Ler Salt Society (Novel) – Capítulo 126 Online

Capítulo 126
Mesmo com a babá esperando logo do lado de fora da porta, Jo Yeon-oh não mostrou absolutamente nenhuma intenção de se descolar do peito de Gi-hyeon.
— Já vou sair! — Gi-hyeon chamou, cuspindo apressadamente o mamilo molhado.
— Ah, não se apresse —, a voz amigável da babá filtrou-se de leve através da porta.
Gi-hyeon fechou os olhos com força, morto de vergonha. Não havia onde se esconder do olhar predador de Yeon-oh, que parecia devorar seu peito exposto.
— Ei, a gente precisa ir —, Gi-hyeon sibilou.
— É? Deveríamos? — Yeon-oh murmurou, sem se importar.
Movido por uma urgência nervosa, Gi-hyeon tentou empurrar o marido para longe, mas o alfa se recusou a sair do lugar, com os olhos fixos intensamente na ponta rígida e saliente do mamilo de Gi-hyeon.
Ainda na noite anterior, Yeon-oh o havia alertado severamente para não nutrir nenhum “pensamento impuro” enquanto lhe dava uma massagem, alegando que se conteria porque Gi-hyeon estava cansado. No entanto, lá estava ele, enterrando o rosto no peito de Gi-hyeon antes mesmo que o homem tivesse aberto totalmente os olhos, sugando impiedosamente o mamilo inchado de leite. Era completamente ridículo. Cada vez que o pomo de Adão proeminente de Yeon-oh se movia com um gole pesado, Gi-hyeon sentia uma onda de vergonha agonizante. Ele pressionou o calcanhar da mão contra a testa de Yeon-oh para afastá-lo, mas o alfa apenas prendeu os dentes da frente de leve, puxando a carne sensível e enviando uma dor aguda e adocicada direto para o âmago de Gi-hyeon.
— Ei, hah… para com isso. Eu disse que a gente precisa ir, por favor?
Apesar do apelo desesperado e sussurrado de Gi-hyeon, Yeon-oh apenas lhe lançou um olhar de baixo para cima antes de raspar sua língua áspera ritmicamente sobre a ponta inchada, recusando-se a parar. Apavorado com a possibilidade de a babá ouvi-los, Gi-hyeon só conseguia bater os pés silenciosamente contra o colchão.
Yeon-oh estava se agarrando ali com uma sucção de vácuo que fazia a amamentação de um bebê parecer brincadeira, esmagando e lambendo impiedosamente o bico totalmente ereto. A pura sobrecarga sensorial fez Gi-hyeon corar furiosamente, com o corpo tremendo de excitação indesejada. Mas com a sua saída para o trabalho batendo à porta e a babá literalmente de pé no corredor, levar as coisas adiante era impossível.
Yeon-oh sabia disso perfeitamente bem. Sugar o peito de Gi-hyeon com uma ereção dura como pedra marcando contra a própria cueca boxer não passava de uma vingança mesquinha pela noite anterior.
— Você, ngh… seu desgraçado de mente fechada—
— A única coisa fechada aqui é o nosso Gi-hyeon —, Yeon-oh rebateu prontamente, pontuando suas palavras com mordiscadas molhadas e puxões. — Esse seu buraquinho é tão apertado que eu sinto que o meu pau vai ser decepado toda vez que eu enfio.
Não foi até que o mamilo estivesse latejando, inchado e manchado de um vermelho vivo e corado que Yeon-oh finalmente abriu mão de seu aperto no peito de Gi-hyeon.
— Isso é uma marcação —, o alfa declarou com uma satisfação sombria. — Não importa com qual alfa você cruze lá fora hoje, as bolas deles vão murchar no segundo em que sentirem o cheiro disso. Eles não vão ousar chegar a três metros de você. Só assiste.
Gi-hyeon desferiu um golpe rápido com a lateral da mão na lateral da cabeça de Yeon-oh. — Você perdeu o juízo? Eu tenho que ir trabalhar! Ficou maluco?
— Continue me batendo e eu vou lá fora dizer para a babá que o meu cônjuge está cometendo violência doméstica.
— Vá em frente. Diga a ela.
Mesmo enquanto batiam boca, Yeon-oh buscou uma toalha embebida em água quente e limpou gentilmente o resíduo escorregadio do peito de Gi-hyeon. Jogando-lhe uma camiseta limpa, ele sorriu de canto. — Se vista e saia.
Enquanto Gi-hyeon puxava a camisa pela cabeça, Yeon-oh emitiu suas diretrizes finais. — Quer o nome dele seja Park Cheol-jin ou Park o-diabo-que-for, no segundo em que ele tentar gracinha, mostre esse dedo anelar esquerdo. Você fez bem em dizer àquele desgraçado que era casado, mas isso não é suficiente. Diga a ele que eu comprei um carro de luxo e construí uma casa para você.
— Você não comprou um carro para mim.
— Está de brincadeira comigo? Você é quem se recusou a aceitar!
Deixando aquela reprimenda final e exasperada pairando no ar, Yeon-oh saiu do quarto a passos largos. Um momento depois, Gi-hyeon o ouviu oferecer uma saudação breve para a babá antes de sua voz mudar para um arrulho absurdamente dramático. — O Surim estava com saudade do papai dele? Estava sim! — Gi-hyeon só pôde suspirar em total descrença. Ele não tinha tempo para se estender nas palhaçadas ridículas de seu marido, contudo. Vestindo a camiseta limpa, ele saiu correndo do quarto, desesperado para segurar Surim pelo menos uma vez antes de ir embora.
— Eu coloquei a sua bolsa de treino perto da porta da frente. Tem um sanduíche embalado lá dentro, então coma no carro. Não pule o café da manhã —, Yeon-oh instruiu, estalando a língua em desaprovação moderada enquanto ninava o bebê em seus braços.
Murmurando seu agradecimento, Gi-hyeon pegou a criança com cuidado. — O papai está indo para o trabalho agora, Surim-ah. Seja um bom menino.
Ele pressionou um beijo macio na bochecha impossivelmente gordinha do bebê, derretendo-se sob o olhar daqueles olhos redondos e lindos. Observando a troca afetuosa, Yeon-oh simplesmente envolveu seus braços ao redor de Gi-hyeon e do bebê, puxando-os para um abraço de urso enorme.
— Estou carente —, o alfa murmurou, de repente adotando um tom de dengo. — Quero que você saia do trabalho cedo hoje.
A tentativa descarada de agir de forma fofa arrancou uma risada indefesa de Gi-hyeon. Ele estava prestes a concordar e prometer um retorno rápido quando Yeon-oh arruinou completamente o momento.
— Nós nem conseguimos fazer ontem. Se nós vamos queimar aquela caixa inteira de camisinhas, precisamos ser diligentes. Se você continuar chegando em casa tarde, elas vão atingir a data de validade antes de terminarmos.
A mandíbula de Gi-hyeon caiu. Olhando fixamente para frente, ele vislumbrou a babá, que estava prestes a sair do quarto do bebê, girar violentamente nos calcanhares e marchar de volta para dentro. Gi-hyeon fechou os olhos com força. Sabendo perfeitamente bem que discutir só faria Yeon-oh soltar algo ainda mais obscenamente explícito, ele se rendeu. Ele deu meia-volta, pegou sua bolsa no corredor e marchou direto para a porta da frente.
— Tenha um bom dia no trabalho, querido! Vou colocar o bebê para dormir cedo e esperar por você!
A despedida sacarina, enjoativamente doce, atingiu suas costas como um golpe físico. Gi-hyeon nem se deu ao trabalho de se virar. Era simplesmente absurdo demais. Seu rosto estava queimando tão quente que ele se sentia febril enquanto praticamente corria para a garagem.
Subindo no banco do motorista, Gi-hyeon deu partida no motor e saiu com o carro. O Centro de Treinamento Nacional ficava a uma distância razoável, mas o trajeto não era massacrante. Felizmente, a gestão da equipe de natação era compreensiva, permitindo que ele ajustasse seus horários para chegar um pouco mais tarde e sair cedo.
O trânsito estava leve, permitindo que ele fizesse um bom tempo. Ele comeu o sanduíche que Yeon-oh havia preparado no caminho, com o coração se aquecendo com a adição atenciosa de um café gelado em uma garrafa térmica. Depois de estacionar, pegou seus equipamentos e entrou, pronto para implementar o novo programa de treinamento que havia desenhado. Tendo já concluído todas as reuniões preliminares com o treinador principal e a equipe de treinamento, ele estava liberado para mergulhar direto no trabalho.
— Você chegou, Doutor —, o treinador assistente cumprimentou calorosamente, afastando-se de um grupo de atletas.
Retribuindo a saudação, Gi-hyeon apresentou-se formalmente ao treinador principal antes de localizar Cheol-jin.
— Cheol-jin.
— …Você está aqui —, o nadador resmungou, com o rosto parecendo incomumente esgotado.
Gi-hyeon soltou uma risada solidária. — É isso que dá beber pelas costas do treinador principal. A ressaca deve estar brutal. Tomou alguma sopa de ressaca?
— …Sim.
Apesar da preocupação leve de Gi-hyeon, a resposta de Cheol-jin foi monótona e sem vida. A experiência havia ensinado a Gi-hyeon que atletas eram propensos a flutuações emocionais drásticas, e cutucá-los durante uma fase difícil raramente trazia resultados positivos. Confiando que um profissional do calibre de Cheol-jin sairia de qualquer que fosse o problema que o perturbava, Gi-hyeon não forçou o assunto.
Eles passaram a manhã inteira realizando o condicionamento fora da água em relativo silêncio, sombreados pelo humor sombrio de Cheol-jin. Depois de almoçar com a equipe de treinamento, Gi-hyeon esperou a sessão de piscina da tarde terminar. O itinerário era simples: condicionamento pela manhã, natação à tarde, seguido por uma breve sessão de fisioterapia e aplicação de gelo para encerrar o dia.
Durante o intervalo, ele pegou o celular e mandou uma mensagem para Yeon-oh.
[Ei.]
[O que o bebê está fazendo?] 14:48
Uma resposta apitou quase instantaneamente.
— Bebê? Você está me ligando? 14:49
Gi-hyeon rascunhou uma resposta cortante, mas no final apenas riu e bloqueou a tela. Voltando sua atenção para a piscina, ele discutiu a técnica de natação de Cheol-jin e potenciais áreas de melhoria com o treinador assistente. Outro membro da equipe passou por eles, lançando a Gi-hyeon um sorriso de canto breve, quase zombeteiro, e um dar de ombros antes de seguir adiante.
O treinador assistente acompanhou as costas do homem que se afastava com os olhos antes de se inclinar para sussurrar: — Não deixe ele te afetar, Doutor. Pelo visto, a Reabilitação Sky pressionou muito através da equipe de treinadores assistentes para conseguir colocar o homem deles aqui. Mas o treinador principal bateu o pé, insistindo que a Reabilitação Haeseong é absolutamente a melhor no ramo, e é por isso que ele conseguiu a vaga.
— Ah, entendi… — Gi-hyeon assentiu lentamente, de repente lembrando-se de quão agressivamente aquele membro específico da equipe havia tentado forçar bebidas nele durante o jantar de boas-vindas na noite anterior. Gi-hyeon havia recusado repetidamente, explicando que estava se abstendo de álcool devido à amamentação, mas a insistência implacável do homem havia lhe parecido incrivelmente estranha na época.
De qualquer forma, ele só ficaria aqui por algumas semanas e tinha zero interesse em políticas internas ou em fazer inimigos. Ele simplesmente assentiu e apontou em direção à piscina. — Diga ao Cheol-jin para me encontrar na maca de tratamento quando ele terminar.
Deixando a beira da piscina antes que o nadador terminasse completamente suas voltas, Gi-hyeon dirigiu-se para a sala de tratamento vazia para preparar seu posto. Ele dispôs suas ferramentas de massagem Graston e a loção Cetaphil, esperando calmamente.
Seu celular vibrou com uma sucessão rápida de mensagens, mas ele as ignorou, sabendo que outra dose das brincadeiras sem vergonha de Jo Yeon-oh quebraria completamente seu foco profissional. Poucos minutos depois, a porta se abriu, dando passagem ao treinador assistente e a um Cheol-jin pingando água.
— Doutor, esse moleque diz que a condição dele parece totalmente errada. Você acha que precisamos mandar ele para o hospital?
— Ele está com febre? — Gi-hyeon perguntou, franzindo a testa.
— …
Mesmo com os dois homens mais velhos discutindo sua saúde bem na sua frente, Cheol-jin apenas ficou ali parado como uma estátua, secando o cabelo mecanicamente com uma toalha. Apesar das ordens estritas para vestir imediatamente o casaco de treino após sair da piscina para evitar que a temperatura corporal caísse, ele estava ali parado vestindo nada além de suas sungas jammer, com a água empoçando aos seus pés.
Pegando uma toalha grande, Gi-hyeon a jogou com firmeza sobre os ombros largos de Cheol-jin e o guiou para sentar na borda da maca. Ele pegou um termômetro timpânico e o colocou no ouvido do nadador.
— Sem febre… Deixe-me fazer uma massagem primeiro. Se ele ainda se sentir mal depois, uma ida ao hospital pode ser o melhor.
— Ugh, está bem. Vou deixá-lo em suas mãos —, o treinador suspirou, esfregando a nuca.
Mesmo fora de temporada, atletas nacionais eram hiperparanoicos com medicamentos e estritamente limitados a hospitais de medicina esportiva pré-aprovados. A perspectiva de arrastar Cheol-jin de volta até uma instalação autorizada em Seul enquanto gerenciava o resto do elenco claramente enchia o treinador de pavor.
Assentindo de forma reconfortante, Gi-hyeon observou o treinador sair antes de voltar sua total atenção para o atleta silencioso. — Você tem absoluta certeza de que isso não é apenas uma ressaca forte?
— …Não é —, Cheol-jin sussurrou, balançando a cabeça lentamente.
De perto, o problema parecia distintamente físico em vez de um bloqueio mental. Gi-hyeon pegou outra toalha, envolvendo-a firmemente ao redor da metade inferior de Cheol-jin antes de instruí-lo a deitar de bruços na maca de tratamento.
— Você sabe melhor do que ninguém que cuidar do seu corpo é o seu sustento, mas às vezes a pressão simplesmente se torna tóxica —, Gi-hyeon murmurou suavemente. — Respirar e dar um passo atrás é uma estratégia válida. Você não tem se cobrado um pouco demais ultimamente? Pare de correr. Você precisa se dar permissão para descansar.
— …Sim —, Cheol-jin respondeu, com a voz soando estranhamente abafada e tensa contra a maca.
Gi-hyeon sentiu uma pontada de profunda empatia. Na idade de Cheol-jin, ele também havia vivido períodos em que a pura pressão de existir parecia sufocante; ele só havia encontrado a verdadeira paz recentemente. Olhando para os músculos tensos, Gi-hyeon envolveu uma bolsa térmica quente em uma toalha e a colocou gentilmente entre as omoplatas do nadador para infiltrar calor em seu corpo.
— Vamos meditar com os olhos fechados por cinco minutos. Depois vou começar a massagem. Eu falo com o treinador principal por você — você está dispensado por hoje, tudo bem?
— Tudo bem… — Cheol-jin concordou sem lutar.
Sorrindo de leve, Gi-hyeon ficou calmamente ao lado da maca. Quando os cinco minutos se passaram, ele removeu a bolsa térmica e puxou para baixo a toalha que cobria as costas de Cheol-jin. O nadador permaneceu mortalmente imóvel. Assumindo que ele havia pegado no sono — o que já era uma recuperação em si —, Gi-hyeon não o acordou. Ele pegou sua ferramenta Graston e a loção.
Durante as voltas da tarde, ele havia notado que o braço esquerdo de Cheol-jin exibia uma amplitude de movimento ligeiramente restrita em comparação com o direito. Guiando o braço esquerdo de Cheol-jin para ficar pendurado frouxamente na lateral da maca, Gi-hyeon aplicou uma porção de creme frio no músculo grande dorsal, perto das costelas.
Cheol-jin sobressaltou-se violentamente.
— Eu te acordei? Pode voltar a dormir. Eu te acordo quando terminarmos.
Oferecendo a garantia silenciosa, Gi-hyeon espalhou a loção com a ferramenta de metal.
— D-Doutor…
↫─☫ Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.