.
— Eu levo, vão se sentando.
Calçando as botas de esqui, I-na voltou a passos largos para a mesa. Enquanto ele se apoiava no balcão observando as crianças, Seo-rin olhou as gêmeas e disse:
— As crianças vieram de novo, né? Já vai quantos anos.
— Cinco. Faz tempo.
— Nossa…. Aquelas crianças do tamanho de um grão cresceram um bocado. Toma, leva. O locpop³ é cortesia para as pequenas.
Rindo diante de Seo-rin fazendo o mesmo comentário que ele, Seon-woo agradeceu e pegou a bandeja.
Com as gêmeas comendo animadas ao seu lado, Seon-woo chupava um Pocari segurando a vontade de fumar. Vendo o canudo que ele mantinha na boca por tédio, Han-na riu às gargalhadas e comentou, com toda a inocência, que parecia um cigarro, e Seon-woo discretamente largou o canudo.
❅ ── ♡ ── ❅
Depois da aula, Seon-woo esquiou sozinho à noite, depois de muito tempo, para soltar o corpo. O som dos esquis raspando a neve, o vento batendo no corpo inteiro e a paisagem mudando depressa lhe davam a sensação da velocidade em que ele estava. Era mais livre e mais eletrizante do que qualquer outra coisa. Achando uma pena que a pista acabasse tão rápido, Seon-woo conferiu o horário de encerramento e subiu no teleférico da rota que descia desde o cume.
Como era começo de temporada e havia pouca gente, subiam fileiras de cadeiras vazias, mas, por acaso, Seon-woo acabou subindo no teleférico junto com um homem. Quando esquiava era bom porque nenhum outro pensamento vinha, mas no teleférico era outra história.
O celular, cheio de contatos que ele não queria receber, estava desligado por precaução contra a bateria, e ficar sozinho, no vazio, fazia pensamentos incômodos encherem sua cabeça sem parar. Olhando de relance para o lado, Seon-woo optou por puxar conversa com o companheiro.
— Você costuma esquiar mais no Mighty?
Diante da fala de Seon-woo, o homem se virou sem tirar os óculos vermelhos e balançou a cabeça.
— Eu costumava esquiar em Gangwon, mas dessa vez vim experimentar aqui.
— Ah, sim. O resort de Gangwon também tem boas pistas.
— Tem, mas o Mighty tem instalações melhores, então acho que vou esquiar aqui por um tempo. …E você, é instrutor? Ou hobby?
— O que você acha?
— Perguntando assim, deve ser hobby.
Diante da resposta ríspida, Seon-woo não se deu ao trabalho de corrigir e olhou para a frente. Ao se aproximarem do cume, uma nevasca se levantou e Seon-woo franziu as sobrancelhas e baixou os óculos. Assim que desceu do teleférico, apagou da cabeça o homem dos óculos vermelhos e desceu direto, sem demora. Ele estava com uma vontade enorme de fumar.
❅ ── ♡ ── ❅
— Ai, a gente que paga! O papai deu dinheiro pra gente tomar chocolate quente com o professor!
— Haha…, deixa, vai sentar.
— Ah, poxa! A gente ganhou mesada e tem muito, muito dinheiro!!
— Eu também tenho. Sai.
Han-na e I-na não obedeceram e correram para o balcão com o cartão infantil, mas, com as botas pesadas de esqui, não ganhavam velocidade. Calçando as mesmas botas de esqui, Seon-woo passou na frente gingando como se estivesse de tênis e inseriu o cartão primeiro. Vaias explodiram atrás dele.
— Ah! Que sacanagem!!
— É adulto e não dá nem uma moleza!
É claro que aquilo não funcionava com Seon-woo, que preferia morder a própria língua a ser pago por uma criança.
Como as crianças queimavam a língua com frequência tomando chocolate quente, Seon-woo sempre abria a tampa e mexia para esfriar. Já acostumadas depois de anos, Han-na e I-na cochicharam entre si e perguntaram de repente:
— Professor, será que a gente pode esquiar junto com um amigo?
— É perigoso, não pode.
— Ai, não é perigoso….
Diante da recusa categórica, sem sequer considerar, I-na e Han-na se uniram e começaram a insistir.
— Professor, escuta. Ele é um menino que estuda na mesma escola que a gente e, só porque aprendeu um pouco de esqui ano passado, ficou se gabando pra caramba na frente da turma inteira. Só que a gente esquia melhor.
— Aí a gente brigou um pouco. A gente disse que, por mais que ele aprenda, não chega nem à ponta do nosso pé, e ele ficou se achando, dizendo que o professor dele é ex-seleção nacional e que depois ele vai esquiar melhor que a gente….
— E perguntou se a gente tinha prova de que esquia bem, e nos desprezou.
— ….
Diante de uma briga de crianças na qual não queria se meter, Seon-woo massageou as têmporas com olhos incomodados.
— O papai não deixa a gente esquiar sem o professor, então, se a gente esquiar junto com o professor ali, não pode?
— …Esse menino também tem instrutor…, quer dizer, professor?
— Sim!! A gente até sabe o número do professor dele. Foi ele que lançou o desafio primeiro.
— Eu vou perguntar, mas, se disserem que não, vocês desistem na hora. Promessa.
Han-na e I-na entrelaçaram os dedinhos no de Seon-woo e prometeram.
Seon-woo ligou primeiro para Jin-yeong pedindo autorização. Ao contrário do que temia, Jin-yeong, que também devia ter sido atormentado o dia todo, pediu apenas que as crianças não se machucassem e ainda prometeu um bônus a Seon-woo, dizendo que ele passava por muito trabalho.
Na hora combinada, no lugar combinado. Ao longe, um menino com o sol às costas veio andando gingando com as botas de esqui. I-na e Han-na, que estavam encostadas nas pranchas guardadas com antecedência no suporte, se manifestaram:
— Finalmente chegou. …Han Yun-u!
— Hehe, vamos dar uma lição nele.
Será que as crianças de hoje brigam assim? É o mal que a mídia faz.
Seon-woo, que bebia Pocari⁴ sem grande interesse, viu o homem que vinha caminhando atrás do pequeno Yun-u e afastou a lata dos lábios devagar.
Óculos vermelhos. Era o homem da noite anterior. Diferente do dia anterior, quando escondia o rosto com o protetor de pescoço e os óculos, agora o rosto estava exposto com os óculos na testa, e Seon-woo o encarou erguendo uma das sobrancelhas.
●・○・●・○・● Nota: ●・○・●・○・●
¹ Short Turn (ou curvas de raio curto) no esqui é uma técnica avançada essencial para controlar a velocidade em descidas íngremes, desviar de obstáculos rapidamente e navegar em terrenos estreitos, como pistas com bumps (mognos).
² Carving é a técnica de realizar curvas fluidas e contínuas em formato de “S” utilizando o corpo inteiro para guiar o movimento e controlar a velocidade.
³ LocPop (ou LokPop), uma popular bebida de suco de fruta com pedaços/polpa.
⁴ Pocari Sweat é uma famosa bebida isotônica japonesa criada pela Otsuka Pharmaceutical em 1980.
●・○・●・○・●●・○・●・○・●●・○・●
↫⋆。゚❅✶ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki
Ler Alpine (Novel) Yaoi Mangá Online
SINOPSE:
Nam Seon-woo, um ex-esquiador. Por muitos anos, ele vinha nutrindo um amor não correspondido pelo amigo de infância. Então, um dia, ele conhece um homem extraordinariamente bonito. Achando que fosse apenas um encontro passageiro, ele tenta seguir em frente. Mas o homem, Eun Hyeon-chae, acaba sendo um calouro da sua escola, cruzando seu caminho constantemente, e até entra para o clube de esqui de Seon-woo, o “Schuphur”.
— Se explica. Você disse que não me conhecia, mas agora quer ser meu calouro. Você deveria respeitar minha privacidade.
— Sunbae, você sempre olha pra mim desse jeito.
— …Como exatamente eu olho pra você?
— Como se achasse que eu sou irresistivelmente bonito, a ponto de te matar.
E lentamente, o coração de Seon-woo também começa a vacilar…
— Sunbae. Você estava chorando?
— …
— Sunbae.
— Só vai embora.
Embora Seon-woo tivesse mandado ele ir embora, Hyeon-chae escapuliu para dentro do elevador que estava fechando, no último segundo.
— Sunbae, se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar, eu quero—
— Ir embora em silêncio ajudaria.
Seon-woo virou as costas para ele. Mas antes que conseguisse dar um único passo, Hyeon-chae estendeu a mão, segurando seu braço.
— Sunbae. Eu gosto de você.
Seon-woo fitou a mão que segurava seu braço, depois lentamente se virou de volta para encontrar o olhar de Hyeon-chae.
Seus olhos se encontraram, os mesmos que vinham observando-o de longe por meses. Naquele momento, Seon-woo o puxou para mais perto e o beijou.
É uma história sobre um seme mais novo, cego pelo amor, cruzando linhas, quebrando limites e indo além das barreiras, e o uke mais velho que acha essa persistência irresistivelmente cativante.
Nome alternativo: Alpino Alpine