Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 140 Online


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Deep Pivot — Capítulo 140 Fim.

「Fechamento de portal D+99」

A última noite na enfermaria do centro.

Uma escuridão tranquila pairou entre os dois, que estavam deitados frente a frente. Yeonwoo, com o braço em volta da cintura de Seojoon, puxou-o para mais perto e ouviu o ritmo constante de seu coração.

— Ainda parece um sonho. – murmurou Yeonwoo. Seus lábios roçaram suavemente os de Seojoon, como um sussurro fugaz.

— Que você está aqui, me olhando assim.

— …Vou olhar só para você pelo resto da minha vida, então não me diga que está cansado disso depois. – provocou Seojoon, acariciando gentilmente o lóbulo da orelha de Yeonwoo.

Yeonwoo franziu a testa, seu rosto repentinamente sério.

— É melhor não dizer que está farto de mim, Tenente. Você é meu agora. Eu o fiz. Então, o que eu quiser, você tem que fazer.

Seojoon caiu na gargalhada, já curioso sobre as exigências extravagantes que Yeonwoo poderia fazer no futuro.

Dias passados preenchendo suas vidas juntos, em um mundo onde nem portões nem sua existência seriam obstáculos — esses eram os dias que Seojoon esperava ansiosamente.

— O que você quer? Me diga. Eu faço qualquer coisa. – disse ele.

A expressão de Yeonwoo ficou séria, quase solene, quando ele começou a falar.

— Quando eu digo para você comer, você tem que comer. Sem exceções.

Seojoon soltou uma risada calorosa, sua respiração fazendo cócegas no nariz de Yeonwoo.

— Só isso? É só isso que você quer?

— Não…

Seojoon acariciou o rosto de Yeonwoo, notando o rubor que coloria suas bochechas, mesmo visível na luz fraca.

— Tem mais.

Por que ele poderia estar tão corado dessa vez?

Seojoon realmente pretendia realizar cada um dos desejos de Yeonwoo. Se Yeonwoo quisesse beijos em momentos aleatórios ou fizesse exigências ridículas em lugares inesperados, Seojoon atenderia com prazer.

— Quando eu peço beijos, você tem que dar. Sempre.

— …

Mais uma vez meus pensamentos foram para algum lugar inapropriado.

Seojoon encarou Yeonwoo, cujo rosto estava completamente vermelho. Sussurrando que poderia lhe dar cem beijos por dia, Seojoon observou Yeonwoo engolir em seco, trêmulo.

— Mesmo que eu peça enquanto você estiver comendo, você tem que fazer. Se eu te acordar no meio da noite pedindo um beijo, você tem que me beijar de olhos abertos.

— Tudo bem. Eu juro.

Seojoon sorriu ao responder com falsa solenidade. Comparados ao que Yeonwoo fizera por ele, aqueles eram pedidos tão simples.

— Qualquer outra coisa, não importa o que, eu farei se você quiser. – acrescentou Seojoon, roçando seus lábios nos de Yeonwoo em um sussurro terno.

No silêncio, suas respirações se misturaram, e Seojoon descansou sua testa na de Yeonwoo.

— Dizem que todo mundo tem um momento na vida em que um deus o visita.

— …

— Para mim, era você.

Seojoon já pensou que sua vida era miserável e desprezível, mas, olhando para trás, ela foi repleta de milagres. Conhecer Yeonwoo, de treze anos, nas ruínas do orfanato, reconectar-se com ele anos depois com uma pontuação de compatibilidade milagrosa de 98,8%, apaixonar-se por ele — tudo isso foi uma série de eventos improváveis.

Muitos outros se recusaram a desistir de Seojoon, mesmo quando ele estava pronto para se render.

Na verdade, sua vida era uma coleção de milagres, nenhum mais significativo do que aquele que Yeonwoo arriscou tudo para tornar possível.

— De agora em diante, quero encher sua vida de beleza e alegria. – sussurrou Seojoon, olhando nos olhos de Yeonwoo — olhos que pareciam conter o universo inteiro em suas profundezas azuis.

— Pelo resto da minha vida… não importa o que aconteça, ficarei ao seu lado.

Lágrimas rolaram pelas bochechas redondas de Yeonwoo, cruzando a ponta do nariz e molhando o travesseiro. Seojoon as enxugou com o polegar, mas Yeonwoo enterrou o rosto no ombro dele.

— Eu te amo, Tenente. Você é meu. Não pode ir a lugar nenhum. Tem que me amar para sempre.

Rindo das exigências chorosas de Yeonwoo, Seojoon passou os braços em volta dele.

— Tudo bem. Agora sou seu, Yeonwoo.

A silenciosa enfermaria estava imersa na escuridão, mas Seojoon não se sentia sozinho. Não naquela noite.

Nenhum sussurro incomodava seus ouvidos, nenhuma sombra rastejante assombrava sua visão.

Seojoon ainda não entendia completamente o que “aquilo” era. Talvez, como alguns diziam, fosse verdadeiramente divino, um poder além da compreensão.

Mas isso não importava mais para ele.

Pois o ser mais belo e extraordinário do mundo — seu único e verdadeiro deus — era Cha Yeonwoo, que estava em seus braços.

✽✽✽

Houve muitos dias bons na vida de Cha Yeonwoo.

Sobrevivendo ao orfanato que desabou com seu irmão mais novo Jeongwoo, conhecendo a bondosa dona da pensão Choi Jung-sook, despertando como um Guia, juntando-se a uma equipe de ótimos colegas e salvando inúmeras vidas…

Houve tantas bênçãos em sua vida que ele não conseguia contá-las todas.

— Yeonwoo, me passa as chaves. Eu dirijo. -disse Seo-joon.

— Não! Estou dirigindo agora.

Yeonwoo respondeu, escondendo as chaves do carro atrás das costas para mantê-las longe do alcance de Seojoon.

— Há quanto tempo você tem carteira? Acha que vou deixar você assumir o volante tão facilmente?

— Já dirigi seu carro muitas vezes, Tenente.

— Isso é diferente. Por que se dar ao trabalho de dirigir quando estou aqui?

Yeonwoo segurou o rosto de Seojoon, sorrindo tão brilhantemente que suas covinhas apareceram, e colocou os braços em volta da cintura de Seojoon.

— Você disse que faria o que eu quisesse. De agora em diante, eu dirijo. Só para você saber.

Seojoon riu baixinho, meio exasperado, mas completamente entretido.

— Tudo bem, tudo bem. Quem poderia vencer você? – Ele se virou, mas Yeonwoo entrelaçou os dedos dos dois antes que ele pudesse dar mais um passo.

No salão do primeiro andar, uma grande TV transmitia uma coletiva de imprensa ao vivo. Funcionários do centro estavam de braços cruzados, observando atentamente o discurso do chefe de gestão de desastres.

O chefe finalmente concluiu com uma declaração importante:

― A partir deste momento, declaro o fechamento completo dos portões da Coreia do Sul.

A sala brilhou com as luzes das câmeras enquanto os repórteres se apressavam para fazer perguntas. Uma legenda vermelha na parte inferior da tela dizia:

【D+100: Fechamento de portais. Anúncio oficial do governo. O chefe de gestão de desastres declara a Coreia do Sul uma zona completamente livre de portões.】

Embora a equipe já tivesse sido informada, uma sutil sensação de alívio e orgulho pairava no ar.

Seojoon e Yeonwoo passaram pelo grupo, arrastando suas bagagens da enfermaria. Algumas pessoas os reconheceram e os cumprimentaram calorosamente.

— Tenente Ji, você vai receber alta hoje, certo?

Um rosto familiar emergiu do grupo. Seojoon sorriu e saudou o Coronel Jin.

— Me aposentei há muito tempo, então pare de me cumprimentar assim. Já chega disso. – respondeu Jin, fingindo irritação.

Seu olhar se suavizou quando se voltou para o rosto gentil e inocente de Yeonwoo, um forte contraste com o caos do incidente da Mega Torre que passou por sua mente.

O sacrifício de Seojoon pode ter salvado o mundo naquele momento, mas a determinação desesperada de Yeonwoo não apenas salvou Seojoon, mas também garantiu a salvação futura de inúmeros outros.

Conhecer a profundidade da irresponsabilidade humana motivada pelo amor — e os milagres que tal irresponsabilidade poderia produzir — já foi um passo adiante para a humanidade.

— É melhor você tratar bem esse garoto pelo resto da vida. Está me ouvindo? – O Coronel Jin deu um leve tapinha no braço de Seojoon.

— Lembre-se, ele não é mais apenas seu bebê precioso. Ele é um tesouro para todos nós.

Ele acrescentou a brincadeira com um sorriso de avô que fez Yeonwoo rir nervosamente.

— Garoto, traga o Tenente Ji para minha casa um dia desses. Vou cozinhar algo gostoso para você.

— Obrigado. Eu adoraria. -respondeu Yeonwoo, curvando-se timidamente, e seu comportamento reservado agora demonstrava sinais de maturidade.

— Tudo bem, cuide-se agora. Descanse um pouco.

Com um aceno, o Coronel Jin se despediu deles. Ao saírem, a cálida luz do sol primaveril os cobriu.

Seojoon olhou para Yeonwoo, que levantou a mão para proteger os olhos dele.

Finalmente, eles estavam indo para casa — para o lugar que poderiam chamar de seu. Seojoon sorriu.

— O que devemos fazer agora, Yeonwoo?

— Qualquer coisa está bem, contanto que você esteja comigo. – respondeu Yeonwoo, seu sorriso radiante tão deslumbrante quanto a luz do sol da primavera.

A vida de Cha Yeonwoo teve muitos dias bons. As pessoas chamavam o que ele havia conquistado de milagre. Mas para Yeonwoo, o único milagre em sua vida era o próprio Ji Seojoon.

Uma brisa suave despenteou os cabelos de Seojoon. Yeonwoo estendeu a mão para alisá-los, passando o braço em volta do ombro dele enquanto caminhavam em direção ao carro.

Seojoon entrelaçou os dedos com os de Yeonwoo, olhando para os anéis combinando que brilhavam à luz do sol.

— Olha, Tenente. O anel fica perfeito quando estou sentado no banco do motorista. – disse Yeonwoo, batendo seu anel no de Seojoon.

A risada de Seojoon encheu o carro, um som caloroso e contente que ecoou pelo pequeno espaço.

A luz do sol que entrava pelo para-brisa iluminava os dois, sem projetar sombras.

Acima deles, o céu era de um azul claro e tranquilo, intocado por uma única nuvem.

⌀ Fim da História Principal ⌀

 

 

 

 

 

 

✦ Continua nas Sides…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna

Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot

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