Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 127 Online

Deep Pivot — Capítulo 127
Bang! Bang!
Tiros e gritos monstruosos se misturavam no caos do portal final.
O canteiro de obras, planejado para ser um marco imponente com um complexo extenso ao redor da torre principal, era agora um campo de batalha. Uma entidade monstruosa com tentáculos enormes consumiu as estruturas, amassando-as como papel.
― Desabamento da torre principal iminente. Evacue imediatamente.
― É necessário suporte no Shopping Center, Zona A!
— Estou cuidando disso. – respondeu secamente o Tenente Park Min-gun. Bang! Com mira precisa, ele abateu uma das anomalias aladas que agitava seus apêndices viscosos.
As criaturas, identificadas pela primeira vez na Índia e chamadas de “Vetala”, eram uma variante de anomalias semelhantes a zumbis. Ao contrário dos ghouls, elas tinham asas, embora não fossem fortes o suficiente para voos sustentados, e uma tendência problemática de mirar na cabeça das pessoas.
Bang! Bang!
Min-gun disparou repetidamente, protegendo-se atrás de vigas de aço em meio ao caos de um local já devastado por seis anomalias de portão sucessivas.
Criaturas parasitas recém-nascidas corriam de um lado para o outro, estalando suas cabeças em forma de garras, espalhando fluidos viscosos. O próprio portão continuou a se expandir, berrando sons como músculos sendo dilacerados ou feras torturadas, e expelindo monstros cada vez maiores.
— Ah, droga!
Min-gun avistou um soldado se debatendo enquanto um Vetala se agarrava à sua cabeça. Mirando cuidadosamente, ele atirou.
Bang!
A criatura gritou, contorcendo-se enquanto caía no chão, com suas asas mutiladas.
O soldado se virou para Min-gun e assentiu em gratidão.
— Cara, o Tenente Ji tem um temperamento muito forte, não é?
Min-gun congelou no meio do caminho, e o próximo tiro de seu rifle finalizou o Vetala com um tiro certeiro na cabeça. Seu olhar escureceu quando ele se virou para o soldado.
— Que diabos isso significa?
— Brincadeira, cara.
O soldado respondeu com uma risada desconfortável, dando um tapa no ombro de Min-gun.
A piada era um amálgama de associações sinistras: Tenente Ji = Sem Nome, Sem Nome = Portal, portal = Monstros. Refletia uma mentalidade descuidada, quase habitual, entre aqueles que lutavam contra os horrores dos Portais.
— Meu Deus… que piada de merda.
Min-gun murmurou, passando pelo soldado com desdém. Como se a situação já não fosse miserável, agora ele tinha que ouvir essa porcaria? Por um momento, quis descarregar sua arma no soldado em vez dos monstros.
Min-gun juntou-se à operação apesar de discordar da decisão do Capitão Jin Cheong-oh de se abster, mas seu coração não estava tranquilo. Ele suspeitava que os outros sete membros da SAU em campo sentiam o mesmo — afinal, Seojoon era camarada deles antes de se tornar um Sem Nome.
Um barulho ensurdecedor irrompeu acima, o som de rotores de helicópteros cortando a cacofonia. O vento levantava poeira, obscurecendo a visão de Min-gun.
— O que…?
Ele protegeu o rosto, tentando enxergar além da névoa.
― De quem é esse helicóptero?
― Temos alguma informação anterior sobre isso?
― Identifique a fonte do despacho!
― Que diabos esse maldito helicóptero está fazendo?
A confusão tomou conta das comunicações quando o helicóptero pousou no centro do local caótico. Seus rotores rasgaram o ar, destruindo Vetalas próximos e respingando sangue azul pela área.
Min-gun semicerrou os olhos, arregalando-os ao reconhecer a figura saindo do helicóptero, arma em punho, imediatamente se aproximando das anomalias ao redor. Mesmo com o capacete escondendo o rosto, não havia como confundir a figura do líder da equipe.
— Capitão Jin…
Então ele entrou afinal?
O choque de Min-gun aumentou quando Yeong-gyo e o Coronel Jin desceram do helicóptero atrás de Cheong-oh. Mas seu queixo caiu ao ver o último passageiro — uma figura saltando com determinação.
Bebê?
O guia novato que ele antes vigiava como um falcão durante as missões, Cha Yeonwoo, tinha acabado de entrar no campo de batalha.
Min-gun avançou pelo caos, abatendo anomalias enquanto avançava em direção a elas.
— Capitão Jin!
— …Oh, ei, careca. – Cheong-oh cumprimentou com uma expressão cansada.
— Você está louco? Por que o Bebê está aqui?
— Não é…
Cheong-oh hesitou, sem conseguir terminar a frase quando Yeonwoo passou por ele sem dizer uma palavra. Bang! Bang! Os tiros de Yeonwoo acertaram o alvo, derrubando parasitas em fuga com precisão. Sua pontaria havia melhorado drasticamente desde a época em que lidavam com ghouls no Shopping MyPark.
Enquanto Yeonwoo se movia inabalavelmente em direção à torre principal, Min-gun se virou para Cheong-oh, com uma expressão incrédula.
— O que ele está fazendo?
— Guiando o Tenente Ji. – respondeu Cheong-oh.
O rosto de Min-gun se contorceu em descrença.
— Guiar o quê? Isso?
Ele apontou um dedo em direção à torre, agora enredada em matéria orgânica preta e contorcida, com sua estrutura grotescamente distorcida.
Seojoon já havia perdido o controle. Ele não era mais o “Tenente Ji” — apenas um portal expelindo monstruosidades sem fim.
— Capitão Jin…
Min-gun expirou trêmulo, sua raiva fervendo.
— Não me importa se ele é seu amigo. Isso não está certo. É egoísmo! Você está tentando mandar o bebê para a morte também?
Ele agarrou Cheong-oh pelo colarinho e elevou a voz.
— Você está jogando uma criança inocente nesse inferno? Que tipo de pessoa isso faz de você?
— Solta! O bebê sabe exatamente o que está fazendo! Ele não é um idiota sendo empurrado!
Yeong-gyo arrancou Min-gun de Cheong-oh, gritando:
— Se você não vai ajudar, então cale a boca e fique fora disso!
Min-gun recuou, atordoado. Olhou para Hee-min e Songhee, que desciam cautelosamente do helicóptero.
— Que diabos está acontecendo… – ele murmurou, com a voz vazia.
✽✽✽
Bang! Bang!
O crepitar dos tiros e gritos desesperados preenchiam a cena caótica no portão final, um campo de batalha infernal em torno da decadente TH Megatower.
― Quem é o pessoal adicional?
― Aquele não é o Capitão Jin da SAU?
— A torre principal está fora dos limites! Quem são esses idiotas atrapalhando a operação?
― Indo verificar a identidade do Ghost.
No meio da agitação da conversa frenética no rádio, a voz firme do Tenente da SAU Jang Su-ho, codinome “Ghost”, cortou o barulho.
Bang! Bang! Park Min-gun se viu instintivamente cobrindo Yeonwoo, Cheong-oh e Yeong-gyo, imaginando como as coisas tinham se transformado em tamanha confusão.
Grito! Bang!
Então… Yeonwoo deve guiar o Tenente Ji, que agora é uma anomalia completa?
Bang! Crunch!
…Como exatamente ele estava planejando “guiá-lo”?
O que ele iria fazer — fazer sexo com o portal?
— Seus idiotas! Esta área é restrita — saiam daqui!
Bang! Sem hesitar, Cheong-oh apontou seu rifle para um soldado que bloqueava seu caminho.
— Espere, você não é Jin Cheong-oh?
— Andem logo. Não temos tempo. – latiu Cheong-oh.
— Seus desgraçados da SAU… o que é isso? Algum tipo de missão suicida para suas supostas convicções?
O suicídio não é para nós, é para Yeonwoo, pensou Min-gun sombriamente, observando os soldados que os cercavam.
Bang! O estrondo agudo de um tiro interrompeu o impasse. Yeonwoo atirou, e sua bala encontrou o alvo — não em um soldado, mas em uma anomalia que avançava em sua direção por trás.
— Mova-se. – disse Yeonwoo friamente.
— Seu louco filho da—você percebe que isso é tentativa de homicídio?
O soldado cuspiu, cambaleando em choque, confundindo o tiro com o que fora disparado contra ele.
— Interrompendo a operação! Desobedecendo ordens! Você quer ser executado na hora, seu pequeno—
— Vá em frente, tente. – disse uma nova voz.
O clique de uma pistola carregada ecoou quando a Tenente Kang Chaewon, da SAU, pressionou sua arma contra o capacete do homem. Tendo chegado atrasada após receber a mensagem de Yeong-gyo, ela ainda usava apenas parte do equipamento de combate.
— Dê um tiro no bebê e eu vou explodir sua cabeça.
O ar ficou denso de tensão, os tiros ao redor deles pareciam desaparecer em um fundo distante.
— Droga… – alguém murmurou.
— Eu sabia que isso aconteceria no momento em que ouvi que Jin Cheong-oh estava aqui.
O Tenente Jang Su-ho, o blinker, apareceu do nada com um suspiro resignado, colocando-se entre Min-gun e Yeonwoo.
— Então, você precisa que eu te deixe dentro da torre principal, querido?
— Sim.
— Mas, uma vez lá dentro, a responsabilidade é toda sua. Aquele lugar está cheio de anomalias.
— Eu vou conseguir. – respondeu Yeonwoo.
— Prendam-nos!
Um grupo de soldados, reconhecendo a habilidade de Jang Su-ho, avançou para agarrá-lo. O frágil impasse se desfez, transformando-se em caos em meio às anomalias devastadoras.
Empurrando-se e lutando, sem conseguir atirar um no outro sem correr o risco de fogo amigo, a cena se transformou em uma briga brutal. Em meio ao pandemônio, Yeonwoo empurrou para o lado um soldado que tentava bloqueá-lo e correu em direção à torre.
— Bebê.
Min-gun, que o cobria, de repente agarrou Yeonwoo pelo colarinho e o puxou para perto.
— Ninguém aqui está cuidando de você.
Grito! Um Vetala voou em direção à cabeça de Min-gun, batendo as asas violentamente.
— Não se iluda achando que Jin Cheong-oh está do seu lado. Ele só está te usando para salvar o Ji, seu idiota!
Bang! Min-gun disparou, atingindo a criatura em cheio, e continuou em um tom desesperado.
— Você está fazendo a escolha errada! Se entrar aí, vai morrer em vão. Não entende? Ninguém aqui se importa com você — só se importam com o Ji!
— Eu os trouxe aqui. – Yeonwoo respondeu calmamente.
— O que?
Bang! Um parasita próximo explodiu quando Yeonwoo atirou nele com precisão. Ele ergueu o cano aquecido e acrescentou:
— Não preciso de ninguém do meu lado. Contanto que eu tenha o Tenente Ji, basta.
Min-gun olhou para ele, estupefato, enquanto Yeonwoo fazia uma reverência breve e serena.
— Obrigado por cuidar de mim.
Através da viseira transparente da máscara de Yeonwoo, seus olhares se encontraram. Min-gun viu algo no olhar azul do jovem guia — algo feroz, resoluto e absolutamente inabalável.
— Bebê, vamos lá. Você está pronto?
— Sim.
Jang Su-ho apareceu ao lado deles, falando rapidamente. Min-gun silenciosamente entregou a Yeonwoo vários carregadores extras.
Num piscar de olhos, Su-ho e Yeonwoo desapareceram.
— …
Min-gun ficou paralisado, observando o local onde estiveram. Sua garganta se apertou e ele não conseguiu encontrar palavras para expressar a turbulência que o percorria.
Quando Jang Su-ho reapareceu sozinho, tendo deixado Yeonwoo dentro da torre, Min-gun só pôde assistir em silêncio impotente, com o coração pesado de uma dor silenciosa.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna
Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot