Ler Alphega (Novel) – Capítulo 68 Online


Modo Claro

- Capítulo 68 –

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Não era que, ao longo desses dois meses, eles não tivessem misturado os corpos.

O sexo intenso com Kwon Haeil, que caíra num rut temporário, trouxera também a Baek Kanghyeon uma mudança evidente.

Baek Kanghyeon, até então, não tinha lá muito interesse em sexo.

Havia o fato de que, para um alfa, seu apetite sexual não era assim tão forte, mas o peso maior era não ter apreciado tanto isso.

Para Baek Kanghyeon, sexo era um ato em que ele, sendo alfa, precisava satisfazer plenamente o parceiro ômega e ter para com ele uma consideração sem limites. Algo como a liberação de seu próprio apetite sexual não passava de um mero acréscimo daquele ato.

À medida que o tempo passava, o sexo tornara-se algo completamente sem graça, que precisava se ajustar a um ato calculado para o ômega, a um procedimento calculado, a um calor calculado.

Depois que se deu conta disso, deixou de encontrar até mesmo ômegas. Ainda que fosse consideração, ocorreu-lhe que compartilhar o calor calculando cada detalhe também era algo que não tinha coragem de fazer com eles.

Mas o sexo com Kwon Haeil era diferente.

Um calor cru e denso, a ponto de ser violento, sacudia os sentidos de Kanghyeon.

Se, até então, seu método fora apenas derramar consideração sobre o parceiro que lhe abrira o corpo, agora, sem tempo sequer para pensar em algo assim, estava ocupado se sacudindo de um lado para o outro e embriagando-se no calor.

Um sexo em que não era necessária consideração para com o ômega, não, para com o outro.

Este ato árduo e simples, em que bastava se embriagar por completo no calor sem calcular cada detalhe, permitia que a cabeça complicada de Kanghyeon se esvaziasse, ainda que por um instante.

— Haaá!

Hoje também, Kwon Haeil, como que zombando do sexo sem graça que Baek Kanghyeon fizera até então, enterrou não sei quantas vezes o membro quente dentro dele. Kanghyeon, encharcado de um prazer arrepiante e de um calor de derreter, deixou escapar gemidos vexatórios sem tempo sequer para tapar a boca.

— Uh, hng-! Um pouco mais devagar…, ah!

Haeil, erguendo sem descanso o membro contra o ponto mais fundo dentro de Kanghyeon, que o apertava com força, deu um risinho.

— Eu, com certeza, haa…, achei que você parecia cansado e ia te fazer só um oral, porra… Não falei pra você parar de me provocar?

Haeil, agarrando com as duas mãos a perna de Kanghyeon apoiada em seu ombro, ficou dando desculpas que nem faziam sentido.

Kanghyeon, deitado na mesma posição em que estava sentado na beirada da cama e sendo estocado até a parte de baixo formigar, o encarou.

— Quem, ah-, quem provocou…! Hng…!

— Se aparecer com uma coisa dessas não é provocar, então é o quê, caralho.

Haeil indicou com o olhar a batata da perna de Kanghyeon apoiada em seu ombro. Na panturrilha esguia e ao mesmo tempo firme havia uma faixa preta ligada à meia.

Durante o período de viagem, mais do que trabalho de escritório, havia de todo modo muito deslocamento de um lado para o outro. Por isso, Kanghyeon costumava usar na panturrilha uma faixa com clipe para que a meia não escorregasse durante o deslocamento. Era o objeto também chamado de liga de meia.

Haeil puxou de leve com os dentes a faixa que segurava a meia e a soltou de repente. A faixa elástica bateu na panturrilha firme de Kanghyeon. Até aquela sensação ardida, para Kanghyeon em estado sensível, virou um prazer agudo.

— Hnng-! Haa…!

Estocou o interior trêmulo de Kanghyeon com brutalidade, como que esmagando-o. Com o movimento violento, a pele firme da barriga de Kanghyeon teve espasmos. Dava para ver o membro, que invadia impiedosamente o interior, saltando abrupto por entre os músculos.

Sempre que retorcia a cintura no ritmo das estocadas de Haeil, o cheiro doce de Kanghyeon ficava ainda mais intenso.

Haeil, graças a esse cheiro doce que Baek Kanghyeon não conseguia controlar, também conseguia captar num instante onde estocar para que ele mais gostasse.

— Ah, aí…! Hng…!

Se, excetuada a próstata, houvesse o lugar de que Baek Kanghyeon mais gostava, era sem dúvida o ponto mais fundo, e, dentre eles, na direção onde ficava o baixo-ventre. Quando, numa posição frontal como a de agora, estocava fundo como se o membro fosse furar e sair pela barriga, sem falha a altura dos gemidos mudava.

Como esperado, ao estocar fundo mais algumas vezes, a mão de Kanghyeon, que segurava o lençol, apertou-o com força. Os dedos dos pés, suspensos no ar, encolheram-se de uma vez, e os músculos das nádegas e das coxas, chegados ao limite, contraíram-se de súbito.

— Hnng-!

Do membro de Kanghyeon, que engoliu o fôlego, o líquido esbranquiçado esguichou com força. O sêmen, que caiu em respingos, desenhou um belo quadro na barriga de Kanghyeon.

— Cft!

O rosto de Haeil contorceu-se sem folga.

Ele sentia isso toda vez que Kanghyeon gozava, mas não só o orifício, o aperto de toda a parede interna era fora do comum. Pela força do aperto e pela elasticidade macia da parede interna, parecia não haver de jeito nenhum quem pudesse vencer Baek Kanghyeon.

“Quase gozei.”

Haeil, voltando por um triz da soleira do clímax, esfregou a glânde sem parar no ponto fundo e trêmulo dentro de Kanghyeon.

— Hnng…

Por entre os dentes de Kanghyeon escapou um gemido trêmulo. O corpo inteiro teve espasmos, e os músculos de várias partes do corpo repetiam contrair-se e relaxar de formas diversas.

Baek Kanghyeon, assim, quando lhe esfregava aquele lugar predileto acompanhando o rescaldo do orgasmo, estremecia sem falha. Os olhos, que se agarravam ao fio da razão, também se afrouxavam de repente por um instante, e a cintura, que ele mantinha teimosamente tensa, também se curvava com flexibilidade.

Aquela imagem era tão sensual e obscena que Haeil, que a contemplava, ficou com uma expressão quase de quem perdera a alma.

Mas, por causa da parede interna que, nesse processo, apalpava seu membro sem parar, Haeil também chegou ao limite.

Haeil começou de novo a erguer o interior de Kanghyeon em alta velocidade. O ataque estimulante iniciado por volta do fim do rescaldo do orgasmo teve o efeito de prolongar ainda mais o estremecimento de Kanghyeon.

— Eu também acho que já vou gozar; será que uso camisinha mesmo agora?

Quando Haeil perguntou como se de repente, Kanghyeon, cuja respiração nesse meio-tempo ficara ofegante, balançou a cabeça.

— Hng…, tudo, bem… Haa…, nem sou ômega…

Haeil já imaginava por que Kanghyeon dizia aquilo.

“É por causa do feromônio de ômega?”

Será que Baek Kanghyeon sabia.

Que, toda vez que faziam sexo, ele de vez em quando dizia que ele mesmo não era ômega.

“Deve estar incomodado com isso.”

Haeil inspirou fundo o cheiro doce naturalmente adensado junto ao feromônio de alfa excitado. O aroma doce e intenso que envolvia seus pulmões parecia que ia apagar a razão de Haeil ali mesmo, no ato.

Se fosse antes, ele não teria poupado elogios a esse feromônio de ômega que se fazia sentir por toda parte, dizendo que o cheiro doce era bom, que o aroma era demais, e por aí vai.

Agora que sabia que Baek Kanghyeon se incomodava enormemente até com uma única palavra dessas, jamais as colocava na boca. Claro que Baek Kanghyeon nem sabia que fora flagrado se incomodando com o feromônio de ômega.

“Seja fofo com moderação, ora.”

Haeil, que engoliu o riso pela garganta enquanto inalava o cheiro doce e inebriante, logo soltou seu calor no ponto mais fundo dentro de Kanghyeon.

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Como se para desmentir o momento fervoroso, Kanghyeon estava perfeitamente bem, como se nada tivesse acontecido.

Haeil, olhando para Kanghyeon, que saía tranquilamente de um banheiro diferente do que ele usara, fez beicinho.

— Sem graça.

— O que foi. Vesti o que você me deu, ora.

Kanghyeon olhou para si mesmo.

Uma camiseta confortável de algodão e uma calça de moletom um pouco folgada, até a cueca que vestia.

Toda vez que era arrastado para a casa de Kwon Haeil e fazia sexo, tinha de vestir essas roupas que ele preparava. Não era que ele desse coisas estapafúrdias para vestir, mas estavam encharcadas de feromônio a ponto de grudar. Especialmente a cueca.

Kanghyeon não apontava item por item, perguntando por que ele fazia aquilo. Como era ele quem cedia as próprias roupas na própria casa, pensou que fosse algo como um jogo de nervos contra um alfa. Como estava se hospedando por um tempo, conseguia perfeitamente aguentar esse tanto.

Claro, Kwon Haeil só gostava mesmo era de ver Baek Kanghyeon enrolado em seu próprio feromônio.

Ainda assim, o ar de decepção de Haeil era evidente.

— Você parecia exausto, então achei que hoje é que era a chance.

Kanghyeon só então percebeu com o que Haeil estava decepcionado.

“Ele continua se preocupando com uma coisa inútil.”

Parece que ficara consideravelmente incomodado por, quando fizeram no clube, não só ter desmaiado primeiro como ainda por cima ter recebido cuidados.

Naquela vez, Kwon Haeil perder a consciência fora, em última análise, por causa de o efeito do PA se cortar e o rut também se dissipar de repente. Por isso, do ponto de vista de Kanghyeon, achava óbvio que era ele mesmo, que mantivera a consciência, quem devia cuidar da resolução.

Ainda assim, Haeil, como se o fato de ter recebido cuidados lhe ferisse o orgulho a não mais poder, à mínima brecha fazia um alvoroço dizendo que ele mesmo cuidaria da resolução. Claro que Kanghyeon recusava terminantemente, dizendo por que teria de receber tal consideração se estava com os quatro membros intactos e bem acordado.

Kwon Haeil, que também hoje tivera de ser friamente recusado, seguiu atrás de Baek Kanghyeon, que nesse meio-tempo já entrara no quarto.

— Aliás, por que você estava em casa a esta hora?

Kanghyeon, que pegava as próprias roupas e as pendurava uma a uma no braço, virou-se friamente para Haeil.

— Não me diga que você escapuliu no meio do trabalho.

Por um instante levou um susto, mas Haeil também tinha o que dizer.

— De qualquer forma, o que chamam de trabalho, no fim, é só dar uma olhada por dentro. Não preciso ficar plantado que nem os assalariados, né? Para a administração, o gerente Park e os gerentes já bastam.

Haeil, dando de ombros travesso, estendeu a mão. Ele arrancou as peças de roupa penduradas no braço de Kanghyeon e as jogou todas de uma vez no sofá do quarto.

— Calma, calma, não pense em já ir embora.

— Mas o trabalho…

— Passou da meia-noite, já é fim de semana. No fim de semana não se trabalha.

Haeil, que falou com firmeza, levou Kanghyeon até o sofá da sala. Quando parecia que ia se sentar primeiro, Haeil puxou Kanghyeon de repente e o sentou no espaço entre as próprias pernas. Em seguida, abraçou com força a cintura de Kanghyeon com os dois braços.

Num instante no mesmo lugar que Haeil, e ainda por cima recebendo um abraço por trás, Kanghyeon reagiu com um compasso de atraso.

— Que posição é essa?

— Já que não me deixa cuidar de você, vou ser pelo menos uma almofada.

— Não preciso.

— Precisa. Se eu te soltar, você vai lá trabalhar de novo.

Não conseguia dizer que não.

Kanghyeon, sem conseguir sequer retrucar, fez uma expressão embaraçada.

Cansado, estava. Por causa da viagem de três dias, o cansaço e o estresse eram consideráveis, então naturalmente lhe ocorreu a vontade de descansar.

Mas, à parte o cansaço, o estado do corpo também não estava ruim e a mente estava até mais lúcida. Era exatamente como o conselho que Kwon Haeil dera no passado, de que um sexo na medida certa com certeza ajudaria a aliviar o cansaço.

Por isso, numa hora dessas queria adiantar ainda que fosse um pouco mais de trabalho. No mínimo, quisera ao menos revisar as questões discutidas hoje no local da viagem.

Mas que estranho.

Só tinha se apoiado no corpo de Haeil como uma almofada, e, ainda assim, estranhamente o corpo ficou lânguido.

Haeil beijou com carinho a cabeça de Kanghyeon, que se apoiava inteiramente nele. Por entre os cabelos que se agitavam de leve, exalava o cheiro do xampu que ele usava e o cheiro doce impossível de esconder.

Haeil, dando beijos por toda a cabeça de Kanghyeon como quem acha fofo, perguntou.

— Eu até controlei, mas será que forcei demais?

— Isso não é nada.

Kanghyeon, de olhos fechados, sentia a sensação de cócegas que se derramava sobre sua cabeça. Era um ato cujo significado não sabia qual era, mas, como era Kwon Haeil, que fazia contato físico de tantas formas variadas, simplesmente deixou por isso mesmo. Enquanto o recebia, a sensação de que algum lugar dentro do corpo fazia cócegas junto era até bastante agradável.

Só que, nessas horas, insistentemente algo encostava.

— Eu disse que não era nada, não disse que queria fazer mais.

— Eu sei, eu sei. É só que está fora do meu controle, então não se preocupe.

O ímpeto com que aquilo se contorcia era forte demais para não se preocupar.

Ainda assim, como de fato não parecia que iam fazer de novo, Kanghyeon não acrescentou mais nada e respirou tranquilamente.

Embora tivesse apenas respirado longamente umas duas vezes, a força se esvaiu do corpo. O corpo quente que encostava em suas costas se fazia um apoio firme e sem oscilações, e os dois braços que envolviam sua cintura pareciam capazes de sustentá-lo com folga ainda que ele se largasse totalmente desprevenido.

Mal Kanghyeon se deu conta do conforto, o sono o assaltou.

Como tinha uma insônia quase crônica, em geral só conseguia dormir se fizesse cansar ao menos um dos dois, corpo ou cabeça. Ter adormecido como quem desmaia no caminho de volta a Seul também fora porque a cabeça, que se movera sem descanso por três dias, só então se cansara.

Mas agora, embora o corpo estivesse perfeitamente bem e a cabeça não estivesse cansada, ocorreu-lhe a ideia de que conseguiria dormir profundamente.

— Com sono?

Uma voz suave chegou-lhe ao ouvido.

— Sim, um pouco…

— Então, aproveita e fecha os olhos. Não pense em trabalho.

Haeil, que envolvia a cintura de Kanghyeon com o braço, segurou de leve a mão dele. Enquanto acariciava, como que massageando, a mão de ossatura longa, sentia-se a pouca força que ainda havia se afrouxar aos poucos.

— …Então só um instante…

Logo a voz de Kanghyeon se apagou tranquilamente.

Haeil deixou um beijo de cócegas nos dedos retos e esticados de Kanghyeon.

— Bons sonhos.

Com o sussurro reconfortante de Haeil por fim, Kanghyeon mergulhou num sono mais confortável que nunca.

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Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.

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