Ler Dogs Mask (Novel) – Capítulo ↫─História Extra 02.11 (E se…) Online


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Extra IF – Máscara de Cachorro 11

Jaeha não conseguia acreditar em si mesmo tendo que entregar um pedido de trancamento de matrícula. Um pedido de trancamento de matrícula. É uma expressão que só era válida dez anos atrás. Como quase não se lembrava da vida na faculdade após a formatura, até o escritório do departamento era estranho.
Por isso, quando o chefe do departamento perguntou se o trancamento de Jaeha era para ir fazer algum intercâmbio no exterior, ele não teve o que dizer. Isso porque ele não podia explicar que não tinha tempo nem de frequentar a faculdade por estar morando junto com o namorado que seria seu esposo. Sendo assim, apenas disse que tinha planos. Na verdade, após explicar brevemente sobre a faculdade onde tinha feito intercâmbio, Jaeha saiu da escola. A faculdade, que ainda estava antes do início das aulas, estava apenas silenciosa.

Em pouco tempo, Taegun também ingressaria na faculdade onde foi aprovado. Na semana passada, fizeram a inscrição nas disciplinas juntos. Jaeha ficou mais perdido do que Taegun, para quem era a primeira vez. Ele deu gargalhadas vendo aquele Jaeha e finalizou a inscrição nas disciplinas com habilidade.
Antes de o semestre começar, os dois alfas planejaram fazer pelo menos uma viagem curta. Ir para longe era um pouco complicado, então o plano inicial era ir para a Ilha de Jeju. Como as características de Jeju em fevereiro eram de um lugar ser frio e outro ser quente, era ambíguo arrumar as roupas.
Quando desceram no aeroporto, pegaram o carro alugado e chegaram ao hotel localizado em Seogwipo, Jang Taegun soltou uma risada de escárnio e disse:
— Pareço um gigolô desfrutando do luxo por encontrar um bom patrocinador.
Aquelas palavras foram engraçadas e o fizeram rir abafado. Jang Taegun, que ainda não completara nem dois anos inteiros desde que tirara a carteira de motorista, tinha franzido a testa diante da explicação da locadora de veículos de que ele não poderia dirigir o carro. Em seguida, colou os lábios no lobo da orelha de Jaeha e sussurrou:
— Então a única coisa que posso fazer é dar showzinho em cima da cama?
O fato de falar sussurrando era de um volume que o funcionário sentado do outro lado conseguiria ouvir tudo, então Jaeha mordeu os lábios para dentro, segurou a mão de Taegun com força e depois a soltou. Foi um aviso para que não dissesse aquelas coisas, mas ele fingiu não entender.
— Você me deu um sinal dizendo para eu dar showzinho a partir de agora mesmo?
Diante daquelas palavras, Jaeha passou a achar que, independentemente da idade, a índole de uma pessoa era algo que não mudava.

De qualquer forma, o ar mais caloroso do que o do interior de Jeju foi bem-vindo. Graças a isso, vestindo roupas um pouco mais leves do que o habitual, Jaeha saiu para dar uma volta de carro com Taegun ao longo da estrada costeira.
Jaeha, que se lembrou do polvo-do-sul refogado que um funcionário subordinado havia elogiado imensamente em algum momento, guiou o caminho, comeram aquilo no almoço e também foram visitar o pico Seongsan Ilchulbong. Taegun ficou irritado com Jaeha, que tentava tirar fotos dele.
— Você é pai de criança? Por que é tão louco por fotos sem conseguir evitar? Para de tirar.
Mesmo com Taegun apertando o obturador da câmera sem nem dizer para olhar para cá, o Lee Jaeha dentro da foto parecia naturalmente deslumbrante. Ele também queria tirar fotos daquele jeito para ele, mas a cada foto que tirava, o elemento focado dentro da foto exibida no visor da câmera digital parecia um tanto desajeitado.
Se Taegun saía bem, a composição do cenário ao redor não batia, e se focava no cenário, o foco não batia em Taegun, fazendo com que o rosto saísse completamente embaçado. Como era um momento em que os smartphones recém estavam sendo lançados, ele não tirou fotos com o celular e comprou uma câmera de propósito, então achou um desperdício.
— É porque eu quero tirar uma foto bem feita para você.
Jaeha disse escondendo o constrangimento. Não dava para mostrar uma foto sem foco como resultado. Taegun, mantendo o cigarro que ia colocar na boca atrás da orelha, balançou os dedos da mão. Era o sinal pedindo a câmera. Quando lhe mostrou, ele deu uma risadinha e depois colou os lábios com força na bochecha de Jaeha.
— Você também não sabe fazer coisas assim. Achei que soubesse fazer tudo bem.
— Eu também tenho muitas coisas que não sei fazer. Pelo contrário, o senhor Taegun é quem tem boa habilidade manual.
Jaeha também sorriu e envolveu a cintura dele com o braço. Parando para pensar, ele acabou de perceber que a foto de Kyunghyun que ele tirou e a foto que Taegun tirou tinham uma diferença nítida.
Kyunghyun fotografada por Taegun, que ficava encarregado da criação dos filhos, era uma bebê muito adorável. Não bastando ter borrado um monte de papinha no babador, o visual dela passando na bochecha, ou até o visual dela mordendo e sugando um brinquedo para bebês, tudo era adorável a ponto de arrancar admiração.

No entanto, a Kyunghyun fotografada por ele, por mais que a vestisse com roupas boas que Jaeho havia comprado e por melhor que fosse o cenário, de alguma forma parecia estranha. A criança estava com os olhos fechados ou o foco não batia, fazendo com que apenas a testa saísse imensamente grande, algo ali era imperfeito.
— Esta jovem dama é melhor pessoalmente do que na foto.
Era o que Lee Jaeho dizia toda vez que ele enviava as fotos que tirava. No entanto, Jang Taegun parecia gostar mais do visual de Kyunghyun fotografado por Lee Jaeha. Dava para saber vendo que ele tinha colocado a foto tirada por Jaeha como papel de parede do celular.
— Pois é. Pensa em outro cara de novo.
Naquele momento, ouviu-se uma voz em tom de resignação. Jaeha virou a cabeça surpreso. Jang Taegun, sem olhar para Jaeha, estava com o cigarro na boca e acendendo o fogo. Como era a Ilha de Jeju onde o vento era forte, a franja dele estava jogada para trás, revelando uma testa limpa.
Foi no momento em que ia dizer que não era aquilo. Jang Taegun virou-se para trás daquele mesmo jeito e se aproximou em direção ao cinzeiro externo. Como se tivesse tragado tudo durante o trajeto, ele jogou a bituca fora num instante e voltou. Em seguida, diz em um tom desinteressado:
— Vamos andar de cavalo. Ou também seria bom o senhor Lee Jaeha ir andar em mim.
— ……
No intervalo em que hesitava sobre o que responder, Taegun já exibia um rosto como se nada tivesse acontecido. A força de se aproximar, segurar o pulso e puxar não era impositiva, mas era em um nível difícil de repelir. Jaeha moveu os lábios e apenas o seguiu por trás.

Taegun, como se não tivesse a intenção de dizer algo mais terminando aquilo, parecia estar aproveitando a viagem. Quando o levou para o picadeiro de propriedade de Lee Jaeho e lhe ensinou o básico do hipismo, ele até que andou bem. Os dois correram a cavalo pelos amplos oreums e planícies de Jeju.
— Essa tal de calça de montaria, acho safada para caralho.
Havia vezes em que ele olhava fixamente para a coxa de Jaeha e dizia aquilo. Como Jaeha também de vez em quando estava roubando olhares para a linha da coxa que se estendia a partir da bunda dele, não conseguia dar uma bronca de prontidão perguntando para onde ele estava olhando.
Depois de andarem a cavalo, ambos estavam ensopados de suor e não tiveram escolha a não ser se lavar nas instalações de chuveiro existentes no picadeiro. Taegun chegou a entrar no boxe de Jaeha e se esfregar nele, mas conseguiram sair após se lavarem de forma relativamente segura. O jantar foi resolvido no hotel. Isso porque Taegun, que estava suado e de alguma forma excitado, começou a massagear a coxa de Jaeha toda vez que ficavam presos na espera do sinal no carro de volta.
Como para Jaeha também era excitante da mesma forma, sem nem perguntar, ele girou o volante em direção ao hotel. Em seguida, assim que entraram no quarto de hóspedes, sem nem tirar as roupas direito, empenharam-se no sexo. Taegun chegou a abrir o cinto de Jaeha e desferir golpes contra a bunda dele. Não doeu tanto, mas as veias do dorso da mão de Taegun que apareciam quando ele puxava as rédeas do cavalo vieram à mente, tornando aquilo insuportável.

Como gemeu como se estivesse sofrendo, ele segurou o membro de Jaeha e o balançou. O pau desajeitado que já estava derramando líquido pré-ejaculatório desde o carro emitia um som de estocada úmida toda vez que Taegun movia a mão.
Como era um sexo que começou desde a entrada do quarto de hóspedes, não havia gel lubrificante em um lugar ao alcance das mãos. Taegun cuspiu por cima das nádegas de Jaeha. A saliva dele que caiu com um som sutil não era pesada, mas a sensação de peso foi sentida, sendo estimulante a ponto de ser insuportável. Como a coisa escorregadia deslizou entre a fenda, Taegun cutucou a entrada de Jaeha com seu dedo indicador.
— Ah—!
Gemeu alto sem perceber e depois, surpreso, mordeu os lábios com força. Taegun perguntou mordericando a parte de trás da orelha de Jaeha:
— Dói?
O alfa excitado, sem esconder os feromônios, liberou o som da respiração para dentro do pavilhão auricular de Jaeha. O feromônio do alfa extremo que entrava em contato com a pele era extremamente estimulante, mas não conseguia esconder a afeição direcionada a Jaeha. Jaeha pôde relembrar mais uma vez que tipo de sensação o feromônio do alfa que havia se marcado a ele de forma unilateral causava. Aquilo era suave ao mesmo tempo que era quente, e afiado ao mesmo tempo que massageava a pele de forma branda, induzindo a excitação de Jaeha.
Fera forte na espoliação, existência que não se importa com o comer e o beber. O feromônio do alfa que Jaeha conhecia tinha esse lado impositivo, mas quando o de Taegun tocava, havia algo que era sentido de forma totalmente inversa.
Aquilo fez o pau rigidamente inchado dar solavancos. A abertura da uretra dilatou-se por si só. Para a existência excitada por ele, o membro que desejava ejacular e jorrar sêmen começou a concentrar sangue a partir da glânde , como se estivesse prestes a fazer o nó.
— Quer que eu enfie?
Taegun perguntou como se estivesse estimulando aquele desejo secreto. Jaeha, sem coragem de responder, balançou a cabeça.
— Quer enfiar na boca?
Até aquela voz estava cheia de sedução. Jaeha, que não conseguiu repelir a proposta difícil de recusar, fechou os olhos com força. Taegun ajoelhou-se atrás dele. Em seguida, fez Jaeha virar de pé. Por ter vacilado por causa das curvas dos joelhos cuja força se esvaiu um pouco, o membro que dava solavancos sozinho tocou de leve na bochecha de Taegun.
— Se você me der para comer, para mim é ótimo.
Em seguida, abrindo a boca suave apenas um pouquinho, ele mordeu de leve a glânde que estava cheia de sangue por causa do desejo pelo nó.
— Ah, ah—!
Jaeha não aguentou mais e gemeu alto. Atrás dele, o indicador de Jang Taegun ainda estava espetado. O movimento de pressionar a parede interna não era comum. Após algumas vezes de sexo, ele parecia conhecer perfeitamente o lugar que Jaeha gostava.
— Enfia até a garganta, querido.
Taegun ergueu os olhos relaxados pelo desejo e pelo calor, olhou para Jaeha de baixo e depois abriu a boca docilmente, pondo a língua um pouco para fora para recepcionar o membro. No momento em que viu a língua vermelha viva, Jaeha não se segurou mais, segurou a parte de trás da cabeça dele, abriu a boca escancarada e enterrou o membro.

Taegun contraiu a garganta por reflexo soltando um som abafado. Jaeha estava tremendo todo sem conseguir sequer soltar um gemido. Sendo rugoso ao mesmo tempo que macio, e ainda assim molhado, não era uma opção fazer o nó dentro da garganta de Taegun. Por estar aguentando o desejo a ponto de os músculos abdominais inferiores terem espasmos, o músculo masseter rigidamente fechado sobressaiu-se estufado.
— Não, não dá, espera—!
No entanto, a paciência foi se tornando ainda mais difícil. Taegun tinha começado a mover a cabeça para frente e para trás. Jaeha, incapaz de aguentar, balançou a cabeça negativamente. Não apenas a abertura da uretra do membro, mas até o canal da uretra estavam completamente estufados, querendo expelir algo. Taegun moveu o indicador e cutucou de leve o lugar estufado do lado de dentro com a ponta do dedo.
— Para eu te cutucar, preciso cortar as unhas bem rente.
De manhã, quando saiu para a sala, viu que ele estava cortando as unhas, então quando perguntou se não doía cortar tão rente assim, aquela resposta tinha retornado. Naquele momento, apenas pensou que era uma das piadas que Taegun sempre fazia, mas ao passar a sentir o toque da ponta do dedo sem unha tocando o lugar estufado do lado de dentro da parede interna, não pôde mais tratar aquelas palavras como piada. Jang Taegun estava pressionando o ponto extremo de propósito, e o fato de o membro estimulado dar saltos também era algo que acontecia do lado de dentro da boca dele.
— Argh, ah, argh-!
A sensação era de que estrelas piscavam diante dos olhos. Era uma sensação tão grave a ponto de não discernir se estava com os olhos abertos ou se os mantivera fechados o tempo todo. Taegun, como se tivesse aprendido num instante a mamar o membro, limpou com a língua amplamente estendida as veias que subiam coladas ao tronco. Logo em seguida, esfregando a glânde contra a mucosa interna da bochecha fazendo-o sentir a superfície dos dentes molares arrepiantes para cima e para baixo, ele sugou o pau até o fim da garganta. Envolvendo o sulco da glânde suavemente cavado com a língua e movendo-se como uma cobra, e logo em seguida contraindo a garganta como se fosse sugá-lo e engoli-lo completamente, Jaeha teve que fazer um esforço supremo para não mover a cintura e enterrar.

As veias subiram coladas na nuca e os vasos sanguíneos sobressaíram-se acima da testa enquanto lutava contra o desejo, mas como o Taegun que o olhou de baixo puxou a bunda dele segurando-a sem piedade do jeito que estava, Jaeha acabou ejaculando seguidamente sem conseguir soltar direito um único som de arfar.
— Ah, aa…
Graças a isso, o gemido que saiu, em vez de ser por causa do sentido sexual que atingiu o deleite e o ápice, pareceu também com o sentimento de alguém que estava perdido sem saber o que fazer. Jaeha enterrou o rosto entre as duas palmas das mãos e jogou a cabeça para trás. Na parte de trás da cabeça, sentiu o papel de parede de seda liso da parede da entrada do quarto de hóspedes.
Taegun retirou o membro de Jaeha que começava a diminuir de tamanho pouco a pouco do lado de dentro da garganta. Como mesmo durante esse processo ele lambia o membro e mantinha a língua colada na abertura da uretra agitando-a, a sensação que havia atingido o ápice intensificou-se, fazendo-o estremecer o corpo.
Taegun disse dando tapinhas na bunda de Jaeha:
— Não estou sentindo muito o gosto do sêmen. Deve ser porque você ejaculou tudo dentro da minha garganta.
— ……
Jaeha não respondeu àquelas palavras. Isso porque sentiu um sentimento deplorável. Por causa de um desejo que não controlou, deixar o namorado que era bem mais jovem que ele largado sentado no chão da entrada enquanto ejaculava dentro da garganta dele. Ele era um lixo.
— Para de passar vergonha e vamos entrar. Meu pau também está doendo.
Taegun levantou-se do lugar e puxou a cintura de Jaeha. Era a declaração de que o sexo ainda não havia terminado.
No fim das contas, Jaeha, que foi arrastado para a cama praticamente carregado nos ombros por Jang Taegun daquela forma sem nenhum brio, não conseguiu sair de cima da cama até que a noite ficasse profunda. Quando Jang Taegun deitou a parte superior do corpo dele sobre a cama e enfiou por trás, o máximo que conseguiu foi colocar apenas a parte inferior do corpo para fora da cama.
Graças a isso, cancelando o restaurante que havia reservado, não restou outra alternativa a não ser pedir o serviço de quarto e comer no quarto de hóspedes. Foi assim até que Taegun, que carregou nos braços o Jaeha que cochilava enquanto comia a comida, o levou para a banheira, deu banho nele e o deitou docilmente na cama do quarto ao lado.
— O colchão daquele quarto lá molhou todo. Como meu querido tem muito dinheiro, paga quando formos embora. Ou então eu fico lavando louça aqui por alguns dias.
Mesmo com a mente nebulosa, aquelas palavras de Taegun foram engraçadas e o fizeram rir abafado.
— Não pode. O Jang Taegun é precioso demais. Eu simplesmente pago o dinheiro.
Parece também que respondeu daquela forma estando meio a cochilar. Taegun, que ficou olhando fixamente para ele sem responder àquelas palavras, puxou-o para os braços enchendo o peito, e a partir de então a memória foi cortada.

Achou que conseguiria dormir direto até de manhã, mas surpreendentemente teve que acordar de madrugada.
— Acorda, agora mesmo.
Isso porque Jang Taegun sacudiu e acordou Jaeha com uma voz rigidamente fria. Jaeha, que não tinha acordado totalmente do sono, perguntou com os olhos ainda mal abertos:
— Por que, o que houve?
O lado de dentro do quarto estava em um estado onde apenas a luminária de cabeceira de baixa intensidade estava acessa, mas por receber luz de forma repentina, os olhos arderam e ele não conseguia distinguir direito a frente.
Achando que algo tinha acontecido, levantou a parte superior do corpo. Olhou ao redor por reflexo, mas os arredores estavam apenas em silêncio. O hotel localizado em Jungmun, Seogwipo, e ainda por cima em formato de villa privada, fazia com que o quarto de hóspedes, que era em nível de casa isolada, estivesse apenas silencioso sem que se ouvisse um único ruído.
Jang Taegun levantou-se do lugar. Em seguida, saiu de cima da cama e, dando as costas, massageou a própria nuca. Jaeha, que sentiu algo estranho a partir da mão pousada na cintura dele, foi no momento em que ia perguntar mais uma vez o que diabos estava acontecendo.
— Quem é o desgraçado chamado Kyunghyun?
— …Ah.

Deveria ter respondido imediatamente? Como Jaeha soltou uma exclamação como se tivesse percebido algo, faíscas dispararam dos dois olhos de Jang Taegun. Mesmo dependendo da luz do quarto em apenas uma pequena iluminação acima do console, dava para ver aquilo. Jaeha levantou-se de um salto sentindo um arrepio.
— O que você está pensando agora, não é isso.
E justificou-se logo em seguida. Diante do tom urgente, Jang Taegun virou a cabeça e olhou mais uma vez para Jaeha.
— Parece que você sabe muito bem o que estou pensando.
Ele não sabia como se justificar. Não porque estivesse em desvantagem, mas sim porque ficou sem saber por onde começar a explicar para Taegun, que o conhecia como um alfa, ficando constrangido. Jaeha levantou-se do lugar e avançou em direção a ele. Tentou segurar o pulso, mas Taegun se esquivou do toque primeiro. A mão de Jaeha que parou no ar caiu do jeito que estava.
— Realmente não é nada disso. Posso explicar tudo.
— Como você ficava gemendo chamando por alguém toda noite, eu pensei que fosse pelo menos aquele desgraçado.
…Parece que não foi uma ou duas vezes. Deu para saber que pelo menos chamar o nome da filha tinha sido a primeira vez hoje. Jaeha passou a mão pelo cabelo diante do constrangimento. A sensação era de que a boca estava secando.
— Primeiro, você precisa acreditar na minha palavra.
— Teve alguma vez que eu não acreditei na sua palavra? Acreditei até na palavra de que era casado comigo.
Taegun disse como se estivesse perplexo. Jaeha, após respirar fundo, tentou organizar rapidamente o que pretendia dizer. Queria explicar de forma que Jang Taegun não se assustasse ao máximo.
— Eu tenho uma filha.
Ele falhou. Diante das palavras excessivamente diretas de Jaeha, uma das sobrancelhas de Jang Taegun ergueu-se infinitamente. Jaeha enterrou o rosto nas palmas das mãos, massageando-o como se estivesse lavando o rosto.
— Ah, as palavras saíram muito sem explicação. Não é isso—
— …Você teve ela com alguém na rua?
Embora fosse um tom de voz mais brando do que o de antes, não havia dúvidas de que ainda considerava Lee Jaeha o maior filho da puta do mundo. Jaeha, que ia acrescentar uma explicação, perdeu as palavras e olhou para Taegun.
— Eu só tenho o senhor Taegun. Você está dizendo que eu cometi um adultério?
Sabendo que, olhando do outro lado, quem estava errado era ele, mas estava levantando um pouco o tom de voz descontando no inocente do Taegun, Jaeha percebeu tardiamente que não estava sendo frio agora e balançou a cabeça imediatamente.
— Não, me desculpe. Você deve ter se assustado, e eu acabei descontando a raiva em cima disso.
— Então o que é? Está dizendo que adotou? Não tem como ser meu filho. Eu mesmo só tenho você. Sendo ômega ou o que quer que seja, se não for você, sinto ânsia de vômito só de encostar.
Jang Taegun expressou irritação como se estivesse sufocado. Jaeha, no meio daquilo, controlou a si mesmo que sentia um sorriso querendo escapar de leve diante das palavras dele. Isso porque, mesmo sem precisar vivenciar, dava para saber que se risse no meio de uma discussão com o namorado jovem, a relação rumaria para a ruína.
Jaeha mordeu os lábios para dentro e depois continuou a falar lentamente de novo.
— Por causa da disputa de sucessão empresarial, consumi drogas ilegais de forma constante por alguns anos. Uma droga que força a transformação de segundo gênero para ômega…
— Que porra de conversa de cachorro é essa?
O feromônio de Jang Taegun afundou pesadamente. O feromônio do alfa intensamente enfurecido estava em um nível de reconhecer Jaeha, que era o alfa mais próximo nos arredores, como um inimigo. A sensação era de que a garganta estava sendo sufocada, mas Jaeha não fez questão de dizer a Taegun para controlar o feromônio. Isso porque sabia que a razão de ele estar com raiva era ele mesmo.

O Taegun na memória de Jaeha tinha ficado com raiva exatamente pelo mesmo tema como agora. Uma massa de raiva como se o interior estivesse fervendo já havia sido transmitida através da marca. Era tudo uma fúria em prol de Jaeha. Foi gratificante deparar-se com um lado que não mudava.
Em vez disso, temendo que o órgão de feromônio dele pudesse se corromper por causa de uma raiva que fervia sem motivo, explicou o mais detalhadamente possível. As coisas relacionadas a Kim Ranhee e também sobre a razão pela qual Jang Taegun havia se casado com Jaeha.
Apesar de ter respondido o mais brevemente possível, quando terminou toda a explicação, o lado de fora da janela exibia uma cor sombria de amanhecer. No começo, ambos conversavam sentados na beira da cama, mas no fim, como Jang Taegun acabou deitando abraçado a Jaeha, quando disse que havia um filho entre eles, deitou apoiando a cabeça no braço dele.
— …O bebê é bonito?
— Sim. É realmente bonita.
Como ele perguntou com quem se parecia, disse que o rosto se parecia com ele. Em seguida, acrescentou sobre algo que as pessoas ao redor todas negavam, mas que Jaeha sozinho achava que era assim.
— Mas a personalidade, por alguma razão, acho que se parece com o senhor Taegun. Costumam dizer que ela não sorri muito normalmente.
Como usou um tom de quem ouviu falar, Jang Taegun ergueu uma das sobrancelhas torta como se achasse estranho. Jaeha deu uma risadinha e continuou a falar:
— É que para mim ela sorri muito bem.
— …Então parece que se parece comigo de verdade. Eu ligo para aparência.
Taegun disse sussurrando baixinho. Como se fosse um conteúdo que ninguém pudesse ouvir. Jaeha sentiu o coração doer porque parecia que ele pensava como um sonho o fato de haver um filho entre ele e si mesmo.
Jang Taegun não conseguia acreditar. Porque a vida de Jang Taegun sempre foi como a de um cachorro que não conseguia entrar sequer para dentro do cercado. Se chovia ou se nevava, por mais que os quatro cantos estivessem totalmente escancarados, querendo entrar pelo menos debaixo de um telhado, andava de um lado para o outro e, no fim, achando que nem isto nem aquilo prestavam, era um cão vadio que acabava sendo atingido pelas coisas frias do jeito que caíam.
A fera selvagem acostumada com o frio e para quem o calor tornou-se estranho, mesmo ouvindo palavras dizendo “você, muito mais tarde, com certeza se tornará feliz”, parecia considerar aquilo apenas como um sonho, como algo que não era seu.
— O nome de Kyunghyun também foi você quem escolheu. É um nome precioso. Foi comprado pagando um preço maior do que o que pediam em um famoso cartório de nomes.
— ……
Provavelmente, o Jang Taegun de agora não acreditaria em coisas como nomes escolhidos em cartório de nomes. Não acreditaria em destino, constelações, fado e leitura de tarô, em todas essas superstições. Porque para ele esteve ausente a oportunidade de acreditar em algo além de si mesmo.
No entanto, Jaeha sussurrou daquela forma que, passadas mais de dez dezenas de anos, a ponto de procurar até coisas em que não acreditava por querer dar apenas o que era bom para a criança, ele tinha se esforçado. Taegun ficou sem falar por um momento. Ficando quieto, puxou Jaeha abraçando-o firmemente no peito e, enterrando o rosto na nuca dele, respirou fundo.
Jaeha liberou o feromônio lentamente. Era um feromônio brando e suave, como se dissesse para ficar tranquilo. De forma que, para Taegun que estava em um estado de ter se marcado de forma unilateral, seu feromônio pudesse servir de consolo. A força do braço que abraçava a cintura tornou-se um pouco mais forte.
— Eu também quero ver.
Deu para saber imediatamente que ele se referia à criança. Foi impressionante que o Jang Taegun de trinta anos sentisse ciúmes, mas quisesse ver Kyunghyun imediatamente. Como Jaeha riu abafado, Taegun beliscou a bunda dele de leve.
— Se parecer com você, deve ser fofa de verdade. …Quero ver.
— Você vai poder ver. É só esperar um pouco.
Jaeha disse como se fosse algo óbvio. Ele também envolveu a cintura dele com o braço, massageando as costas dele. Taegun olhou fixamente para Jaeha.
— Lee Jaeha.
— Sim.
— …Lee Jaeha.
Era apenas o nome. Jaeha pôde saber detalhadamente que tipo de sentimento Taegun tinha apenas pelo fato de ter o nome chamado. Jaeha também o abraçou e o beijou.
— Eu te amo.
— ……
Jaeha sentiu o corpo de Taegun enrijecer diante da confissão repentina. Pareceu também que o corpo dele tremeu de leve. Jaeha continuou esperando até que Taegun aceitasse totalmente as suas palavras.

Logo em seguida, acompanhado de uma respiração bruta, Taegun subiu no topo de Jaeha. Como se um peso opressor estivesse desabando por cima do peito, ele subiu por cima do corpo dele. A parte inferior do corpo de Taegun já estava em um estado molhado. A cueca boxer fina estava inteiramente molhada. Junto com o cheiro característico de sêmen, a fragrância do feromônio de Taegun espalhou-se lentamente por cima da cama.
— Fala mais uma vez.
— Eu te amo.
— ……
— Eu te amo, Jang Taegun.
Ele poderia dizer dez ou vinte vezes. Porque tinha vindo parar nesse lugar absurdo para dizer essas palavras e tinha procurado por Taegun imediatamente. Ele não conseguia suportar ver você, que é o mais precioso para mim, ser impelido para um lugar frio e árido, passando dia após dia olhando apenas para as minhas costas sem saber disso.
— Eu disse que foi amor à primeira vista.
— ……
— Vindo para cá também foi da mesma forma.
Mesmo que o quarto estivesse lotado com cem pessoas, sussurrou em uma voz bem pequena de forma que apenas Jang Taegun pudesse ouvir. Taegun gemeu sofrendo e tremeu o corpo. Pareceu ter ejaculado mais uma vez. A sua própria genitália também começou a ganhar força e o períneo a ficar pesado. Apenas por cheirar o feromônio excitado de Taegun, estava reagindo como se tivesse acendido o estopim do deleite.
— Uma coisa dessas… nunca cheguei a imaginar. Que você e eu, nos encontrando, conseguiríamos realizar algo…
— ……
A voz de Jang Taegun estava afundada baixinho. Jaeha massageou a cintura dele lentamente.
— Que eu com você… conseguiria me amarrar em alguma relação, eu não sabia.
— ……
— Que isso realmente, de verdade, fosse uma coisa que iria acontecer…
A voz firmemente travada acabou não conseguindo soltar as palavras seguintes. Jaeha virou a cabeça levemente e desferiu um beijo acima da parte de trás da orelha de Taegun, que estava com o rosto enterrado na sua nuca. Deu para sentir ele sobressaltar apenas com aquele pequeno contato.
Parecia que o êxtase proporcionado pela satisfação mental o fazia ejacular não importava quantas vezes. Jaeha ficou contente com aquilo. Assim como Jang Taegun era o único para Lee Jaeha, Lee Jaeha era o único para Jang Taegun. Aquilo era adorável demais.

De repente, sentiu sede. Jaeha moveu a cintura. Até o momento em que o Taegun surpreso levantou metade do corpo. Ele sorriu arqueando os olhos para Taegun, que olhava para Jaeha que estava por baixo dele com os olhos bem abertos. Em seguida, segurando a bunda dele e pressionando-a firmemente para baixo, aproveitou a sensação de pressão dos membros colidindo entre si.
No quarto de hóspedes onde o amanhecer havia surgido completamente, Jaeha colou os lábios acima da bochecha do alfa que se tornaria seu esposo. A expressão de Taegun, que olhava para o rosto risonho de Jaeha, de repente desmoronou. Ele ficou com um rosto de quem ia chorar, mas rapidamente afastou tudo e sorriu de novo.
Era exatamente o sorriso que Jaeha amava.

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Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Dogs Mask (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Lee Jaeha, herdeiro do poderoso Grupo Yushin e um alfa acostumado a estar no topo de tudo, vê sua vida mudar ao conhecer Jang Taegun, um alfa enigmático e perigoso que desperta nele sentimentos e desejos que jamais imaginou sentir. Determinado a ficar ao lado de Taegun, Jaeha desafia a oposição de todos e aceita abrir mão de tudo para se casar com ele.
No entanto, o casamento nasce sem amor e sob condições cruéis. Enquanto o império Yushin começa a ruir, a relação entre os dois se transforma gradualmente, revelando segredos, feridas do passado e uma atração impossível de ignorar. Entre orgulho, obsessão e sentimentos que nenhum dos dois consegue compreender por completo, Jaeha e Taegun precisarão decidir até onde estão dispostos a ir um pelo outro.
Nome alternativo: O Co Por Trs Da Mscara

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