Ler Dogs Mask (Novel) – Capítulo ↫─História Extra 02.14 (E se…) Online


Modo Claro

Extra IF – Máscara de Cachorro 14

— Ah…
O engraçado era que ele podia sentir a realidade de ter voltado apenas pelo aroma e pelo cheiro que vinham como uma onda. Ele ergueu o corpo lentamente. Tanto a cama macia quanto as cortinas que ainda não haviam sido abertas eram diferentes do lugar onde Lee Jaeha vivera nos últimos meses.
No momento em que enterrou o rosto nas palmas das mãos, as lágrimas explodiram.
Ele não conseguia acreditar. Sem poder dizer uma única palavra de desculpa por tê-lo deixado, ele pôde sentir que sua existência naquele lugar estava desaparecendo como se estivesse sendo sugada para algum lugar. A ponta dos dedos que tentou acariciar a bochecha dele no final acabou não alcançando e ele teve que abrir os olhos daquela forma.
Taegun tinha um olhar que ele próprio via pela primeira vez. Até mesmo o Taegun que veio à casa principal de Jang Changshik para questionar o que ele estava fazendo ali não havia feito um olhar daqueles. Pensar naquilo continuamente o estava deixando louco.
Embora suas bochechas estivessem molhadas, as lágrimas não paravam. Ele não sabia o que seria bom fazer. Tudo o que o cercava dizia que ele não podia voltar para aquele lugar, que ali era a sua realidade. Vendo as coisas dessa forma, parecia ser verdade que o tempo que ele acreditou ser os últimos meses era totalmente um sonho, mas o que seria essa sensação de perda cujo fim não podia ser visto. Sendo apenas um sonho, como podia ser que ele sentisse como se tivesse retornado após ter metade do seu coração arrancada.
— ……
Na pressa, sua própria voz que sussurrou que o amava várias vezes para ele veio à mente. Pensar no fato de que não pôde pedir a desculpa que realmente deveria ter feito a ele o estava deixando louco. Ele deveria ter dito que sentia muito.
O olhar banhado em perda e ressentimento que o encarava continuava vindo à mente repetidamente. Ele deveria tê-lo deixado assim e apenas passado alguns meses o observando silenciosamente de vez em quando? O que era a resposta certa não vinha à mente imediatamente.
No centro do seu peito, sentia-se um vazio como se algo tivesse sido arrancado à força. O que fazer. Ele seria capaz de viver aqui tendo-o abandonado naquele lugar. A cada vez que adormecesse, acabaria desejando que ele o levasse consigo. Provavelmente pelo resto da vida, desejando que o levasse para o Jang Taegun que o esperaria. Por mais que amasse a criança e fosse feliz com o seu companheiro aqui, o arrependimento pelo que deixou para trás ficaria grudado de forma espessa e, a cada noite sob o travesseiro, ele poderia desejar que, por favor, se encontrassem hoje para que ele pudesse pedir perdão ao menos uma única vez.
Seria possível que Jang Taegun não percebesse isso. Jang Taegun, que olhava de forma séria erguendo a sobrancelha de lado mesmo diante de uma tosse sutil sua, não havia como não perceber esse ponto de Lee Jaeha.
Então como ele deveria dar uma desculpa. Dizer que o amava tanto que desejou que o outro você também fosse feliz, que quis se aproximar e fazer tudo por ele, mas como resultado acabou não deixando nada em suas mãos e, pelo contrário, entregou um mundo cheio de perda e voltou? Eram palavras que ele não teria coragem de dizer. Jaeha começou a soluçar de vez.
— Não…
Um apelo impotente saltou para fora. Ele precisava ir a algum lugar, ir a algum lugar para encontrá-lo. Ele não podia passar o resto da vida assim. Jaeha, tomado pela emoção, sem perceber que estava em um estado onde havia perdido a razão, levantou-se com pressa da cama e acabou pisando em falso, caindo debaixo da cama. Embora tenha feito um barulho alto, ele não sentiu dor. A sensação de vazio no peito fez com que os sinais que subiam dos órgãos sensoriais da dor fossem ignorados.
Gotas de lágrimas caíram no tapete que Taegun havia escolhido. Não saber o que seria bom fazer era a segunda dificuldade complexa pela qual passava na vida. No entanto, mesmo quando correu pela estrada da madrugada sem rumo para fugir de Jang Taegun, não havia sido tão desolador assim. Sem conseguir se levantar, foi no momento em que os pensamentos sobre o que seria bom fazer continuavam um após o outro, mordendo a cauda. A porta do quarto se abriu silenciosamente.
— Ei, o seu pai está chorando. Olhe bem. Se não for hoje, ele só vai lacrimejar um pouco quando você for se casar.
A voz indiferente peculiar. Jaeha ergueu a cabeça surpreso.
— Por que você está aí fazendo drama sem nem acender a luz de novo.
Era um tom de deploração. Ele parecia ter pressionado o interruptor na parede imediatamente. Diante da luz que se derramou de repente, Jaeha franziu os olhos e mal conseguiu recuperar a visão. Taegun, que estava segurando Kyunghyun, apontou para Jaeha balançando a mão da filha.
— Olhe rápido. É difícil ver o seu pai chorar duas vezes.
A criança, como se entendesse as palavras de Taegun, estendeu os braços em direção a Jaeha animada, fazendo com que Taegun tivesse que segurar a barriga e o peito da criança adequadamente para abraçá-la novamente.
Jaeha olhou para aquela cena distradamente. Sim. O lugar onde ele deveria estar era aqui, onde estavam o seu companheiro e a sua filha. Assim que pensou dessa forma, as lágrimas explodiram novamente dos olhos que olhavam distradamente para Taegun e Kyunghyun.
— Oh? Está chorando de novo.
Falando com indiferença, ele se aproximou e sentou-se ao lado de Jaeha. A criança agora estava se debatendo completamente para sair dos braços de Taegun e ir para Jaeha.
Jaeha moveu os lábios de leve. Ele não sabia o que deveria dizer. Ele deveria explicar sobre o sonho? No entanto, assim que esse pensamento surgiu, ele percebeu que não podia dizer nada. Ele havia se aproximado pensando que era a mesma pessoa que ele, mas nunca poderia dizer que passaria o resto da vida sentindo saudades dele. Porque ele amava tudo em Taegun e naturalmente amou até o Jang Taegun do sonho, mas não dava para saber como Taegun receberia isso.
Nesse momento, ele falou enquanto colocava nos braços de Jaeha a criança que ainda estava se debatendo:
— Ei, você gosta tanto assim do seu pai? Ele te abandonou para montar uma casa com um cara jovem e voltou, mas mesmo assim.
— ……
Jaeha olhou distradamente para Taegun. Embora estivesse recebendo inconscientemente a criança que se agarrava a ele listando sons incompreensíveis como se estivesse animada, ele não teve escolha a não ser encarar Taegun sem forças, com os dois olhos bem abertos. Taegun, que encarou aquele olhar sem desviar, colocou o cotovelo sobre o joelho, apoiou o queixo na mão e falou com indiferença:
— Por que você pensou que apenas você se lembraria?
— ……
— Se você ia sofrer tanto assim, com que propósito foi encontrá-lo de propósito.
— …Taegun-ah.
Jaeha chamou o seu nome distradamente. Jang Taegun fez um som com a garganta, desviou o olhar e então voltou a olhar para Jaeha novamente.
— Você e eu estamos conectados pela marca, você pensou que teria tido aquele sonho sozinho?
Ele não conseguiu conter-se e estendeu os braços em direção a ele. Os dois olhos que estavam arregalados se curvaram frouxamente e as lágrimas escorreram sem parar. Taegun recebeu Jaeha, segurando bem a criança que estava no meio para que não se machucasse.
— Por que está fingindo intimidade. Quando você estava choramingando dizendo que gostava do cara jovem, quando foi isso. Só porque o rosto se parece, você acha que não é traição.
— Taegun-ah, Jang Taegun…
Submerso em uma emoção que nem ele mesmo conseguia entender, ele não teve escolha a não ser continuar chamando por ele. Com a bochecha molhada encostada no rosto dele, ele distribuiu beijos por vários lugares.
— Eu, eu pensei que nunca mais te veria… Porque eu sentia tanto, tanto que não conseguia suportar…
— Já entendi. Eu disse que também tive aquele sonho junto.
Taegun deu tapinhas nas costas de Jaeha como se o estivesse confortando de qualquer jeito. A criança, imprensada no meio dos pais, pronunciou algo como se quisesse ser incluída também. Eram palavras como “aba”, “ababa”, um balbucio que Taegun e Jaeha achavam incrível por parecer que ela dizia “papai” apesar de ainda não ter completado um ano. Por causa disso, Jaeha pôde sentir ainda mais. Que este lugar era a realidade e que os Jang Taegun que ele amou eram todos a mesma pessoa.
— Pare de chorar, pai da criança.
Sim. Ele parecia entender agora que aquele que o confortava com esse tom de voz indiferente era o seu companheiro e o alfa com quem compartilhava a marca. Que bom, que bom… Que bom que você não ficou muito solitário sendo deixado sozinho… Que bom. Jaeha murmurou de forma desconexa.
— Já entendi. Pare com isso. Eu não quero fazer comida, então pare de chorar para sairmos para comer. Se alguém vir, vai pensar que sou um companheiro cruel que faz o marido chorar.
Haha, no fim o riso explodiu. O que Lee Jaeha amou foram todos os Jang Taegun. A qualquer hora, em qualquer lugar, em qualquer época em que vivesse. Ele percebe de novo que Lee Jaeha sempre amará Jang Taegun.
— Eu te amo.
— Eu sei. Mas não dá para fazer a criança dormir de manhã. Mesmo que seja para fazer apenas um boquete rápido, a sua filha precisa dormir para que possamos fazer.
Jaeha riu novamente com aquelas palavras. Em direção ao seu alfa. Ele pôde sentir que havia retornado em segurança.
Tanto ele quanto o outro. E bastava apenas ficarem juntos para sempre.

↫────☫────↬

Jang Taegun olhou para Lee Jaeha, que seguia lentamente atrás da criança lá ao longe.
Como o clima estava fresco, mas não frio, eles haviam saído para o parque próximo, e ele estava observando fixamente o pai da criança que chamava a atenção ao redor mesmo vestindo apenas camisa e calça jeans.
A criança dava passos miúdos, mas balançava como se fosse cair a qualquer momento, e a cada vez Jaeha, sem saber o que fazer, curvava a cintura tentando segurar a criança. Ele ainda era desajeitado em lidar com crianças. Vendo-o agir assim, talvez fosse uma lógica natural que Jang Taegun ficasse encarregado da criação dos filhos.
— ……
Sim. Aquela criança é o bebê que veio de entre você e eu. Taegun, que revirava o bolso por hábito, percebeu que havia diminuído o cigarro desde o nascimento da criança e recentemente havia parado de fumar completamente, então pegou uma latinha contendo pequenas pastilhas de menta e colocou uma bala na boca.
Clank, clank. As pastilhas de menta dentro da latinha rolavam umas contra as outras fazendo barulho. Taegun continuou ouvindo aquele som enquanto examinava com desagrado as mães que haviam saído para passear no parque olhando apenas para Jaeha.
Hoje de manhã, Lee Jaeha, que acordou do sono, queria conversar com Taegun falando detalhadamente sobre o sonho que havia tido. Sinto muito, mas para ele era um pouco difícil. Porque o sonho de que Lee Jaeha se lembrava e o de Jang Taegun eram ligeiramente diferentes.
“Lee Jaeha… Lee Jaeha!”
Procurando por Lee Jaeha que desapareceu de repente, ele havia vasculhado todo o hospital onde fora deixado sozinho. Ele sentiu como se sua cabeça fosse explodir enquanto o esperava na casa vazia para onde havia retornado.
Ele sabe agora que aquilo era a sequela de uma marca unilateral.
Na época, sem saber que era por isso, ele havia sofrido como se uma bomba tivesse sido plantada em sua cabeça.
Esperando por Lee Jaeha que não retornava. Um dia, dois dias, uma semana, um mês, três meses, meio ano. Jang Taegun enlouqueceu intensamente.
“Lee Jaeha.”
“Quem é você.”
Lee Jaeha, que encontrou o seu lugar, não se lembrava dele. Era algo natural. Porque o Lee Jaeha que se casou com Jang Taegun, teve uma filha e viveu junto com ele havia desaparecido completamente. Quando o secretário que resolvia os pequenos assuntos sob as ordens de Lee Jaeha o denunciou por invasão de domicílio enquanto ele esperava sozinho em seu apartamento, uma risada sem humor havia escapado.
Talvez, se ele tivesse ficado mais tempo, teria cometido suicídio daquela forma. Sendo uma sorte ou não, Jang Taegun conseguiu acordar antes disso. Ao lado de Lee Jaeha. Ao lado de seu alfa da marca que dormia profundamente.
Após flutuar em uma sensação de perda tão cheia que ele nem conseguia respirar, quando viu aquele que dormia profundamente deitado ao seu lado, Jang Taegun imaginou estrangular o pescoço de Lee Jaeha. E ele não teve escolha a não ser sentir uma sensação de queimação como se o lugar onde a marca fora estabelecida estivesse pegando fogo, sofrendo o impacto apenas pela imaginação.
Na madrugada em que todos os membros amados da família dormiam, Jang Taegun olhou fixamente para Lee Jaeha e logo em seguida foi ver o quarto de Kyunghyun. O quarto da criança, onde o cheiro de fórmula peculiar das crianças e o umidificador funcionavam silenciosamente, provava a cada momento que a conexão entre ele e Lee Jaeha era tão plena além da marca.
Com aquilo, ele pôde afastar todo o ressentimento. Jang Taegun tomou banho imediatamente, esperou a criança acordar e, após alimentá-la com a papinha, esperou seu marido acordar. Reprimindo e reprimindo o desejo de confirmar continuamente que ele existia ao seu lado, ele apenas esperou.
— Taegun-ssi, parece que a Kyunghyun está com sono.
Lee Jaeha estava se aproximando dele carregando a criança com um sorriso. Mastigando a pastilha de menta na boca com força, ele se lembra do Lee Jaeha de vinte e três anos que o amava.
“Taegun-ah.”
Embora tenha sido um tempo em que ele quis matar alguém ou se matar de ressentimento por Lee Jaeha tê-lo domesticado a ponto de fazê-lo sofrer tanto que quis morrer.
“Taegun-ah.”
Bem. Mesmo se ele voltasse no tempo, ele desejaria enfrentar mais uma vez aquele momento em que o Lee Jaeha de vinte e três anos o amava.
— Taegun-ssi, a Kyunghyun dormiu.
— A sua filha foi dormir? Então vamos rápido para o carro. Para fazermos o 69 que não pudemos fazer de manhã.
Porque ele era infalivelmente o cão de Lee Jaeha. Aquele que, mesmo vivendo como um cão pelo resto da vida, não se daria por satisfeito e apenas buscaria a oportunidade de abanar o rabo.

Jang Taegun era o cão de Lee Jaeha.

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“Fim do Extra IF (E se?)”

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Dogs Mask (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Lee Jaeha, herdeiro do poderoso Grupo Yushin e um alfa acostumado a estar no topo de tudo, vê sua vida mudar ao conhecer Jang Taegun, um alfa enigmático e perigoso que desperta nele sentimentos e desejos que jamais imaginou sentir. Determinado a ficar ao lado de Taegun, Jaeha desafia a oposição de todos e aceita abrir mão de tudo para se casar com ele.
No entanto, o casamento nasce sem amor e sob condições cruéis. Enquanto o império Yushin começa a ruir, a relação entre os dois se transforma gradualmente, revelando segredos, feridas do passado e uma atração impossível de ignorar. Entre orgulho, obsessão e sentimentos que nenhum dos dois consegue compreender por completo, Jaeha e Taegun precisarão decidir até onde estão dispostos a ir um pelo outro.
Nome alternativo: O Co Por Trs Da Mscara

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