Ler Alpine (Novel) – Capítulo 10 Online

₊°。❆ Capítulo 10 ⋆⁺₊❅.
— Mas a maior participação não é do Simjin? Ouvi dizer que eles têm a área hoteleira firmemente na mão.
Entre os que estavam sentados à mesa, a família Nam baixou a cabeça em silêncio e engoliu um suspiro.
Esse idiota. Não é que essa gente toda não soubesse disso e por isso não falou.
Seon-woo chutou a canela de Nam Jun-woo por baixo da mesa. Ainda assim, ele teve o bom senso de não gritar diante da mesa, e, com a boca cerrada, olhou para o irmão xingando-o com os olhos.
Por sorte, alguém do lado da diretora Seo puxou assunto e desviou o rumo da conversa.
— Já que o assunto veio à tona, vocês souberam da novidade? Do Simjin. Dizem que eles iam se encontrar com o pessoal do presidente Choi Hyeong-cheol neste feriado.
— O quê? Como assim?
— Não disseram que a Lee-ri anda se dando com uma pessoa do Simjin? Ela também foi ao evento da senhora Hwang.
Choi Lee-ri, filha de Choi Hyeong-cheol, tinha uma relação de cooperação com Eun U-yeon, do Simjin, mas um encontro entre famílias num feriado era algo bem mais pesado e estreito do que isso. Ou uma discussão de negócios muito importante, ou uma união entre as famílias.
Franzindo o cenho, Seon-woo tentava lembrar qual era a casta de Choi Lee-ri e de Eun U-yeon quando o homem continuou:
— Isso até é verdade, mas o mais importante é que deu tudo errado. O presidente Choi Hyeong-cheol tem uma casa de campo em Taean, não é? Dessa vez iam se ver lá, mas parece que de repente disseram que não poderiam ir.
— Puxa. Pelo visto a relação azedou.
— Haha! Cegou-se pelo lucro imediato e nem se envergonhou de dar as mãos ao Simjin. Bem feito.
— Simjin a esta altura do campeonato? E entre os filhos de lá ainda tem um com um defeito, não tem?
Talvez incomodado por expor as vergonhas da família diante de Hee-jun, que estava ali pela primeira vez, Lee-won se levantou primeiro, levando-o consigo.
— Com licença, vamos nos retirar. Vou dar uma volta rápida com o Hee-jun.
— Vão, sim.
Seon-woo também não queria comer mais nada naquela mesa e pousou os talheres. Estava observando a situação para ver quando seria uma boa hora de se levantar quando uma vibração curta soou no bolso.
Achando que talvez fosse Lee-won, Seon-woo pegou o celular na hora, e quem o recebeu foi uma mensagem de Hyun-chae.
[Jeon e galbijjim.]
[(foto)]
Era uma foto de pratos lindos como se tivessem sido desenhados, do tipo que aparece na mídia. Ao ver o galbijjim e o jeon posicionados de modo a ficarem especialmente visíveis, mais que os outros, ele riu sem perceber.
Vendo Seon-woo rir à toa olhando o celular, Jun-woo chutou sua perna e perguntou baixinho, só com o movimento dos lábios:
— Ei. Que foi?
Diante de outra vibração na mão, o olhar que por um instante tinha ido para Jun-woo foi retirado num piscar de olhos.
[E na sua?]
Uma mensagem que chegou três minutos depois da anterior. Assim que leu o sentimento contido naquele intervalo, Seon-woo se levantou.
— Com licença, eu também vou me retirar.
Saiu às pressas para o jardim e ligou para Eun Hyun-chae. Antes mesmo do segundo toque, ele atendeu.
[— Alô, alô?]
— Alô?
Ele riu baixinho e provocou a voz que tremia de um jeito lamentável, mas Eun Hyun-chae estava nervoso demais para perceber a brincadeira e perguntou se era mesmo o sunbae.
[— Sunbae? É mesmo o sunbae?]
— É. É o Choi Lee-won sunbae.
[— …Esse tipo de piada não tem graça.]
Diante da voz que ficou calma num piscar, dessa vez Seon-woo riu ainda mais alto.
— Vi a foto. Parecia deliciosa.
[— …E você, jantou?]
— Jantei. Estava desconfortável, não comi muito. E eu prefiro comida coreana no cardápio.
[— Quer vir comer?]
— Quero. Se dependesse da minha vontade, eu iria.
[— É sério. Eu vou te buscar.]
— Você nem sabe onde eu estou pra vir me buscar.
[— …]
Ele é um doido varrido mesmo. Diante daquele silêncio que significava afirmação, Seon-woo riu baixinho, e Eun Hyun-chae, que o escutava quieto, disse:
[— É tão bom ouvir a sua voz assim. Quando o telefone tocou, achei que você fosse dizer que ligou errado e desligar.]
— O que exatamente você acha que eu sou?
[— …Daqui pra frente eu também posso te ligar?]
Diante da pergunta cautelosa, Seon-woo foi pisoteando de leve a grama com o salto do sapato. No fim, sem dar nenhuma resposta, mudou de assunto.
— Vocês também fizeram songpyeon?
[— Ainda não… Você gosta de songpyeon?]
Ainda? Não costumam fazer na véspera do feriado? Seon-woo não deu importância e prosseguiu:
— Nada, é que tem aquela coisa que aparece em novela e em livro didático. A família se reunir no feriado pra fazer songpyeon e tal. Parecia bom. Só queria saber se na sua casa também faziam.
[— Nós fazemos.]
— Sério? Eu tenho a impressão de que você deve ser péssimo nisso.
Surpreso por dentro com o clima mais familiar do Simjin do que ele imaginava, Seon-woo, ao ver que Hyun-chae não dizia nem por educação que era bom naquilo, sentiu uma vontade sorrateira de provocar e disse:
— Você sabia? Dizem que quem faz songpyeon bonitinho casa com uma pessoa bonita.
[— …Isso é tudo superstição.]
— E daí que é superstição?
Seon-woo acrescentou com um sorriso malicioso:
— Eu quero ver os seus.
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Naquela mansão enorme, seis pessoas se espremerem no sofá de quatro lugares de uma sala de menos de quinze metros quadrados é algo estranho. Todos os que estavam ali sabiam disso. Mas, para eles, isso não era o que importava.
Porque o caçula estava, naquele exato momento, rindo ao telefone com alguém!
Eun Hyun-chae não era qualquer um: era a joia da família Simjin, criado sob o amor abundante de todos os parentes, a começar pelo ex-presidente do conselho Eun Jwa-hun. Nascera com tudo, e tudo lhe era posto nas mãos antes mesmo que desejasse, de modo que nunca sentira falta de nada na vida: assim era o caçula da família Eun.
Quando viram o sorriso da criança que nascera com dificuldade, depois de inúmeros perigos superados, toda a família ficou enfeitiçada. Aqueles que desde o início nada tinham a desejar despejaram amor sem economia. É claro que, por só saberem dar amor, ninguém percebeu que esse afeto era tanto que ele não conseguia digerir tudo e algo ia se desajustando aos poucos.
Quando notaram que havia algo errado, já era tarde. Ao Eun Hyun-chae que tinha tudo, faltavam aos poucos, algumas coisas importantes.
Ouro, terras, afeto. Muitas foram as vezes em que enxugaram lágrimas diante da criança que recebia qualquer coisa com indiferença; Hyun-chae apenas pedia por necessidade, jamais desejava nada.
E esse Eun Hyun-chae disse uma coisa estranha na véspera do feriado. Que queria comer “galbijjim e jeon”.
Como Hyun-chae comia bem de tudo, o fato de querer um prato específico era praticamente um evento que só acontecia de vez em quando, então mandaram vir um bufê à altura do feriado e montaram uma mesa digna de festa. Até U-yeon e o presidente Choi, que tinham outros compromissos, cancelaram tudo às pressas e vieram para casa.
O fenômeno estranho começou aí. Ele não comia: pegou o celular e ficou tirando fotos. Depois, como se algo não o agradasse, foi mudando de posição aos poucos e só se sentou satisfeito depois de tirar quase dez fotos. Diante da cena dele mexendo no celular sem pressa e sem sequer pegar a colher, todos os que estavam à volta o olharam estarrecidos.
— Hum, se está tudo pronto, vamos comer? …Hyun-chae, você não disse que queria galbijjim?
— Nem tanto.
Diante do humor que parecia ter caído em relação a segundos antes, o presidente Choi, que perguntava com carinho, também ergueu as sobrancelhas. U-yeon e I-chae, que desde o momento em que ele não largava o celular perceberam algo estranho, trocaram sinais com os olhos. Nisso, Hyun-chae se levantou de um salto e correu para o terraço atendendo o telefone.
— Alô, alô?
Diante daquela voz apressada que ouviam pela primeira vez, o presidente Eun deixou escorrer a água que bebia e o presidente Choi derrubou a faca.
Os olhares de U-yeon e I-chae se cruzaram.
— Ei, parece que é verdade!
— Eu falei que ele arranjou namorado!
A primeira a seguir Hyun-chae foi Eun I-chae. Depois dela, todos deixaram a mesa de festa para trás e se sentaram grudados na sala ligada ao terraço, e… era esse o momento.
Cada um segurava um jornal, um tablet, um celular, fingindo estar ocupado, mas a audição estava inteiramente voltada para Eun Hyun-chae, que falava ao telefone no terraço.
— E você, jantou? …Quer vir comer? É sério. Eu vou te buscar.
U-yeon, num alvoroço, dava tapas nas costas de I-chae.
— Que loucura! Ele falou sunbae, sunbae!!
— Ai, está doendo!
O presidente Eun já estava enxugando com lenço as lágrimas que escorriam sem parar.
— É tão bom ouvir a sua voz assim. Quando o telefone tocou, achei que você fosse dizer que ligou errado e desligar.
Diante do “é tão bom” que saiu da boca de Hyun-chae, até o presidente Choi, que vinha se segurando, acabou desabando em lágrimas. Deixando para trás o casal que chorava abraçado, os quatro irmãos travavam uma batalha feroz a respeito do caçula.
— Esse aí é o Eun Hyun-chae mesmo?
— Eu falei que ele está namorando. Cem por cento romance de faculdade.
— Vocês não ouviram agora? Ele achou que o outro fosse desligar. Não estão namorando, é só um clima.
— Podem ter brigado.
— Com razão, o Eun Hyun-chae anda chegando tarde todo dia e estranho ultimamente. Estava namorando na faculdade. Loucura… Quem diabos é essa pessoa pra fazer o Eun Hyun-chae agir assim?
— Ponho alguém no rastro dele?
Pouco depois, a breve ligação foi encerrada. A um gesto de Eun U-gyeong, todos pegaram jornal e celular fingindo naturalidade, e nisso Hyun-chae apareceu. Ele olhou estranhando os familiares amontoados no pequeno sofá e perguntou:
— …O que vocês estão fazendo aí?
— Hum, hum… Quem era agora há pouco? Pareceu que você estava no telefone.
— …Alguém.
Passando por eles, Hyun-chae parou ao lado do presidente Eun e disse:
— Você sabe como se faz songpyeon?
— Hã? Ãhn? Por quê, quer comer songpyeon? Mando comprar?
— Não. Tem que ser feito à mão.
Bonito e bem-feito. Engolindo o resto da frase, Hyun-chae abriu um sorrisinho.
⌀ ⌀ ⌀ Nota: Jeon é um termo coreano para frituras empanadas, parecidas com panquecas ou fritadas rústicas.
Galbijjim é um prato de costela bovina braseada (ou cozida lentamente) muito suculento e macio.
Songpyeon é um bolinho de arroz tradicional coreano em forma de meia-lua, consumido durante o Chuseok (o festival de outono e de colheita).⌀ ⌀ ⌀
↫⋆。゚❅✶ Continua….
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Flower&Yuki
Ler Alpine (Novel) Yaoi Mangá Online
SINOPSE:
Nam Seon-woo, um ex-esquiador. Por muitos anos, ele vinha nutrindo um amor não correspondido pelo amigo de infância. Então, um dia, ele conhece um homem extraordinariamente bonito. Achando que fosse apenas um encontro passageiro, ele tenta seguir em frente. Mas o homem, Eun Hyeon-chae, acaba sendo um calouro da sua escola, cruzando seu caminho constantemente, e até entra para o clube de esqui de Seon-woo, o “Schuphur”.
— Se explica. Você disse que não me conhecia, mas agora quer ser meu calouro. Você deveria respeitar minha privacidade.
— Sunbae, você sempre olha pra mim desse jeito.
— …Como exatamente eu olho pra você?
— Como se achasse que eu sou irresistivelmente bonito, a ponto de te matar.
E lentamente, o coração de Seon-woo também começa a vacilar…
— Sunbae. Você estava chorando?
— …
— Sunbae.
— Só vai embora.
Embora Seon-woo tivesse mandado ele ir embora, Hyeon-chae escapuliu para dentro do elevador que estava fechando, no último segundo.
— Sunbae, se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar, eu quero—
— Ir embora em silêncio ajudaria.
Seon-woo virou as costas para ele. Mas antes que conseguisse dar um único passo, Hyeon-chae estendeu a mão, segurando seu braço.
— Sunbae. Eu gosto de você.
Seon-woo fitou a mão que segurava seu braço, depois lentamente se virou de volta para encontrar o olhar de Hyeon-chae.
Seus olhos se encontraram, os mesmos que vinham observando-o de longe por meses. Naquele momento, Seon-woo o puxou para mais perto e o beijou.
É uma história sobre um seme mais novo, cego pelo amor, cruzando linhas, quebrando limites e indo além das barreiras, e o uke mais velho que acha essa persistência irresistivelmente cativante.
Nome alternativo: Alpino Alpine