Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 148 Online


Modo Claro

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 148

Ja-kyung se recompôs, respirou fundo e olhou para Kang Yoo-jung.

— Primeiro, vou rastrear quem nos atacou. Esse parece ser o meu trabalho agora.

— O diretor Park Tae-soo está cuidando disso, então você deveria descansar em casa, Ja-kyung.

— Não. Vou me sentir melhor se eu mesmo fizer isso. Estou indo.

Embora Yoo-jung parecesse preocupada, ela não pôde impedi-lo mais e, depois de sair de casa, Ja-kyung olhou para trás uma vez. A piscina onde brincavam juntos, o pátio onde caminhavam, o terraço do segundo andar onde tomavam café da manhã – tudo permanecia igual, mas apenas Kang Il-hyeon havia mudado.

Sentindo como se uma rocha estivesse alojada em seu estômago, ele soltou um suspiro pesado quando a ligação de Wang Lun chegou. A voz dele ressoou pelo receptor.

— Peguei o rato! Vou te enviar o endereço, então venha para cá.

Ao chegar ao local, ele encontrou o segurança, espancado até ficar irreconhecível, firmemente amarrado com uma corda. Enquanto se ajoelhava para olhar seu rosto, o homem baixou a cabeça. Quando Ja-kyung agarrou seu queixo e olhou em seus olhos, o homem desviou o olhar, sem saber o que fazer.

— Por que você fez isso? Eu te ajudei.

O homem soluçou e baixou a cabeça. — Sinto muito. Sinto muito mesmo. Eles foram ao hospital e me ameaçaram, eu não tive escolha. Sinto muito. Eu apenas entreguei as bebidas. Por favor, acredite em mim. — Olhando para ele, os olhos de Ja-kyung tornaram-se frios.

— O que você recebeu, ameaças ou dinheiro?

O homem estremeceu e não conseguiu dizer nada. Ha, Ja-kyung jogou o cabelo para trás enquanto se levantava, e Wang Lun chutou o homem.

— Seu bastardo! Você nos traiu por alguns trocados? Você é humano! Até os animais mostram mais gratidão do que você!

Com os gritos, o homem que estava sendo espancado de repente berrou: — Ah, porra! — Várias emoções cruzaram o rosto do homem enquanto ele erguia a cabeça. Arrependimento, ressentimento, medo, raiva. Com lágrimas nos olhos, o homem gritou.

— Então o que eu deveria ter feito! Você acha que eu queria fazer isso! Vocês são todos ricos, então não têm nada com que se preocupar! Com as contas do hospital dos meus pais e meu irmão deitado lá daquele jeito, que escolha eu tive! Eles disseram para pegar o dinheiro ou morrer, o que eu poderia ter feito!

O homem derramou lágrimas amargas, e Wang Lun e Wang Han olharam para ele com incredulidade. Ja-kyung empurrou o homem para o chão com o pé, pisou em seu peito e sacou sua faca. O rosto do homem encheu-se de medo e, quando ele encostou a ponta da faca em sua garganta, ele implorou pela vida.

— Eu não deixo ninguém que fode comigo escapar fácil. Se seu irmão ou seus pais estão envolvidos, isso não é problema meu. Por sua causa, alguém que eu amo se machucou, e eu estou me sentindo mal pra caralho. Então não leve para o lado pessoal.

Enquanto ele se movia para cortar sua garganta, o homem gritou.

— Eu posso atraí-los! Eu sei onde o chefe está! Ele prometeu se encontrar comigo! Então vocês vão precisar de mim! Só uma vez, confie em mim só uma vez! Vocês podem lidar comigo depois que os pegarmos! Por favor, por favor, me poupe… Por favor…

O homem agarrou as pernas de Ja-kyung e implorou repetidamente. Ja-kyung removeu o pé e guardou sua faca. O homem tremia de medo enquanto se sentava, e Ja-kyung pediu a Wang Lun que o colocasse no carro, acrescentando uma última coisa.

— Se ele tentar qualquer gracinha, dê um tiro na cabeça dele imediatamente.

A chuva caía como se o céu tivesse se rompido, e os limpadores de para-brisa moviam-se sem descanso. Preocupado, ele parou o carro no meio do caminho e contatou Jang Tae-ho, que felizmente disse que estava hospedado com segurança no hotel. Ele tranquilizou Ja-kyung para não se preocupar demais, dizendo que a polícia também estava patrulhando os arredores do hotel.

Ja-kyung sentou-se sem reação no banco do motorista por um longo tempo, mesmo depois que o carro parou. Embora tivesse voltado para cá, não conseguia se obrigar a entrar. Enquanto considerava se deveria ficar em um hotel em vez disso, alguém bateu na janela. Olhando para fora, viu a governanta segurando um guarda-chuva.

Ja-kyung saiu do carro e a governanta segurou o guarda-chuva sobre ele para evitar que se molhasse.

— Você está muito atrasado.

— Sim…

— Vamos entrar. Você deve estar cansado hoje.

Guiado pela mão dela, ele entrou na casa, onde Kang Il-hyeon estava sentado na sala de estar conversando com Park Tae-soo. Mesmo que Park Tae-soo o tenha cumprimentado, Kang Il-hyeon não se virou. Quando a governanta ao seu lado perguntou o que ele havia comido e se queria que ela fizesse um lanche, Ja-kyung respondeu que estava bem e subiu as escadas.

Ele voltou para casa, mas Il-hyeon nem sequer olhou.

Escondendo seus sentimentos feridos, Ja-kyung estava se despindo para tomar banho quando houve uma batida na porta.

— Pode entrar.

Surpreendentemente, a pessoa que abriu a porta foi Kang Il-hyeon. Ele olhou ao redor do quarto de Ja-kyung, avistou uma camisa floral pendurada em uma cadeira, pegou-a e arqueou uma sobrancelha.

— Belo gosto para camisas. Não me diga que você comprou as que estão no meu quarto também.

A palavra “você” apunhalou seu coração como agulhas. Ja-kyung costumava achar “querido” embaraçoso e desagradável, mas agora sentia falta até disso. Quando ele não respondeu, Il-hyeon jogou a camisa de lado e caminhou direto até ele com as mãos nos bolsos. Enquanto Il-hyeon encarava seu rosto, Ja-kyung retribuiu sem desviar o olhar.

— Você. Ouvi dizer que abriu buracos de bala nas minhas pernas. Um em cada lado.

Será que ele ouviu de Park Tae-soo? Sentindo-se um tanto desafiador, Ja-kyung respondeu secamente.

— Originalmente, eu pretendia acertar seu coração. Você deveria ser grato por eu ter errado.

— Ha, que tipo de lógica é essa? E depois você fugiu por um ano, ouvi dizer. Se fez algo pelo qual eu deveria ser realmente grato, por que fugiu?

— …

— Esqueça isso. Dizem que você matou o velho também. É verdade?

— Bem… suponho que sim.

Il-hyeon sorriu gentilmente, ao contrário de antes.

— Obrigado.

— …

— Eu falo sério.

Ele sabia o quanto odiava o pai. Mesmo quando o matou, não sentiu muita culpa. Foi o mesmo mesmo quando disse que comparecia à cerimônia memorial todos os anos. Ele se virou e examinou os itens na vitrine. Estava cheia de coisinhas fofas que Kang Il-hyeon havia comprado em viagens de negócios.

— Um gosto bem fofo para alguém que mata pessoas.

— Você os comprou para mim.

Kang Il-hyeon virou-se e riu com uma expressão incrédula. — Eu?

— Sim…

— Mentira. Eu nunca dou presentes assim para ninguém.

— Você deu para mim…

Kang Il-hyeon olhou para os itens com uma expressão endurecida. Antes ele havia agido como se fosse expulsar Ja-kyung imediatamente, mas agora sua atitude havia suavizado um pouco. Será que a opinião dele sobre ele melhorou porque ele matou seu pai? Que relacionamento terrível, onde matar alguém torna a pessoa mais agradável.

Kang Il-hyeon virou-se e aproximou-se, encarando Ja-kyung intensamente. Ele examinou seus olhos, nariz e boca detalhadamente, depois traçou dos ombros até o peito e o estômago antes de subir novamente. Então ele gesticulou para que ele se virasse. Quando ele se virou como ordenado, Il-hyeon fez um som de “hmm” e balançou o dedo. Ja-kyung franziu a testa, ficando irritado.

— O que você está fazendo?

— Chupe.

— O quê?

— Nós éramos tão próximos assim, certo? Então você deve ter chupado meu pau também. Então tente chupar uma vez.

— …

— Quem sabe? Se você chupar bem, eu posso me lembrar.

Ja-kyung rangeu os dentes e jogou a cabeça para trás. Antes ele o olhava como um inseto, e agora entra de repente pedindo para ele chupar seu pau. Por um momento Ja-kyung se perguntou se a memória dele havia voltado, mas claramente não havia.

— Cale a boca e saia. Estou cansado.

— Não quer chupar?

— Não, não quero! Se você quer tanto que alguém chupe, por que não chupa o meu! Você é muito melhor nisso de qualquer jeito!

Kang Il-hyeon franziu a testa.

— Eu chupei o seu também?

Ja-kyung soltou uma risada de escárnio e retrucou.

— Com certeza! Você chupou meu pau, chupou meu rabo, chupou tudo!

— Porra.

— Eu é que quero xingar, então saia. Eu achei que pudesse ignorar o fato de você ter perdido a memória, mas não venha aqui me machucar assim. Eu sei que deve ser difícil para você, mas honestamente, você nem parece estar sofrendo, então eu vou dizer tudo. Eu estou sofrendo agora, e precisei de toda a minha coragem para vir aqui. Mas você continua vindo e me cutucando, hah—

Enquanto Ja-kyung falava sem parar, seus olhos ficaram vermelhos e injetados. — Ah, porra, isso é tão irritante. — Enquanto ele xingava e esfregava os olhos com as palmas das mãos, Kang Il-hyeon perguntou sem vergonha.

— Você está chorando por minha causa?

— Estou chorando porque é irritante pra caralho, então suma daqui. Não quero conversar. Se você continuar falando comigo, eu vou te estrangular!

— Mas você…

Kang Il-hyeon parou por um momento, então murmurou. — Você fica bonito quando chora. — Ja-kyung olhou para ele com incredulidade, e Il-hyeon desejou boa noite com o rosto inexpressivo antes de sair.

Ja-kyung soltou uma risada oca, encarou a porta fechada e sentou-se na cama. Ele se deitou, respirando pesadamente e puxou o cobertor sobre a cabeça. Ainda incapaz de se acalmar, ele se levantou e, após repetir suas ações, a manhã amanheceu.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer

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