Ler Alpine (Novel) – Capítulo 04 Online

Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade.
₊°。❆ Capítulo 04 ⋆⁺₊❅.
O novo namoro de Choi Lee-won devia ter sido chocante mesmo. A julgar por ele ter perdido a noção a ponto de dar em cima de um alfa.
— Ah, lembrei. Aquele isqueiro… Espera, você voltou mesmo naquele dia?
Ele assentiu.
— Não me diga que quem me levou pra casa foi… você?
O homem assentiu de novo e então, insatisfeito com alguma coisa, franziu uma das sobrancelhas e encarou Seon-woo.
— Hyun-chae. Eun Hyun-chae. Esse é o meu nome. E você tinha combinado de deixar a formalidade de lado.
Ficou momentaneamente sem jeito com aquela voz mansa que apontava as coisas em tom baixo e pausado, mas, já que a confusão tinha sido causada por ele mesmo, achou melhor dar um fim naquilo e respondeu com leveza, sorrindo:
— Ah, agora eu lembrei. Hyun-chae, eu não cheguei a te agradecer naquele dia.
— Agradeceu.
— Hm?
— Você disse… obrigado por me trazer.
Como se isso fizesse alguma diferença. Seon-woo, que estava olhando distraído para aqueles lábios tagarelando desde antes, balançou a cabeça de repente. Se toca, Nam Seon-woo. Faz algum sentido achar fofo um sujeito daquele tamanho?
— …Então, ótimo. Mas, daqui pra frente, eu preferia que você não viesse mais me procurar assim. Aquele dia foi um erro e eu não tenho a menor intenção de sair com você.
Ah, agora precisava mesmo ir. Seon-woo conferiu as horas e ia sair quando uma voz magoada prendeu seus pés.
— Um erro? O que exatamente foi um erro?
Encarando Hyun-chae fixamente, Seon-woo abriu um meio sorriso e soltou:
— É que eu não fico com alfas. Você é lindo demais, devo ter me confundido.
Deixando Hyun-chae para trás, Seon-woo subiu para a sala de aula. O professor entrou e, no meio da aula, o celular vibrou. Ao conferir a mensagem vinda de um número desconhecido, Seon-woo soltou uma risada incrédula.
Esse aí tem cara de santinho, mas é doido varrido.
[Você tinha combinado de me pagar uma bebida.]
Olhando de relance ao redor, Seon-woo desviou do olhar do professor e respondeu.
[Eu não pago bebida para um alfa desconhecido.]
Depois de bloquear o número, Seon-woo olhou para a frente com uma cara de bom moço, fingindo ser um aluno exemplar. E foi assim que o pequeno incidente chegou ao fim.
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Para Seon-woo, cuja frequência no clube era baixa, a festa de recepção dos calouros do Shpur também era só mais uma chatice. Além disso, entre os calouros dessa vez havia alguém que o incomodava. Hee-jun já era uma pessoa chamativa por si só e ainda era namorado de Lee-won, o presidente, então era óbvio que atrairia todos os olhares.
— Sunbae. Você vem na recepção, né?
— Se der tempo, eu vou.
— Uau, isso aí é recusa na certa.
— Você quer faltar de novo! A gente alugou o salão de eventos 3, então tem lugar de sobra. Vem, vai?
— Hahaha… se der tempo.
Diante da insistência dos calouros, Seon-woo apenas riu.
Discretamente, tinha avisado Jin-hyeong, o tesoureiro, para tirar o seu nome da lista de presença, e nem de brincadeira tinha dito que iria. Mas, quando o dia chegou, bastou um “até mais tarde” de Lee-won para que ele pendurasse a mochila no ombro e fosse para o salão 3.
Como chegou um pouco cedo, os membros que estavam decorando o salão ficaram contentes ao vê-lo e o receberam bem. Vendo todos correndo com os preparativos, Seon-woo largou a mochila num canto e perguntou:
— O que eu faço?
— Ooh, esse sim é um trabalhador de prontidão! Vai até a nossa sala e traz a faixa pra gente.
— Sunbae, tem uma sala de espera lá atrás. Pode deixar a mochila lá!
— Eun-jae, acho que as canetas não vão dar. Você compra mais?
— Ah, sunbae, eu ainda não terminei de imprimir, não vai dar tempo…
— Eu compro. Canetas e a faixa. Mais alguma coisa?
— Mais uma caixa de bebida também!
Depois de anotar mentalmente a lista gritada de todos os lados, Seon-woo jogou a mochila na sala de espera e foi até a sala do clube, com a ideia de começar pelo lugar mais distante. Fora o Shpur, que recebia calouros no segundo semestre, era uma época tranquila para os outros clubes, então o prédio onde ficava a sala também estava vazio e silencioso.
Caminhando enquanto conferia de novo a conversa com Lee-won, que ainda não tinha respondido à mensagem avisando que tinha chegado, Seon-woo congelou na mesma posição em que ia abrir a porta da sala. Pela fresta da porta entreaberta escapavam respirações ofegantes e feromônios embolados de qualquer jeito.
Pelo visto, não era só para ele que o prédio andava vazio no começo do semestre. Seon-woo se escondeu atrás da parede e prendeu a respiração.
Um feromônio familiar mesmo sem nunca ter sido dirigido a ele: não tinha como não reconhecer o de Lee-won. Tinha visto inúmeros namorados dele, mas, como Lee-won era rigoroso com a própria privacidade, até então nunca tinha se deparado com uma situação dessas. O coração, que ele achava já calejado e insensível depois de anos, batia tão rápido que parecia que ia explodir.
Para esse tipo de coisa não tinha imunidade nenhuma. Esfregou os lábios a ponto de esfolá-los e só quando viu sangue foi que fechou o punho.
— …Tá difícil? Eu já falei que não vem ninguém.
Ao ouvir a voz familiar de Lee-won, Seon-woo mordeu o lábio, deu meia-volta e saiu do prédio como quem foge.
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— Aqui. Canetas e bebida. Comam sorvete enquanto trabalham.
— Uau!! Gente, o Seon-woo sunbae trouxe sorvete! Peguem um cada!
Quando Seon-woo largou a caixa, todos se amontoaram como se estivessem esperando por aquilo. Ele também se sentou na beirada de uma cadeira e estava tirando a embalagem quando Hyeong-jun, remexendo na caixa, perguntou, intrigado:
— Nam Seon-woo, cadê a faixa?
— Ah. É mesmo.
— Ei! Você não foi porque era longe, né! Como é que você volta e deixa justamente a faixa de fora?! Seu desgraçado, só atende os pedidos dos calouros… No tempo que gastou comprando sorvete para cuidar da imagem, dava para ter buscado a faixa três vezes…
Seon-woo enfiou um sorvete na boca de Hyeong-jun, que esbravejava sem parar.
— Foi porque o sorvete ia derreter. Eu busco antes de começar.
— …Tsc, e você mesmo pendura.
— Tá bom.
Ele assentia sem prestar muita atenção quando Hyeong-jun fez “ué?” e olhou para trás. Virando a cabeça junto, Seon-woo cruzou o olhar com Lee-won, que acabava de entrar no salão. Ao ver que ele carregava algo comprido debaixo do braço, Seon-woo recostou as costas na cadeira.
— Hyeong-jun sunbae! O presidente trouxe a faixa!
— Hyeong-jun, temos que pendurar logo!
— Porra, Nam Seon-woo!
Como todos só chamavam por ele, Hyeong-jun não teve escolha e foi instalar a faixa atrás do palco. Seon-woo ria observando as costas dele quando dois pés pararam à sua frente. Uma pergunta carinhosa desceu sobre ele.
— Chegou quando?
Ele ainda não estava preparado para encarar Lee-won. Sem perceber, Seon-woo puxou um pouco de ar. Devia ter se ajeitado direito, porque já não dava para sentir o feromônio, mas ele ainda tinha a impressão de que o cheiro de Lee-won e o de Hee-jun rondavam a ponta do seu nariz.
E se alguém tivesse visto? …Ele, que nunca fazia esse tipo de coisa, gostava tanto assim do Hee-jun?
— Nam Seon-woo? O que houve com o seu lábio?
Lee-won esticou a mão e afastou a mão de Seon-woo, que mexia nos próprios lábios. Só então Seon-woo voltou a si e ergueu a cabeça, encarando os olhos de Lee-won.
— Ah, é. O que você disse?
— Está sangrando. Eu já falei pra você andar com um hidratante labial, já que seus lábios racham fácil. Veio direto depois da aula? O que você estava fazendo?
— …Fazendo o quê, ué, cheguei e ajudei com umas tarefas… Choi Lee-won, come logo um sorvete antes que derreta.
Seon-woo mudou de assunto com naturalidade e se afastou. Como Lee-won, sendo presidente, também tinha muito o que fazer e foi chamado logo em seguida, o clima estranho não ficou evidente.
Talvez por serem dezenas de pessoas preparando tudo juntas, o salão ficou bem apresentável. Quando o horário previsto para a recepção se aproximou, estudantes que pareciam calouros foram entrando um a um e ocupando os lugares.
Quando ficou muita gente, Seon-woo se esgueirou para o segundo andar e, escondido na sombra onde não havia uma única luz acesa, olhou para baixo. Jin Hee-jun ainda não estava à vista.
Batucando no parapeito com o indicador, Seon-woo pensou em qual seria a melhor hora de ir embora. Já tinha dado as caras, então ia agora, ou, para garantir, escapava depois do fim do evento e antes de irem para a festa seguinte?
Não queria mesmo ir à festa depois da recepção. Entre ver todo mundo bêbado, as conversas ficando mais soltas, e Choi Lee-won cuidando de Jin Hee-jun sem se preocupar com nada, era cem vezes melhor ir ao Liberty.
Sentindo o cenho se franzir sozinho, Seon-woo suspirou. Era melhor ir agora mesmo. Se Choi Lee-won descobrisse ia dar trabalho, mas o certo era sumir antes que alguém percebesse seu humor péssimo.
Quando Seon-woo tirou os olhos do andar de baixo e ia sair dali, de repente o primeiro andar ficou muito agitado.
Ainda não era hora, era? De fato, o palco estava vazio. Achando estranho aquele burburinho, que não era de comemoração, ele voltou ao parapeito e olhou para baixo. Passando os olhos por todo o salão, encontrou um rosto difícil de acreditar.
Eun Hyun-chae acabava de entrar no salão. E ainda por cima com o crachá azul de calouro.
— Que isso. Por que ele…
Hyun-chae parou de andar de repente e correu os olhos pelo salão. O olhar, que vagava de um lado para o outro como se procurasse alguma coisa, enfim chegou ao segundo andar. Ao cruzar o olhar com Seon-woo, Hyun-chae estancou e, em seguida, deu meia-volta e saiu do salão.
Com uma pontada de inquietação, Seon-woo também ia sair dali às pressas quando a porta do segundo andar se abriu. Hyun-chae, que devia ter vindo correndo e tentava controlar a respiração sem fazer barulho, abriu a boca, e o que disse foi apenas um cumprimento curto.
— …Oi.
— …Oi.
Tum. Quando Hyun-chae entrou de vez no segundo andar, a porta que antes estava aberta se fechou. A luz clara que vinha do corredor sumiu e restou apenas a iluminação fraca do salão iluminando os dois.
Depois de um breve silêncio, Seon-woo sorriu, escondendo a perturbação a duras penas.
— Não imaginei que fosse te ver aqui. …Pelo visto você tinha interesse em esqui?
— Não.
Hyun-chae negou de imediato. A resposta foi curta, mas dava para entender, mesmo sem ouvir o resto, que o interesse não era em esqui, e sim nele. Sem se dar ao trabalho de perguntar de novo, Seon-woo fingiu não ter entendido e mudou de assunto.
— Não precisava chegar a se inscrever. Ficar alojado com todo mundo é mais puxado do que parece.
— Você me bloqueou.
— Hmmm…
Fazia tempo que ninguém o deixava tão sem resposta assim. Com uma expressão constrangida, Seon-woo umedeceu o lábio inferior. Vendo isso, Hyun-chae continuou:
— Você não vai me pagar bebida, não vai sair comigo e vai continuar me evitando. Porque eu sou um alfa desconhecido.
— …Isso.
— Por isso eu vou entrar no clube.
Junto com a última frase de Hyun-chae, a porta do segundo andar se abriu outra vez. Lee-won estava parado ali, com uma expressão de surpresa.
— Eun Hyun-chae, o que você está fazendo aqui?
— Lee-won…?
Sem imaginar que Choi Lee-won conhecesse Eun Hyun-chae, Seon-woo olhou de um para o outro. Sem sequer dirigir o olhar ao chamado de Choi Lee-won, Hyun-chae passou raspando por Seon-woo e sussurrou:
— Agora eu não sou mais um alfa desconhecido, então me desbloqueia.
O problema não é ser desconhecido, o problema é ser alfa.
Assim que Hyun-chae saiu, Lee-won veio correndo e perguntou como quem cobra:
— Nam Seon-woo, você conhece o Eun Hyun-chae?
— …Agora conheço, né. Ele é meu calouro.
— O quê?
Achar que aquilo tinha sido só um pequeno incidente foi um engano seu.
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↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Flower&Yuki
Ler Alpine (Novel) Yaoi Mangá Online
SINOPSE:
Nam Seon-woo, um ex-esquiador. Por muitos anos, ele vinha nutrindo um amor não correspondido pelo amigo de infância. Então, um dia, ele conhece um homem extraordinariamente bonito. Achando que fosse apenas um encontro passageiro, ele tenta seguir em frente. Mas o homem, Eun Hyeon-chae, acaba sendo um calouro da sua escola, cruzando seu caminho constantemente, e até entra para o clube de esqui de Seon-woo, o “Schuphur”.
— Se explica. Você disse que não me conhecia, mas agora quer ser meu calouro. Você deveria respeitar minha privacidade.
— Sunbae, você sempre olha pra mim desse jeito.
— …Como exatamente eu olho pra você?
— Como se achasse que eu sou irresistivelmente bonito, a ponto de te matar.
E lentamente, o coração de Seon-woo também começa a vacilar…
— Sunbae. Você estava chorando?
— …
— Sunbae.
— Só vai embora.
Embora Seon-woo tivesse mandado ele ir embora, Hyeon-chae escapuliu para dentro do elevador que estava fechando, no último segundo.
— Sunbae, se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar, eu quero—
— Ir embora em silêncio ajudaria.
Seon-woo virou as costas para ele. Mas antes que conseguisse dar um único passo, Hyeon-chae estendeu a mão, segurando seu braço.
— Sunbae. Eu gosto de você.
Seon-woo fitou a mão que segurava seu braço, depois lentamente se virou de volta para encontrar o olhar de Hyeon-chae.
Seus olhos se encontraram, os mesmos que vinham observando-o de longe por meses. Naquele momento, Seon-woo o puxou para mais perto e o beijou.
É uma história sobre um seme mais novo, cego pelo amor, cruzando linhas, quebrando limites e indo além das barreiras, e o uke mais velho que acha essa persistência irresistivelmente cativante.
Nome alternativo: Alpino Alpine