Ler Alphega (Novel) – Capítulo 67 Online

- Capítulo 67 –
A dor persistiu por cerca de dez minutos e depois se dissipou rapidamente. O número de ocorrências em si aumentara, mas, como consolo em meio ao infortúnio, a duração era de um nível parecido com o de antes.
Regulando a respiração às escondidas e tirando a mão do baixo-ventre, Kanghyeon recostou as costas no assento, com a fisionomia bastante exausta.
Kanghyeon, cujo rosto ficara ainda mais cansado naqueles dez minutos, só então pegou o celular.
“Ah…”
De Kwon Haeil, nesse meio-tempo, haviam chegado duas breves mensagens.
Aconteceu alguma coisa?
Você está bem?
Ainda que fosse compreensível fazer manha, reclamando por que ele verificara e nem respondera, Haeil apenas perguntava calmamente sobre seu estado.
A troca de mensagens com Kwon Haeil, inesperadamente, não era ruim.
Mesmo que as respostas fossem sempre lentas e, ainda por cima, ele enviasse só uma única mensagem, ele simplesmente ficava contente.
Além disso, ainda que não passasse de uma mera mensagem, dentro dela ele captava com perspicácia o clima e o estado dele, confortando-o na medida certa para não incomodar. Como havia com frequência casos em que ele mesclava emoticons engraçados para arejar o humor, à medida que os dias passavam, o peso ia sumindo.
E, como agora, ele nunca deixava passar nem mesmo uma pequena anormalidade sua.
Perguntava com a medida exata para não incomodar e esperava indefinidamente até que ele respondesse.
Nessas horas, quando enviava a resposta, nunca aparecia um número ao lado da mensagem. Era a prova de que ele continuava a olhar para o celular, esperando até que ele respondesse.
Era uma sensação bem diferente da dos hyungs, que, quando surgia algo de estranho consigo, ligavam batendo o pé no chão de aflição.
Sentindo Kwon Haeil, que mantinha uma linha adequada e ao mesmo tempo derramava toda a atenção sobre ele, num instante o humor já melhorava.
Enquanto Kanghyeon olhava para a mensagem de Haeil, um leve sorriso pousou no canto de seus lábios.
— Chegamos, diretor-geral.
Erguendo a cabeça ao ouvir a fala de Wonwoo, Kanghyeon pôde confirmar que o carro já adentrava o complexo de apartamentos-escritório.
Após responder a Haeil “Não é nada demais”, Kanghyeon olhou para os olhos de Wonwoo refletidos no retrovisor.
— Você trabalhou muito. Como é fim de semana, descanse bastante.
— Sim. O senhor também descanse bem…
Os olhos de Wonwoo logo se encheram de preocupação.
— Por favor, eu imploro, pare de trabalhar nos fins de semana.
— Vou me esforçar.
Ao contrário da resposta, Kanghyeon já estava, dentro da cabeça, montando o plano do que ele mesmo precisava fazer durante o fim de semana. Esse plano era tão apertado que sequer havia tempo reservado para descansar de verdade.
O carro em que Kanghyeon estava logo adentrou a garagem do quarto subsolo. Assim que entrou, pôde ver Kwon Haeil, que olhava para a entrada da garagem, recostado numa Ferrari vermelha.
Ao avistar Haeil, Kanghyeon fez uma expressão intrigada, verificando as horas.
“É hora em que ele deveria estar bem no meio do trabalho, por que está aqui?”
A perplexidade durou pouco.
Assim que estacionou o carro na ampla garagem, Kwon Haeil veio andando a passos largos. Ao avistá-lo, Wonwoo, com uma expressão um tanto surpresa, saiu primeiro do carro.
— Diretor Kwon Haeil?
— Olá, secretário Jung Wonwoo.
Haeil se lembrava de Wonwoo com precisão. Depois do contrato, como era o sujeito que estava grudado ao lado de Kanghyeon toda vez que ele visitava o clube para verificações, era impossível não o conhecer.
Haeil, com um sorriso evidentemente de cortesia nos lábios, por algum motivo estava em guarda contra Wonwoo. Isso era tão sutil que só o próprio Wonwoo, alvo daquele olhar, conseguia perceber.
— Ouvi dizer que o senhor esteve em viagem de negócios por três dias. Deve ter sido cansativo.
— Ah, sim.
Respondendo meio atordoado, Wonwoo examinou Haeil de esguelha.
“Até ouvi dizer que ele mora no mesmo apartamento-escritório que o diretor-geral, mas como soube que ele estava em viagem de negócios? E como soube que ele chegaria hoje?”
Na verdade, esta viagem era originalmente uma viagem prolongada que se estenderia até a semana seguinte. Como Baek Kanghyeon não dormira direito e demonstrara um processamento de trabalho beirando a obsessão insana, todo o serviço acabara nesta noite.
Graças a essa agenda encurtada, ele subira para Seul meio às pressas, mas Kwon Haeil estava de prontidão na garagem de antemão, como se soubesse dessa agenda. O olhar de Wonwoo dirigiu-se naturalmente a Kanghyeon dentro do carro.
Nesse ínterim, Haeil, que passara por Wonwoo, dirigiu-se ao banco traseiro em que Kanghyeon estava. Bem para Kanghyeon, que ia justamente descer do carro, ele mesmo abriu a porta escancarada.
— Bom trabalho, diretor-geral Baek Kanghyeon. Podemos conversar um instante?
Haeil, que dirigiu tratamento formal a Kanghyeon com o rosto sorridente, arrancou-lhe da mão a pesada pasta de documentos. Antes mesmo que Kanghyeon lhe dissesse algo, teve as costas empurradas.
Haeil, mesmo enquanto conduzia Kanghyeon ao elevador, não se esqueceu de se despedir de Wonwoo.
— Eu levarei o diretor-geral Baek Kanghyeon até em casa em segurança. Então, vá com cuidado.
Wonwoo sentiu, por trás do rosto sorridente de Haeil, algo como um espinho um tanto pontiagudo.
Haeil, que subiu direto no elevador levando Kanghyeon, só depois que a porta se fechou é que finalmente estendeu a mão. A mão grande de Haeil acariciou de leve a testa e a bochecha de Kanghyeon.
— Ficou quieto esse tempo todo e de repente o que é isso?
— Se eu fizesse uma coisa dessas na frente daquele secretário, você não ia gostar.
Haeil, que voltou de novo ao tratamento informal, examinou o rosto de Kanghyeon com uma expressão bastante séria. De todo modo, parecia não acreditar na mensagem que ele enviara dizendo que não era nada demais.
Kanghyeon, entregando docilmente o rosto à mão de Haeil, deu uma risadinha.
“É como o hyung Seohun.”
Baek Seohun também, quando o examinava, costumava acariciar-lhe o rosto assim para medir a febre ou tocar-lhe o pescoço para verificar a pulsação. A personalidade também tinha alguns pontos parecidos, e, quando o via nessas horas, ocorria-lhe que eram mesmo semelhantes.
Embora Baek Seohun, que ainda chamava Haeil de “fdp que come do mesmo caldeirão” e o desaprovava, fosse ficar horrorizado.
— Por que está rindo? Eu estou sério agora.
— Por que o senhor Kwon Haeil estaria sério?
— Porque faz tempo que não te via e seu rosto está pela metade.
Não havia como ficar realmente pela metade em três dias, mas não era conversa fiada.
A fisionomia de Kanghyeon estava a esse ponto ruim.
— Quanto você se ralou de novo até voltar? E por que o rosto está tão pálido assim?
O canto dos olhos de Haeil ergueu-se em desaprovação.
O rosto de Kanghyeon, que já era do tipo branco, estava mais pálido, sem cor no sangue. Ao acariciar, viu que a temperatura corporal também estava um pouco mais alta que o normal; de uma forma ou de outra, não havia dúvida de que o corpo fora sobrecarregado.
Bem, tratando-se de uma viagem de vários dias, também não havia a restrição de ter de sair do trabalho pontualmente. Considerando a personalidade de Baek Kanghyeon, com certeza ele não dormira direito e só trabalhara.
Kanghyeon, que recebia o olhar insistente de Haeil, fez força para fingir indiferença.
A fisionomia ficar pálida e a febre subir um pouco eram sequelas que costumavam ocorrer sempre que havia a dor surda no baixo-ventre. Mas, como não podia explicar isso item por item, decidiu simplesmente fingir que não sabia.
— Deve ser impressão do senhor Kwon Haeil. Eu estou perfeitamente bem.
— Não minta.
Mesmo diante da voz severa de Haeil, Kanghyeon não mudou a expressão.
Só que encostou de leve o rosto na palma da mão de Haeil, que acariciava sua bochecha. Talvez por estar com um pouco de febre, a palma relativamente fresca de Haeil lhe agradou bastante.
Encostando o rosto na palma de Haeil, Kanghyeon fechou os olhos suavemente.
— Não é mentira.
Kanghyeon pensou que, assim mesmo, conseguiria pegar no sono sem problema. A esse ponto a palma fresca de Haeil era muito firme e macia, e, ao mesmo tempo, fresca como era típico dele.
Ao contrário de Kanghyeon, que sentia um conforto estranho, Haeil ficou enrijecido naquela exata posição. Seus dois olhos oscilaram violentamente, carregados de embaraço.
“Devoro ele de uma vez ou não?”
Haeil teve de lutar não sei quantas vezes contra o instinto, olhando para Kanghyeon, que se apoiava confortavelmente em sua mão.
Bem quando lhe ocorreu o pensamento de primeiro despejar um beijo e pensar depois, lamentavelmente, o elevador acabou parando. Haeil despejou por dentro todo tipo de palavrão contra o elevador desnecessariamente rápido.
Kanghyeon, que tirou o rosto da mão de Haeil, tentou levar a pasta que estava na mão dele. Mas Haeil resistiu como se jamais fosse deixá-la ser tomada e, ao contrário, agarrou firme a mão de Kanghyeon e saiu andando.
— Dormiu um pouco? E comida? Não ficou sem comer, né?
— Dormi direito e me alimentei como deve ser.
— Posso ligar para o secretário Jung Wonwoo e confirmar?
— Por que o senhor Kwon Haeil confirmaria uma coisa dessas?
— A gente já tem intimidade o bastante pra confirmar isso.
Nada menos que uma “relação de quem come do mesmo caldeirão”.
“E também é uma ‘relação de quem comeu o Baek Kanghyeon’.”
Haeil, que no íntimo pensava nisso com orgulho, levou Kanghyeon rumo à sua própria casa.
Enquanto isso, Kanghyeon vinha se mexendo à sua maneira para tentar soltar a mão presa por Haeil.
— Viu só, está tão cansado que nem consegue soltar a mão.
— Você entrelaçou os dedos que nem cobra, como é que eu vou soltar isso?
Como dizia Kanghyeon, Haeil mantinha os dedos entrelaçados sem folga alguma, fazendo força até nas pontas dos dedos. Transparecia uma vontade firme de não deixá-lo soltar a mão de jeito nenhum.
Kanghyeon, que acabou entrando meio à força na casa de Haeil, olhou para a própria pasta que ele segurava.
“Preciso entrar, tomar banho e revisar de novo a proposta de negociação primeiro… Depois disso, verificar também o lado do capital de investimento…”
— Está pensando em trabalho de novo, né?
Como se lesse claramente a cabeça de Kanghyeon, a voz de Haeil se intrometeu de repente. Com um rosto insatisfeito, ele largou a pasta que tinha na mão no sofá da sala e seguiu direto para o quarto dele.
— Não dá. Nosso senhor Baek Kanghyeon precisa primeiro ter a cabeça esvaziada pra depois pensar.
— O que…
Haeil fez Kanghyeon sentar-se na beirada da cama e lhe afastou as pernas para os lados. Só com esse gesto, aos olhos de Kanghyeon, que se assustou de leve, apareceu o rosto malicioso de Kwon Haeil.
— Não se preocupe. É que amanhã é fim de semana.
Kanghyeon, diante da ansiedade que o assaltava aos poucos, estava tenso sem se dar conta.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Alphega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Baek Kanghyeon, o herdeiro oculto e quarto filho do presidente do Grupo Baekcheong, guarda um segredo: ele é um tipo raro com 99% de características Alpha e 1% de características Omega.
Tendo vivido toda a sua vida como um poderoso Alpha dominante, seu mundo muda repentinamente quando Kwon Haeil surge em seu caminho.
— Acho que posso morrer de tanto gostar de você, Baek Kanghyeon-ssi.
Kwon Haeil, um Alpha obstinado que só sabe seguir em frente para conseguir o que deseja, rapidamente se torna uma presença indispensável na vida de Kanghyeon—
— Parabéns. Você está grávido de seis semanas.