Ler Dogs Mask (Novel) – Capítulo ↫─História Extra 02.13 (E se…) Online


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Extra IF – Máscara de Cachorro 13

O boato de que havia um alfa que chamava a atenção entre os calouros de engenharia civil se espalhou rapidamente.
— Disseram que ele veio para a faculdade hoje?
— Sim. Disseram que hoje ele também desceu de um carro importado.
No meio dos calouros que conversavam sobre o alfa cuja face era difícil de ver, apesar de serem do mesmo ano, um veterano que havia retornado do serviço militar neste semestre se intrometeu, dando uma risadinha.
— As unhas daquele desgraçado estavam curtas para caralho, dá para ver de cara quem ele estava agarrando.
— Unhas?
— O que tem as unhas?
Olhando para os calouros que apenas piscavam os olhos sem entender o significado, o veterano ergueu um canto dos lábios em um sorriso maldoso. Ah, que coisinhas tenras. Não entendiam nem uma piada de duplo sentido, pareciam perfeitos para serem devorados.
— Existe uma coisa assim. Em vez disso, o oppa compra o almoço para vocês? Todo mundo está no horário vago agora, não é?
— Ah, não. Nós temos aula. Oh?! Ei, ei, aquele ali não é o Jang Taegun? Parece que está indo para casa.
Uma das calouras, que recusou o convite dele sem o menor entusiasmo, virou a cabeça abruptamente e apontou para um alfa que caminhava ao longe com um livro debaixo do braço.
Aquele alfa, que era uma cabeça mais alto que os outros, caminhava com uma expressão indiferente, sem saber ou não se importar com a caneta esferográfica presa atrás da orelha. Sua pele tinha a cor de leite com café, e seus cabelos, ligeiramente longos cobrindo a nuca, também eram negros como o carvão. Um suéter preto fino e sem estampas estava esticado devido aos seus ombros largos.
Foi logo antes de o veterano, que o encarava com desagrado, começar a falar mal do alfa para os calouros novamente.
Um carro parou diante deles.
— Ah, aquele carro é…
No momento em que um dos calouros murmurou, Jang Taegun, que caminhava em direção ao portão principal, mudou de direção e veio para cá. Seu andar, que antes era um desleixo, naturalmente se transformou em uma postura ereta, tornando sua velocidade muito rápida.
— Caramba, ele está vindo para cá.
Quando o calouro murmurou, até o veterano ficou tenso. O alfa arrogante era surpreendentemente bom em conter seus feromônios, mas mesmo que não pudessem ser sentidos, a pressão ao ficar perto dele era considerável, a ponto de um alfa recessivo como o veterano sentir arrepios que faziam seus órgãos sensoriais de feromônios formigarem. Era o órgão sensorial, percebendo o perigo, enviando um sinal para o corpo fugir. Para ser honesto, poderia ser visto como intimidação, mas ele não queria admitir isso.
— O-O que é.
Ele tentou fingir que estava confiante para não demonstrar que estava acovardado sem motivo, mas acabou gaguejando. Independentemente disso, os calouros já estavam com os olhos fixos em Jang Taegun, que se aproximava deles.
Foi então.
— Taegun-ah.
Alguém que desceu do carro parado diante deles chamou o alfa. Não apenas os calouros, mas até o veterano prendeu a respiração com um sobressalto.
A pessoa que abriu a porta do motorista e desceu parecia ser um alfa. Com cabelos e olhos de cor clara e pele alva, ele não era maior que Jang Taegun, mas tinha uma estrutura óssea boa e um corpo magro, porém firme. Mesmo vestindo apenas uma camisa leve de cor sólida e sem estampas, emanava uma atmosfera como se estivesse vestindo a melhor roupa de toda aquela rua.
Sua testa alinhada, revelada pelo cabelo naturalmente jogado para trás, era branquinha e bonita. Devido à ponte do nariz bem definida e ao filtro labial delicadamente esculpido, ele dava a impressão de ser um homem belo, mas nos olhos que pareciam carregar uma personalidade fria e nos lábios que pareciam revigorantes, havia a sensação obstinada peculiar de um alfa.
— Oh, oh, parece que os dois se conhecem!
— Que loucura. É um jardim de flores, um jardim de flores.
Os calouros surpresos batiam uns nos outros, fazendo um alvoroço. O veterano, que olhava distraidamente para o alfa que descera do carro, observou com desagrado as maçãs do rosto deles subirem enquanto sorriam de orelha a orelha.
Ele não conseguia entender por que faziam tanto alvoroço por causa daquela aparência tão lisa. Um alfa, por natureza, deveria ter um lado firme como uma rocha, como se pudesse sustentar três ou quatro pessoas. No entanto, ele estava percebendo inconscientemente que, se este lado era como uma rocha rolando, o outro lado era limpo e liso como um cristal cuidadosamente esculpido por alguém.
— Sênior, vá falar com ele rápido. Pergunte que tipo de relacionamento os dois têm.
Foi então. Os calouros, que estavam se batendo e fazendo alvoroço o tempo todo, puxaram a gola do veterano com a ponta dos dedos em forma de pinça. Era um gesto como se tocassem apenas com a ponta dos dedos por não quererem encostar em algo sujo. Antes que ele pudesse perguntar o que estavam fazendo, outro calouro ao lado pressionou o veterano.
— É verdade. Sênior, vá falar com ele. Rápido.
— Ah, eu…?
— Vendo como você chamou o Taegun de desgraçado agora há pouco, não é porque você e o Taegun são próximos? Se não fossem próximos, você poderia xingar assim do nada?
— Vá falar com ele logo!
O argumento do calouro, embora atrevido, era válido. Sendo pressionado por exigências que o deixavam atordoado alternadamente, o veterano, bloqueado pela lógica, deu um passo à frente distraidamente antes mesmo de poder argumentar. Atrás dele, os calouros gritaram de alegria como se tivessem alcançado seu objetivo.
Os dois alfas conversavam de pé no lugar. Jang Taegun colocou seu livro de especialização com a capa esfarrapada no teto do carro importado que parecia caro, mas o alfa dono do carro não parecia se incomodar com isso. Se ele dirigisse um carro assim, faria com que os caras ao redor nem chegassem perto para não arranhar. No entanto, ele curvou os olhos que pareciam frios em um sorriso, sem demonstrar nenhum sinal de mau humor.
…Uau, ele é bonito para caralho… Não, não é que ele seja bonito, o que é isso… O veterano estava fora de si, examinando o rosto do alfa com uma cara de bobo novamente. Se fosse para definir, era um rosto bonito, mas as feições bem alinhadas eram exatamente como…
— É alguém que você conhece?
Nesse momento, o alfa perguntou a Taegun, parecendo intrigado. Só então o veterano conseguiu recuperar a mente que estava aérea. Jang Taegun o encarava fixamente com um rosto sem expressão.
— Oh, porra! Quando foi que eu cheguei até aqui?!
O veterano se assustou a ponto de gritar internamente. Como se tivesse continuado andando inconscientemente, ele havia se aproximado demais da frente do carro parado. O alfa olhava alternadamente para Jang Taegun e para ele com um rosto intrigado.
No entanto, já que havia chegado até ali, não dava para recuar. Afinal, já havia se passado um mês desde o início do semestre, então aquele cara arrogante já deveria ter memorizado o seu rosto. O veterano ergueu a mão, fingindo conhecê-lo.
— Ah, Taegun-ah. Você se lembra do hyung? Turma C de engenharia civil.
Com essas palavras, o alfa fez uma expressão curiosa por um momento. Parecia querer perguntar se eles se conheciam. Mas foi apenas por um instante. Jang Taegun franziu a testa e disse em um tom como se estivesse cuspindo:
— Que porra é essa de me chamar pelo nome de um jeito tão meloso. Faça uma conversão à esquerda agora mesmo.
…Não, aquele alfa também não acabou de chamar Jang Taegun pelo nome agora há pouco? O nome serve para ser chamado…
Ao mesmo tempo em que sentia estranheza, o veterano, que vivia com a palavra “exército” na boca, girou o corpo sem perceber, fazendo a conversão à esquerda e parando. Então, seu rosto ficou vermelho num instante. Porque ele não conseguia afastar o pensamento de que aquele cara insignificante o havia ignorado.
Com o rosto vermelho de humilhação, o veterano colocou as mãos na cintura e olhou para trás. Os calouros o olhavam com os olhos arregalados. Ele não podia recuar aqui.
— Ei, que tipo de modo de falar é esse com um sênior? Esse calouro da engenharia civil não serve. Precisa de uma reunião geral para tomar vergonha na cara?
Os departamentos da área de construção costumam ter uma disciplina militar rígida mesmo na faculdade, então era absurdo ver o que ele estava pensando para agir assim sendo apenas um calouro. Como ele próprio havia sido frequentemente convocado para reuniões gerais pelos veteranos dos anos superiores, a hierarquia da engenharia civil estava profundamente gravada em seus ossos. Ao pensar que um calouro sem noção estava sujando a água, um senso de missão desconhecido surgiu.
Incentivado por esse senso de missão, ele falou de forma ameaçadora com a testa totalmente franzida, e Jang Taegun segurou com a mão a caneta esferográfica que estava presa atrás de sua orelha.
A forma como ele a segurou não era como se segura um instrumento de escrita comum, mas parecia estranha, com a ponta da caneta voltada para a lateral da mão, quase como se segurasse uma faca. O veterano se assustou sem perceber, mas o alfa virou levemente o corpo, bloqueando a visão de Taegun, e sorriu erguendo de leve o canto dos lábios. Embora fosse um sorriso que parecia suave à primeira vista, era tão limpo que era uma expressão que impedia qualquer um de puxar conversa ou se agarrar.
— Então você é o sênior do Taegun.
— Ah, sim, bem…
Jang Taegun, que estava de pé ao lado, franziu a testa como se estivesse enfrentando a coisa mais irritante do mundo. O alfa se virou para ele e, sorrindo de leve, envolveu seus ombros em um abraço.
Ouviu-se um pequeno som de sobressalto dos calouros que estavam atrás. O veterano também ficou consideravelmente surpreso. Ver Jang Taegun, que emanava uma aura de que morderia até a morte assim que alguém se aproximasse, com um ar que dominava as pessoas ao redor como uma fera orgulhosa, tornar-se manso ao toque do alfa, qualquer um ficaria surpreso.
Olhando para Jang Taegun, que também envolveu a cintura do alfa firmemente, seguindo o braço que estava em seu ombro, dava para ver que a relação entre os dois alfas era mais íntima do que se imaginava.
Enquanto o veterano apenas piscava os dois olhos distradamente diante daquela cena inesperada, o alfa perguntou novamente:
— Então, entre os formados, você conhece o senhor Kim Jinseok?
Claramente era uma linguagem formal, mas era estranho como soava como linguagem informal. O veterano ficou atordoado, mas acenou com a cabeça surpreso pelo fato de ele ter mencionado o nome de um dos veteranos que se tornou uma lenda dentro do clube do departamento ao conseguir um emprego na Yuwon Construções, uma subsidiária da Yushin, mais especificamente de propriedade do primo de segundo grau do ex-presidente da Yushin.
— Como você conhece o Jinseok hyung…
— É porque o senhor Kim Jinseok foi o tutor particular do meu irmão mais novo quando estava estudando nesta faculdade.
E então, ele ergueu o canto dos lábios em um sorriso de leve novamente. Como não havia calor naquilo que nem parecia um sorriso, o veterano engoliu em seco.
Não, mas… tutor do irmão mais novo? Pelo que ele sabia, o sênior Jinseok havia feito um trabalho de tutor particular apenas uma única vez. Ele disse que o cliente era filho de uma família chaebol, mas não respondeu quando lhe perguntaram de qual conglomerado era. Ele havia reclamado dizendo que assinou um contrato para não falar detalhadamente sobre aquela família. Sendo um trabalho de tutor no qual ele entrou assinando até um contrato, a matéria que ele assumiu não era uma matéria principal, mas a parte de geometria da matemática do ensino fundamental.
Olhando para o veterano que piscava os olhos surpreso por se lembrar das histórias que ouvira, o alfa abriu a boca novamente.
— Qual é o nome do sênior do Taegun? Era incômodo para mim o senhor Kim Jinseok me mandar saudações no meu número pessoal a cada feriado. Mas já que agora descobrimos que temos um conhecido em comum, seria bom nos darmos bem juntos.
— Ah, sim… Sim! Se for assim, seria ótimo para mim!
Se a outra parte fosse a pessoa de quem Kim Jinseok havia falado, significava que ele havia obtido a oportunidade de conseguir um grande contato. Foi logo antes de o veterano entusiasmado pegar o celular animado para trocar números.
— Que palhaçada. Só por ser do mesmo departamento, tenho que tratar até uma linguado como sênior? Querido, você está me dizendo para prestar continência para uma cabeça de peixe?
Jang Taegun falou com indiferença, intrometendo-se entre eles. O alfa virou a cabeça e o olhou por um momento, e então sorriu calorosamente para o veterano com uma expressão que dizia que as coisas eram assim. Apesar de suas feições serem delicadas, era um sorriso que não deixava dúvidas de que ele era um alfa. Foi o momento em que ele ficou atordoado mais uma vez diante do rosto daquele que esteve apenas erguendo minimamente o canto dos lábios o tempo todo, agora sorrindo a ponto de curvar os olhos.
— Sim. Parece que é isso. É uma pena, mas vamos fingir que isso não aconteceu.
A outra parte encerrou a situação de forma limpa. De modo que não se pudesse encontrar nenhum espaço para se agarrar, assim como ele havia sentido no início. O alfa se virou como se estivesse apenas esperando que aquela conversa terminasse.
Antes mesmo que o veterano, desesperado pela oportunidade perdida diante de seus olhos, pudesse erguer a mão para segurá-los, Jang Taegun abriu a porta do motorista e fez o alfa entrar. Ele colocou a mão sobre o topo da cabeça dele para que não batesse, fechou a porta com um clique e, após encarar fixamente o veterano, sorriu ferozmente.
— Linguado, o seu mau hálito estava terrível. Da próxima vez, não venha falar comigo, ande por aí com um caderno de desenho.
— O-O que? O que?!
Antes que pudesse argumentar contra a humilhação inédita que acabara de ouvir, Taegun deu a volta pelo capô e subiu no banco do passageiro. Então ele abaixou a janela, apoiou o braço batendo na porta do carro e disse:
— Querido, acelera.
Com essas palavras, o som do alfa rindo pôde ser ouvido baixinho.
— Ei, espere um pouco—!
E antes que o veterano pudesse fazê-los parar, o sedã partiu suavemente. O veterano apenas olhou fixamente para a traseira do sedã importado com uma cara de bobo, piscando os dois olhos.
— O que foi isso, o que aconteceu?
— Não sei. Parece que ele levou um fora?
— Ei, ele o chamou de linguado. Engraçado para caralho. Parece que ele sentiu o mau hálito mesmo estando um pouco afastado.
— Se for bonito, o olfato também é bom? Mas não parece que os dois estão namorando? Ele o chamou de querido.
— Caramba, que babado. Vamos espalhar o boato.
Os calouros que estavam atrás murmuraram e então houve o sinal de que estavam deixando o lugar. O veterano não teve escolha a não ser mover os lábios de leve no lugar onde fora deixado sozinho.
— Por que você lida com tipos assim um por um.
Como Jaeha previra, Jang Taegun parecia não estar gostando. Jaeha olhou de relance para o perfil de Taegun, que estava com o queixo apoiado na mão e o braço na moldura da janela.
No entanto, por sua própria experiência, era melhor suprimir tipos assim logo no início. Se fosse Jang Taegun, ele poderia simplesmente deixar para lá e acabar causando um incidente de violência real, então ele pensou que seria melhor cortar o mal pela raiz com antecedência para fazê-lo se formar na faculdade.
Além disso, para Jaeha, os ômegas que estavam atrás do cara que viera arrumar briga eram o que mais chamava sua atenção. O jeito como olhavam para Taegun com olhos brilhantes não era comum. Ele pensou que seria melhor deixar claro que ele próprio existia, por isso interveio de propósito, e desejou que o boato se espalhasse longe.
Pensar que controlar um namorado jovem também era uma tarefa consideravelmente difícil fez surgir um riso frouxo.
— Por que está rindo.
Então Taegun perguntou imediatamente. Jaeha, feliz e contente por ele ainda estar curioso sobre o motivo de seu riso, apenas continuou rindo sem lhe dar uma resposta.
— Estou perguntando por que está rindo.
Foi no momento em que Jaeha respondia dizendo “É segredo”.
Letras gigantescas como um edifício apareceram de repente bem à frente. Jaeha piscou os dois olhos distradamente.
[Este sonho termina hoje.]
…O que? Hoje? Foi quando Jaeha, surpreso, moveu os lábios de leve.
Junto com uma buzina que parecia rasgar os ouvidos, alguém agarrou o volante e o girou abruptamente. Jaeha, assustado, pisou no freio com força. Junto com um som de derrapagem, o som dos pneus deixando marcas de esqui na estrada ecoou ruidosamente. Jaeha pôde sentir Taegun envolver sua cabeça em um abraço.
Com um som de colisão, o carro se chocou contra uma árvore na calçada. As buzinas vindas de vários carros enchiam a rua.
— Ta-Taegun-ssi!
Como foi algo que aconteceu num piscar de olhos, ele estava fora de si. Jaeha chamou Taegun, que o havia protegido e batido com a cabeça no volante. Ele não conseguiu responder. Parecia ter perdido a consciência.
— Alguém, por favor, alguém…
Olhou ao redor em pânico. Não conseguia acreditar no que acabara de acontecer. O braço de Taegun caiu frouxamente das costas de Jaeha. Um pressentimento aterrorizante passou por Jaeha. Apenas a imaginação de perder Taegun o deixou em um estado onde nada entrava em sua visão sombria.
Foi no momento em que Jaeha, com as mãos trêmulas, pegava o celular para chamar uma ambulância.
— Você dirige de um jeito bem agressivo.
Jang Taegun estava franzindo o cenho enquanto apoiava a mão na testa. Só então soltando a respiração que havia prendido, Jaeha o examinou. Ele pôde sentir os carros que passavam parando e olhando para dentro do carro em que estavam.
Como se o corpo de bombeiros estivesse próximo, o som de uma sirene pôde ser ouvido vagamente ao longe. Alguém se aproximou e bateu na janela. Como perguntaram se ele estava bem, Jaeha abaixou a janela, respondeu que sim e desceu do carro.
Olhando por fora, o capô estava destruído. Ele impediu Taegun de descer e, assim que a ambulância chegou, fez com que o colocassem dentro.
Sem escolha, ele entrou em contato com o secretário que cuidava dos assuntos da família. Pedindo para ele resolver os assuntos restantes, ele próprio subiu imediatamente na ambulância seguindo Taegun. Mesmo no meio da agitação, ver Taegun deitado na maca de transporte com uma expressão indiferente o fez se acalmar um pouco. Só então Jaeha olhou para trás. No céu, as letras que flutuavam grandes haviam desaparecido.
O socorrista fez algumas perguntas a Taegun. Coisas como se ele sentia tontura ou se tinha vontade de vomitar. Junto com o aviso de que ele não deveria perder a consciência.
— Examine aquela pessoa também. Estava comigo no carro.
Jang Taegun disse apontando para Jaeha. Quando o paramédico terminou de fazer as perguntas a Jaeha e ele respondeu, só então Jang Taegun estalou a língua.
— É bom que não seja entediante, mas vamos fazer esse tipo de evento apenas mais uma vez no futuro.
— ……
Jaeha não conseguiu responder. No futuro? A parte que Taegun mencionou ficou gravada em sua mente.
Era por causa das letras que ele havia visto. “Este sonho termina hoje.” Certamente, nas letras que viu quando chegou aqui, estava escrito que terminaria em um número de meses. Como não lhe disseram quantos meses seriam, Jaeha pensou que seria mais longo do que isso.
Mas pensar que era hoje. Jaeha apoiou a mão na testa com uma expressão desolada. Ele não esperava que o assunto que havia deixado passar com uma atitude indolente, diferente de si mesmo, terminasse dessa forma. Durante todo esse tempo, ele nunca havia se preocupado com o fato de que voltaria.
Apenas pensou que não podia deixar Taegun passar por dificuldades.
— Por que. A sua cabeça está doendo?
Jang Taegun perguntou imediatamente. Jaeha tentou sorrir enquanto passava a palma da mão pelo rosto empalidecido.
— Hum, não. Desculpe, Taegun-ssi. Você se assustou muito, não foi?
— Nem tanto.
Não parecia ser uma palavra dita da boca para fora. Só então ele se lembrou de que, na vida de Jang Taegun, que poderia ser vista como curta se considerada curta, houve muitos incidentes mais intensos do que este. Enquanto Jaeha estava aéreo, a ambulância chegou a um hospital próximo.
Taegun foi fazer exames, e Jaeha também teve que passar por um exame simples. Ele próprio não tinha ferimentos. Porque Jang Taegun havia bloqueado tudo à sua frente. Mesmo que dissesse que estava bem, ele não teve escolha a não ser responder de forma vaga às perguntas da equipe médica que não acreditava.
Sua cabeça estava confusa. Pensar que era hoje. Não fazia sentido.
No entanto, as letras flutuando no teto do hospital pareciam pensar de forma diferente de Jaeha.
[Este sonho termina dentro de uma hora.]
…O tempo havia diminuído. O fato de ser hoje significava que não era à meia-noite, mas uma hora depois. De repente, uma sensação de desespero surgiu. Não podia ser assim. Não devia terminar dessa forma. Foi no momento em que Jaeha, em pânico, levantou-se abruptamente de seu assento.
— Querido, você já terminou todos os exames? Disseram que eu estou perfeitamente bem.
Taegun caminhava em direção a Jaeha, falando com seu tom indiferente peculiar. Jaeha moveu os lábios. Ele estava em um estado onde nenhuma palavra vinha à mente sobre como seria bom explicar.
— Taegun-ssi…
— Uh, disseram que eu não tenho uma doença mortal, são apenas contusões. Você não precisa fazer essa cara, querido.
Ele deu uma risadinha, respondendo ao chamado de Jaeha. Por enquanto, parecia melhor sair do hospital assim como ele dizia.
Mas e se no caminho para deixar este lugar e ir para casa este sonho terminasse? E se tudo terminasse sem que ele pudesse sequer dar uma explicação a Taegun em uma rua que ele nem saberia onde era?
Só então Jaeha percebeu que havia feito algo absurdo com o Taegun daqui. Uma emoção como o terror varreu todo o seu corpo. Ele não conseguiu emitir nenhum som diante da sensação de queda, como se estivesse afundando sob a terra.
Se isso fosse um sonho, o que aconteceria depois que ele acordasse daquele sonho sozinho. Ele não conseguia acreditar em si mesmo, que durante o tempo em que conheceu, amou, cuidou e foi feliz com o Jang Taegun dos dias que não havia visto antes, nunca havia se lembrado de que haveria um fim para tudo isso.
— Por que a sua expressão está assim. Disseram que você precisa examinar mais algum lugar?
Olhando para a expressão séria de Jaeha, Jang Taegun também se aproximou com um rosto igualmente sério. Jaeha moveu os lábios.
Porque ele não sabia como seria bom explicar.
[Este sonho termina em breve.]
Nesse momento, as letras apareceram novamente no ar. O que brilhava grandemente, de forma diferente de antes, não estava desaparecendo. Como se fizesse uma contagem regressiva. Jaeha sentiu desespero. Não havia tempo para hesitar. Ele não podia partir sem lhe dar nenhuma explicação. O fato de que ele também não podia pensar que as letras eram uma mentira era porque cada uma de suas células parecia sentir que agora ele precisava voltar. O corpo parecia saber primeiro que este lugar não era o seu mundo e que ele não poderia existir mais aqui.
— …Taegun-ah.
Quando Jaeha, que costumava chamá-lo de Taegun-ssi, falou retirando o honorífico, uma das sobrancelhas de Taegun se ergueu de lado. Ele tinha um rosto que parecia perguntar o que estava acontecendo.
— O sonho, o sonho vai terminar em breve.
— …O que?
Jang Taegun teve uma expressão de quem não entendeu no início. Como se não soubesse o que significavam aquelas palavras, ele apenas tinha o rosto de quem perguntava de volta. Ele apenas o olhava fixamente com uma expressão de quem pensava se Lee Jaeha estava realmente doente em algum lugar para agir assim.
No entanto, seu rosto mudou gradualmente. Ele também parecia ter se lembrado só então das palavras de Jaeha quando o conheceu pela primeira vez. Taegun franziu a testa e deu uma risadinha.
— Outra vez essa história de sonho? Quem disse isso.
— ……
— Para onde você iria.
A expressão desapareceu do rosto de Taegun, que estava sorrindo até agora. Ele enrijeceu o rosto como uma pessoa que não conseguia aceitar as palavras de Jaeha.
[Este sonho termina em breve.]
As letras que estavam no ar piscaram novamente como se fizessem um aviso. Jaeha não conseguiu conter-se mais e segurou a mão dele. Ele não sabia o que deveria dizer. Deveria haver alguma palavra que pudesse ajudar na situação atual. Alguma forma de resolver o problema de qualquer jeito… No entanto, nenhum pensamento vinha à mente.
— Eu vou esperar, então, só um pouco… Não, eu vou. Se você esperar só um pouco…
— Esperar o que. Não fale merda.
Jang Taegun tentou afastar a mão de Jaeha, que falava de forma desconexa. Ele não parecia confuso. Era uma atitude como se Jaeha estivesse dizendo um absurdo. Ele estreitou as sobrancelhas.
— Estou perguntando para onde você iria. Por que isso é um sonho. Eu estou aqui ao seu lado dessa forma.
E então ele puxou Jaeha em um abraço. Ele o segurou firmemente e o colocou completamente em seu peito. Jaeha também envolveu a cintura dele em um abraço recíproco.
Seu coração estava apressado. As células de todo o seu corpo estavam gritando.
“Vamos, vamos voltar. Aqui não é o seu lugar.” Jaeha falou de forma apressada, como se gritasse:
— Nós vamos nos encontrar novamente, e eu vou me casar com o Taegun-ssi.
Suas palavras eram desconexas. Era o modo de falar de uma pessoa cujo coração estava agitado e vagava desoladamente. Jang Taegun abraçou a nuca daquele Jaeha. Ele também o deu tapinhas com a mão. Não era um gesto como se dissesse para ele se acalmar, mas sim como se estivesse confirmando que Jaeha estava naquele lugar. Apesar disso, era uma força suave que não combinava com a mão rude de Jang Taegun.
— Pare de dizer bobagens e vamos para casa. Quer que eu faça lámen para você? Não, desta vez você faz. É engraçado como você cozinha bem, mas não sabe fazer lámen. Por isso você—
— Eu te amo.
Ele não conseguia mais sentir que tipo de pensamento Taegun estava tendo. O coração de Jaeha continuava apenas apressado. Ele não podia mais ignorar o sinal para ir. Por isso, ele soltou as palavras na pressa. Ele queria de alguma forma deixar o seu coração para Taegun.
Jang Taegun deu uma risada sem humor e então afastou Jaeha de si.
— Eu disse para não falar merda. Para onde você iria, caramba.
— Taegun-ah.
— Não diga essa porra de bobagem. Você não pode ir a lugar nenhum. Eu estou aqui, para onde você iria.
Diante da voz que falava como se o estivesse pressionando, tudo ao redor de Jaeha começou a chiar. Era uma sensação como se o seu corpo estivesse se tornando transparente. Jaeha abriu a boca novamente. Ele precisava deixar algo. Para que Jang Taegun pudesse aguentar, para que ele pudesse esperá-lo. Ele queria pedir para que esperasse só mais um pouco. Enquanto hesitava sobre qual seria a melhor palavra, o sentimento sincero, simples e supremo, saltou para fora.
— Eu te amo, Taegun-ah.
O rosto de Jang Taegun se distorceu. Ele ainda não estava acreditando. No entanto, apesar de não acreditar, ele gritou como uma pessoa cujo peito estava explodindo. Dentro de suas pupilas, um pântano de melancolia estava fervendo. Era um olhar cheio de raiva e desolação, traição e ódio, e afeto.
— Se você vai, se este vai ser o fim.
— ……
Sua respiração começou a ficar presa. A cada palavra, a cada frase que ele soltava, sentia como se todo o seu corpo estivesse sendo cortado em pedaços. “Taegun-ah”, foi no momento em que Jaeha tentava chamar o seu nome novamente.
Jang Taegun olhou para Jaeha. Dentro das pupilas onde todo tipo de coisa estava misturada e fervendo em um só lugar, restou apenas um sentimento claro.
— Por que você veio me procurar.
Ressentimento. A respiração de Jaeha parou. Ele não conseguiu dizer nenhuma palavra. Um zumbido estava rugindo em seus ouvidos. No entanto, aquilo foi o fim.
Jaeha abriu os olhos junto com uma sensação de perda que parecia rasgar todo o seu corpo.

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Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Dogs Mask (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Lee Jaeha, herdeiro do poderoso Grupo Yushin e um alfa acostumado a estar no topo de tudo, vê sua vida mudar ao conhecer Jang Taegun, um alfa enigmático e perigoso que desperta nele sentimentos e desejos que jamais imaginou sentir. Determinado a ficar ao lado de Taegun, Jaeha desafia a oposição de todos e aceita abrir mão de tudo para se casar com ele.
No entanto, o casamento nasce sem amor e sob condições cruéis. Enquanto o império Yushin começa a ruir, a relação entre os dois se transforma gradualmente, revelando segredos, feridas do passado e uma atração impossível de ignorar. Entre orgulho, obsessão e sentimentos que nenhum dos dois consegue compreender por completo, Jaeha e Taegun precisarão decidir até onde estão dispostos a ir um pelo outro.
Nome alternativo: O Co Por Trs Da Mscara

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