Ler Dogs Mask (Novel) – Capítulo ↫─História Extra 02.12 (E se…) Online


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Extra IF – Máscara de Cachorro 12

A partir daquele dia, Jang Taegun de vez em quando perguntava sobre a criança. Quando era o aniversário, o quanto tinha crescido, se havia palavras que conseguia falar. Eram todas coisas em que se revelava o desejo de querer saber sobre a criança.
Jaeha respondia com toda a sinceridade. Jang Taegun, mesmo escutando o tempo todo, enterrava o rosto nas palmas das mãos escondendo a expressão. Os ombros dele arfavam como se estivesse respirando fundo, e quando Jaeha massageava as costas dele por ficar preocupado, ele sobressaltava.
— O que foi?
— ……
Não havia resposta mesmo diante da pergunta. Em seguida, assustou-se ao ver que a parte de trás da orelha dele tinha ficado vermelha viva. Porque o Jang Taegun que Jaeha conhecia era uma pessoa em quem raramente acontecia de ficar com o rosto corado daquela forma. Como achou intrigante o fato de ele ter ficado vermelho até a nuca e ficou olhando, ele esticou a palma da mão grande tampando o rosto de Jaeha. Significa que não era para olhar.
— A sobrancelha também se parece com você?
Em seguida, logo surgiu uma nova curiosidade e ele pergunta de soslaio. Jaeha assentiu com a cabeça. Em seguida, levantou-se do lugar e rumou para o escritório. Como achou estranho Jaeha deixar o lugar no meio da conversa, Taegun vinha atrás dele.
— O que foi, onde você vai?
Mesmo tendo se levantado por um instante, o fato de ele vir no encalço como se achasse estranho foi engraçado e fofo, fazendo-o rir abafado, mas sem dar resposta abriu a porta do escritório. Dirigiu-se imediatamente para a mesa e tirou uma foto da gaveta.
— Tem a aparência parecida. É mais bonita do que isto aqui, mas se parece.
Segundo a professora Jeong Mi-hee, dizem que quando era pequeno se parecia perfeitamente com Jaeha, mas aos seus olhos Kyunghyun parecia mais bonita e fofa do que ele. Contudo, como Taegun também admitia que se parecia, achou que a foto de sua infância seria perfeita para explicar Kyunghyun.

Como ele parecia estar muito curioso para saber como era a aparência, tinha pedido a Lee Jaeho para trazer a foto dele que estava na casa principal. Lee Jaeho perguntou por que uma pessoa que nunca na vida procurara por fotos antigas estava procurando por algo assim, mas Jaeha, como sempre, não lhe deu uma resposta adequada.
— Se eu trouxer isso… você vai voltar para casa de novo?
Lee Jaeho, sem desistir de Jaeha que não respondia, também perguntava hesitando. Jaeha levantou-se sem mais palavras. Em seguida, pousou a mão com um baque acima da cabeça de Jaeho e bagunçou o cabelo dele.
— Eu não vou lá. Você vem visitar. Já vou deixar avisado para o namorado do meu irmão.
— Nam, o quê? Namorado? Você está dizendo que está morando junto agora?!
Lee Jaeho, que até um momento atrás estava com o olhar abatido como quem media a situação, deu um pulo do lugar e perguntou. Jaeha deu de ombros. Mais do que morar junto, não seria mais próximo de um casamento de fato? De qualquer forma, já que o jovem alfa que estava em casa era alguém com quem se casaria.
Deixando para trás Lee Jaeho que esbravejava perguntando que tipo de ômega seria afinal de contas, Jaeha saiu apenas recebendo a foto e pensou que a guardaria bem para mostrar para Taegun se ele ficasse curioso de novo. Ao contrário do esperado, ele lançava todo tipo de perguntas sobre a criança diariamente.
— …Isso é você quando era pequeno, não é?
O tom de voz que afirmava que era quando pequeno em vez de perguntar se era quando pequeno foi marcante. Só então veio à mente de Jaeha o pensamento de que o Taegun de agora se lembraria muito melhor dele na infância. Afinal de contas, para Taegun que mal completara vinte anos, a memória da infância era de apenas cerca de dez anos atrás.
— Sim. Eu quando pequeno. Mas a Kyunghyun é mais bonita. As sobrancelhas também são escuras. O tom do cabelo acho que se parece com o do senhor Taegun.
Diferente de si mesmo, cuja pigmentação era fraca fazendo com que as sobrancelhas e os pelos corporais fossem todos castanhos, Kyunghyun possui um cabelo preto escuro a ponto de ser levemente semelhante ao azul-marinho. Por ainda ser uma criança, embora seja um cabelo fino como semente de dente-de-leão, o fato de a cor ser nítida e o volume ser muito era fofo. Como a pele se parecia com a de Jaeha sendo do tipo branca, contrastava com a cor do cabelo fazendo parecer ainda mais assim.

Por outro lado, o Jaeha dentro da foto possuía cabelos castanhos. Se era o momento em que tinha acabado de completar um ano, a data registrada na foto estava exatamente um ano à frente do ano em que nasceu. A criança dentro da foto vestia bermuda e camisa. Como um bebê que acabara de completar um ano vestia camisa, parecia fofo em vez de ser formal. Segurando um carrinho de brinquedo com as bordas arredondadas voltado em direção à câmera, exibia um rosto manso.
Kyunghyun não faz esse tipo de expressão. Não porque não tivesse um lado de criança, mas sim porque era um rosto consideravelmente travesso. Foi no momento em que Jaeha moveu os lábios para explicar a diferença.
— Não tem… foto de quando tinha cerca de dez anos?
Se era aquela época, era o momento em que Jaeha e Taegun se encontraram pela primeira vez. Jaeha ficou olhando para ele calmamente, depois se aproximou e abraçou a cintura de Taegun.
— Trago para você da próxima vez.
— Tá.
O fato de responder mansamente é fofo. Não aguentando o impulso, tentou desferir um beijo na bochecha, mas Jang Taegun virou a cabeça abruptamente e deu um selinho nos lábios de Jaeha. Como sorriu surpreso, ele puxou o ombro abraçando-o e olhou para a foto detalhadamente de novo.
— A sobrancelha é mais escura do que isto aqui. Acho que se parece com o senhor Taegun também.
— Mas tem como ser mais bonita do que esta daqui?
Taegun perguntou como se achasse estranho. Jaeha deu uma risadinha. Como Taegun exibia um tom de quem não acreditava, ele ergueu uma das sobrancelhas.
— Ei, por que essa reação? Por mais que seja, deve ser menos bonita do que esta daqui, não?
— Não é. Kyunghyun é mais bonita.
Como ficou com a testa levemente franzida por ser a sensação de que a filha foi criticada, Taegun colidiu os lábios dele contra os seus dando selinhos repetidamente de novo.
— É sério. Acho que vai fazer muitos ômegas chorarem mais tarde na rua.
Como falou como se já estivesse preocupado, Taegun riu abafado. Era um tom de quem achava que ele se preocupava à toa. Mas Jaeha estava falando sério. A filha dos dois alfas ainda não mostrava destaque como alfa, mas achava que a partir do momento em que o despertar terminasse, a educação e o controle precisariam ser firmes.
— É preciso dizer para ela encontrar apenas uma pessoa e ter um relacionamento saudável, para não causar ressentimento em outras pessoas à toa.
— Pois é. Compra camisinha para ela também.
É claro que quando chegasse a hora também daria educação sexual, mas Jaeha, que nunca tinha pensado em algo desse tipo, olhou para a sua foto com uma expressão um tanto chocada. Imaginar o dia em que um bebê desse tamanho cresceria e usaria métodos contraceptivos… O interior revirou de forma estranha e a sensação não foi boa.
— …Não quero deixar ela casar. Queria que vivesse com o pai a vida inteira.
— A mentalidade do sogro é péssima. Eu preciso avisar para a pessoa que se tornará a nora. Dizer que o Lee Jaeha é um conservador.
— Não, não é nada disso…
Queria se justificar de alguma forma, mas ficou confuso. Parando para pensar, parecia que a palavra de Taegun estava certa. Lee Jaeha estava em um estado de ter ficado um tanto chocado pelo fato de ele mesmo ser uma pessoa tão fechada daquela forma.

Nesse meio tempo, Taegun, que tinha trazido a carteira, encaixou bem a foto. Só então Jaeha, percebendo que tinha sido provocado por Taegun, disse guardando um pouco de rancor:
— Eu não disse que daria isso.
— Ah, minha profissão é gângster. Extorquir esse tanto é brincadeira.
Uma risada de escárnio escapou diante das palavras absurdas. Jang Taegun aproximou-se descaradamente e continuou a dar selinhos repetidamente acima da bochecha daquele Jaeha.

Após mostrar a foto, Jaeha achou que deveria discutir sobre a faculdade de Taegun. Ele tinha solicitado alguns catálogos lembrando-se do nome do modelo de carro que Lee Jaeho ostentava como se fosse um feitiço desde o fim do vestibular. Como já estava no escritório aproveitou para mostrar, e Jang Taegun exibiu uma fisionomia intrigada.
— Vai trocar de carro?
— Não. A escola é bem longe daqui. Escolha.
Por ser um dos apartamentos que recebeu de doação, o erro foi não ter pensado na distância com a escola em que Taegun ingressaria. Em vez de ir e voltar usando transporte público, achou que seria melhor simplesmente comprar um carro para ele e por isso tinha providenciado o catálogo, mas como ele exibia um rosto de quem não entendia o porquê de estar me dando isso, ficou achando que tinha feito algo errado.
— Por que comprar um carro do nada. Ainda mais para um cara que vive de favor.
Jang Taegun parecia se esforçar para falar o mais calmamente possível. Jaeha, que ouviu aquelas palavras, relembrou a memória de Taegun se esforçando para arrumar a casa de recém-casados com ele.
Porque os alfas normalmente gostam de construir um ninho e providenciar um espaço para residir para o parceiro por quem se apaixonaram. Querem ver o ômega que aceitou o alfa entrar no seu território e ficar tranquilo. O engraçado é que, pelo fato de ambos serem alfas, a coisa que queriam fazer um pelo outro era exatamente igual.
Só então pôde perceber que o fato de Taegun entrar nesta casa também tinha sido algo que feriu consideravelmente o orgulho. Taegun também, se as condições permitissem, teria querido despejar tudo o que podia para ele.
No entanto, como não podia fazer isso, pelo desejo de estar junto com Jaeha primeiro, deve ter sido por isso que entrou nesta casa. É natural que a vida custe dinheiro. Para Jaeha, era uma quantia em um nível que não precisava conscientizar, mas Taegun pode ter tido esse pensamento até mesmo quando iam fazer compras. Como ele vinha se mantendo sem demonstrar, diante da palavra de que compraria um carro, parecia ter surgido uma aversão. Sentiu um sentimento de vergonha achando que ele sozinho tinha ido longe demais.
— Bem, não imaginei que pensaria dessa forma. Eu apenas estou com um sentimento de querer fazer tudo por você.

E foi um erro seu ter se lembrado tardiamente de que com Taegun também era da mesma forma. Jang Taegun disse acompanhado de um suspiro baixo:
— Não peça desculpas. Eu sou um cara que não tem nada e acabei ficando com complexo de inferioridade à toa, como os caras de pau pequeno.
O fato de Jang Taegun ser uma pessoa que não tinha nada não fazia sentido. Ele não era o homem que tinha lutado bravamente de corpo limpo para erguer a Jangan? Jaeha negou, mas Jang Taegun apenas o olhou fixamente.
— Com quem você está confundindo. Eu sou exatamente um cara que não tem nada agora.
Diante daquelas palavras, Jaeha vacilou sem perceber. Taegun encarou Jaeha em silêncio e logo em seguida desviou o olhar.
— De qualquer forma, esquece negócio de carro.
Ao ver que a voz tinha abrandado, um lado do peito doeu. Não que ele estivesse falando aquilo por ter acalmado o coração de verdade, mas sim porque parecia não gostar que Jaeha ficasse desconfortável. Jaeha, após refletir sobre como deveria falar, abriu a boca:
— Eu gosto que o senhor Taegun vista as roupas que eu comprei e coma a comida que eu fiz. Deve ser assim para o senhor Taegun também, mas como por enquanto esse tipo de coisa vai ser toda a minha parte da alegria, o senhor Taegun não poderia ceder para mim?
— ……
— É que eu tenho um gosto antiquado que se sente feliz em alimentar e vestir o namorado mais jovem.
Diante daquelas palavras, Jang Taegun olhou fixamente para Jaeha, depois ergueu a cabeça soltando um suspiro e o puxou para si. Envolvendo a cintura com os braços e colando a testa na nuca dele, resmungou como se estivesse irritado:
— Eu sou moleque demais em comparação com você. Estou prestes a enlouquecer de ansiedade.
— Eu entendo, mas não faça isso. Pelo contrário, eu fui te procurar porque queria fazer tudo isso para o senhor Taegun.
— ……
Taegun ficou sem falar por um momento, depois afastou a cabeça e trouxe a sua de encontro à testa de Lee Jaeha com um baque sutil. Entre os dois alfas que estavam de testas coladas, os feromônios que se assemelhavam à fragrância de freixo e à fragrância de jasmim-da-página misturaram-se entre si.
— Eu também quero fazer tudo por você.
“Eu sei. Você de fato fez isso por mim. Esforçou-se até a morte porque queria me dar tudo.” No entanto, não havia condições de dizer aquilo. Como se soubesse do sentimento de Jaeha que fechou a boca, Taegun soltou um pequeno suspiro e veio beijá-lo.
O toque dos lábios que entraram e se colaram inclinando levemente a cabeça é fofo. Jaeha fechou os olhos gradualmente. O beijo não se estendeu por muito tempo, mas foi o suficiente para desfrutar daquele toque e da sensação de excitação.

Com os lábios não totalmente afastados, Taegun disse como se estivesse sussurrando:
— Queria abrir até a minha barriga para mostrar que sou sincero desse tanto com você, mas como você parece já saber disso, isso também me irrita.
— ……
Como era algo complicado pedir desculpas por uma coisa inevitável, quando ia manter a boca fechada, Taegun, que o olhou de soslaio como se ele fosse mau, beijou acima dos lábios de novo.
— Se quer tanto cuidar de mim, vem me buscar quando a aula terminar. Para espalhar o boato de que eu tenho um namorado gostoso para caralho.
— Tudo bem fazer isso?
Pelo contrário, parecia que seria ótimo. Quando encontrou Taegun pela primeira vez ao vir para cá, ele exalava uma atmosfera que preservava a selvageria, como um cão vadio que andava pelos campos. Uma das razões pelas quais uma fera é assustadora reside no fato de não se poder adivinhar os sentimentos através da expressão dela. Se ela vai atacar agora mesmo ou se quer apenas ameaçar, há partes que não podem ser interpretadas através da linguagem e da expressão humanas. O Taegun que encontrou pela primeira vez era exatamente daquela atmosfera.
Se envelhecesse um pouco mais, aprenderia o método de encurralar o parceiro ocultando aquela selvageria de forma extremamente astuta e deixando-a escapar de soslaio, mas o Taegun de agora parecia não saber controlá-la. No entanto, após morarem juntos por alguns meses até a chegada da primavera, aquelas partes ásperas e perigosas a ponto de serem imprevisíveis pareceram diminuir.

O fato de os ômegas que puxavam assunto com Taegun terem aumentado quando caminhavam pelas ruas também deve ser um dos indícios disso. Como os ômegas normalmente são diferentes dos alfas que se instalam confiando apenas na própria força, além de terem um olhar afiado, a habilidade de reconhecer o produto genuíno é excelente, então não haveria como não se aproximarem do Taegun de agora. Precaver-se contra isso com antecedência era uma questão diferente de duvidar do coração de Jang Taegun.
Como Jaeha aceitou prontamente dizendo que sim, Jang Taegun exibiu um rosto antes um tanto sem jeito. Parecia não ter previsto que ele gostaria tanto daquilo.
— …Vai ser trabalhoso ir buscar, por que você gosta tanto assim.
— Estou avisando para as pessoas ao redor do senhor Taegun que o senhor Taegun tem namorado, qual a razão para eu odiar isso?
Jaeha respondeu de forma pura. É claro que se fossem estudantes universitários teriam mais de dez dezenas de anos de diferença de si mesmo, mas dizem que o leão dá o máximo de si mesmo lidando até com um coelho. Mesmo achando que esse tipo de si mesmo era infantil, Jaeha ficou verdadeiramente feliz.
— Vamos fazer sexo.
Sem saber onde o gatilho havia sido acionado, Taegun de repente segurou o pulso de Jaeha, puxou-o para perto e veio apertar a bunda dele com força.
— Es, pera, aqui?
— Que diferença faz onde vamos fazer. Você e eu, nesta casa, exceto para fora da entrada, não andamos transando por toda parte? Para constar, o lugar que eu mais gostei foi a mesa de jantar.
Não dava para ter coragem de negar aquelas palavras. Jaeha soltou um riso semelhante a um suspiro e abraçou a nuca dele. O ato sexual em pleno meio-dia havia começado.

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Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Dogs Mask (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Lee Jaeha, herdeiro do poderoso Grupo Yushin e um alfa acostumado a estar no topo de tudo, vê sua vida mudar ao conhecer Jang Taegun, um alfa enigmático e perigoso que desperta nele sentimentos e desejos que jamais imaginou sentir. Determinado a ficar ao lado de Taegun, Jaeha desafia a oposição de todos e aceita abrir mão de tudo para se casar com ele.
No entanto, o casamento nasce sem amor e sob condições cruéis. Enquanto o império Yushin começa a ruir, a relação entre os dois se transforma gradualmente, revelando segredos, feridas do passado e uma atração impossível de ignorar. Entre orgulho, obsessão e sentimentos que nenhum dos dois consegue compreender por completo, Jaeha e Taegun precisarão decidir até onde estão dispostos a ir um pelo outro.
Nome alternativo: O Co Por Trs Da Mscara

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