Ler Alphega (Novel) – Capítulo 85 Online

- Capítulo 85 –
Haeil olhou para Kanghyeon, que havia se jogado em seus braços, com uma expressão de surpresa.
— Baek…
— Fica assim só um pouco.
Uma pressão do tipo “me abraça logo” tomou conta.
Haeil, que estava numa pose hesitante, resolveu abraçar Kanghyeon com força, pensando “foda-se”. Normalmente, Kanghyeon o empurrava sem piedade quando ele apertava assim, dizendo que era sufocante, mas desta vez, por algum motivo, ele ficou quieto.
Haeil esfregou a bochecha no cabelo macio de Kanghyeon e riu baixinho.
— Pra mim é uma situação ótima, mas aconteceu alguma coisa?
— Não.
— Então você veio se aninhar assim sem ter acontecido nada? Do nada? Será que estava com tanta saudade de mim assim?
— Sim.
— …Hã?
Com a resposta inesperada, Haeil arregalou os olhos.
Kanghyeon, com a bochecha apoiada no ombro de Haeil, fechou os olhos suavemente com o rosto relaxado. Sua voz, carregada de uma respiração tranquila, saiu honesta.
— Estava com saudade. Não pode?
Com tamanha naturalidade, não era de se admirar que Haeil ficasse sem jeito.
Haeil, que normalmente recebia tudo com uma expressão serena, hoje desviava o olhar com timidez, com as bochechas coradas.
— Não, quer dizer… Não é que não possa, é claro.
Respondeu com a voz enrolada e, em seguida, abraçou Kanghyeon, que estava encostado nele, ainda mais forte, dando-lhe palmadinhas.
O que teria acontecido para ele receber um presente desses?
‘O que é isso? Eu fiz alguma coisa bonita? Só saí correndo porque ouvi os passos e ia sequestrar o Baek Kanghyeon.’
Estava curioso, mas decidiu segurar a língua por enquanto. Não queria atrapalhar a paz que Kanghyeon estava sentindo naquele momento.
Kanghyeon, graças ao abraço carinhoso de Haeil, sentiu seu humor melhorar aos poucos.
‘Agora sim parece que vou sobreviver.’
Todos os sentimentos negativos que atormentavam sua cabeça durante todo o caminho foram derretendo como neve, um a um. Se não estivesse em pé, sentiria uma tranquilidade tão grande que poderia adormecer ali mesmo.
‘Talvez seja assim que se usa a palavra “estabilidade”.’
Não as coisas absurdas que seu pai forçava.
Sentindo a melhor sensação de estabilidade, seu rosto se descontraiu facilmente.
Kanghyeon, ainda com os olhos fechados, perguntou preguiçosamente:
— Por que você estava em casa?
— Porque eu também estava com saudade do Baek Kanghyeon.
Ao ouvir a resposta, Kanghyeon abriu lentamente os olhos e viu o perfil de Kwon Haeil.
— Não me diga que está matando o trabalho.
— De qualquer forma, o gerente Park resolve a maioria das coisas. Eu só preciso ficar em casa, receber os relatórios e tomar as decisões, já é o suficiente.
Na verdade, Haeil não podia dizer que estava matando o trabalho.
Era verdade que ele ia ao clube quase todos os dias, mas a maior parte do tempo era gasta socializando com os VVIPs ou apenas se divertindo. A opinião de Haeil era que ir ao clube com o propósito de trabalhar de verdade uma ou duas vezes por semana era mais que suficiente.
Que representante de clube no mundo bate ponto com a diligência de um assalariado?
Mesmo assim, Haeil ia ao clube com afinco apenas por causa de Baek Kanghyeon. Se quisesse ganhar alguns pontos com o dedicado Baek Kanghyeon, não tinha escolha.
Quando Kanghyeon o olhou com os olhos semicerrados, Haeil acrescentou rapidamente:
— Eu pago o gerente Park exatamente para ele fazer isso. Se eu fizesse todo o trabalho, pra que pagar alguém?
Resmungou com uma pose de quem tem razão e, em seguida, beijou a cabeça e o rosto de Kanghyeon, falando com ansiedade:
— Desde ontem à noite que não te vejo direito. Você parecia tão nervoso que nem pude te ligar, então hoje me dá um desconto. Fiquei com tanta saudade do Baek Kanghyeon que não consegui fazer nada.
Ele tinha se apressado em se justificar, com medo de que Kanghyeon o repreendesse por estar em casa, mas, surpreendentemente, Kanghyeon riu e aceitou.
— Então a culpa é minha. Tudo bem, vou deixar passar.
A reação de Kanghyeon era tão dócil que o rosto de Haeil, ao contrário, ficou desconfiado.
— Você está muito estranho hoje. Tem certeza de que não aconteceu nada?
— Não foi nada demais. Só ouvi alguns sermões do meu pai.
Kanghyeon propositalmente não mencionou o noivado. Já que não ia acontecer, não valia a pena falar e só causar preocupação.
Além disso, a pessoa apontada como seu parceiro de noivado era Seong Taerim. Como já haviam brigado por causa do feromônio dele no passado, ele evitou o assunto ainda mais.
Ao ouvir sobre os sermões, Haeil fez uma careta.
Sermões para um Baek Kanghyeon tão bonito e talentoso?
— Seu pai? O presidente Baek Jungman? Não, esse senhor é muito estranho. O que ele tem pra reclamar do nosso Baek Kanghyeon? Numa hora dessas, era só ficar admirando e elogiando.
Kanghyeon sentiu uma gratidão considerável por Haeil, que parecia estar defendendo-o, exalando um desconforto evidente. Mesmo sendo algo de outra pessoa, algo que talvez pudesse ser considerado muito pequeno, ele nunca deixava passar batido. Também invejava um pouco a forma como ele expunha seus sentimentos tão sinceramente.
— Pois é. Embora seja meu pai… Ele realmente é uma pessoa que desgasta a gente.
Kanghyeon, assim como Haeil fazia, abraçou com força as costas dele e soltou um suspiro preguiçoso. Ao mesmo tempo, seus dois olhos se curvavam lindamente em direção a Haeil.
— Hoje, você me deixa dormir aqui?
Com uma única frase de Kanghyeon, o resmungo de Haeil contra o presidente Baek Jungman desapareceu instantaneamente.
Depois de ficar momentaneamente hipnotizado ao ver Kanghyeon sorrindo lindamente, Haeil sorriu radiante como se nada tivesse acontecido.
— Claro.
Aproveitando a deixa, Haeil ergueu Kanghyeon no colo e entrou rapidamente em casa.
— Vou fazer você dormir profundamente, pra caralho.
⊱✿⊰ ─── Α · Β · Ω ─── ⊱✿⊰
Já se passaram quinze dias desde que o assunto do noivado veio à tona.
Durante esse tempo, não houve nenhuma pressão direta significativa, mas parecia que Baek Jungman também não tinha a intenção de deixar Kanghyeon em paz.
‘Todo mundo está tendo trabalho por minha causa.’
Kanghyeon olhou para os dois secretários que, mesmo no auge da hora do almoço, permaneciam o tempo todo no balcão de recepção em frente à sala do diretor-geral. Os dois secretários, que cruzaram o olhar com ele, curvaram a cabeça mecanicamente com sorrisos profissionais. Kanghyeon, sentindo pena deles, entrou em silêncio na sala do diretor-geral.
Os dois secretários haviam sido realocados há duas semanas. Pelo timing, parecia que, logo após o assunto do noivado, seu pai havia selecionado pessoas e as colocado no departamento de secretariado.
Por causa disso, o balcão de recepção em frente à sala do diretor-geral era agora guardado por pelo menos duas pessoas o tempo todo. Embora fosse para um trabalho eficiente, na verdade, era mais como uma vigilância para impedir que Kanghyeon se movesse sozinho.
Mesmo nos dias em que ia ao clube WAVE por causa do trabalho, agora era difícil se movimentar sozinho. Não apenas o motorista, mas especialmente Jeong Wonwoo não se afastava dele. Ele até conseguia, com várias desculpas, ficar a sós com Kwon Haeil na sala da presidência, mas mesmo assim Jeong Wonwoo ficava esperando do lado de fora o tempo todo.
A sensação de não poder ficar sozinho nem na hora de voltar para casa era frustrante, mas ele não tinha intenção de culpar Jeong Wonwoo ou os outros. Ele sabia que eles também eram pessoas que trabalhavam por dinheiro e, portanto, não tinham escolha a não ser serem fiéis às suas funções.
‘Não é como se isso fosse mudar alguma coisa.’
Assim que entrou na sala do diretor-geral, não conseguiu esconder a amargura e, com um suspiro, dirigiu-se à mesa.
Quando estava prestes a pegar os documentos espalhados, independentemente da hora da refeição.
O telefone pessoal que ele havia guardado na gaveta tocou.
Era Seong Taerim.
— Hyung, ouvi a notícia. Disseram que foi graças a você que a colaboração com a Baekcheong foi aprovada. Já estão circulando rumores e até uma nova investidora apareceu.
Com a voz animada de Taerim que veio assim que atendeu, Kanghyeon sorriu levemente. Na véspera, a colaboração com a Taeyeong Industrial, que ele havia proposto ao pai, foi concluída sem problemas.
O fato de a colaboração ter sido possível se devia em parte ao conteúdo da proposta ser realmente atraente, mas o fator decisivo foi que era uma ‘proposta de Baek Kanghyeon’. Se outra pessoa tivesse proposto, por mais vantajosa que fosse, talvez nem tivessem olhado.
Sabendo disso, Taerim estava sinceramente grato.
— Estou muito grato, hyung.
Taerim pensava que não havia outra maneira de salvar a empresa a não ser noivando com Kanghyeon imediatamente. Por isso, havia aceitado passivamente ser vendido para a Baekcheong, mas, felizmente, graças à colaboração com a Baekcheong, eles conseguiram se sustentar.
Mas Kanghyeon não podia ficar completamente feliz.
— É só um paliativo. Enquanto meu pai estiver no poder, isso pode se tornar outra coleira.
A colaboração poderia ser usada como pretexto para outra pressão.
Taerim também sabia disso.
— E daí se for uma coleira? O fato é que, graças a isso, não fomos parar na rua agora.
Taerim riu alegremente e, com um tom bastante sério, disse:
— Obrigado. Vou quitar essa dívida de alguma forma, não importa como.
— Não precisa pagar.
— Mesmo que hyung diga que não quer, eu vou pagar. Então, se precisar de ajuda para qualquer coisa, me diga.
Taerim estava tão sério que Kanghyeon não conseguiu dissuadi-lo.
— Tudo bem, obrigado. Quanto ao noivado… vou dar um jeito de impedir de alguma forma.
— Sim, hyung. Só não se force demais.
Com uma voz preocupada, a ligação com Seong Taerim terminou.
Kanghyeon estava prestes a guardar o telefone com o qual havia falado com Taerim de volta na gaveta, mas hesitou.
‘Só um pouco… vou olhar.’
Olhando com olhos indecisos para os documentos espalhados sobre a mesa, Kanghyeon acabou verificando as mensagens do telefone. Para ser mais preciso, as mensagens de Kwon Haeil.
Hoje, desde cedo, fui arrastado pra lá e pra cá por causa do gerente Park e acabei de chegar.
Tô cansado (ɷ ꒪ཀ꒪)ɷ
Quero o Baek Kanghyeon
_(ˇωˇ」∠)_ Vou tirar um cochilo e já volto
Enquanto lia as mensagens de Kwon Haeil, os cantos da boca de Kanghyeon se suavizaram. Ele já havia se adaptado um pouco aos emoticons estranhos e difíceis de entender, e cada um deles parecia fofo.
Sentindo que seu humor melhorava de forma estranha, Kanghyeon tentou escrever uma resposta, mas desistiu. Como não fazia nem trinta minutos que Haeil havia deixado a mensagem de que ia dormir, ele não queria acordá-lo com sua mensagem. Afinal, era uma pessoa que, mesmo dormindo, respondia às mensagens dele com uma velocidade assustadora.
Toc-toc.
Ao ouvir a batida, Kanghyeon rapidamente mudou a expressão e guardou o telefone na gaveta.
Quem entrou foi Jeong Wonwoo. Ele havia saído para comprar um sanduíche para Kanghyeon, que havia dito que ia trabalhar nos documentos acumulados em vez de almoçar.
Depois de colocar o sanduíche e uma bebida na mesa de Kanghyeon, Wonwoo perguntou com uma expressão preocupada:
— O senhor tem certeza de que vai se alimentar só com isso?
— Não se preocupe comigo. Vá almoçar, Jeong Wonwoo.
— Não, vou ficar esperando lá fora. Se precisar de mim, é só me chamar.
Wonwoo falou com firmeza, em voz suave. O rosto de Kanghyeon mostrou novamente um traço de amargura.
Assim que Wonwoo saiu da sala do diretor-geral, Kanghyeon suspirou e abriu a embalagem do sanduíche. Ele pretendia comer rápido, nem que fosse para se concentrar no trabalho.
Ao abrir a embalagem, o aroma característico do sanduíche de ovo se espalhou. Aquele sanduíche que ele havia pedido a Wonwoo era macio o suficiente para acalmar o estômago, e Kanghyeon costumava comê-lo com frequência.
Mas hoje, ele não conseguia nem encostar os lábios.
Assim que sentiu o cheiro do sanduíche, seu estômago revirou de repente e ele teve um refluxo, como se fosse vomitar.
— Uhg…!
Kanghyeon cobriu a boca com uma das mãos, com os olhos arregalados de surpresa.
Era um sanduíche que ele comia sempre, mas hoje, estranhamente, o cheiro o repelia. Com certeza não estava estragado nem o recheio tinha mudado, o que era realmente estranho.
Com o rosto perplexo, ele tirou a mão e cheirou novamente. Outro refluxo veio.
‘O que é isso?’
No fim, Kanghyeon teve que jogar fora o sanduíche sem dar uma única mordida.
Embora estivesse surpreso, Kanghyeon simplesmente achou que era por causa do estresse acumulado naquele dia. Por isso, seu estômago não estava aceitando comida.
Aquele dia marcava quase um mês desde que Baek Kanghyeon havia passado pelo rut com Kwon Haeil.
Depois disso, tornou-se cada vez mais comum Kanghyeon jogar fora a comida sem conseguir comer uma só mordida.
⊱✿⊰ ─── Α · Β · Ω ─── ⊱✿⊰
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.