Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 127 Online

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 127
Ja-kyung franziu a testa ao se olhar no espelho. Seus olhos estavam inchados de tanto chorar no dia anterior. Ele saiu do quarto depois de lavar o rosto com água fria para despertar, mas Kang Il-hyeon, que estivera ao seu lado a noite toda, parecia ter sumido e não dava sinais de estar se preparando para o trabalho.
Ele pensou se deveria dormir mais ou descer para tomar café da manhã, até que se lembrou de que o aniversário de Il-hyeon era dali a dois dias. Ele despertou com o pensamento de um presente. O que deveria comprar? Enquanto pensava no presente, trocou de roupa e notou uma caixa em cima da mesa de cabeceira.
Não estava lá até ontem. A caixa, do tamanho da palma da mão, tinha um laço grande. Em cima dela, havia um cartão. Ao abrir o cartão, encontrou uma caligrafia caprichada.
— “Meu presente de aniversário. Use-o quando sairmos para um encontro.”
Ele ficou atônito. Abriu a caixa levemente com um sentimento de descrença e a fechou imediatamente, apertando os olhos com força. Oh, maldita seja. Ele se acalmou, abriu a caixa novamente e verificou o conteúdo adequadamente. A roupa íntima, que o artesão fizera com cuidado meticuloso, era de renda branca e, surpreendentemente, havia um gato bordado na parte de trás.
Ja-kyung ficou horrorizado e a enfiou na caixa, fechando a tampa. Tinha sido legal até ele o consolar na noite passada. Ele então a escondeu em uma gaveta, caso alguém pudesse ver, e saiu para a sala de estar.
Ele acendeu um cigarro e sentou-se no sofá. Então, abriu o álbum que recebeu de Jang Tae-ho. Folheando o álbum página por página, ele pensava em sua mãe, de cujo rosto nem conseguia se lembrar, quando uma mensagem chegou. Era de Kang Il-hyeon.
— “Estou ansioso pelo presente.”
Ugh, ele resmungou enquanto jogava o telefone de lado.
—
Ja-kyung com certeza visualizou a mensagem, mas não houve resposta. Il-hyeon estalou a língua. Ele havia sugerido jantarem em dois dias, mas se perguntava se Ja-kyung concordaria. Embora tivesse apenas imaginado a reação dele por um momento, sentiu que estava ficando excitado.
— Tudo bem para o senhor ir sozinho?
Park Tae-soo, que estava sentado no banco do motorista, enviou um olhar um tanto preocupado pelo espelho retrovisor. Il-hyeon riu baixo. Ele sabia com o que ele estava preocupado. As palavras “Ministério Público do Distrito Central de Seul” surgiram à vista do lado de fora da janela. Quando ele estivera aqui antes, os repórteres estavam fervilhando ao redor.
Depois de sair do carro, Tae-soo abriu o porta-malas e tirou uma cesta de frutas. Ajustando a gravata uma vez, Il-hyeon entrou. Ele sentiu os olhares inquietos ao entrar, como se convidados indesejados tivessem chegado. Subindo para o terceiro andar, Il-hyeon parou em frente à porta com a placa “Promotor Jang Tae-ho”.
Toc-toc, ele bateu na porta e entrou. Quando entrou, o secretário de Jang Tae-ho foi o primeiro a cumprimentá-lo. Ele reconheceu Il-hyeon, arregalando os olhos, e então se levantou abruptamente. O outro colega ao lado dele também ficou encarando com a boca aberta.
Il-hyeon os cumprimentou casualmente e colocou a cesta de frutas na mesa em frente ao sofá. Jang Tae-ho, que estava falando ao telefone de costas, virou-se e encontrou Il-hyeon; então parou de falar e franziu a testa.
Após encerrar a chamada, ele pediu aos funcionários que lhes dessem licença por um momento. Quando saíram e apenas os dois restaram, a atmosfera tornou-se ainda mais estranha.
— O que veio fazer aqui?
— Vamos sentar e conversar. Minha perna dói.
Sem pedir permissão, Il-hyeon ocupou um lugar no sofá e sentou-se. Cruzou suas pernas longas, descansou as mãos nos braços do sofá e tamborilou os dedos. Jang Tae-ho olhou com desaprovação para a cesta de frutas que ele trouxera e sentou-se à frente dele.
Kang Il-hyeon olhou para o interior do escritório. Ele havia notado desde a última vez.
— É pequeno. O gabinete do procurador-geral é muito maior.
— Corte as bobagens, vá direto ao ponto e vá embora.
Il-hyeon sorriu vagarosamente ao notar a hostilidade nos olhos dele. Ele então tirou algo de dentro do paletó. Era um USB do tamanho de um dedo. Jang Tae-ho olhou para aquilo e então ergueu o olhar para encarar Il-hyeon.
— O que é isso?
— Coisas que podem ser úteis para você.
— Não mude de assunto, apenas me diga.
— Por exemplo, evidências que apoiam alegações de corrupção de certas pessoas, acusações de suborno sexual ou peculato.
Jang Tae-ho voltou seu olhar para Kang Il-hyeon após observar o USB com uma expressão questionadora no rosto.
— Promotor Jang, você está transbordando senso de justiça, enquanto eu estou transbordando poder em vez de justiça. Se colaborarmos, podemos criar uma imagem bem requintada, não acha?
Jang Tae-ho zombou.
— Não tente seus truques. Você acha que eu não o conheço, CEO Kang? Mesmo se você combinar todos os canalhas dentro dessa coisa, não haverá ninguém pior do que você.
— Você realmente sabe como fazer as palavras ferirem.
— Para ser honesto, diga-me o real motivo de tudo isso comigo.
Kang Il-hyeon riu baixo, dando-lhe um sorriso que parecia dizer que ele estava fazendo uma pergunta tola.
— Você está perguntando porque não sabe? É por causa do seu irmão.
— Não arraste Kyung-joon para isso. Ele é diferente de você. Se tivesse crescido adequadamente, não teria se envolvido com alguém como você.
Il-hyeon sorriu. Parecia que, aos olhos de Jang Tae-ho, Lee Ja-kyung era apenas um irmãozinho fofo e inocente que se perdera na infância.
— Portanto, estou aqui para fazer as pazes. Quão chateado o gato deve ficar se nós dois continuarmos brigando. Não acha? Eu não suporto ver isso.
— Se isso algum dia acontecer, Kyung-joon estará do meu lado.
Il-hyeon riu da confiança de Jang Tae-ho.
— Veremos sobre isso. Vamos ambos fazer um esforço para nos darmos bem de agora em diante. Isso não é uma ameaça, é um pedido.
Jang Tae-ho suspirou e apontou para a cesta de frutas enquanto Kang Il-hyeon se levantava após terminar seus assuntos. — Leve isto com você ao sair. — Justo então, Kang Il-hyeon pegou o estilete que estava ao seu lado e empurrou a lâmina. Jang Tae-ho recuou quando a faca apareceu. Il-hyeon cortou a embalagem e puxou uma maçã.
Após dar uma mordida rápida na maçã, ele a balançou para Jang Tae-ho.
— Está feito, certo? Você pode comê-la agora.
Enquanto Kang Il-hyeon deixava o escritório, Jang Tae-ho olhou na direção em que ele desapareceu e então se levantou de sua cadeira. Imediatamente, seu olhar pousou no USB sobre a mesa. Ele cerrou o punho. — Droga… Como ele ousa… O que ele pensa que eu sou?
Il-hyeon saiu e jogou a maçã que estava comendo na lata de lixo. Bastardo. Eu o mataria se não fosse pelo fato de ele ser irmão de Lee Ja-kyung. Ele recebeu uma mensagem de Lee Ja-kyung enquanto rangia os dentes e caminhava até seu carro. — Vou à casa do meu irmão hoje. Meu irmão queria me ver.
Il-hyeon parou no caminho e não pôde deixar de se virar. Esse bastardo. Ele não conseguia apagar o pensamento de que Tae-ho trouxera Ja-kyung deliberadamente para aquilo para provocá-lo. Ele mordeu o lábio, enviando uma resposta. — Claro, faça uma boa viagem. — Ele até adicionou um emoji de sorriso à mensagem.
—
O som metálico do gelo sendo servido preencheu o copo. Depois de encher a bebida até a metade, Il-hyeon deitou-se na espreguiçadeira e tirou um cigarro. A chuva da noite dera lugar a um céu limpo. Ele estava admirando as estrelas quando ouviu passos. Quando se virou, viu Ja-kyung parado ali, vestido com uma camisa e calças aparentemente modestas.
Il-hyeon sentou-se ao deixar seu lugar.
— Você chegou em casa cedo.
— Por que você está aqui fora?
Il-hyeon mostrou a taça de vinho. Ele ia tomar um drinque e depois entrar para dormir. Depois de terminar o restante da bebida, colocou a taça vazia na mesa. Ja-kyung puxou uma cadeira e sentou-se à frente de Il-hyeon, pegando algumas frutas que eram servidas como acompanhamento.
— O que você andou fazendo?
— Apenas jantei, ouvi histórias sobre meus pais, sabe, coisas aleatórias assim.
— Deve ter sido agradável.
Ja-kyung assentiu.
— Eu sempre me perguntei por que gostava tanto de melancia. Meus pais eram donos de uma quitanda quando eu era criança. Mesmo naquela época, eu amava melancia mais do que tudo. Não é interessante?
Sentindo-se animado, Ja-kyung falou sobre sua infância, e Il-hyeon serviu o restante do álcool.
— Jang Tae-ho disse algo mais?
— Do que você está falando?
— Entre você e eu.
Ja-kyung hesitou. Na verdade, Jang Tae-ho havia perguntado se ele tinha que ficar na casa de Kang Il-hyeon, ou se não poderia vir morar na casa dele. Ele disse categoricamente que não tinha essa intenção, pensando que não queria dar falsas esperanças. Jang Tae-ho pareceu um tanto surpreso e talvez um pouco ferido.
— Ele não disse nada específico.
Depois de cuspir as sementes de melancia, Ja-kyung colocou a mão no bolso de trás, tirou algo e o estendeu. Il-hyeon olhou para aquilo e ergueu uma sobrancelha. Um USB. A princípio, pensou que fosse aquele que dera a Jang Tae-ho durante o dia, mas, olhando de perto, era diferente. Il-hyeon olhou para ele intrigado antes de Ja-kyung deslizar o dispositivo USB para dentro do bolso da camisa de Il-hyeon.
— CEO Kang, é seu presente de aniversário.
Il-hyeon o tirou e verificou. Tinha o nome “Kang Il-hyeon” escrito nele.
— Estava na casa do meu irmão. Estava no topo, mostrando as coisas ruins que você fez.
Os olhos de Il-hyeon se arregalaram. Ainda assim, não era o suficiente. Ele percebeu que o líder da equipe encarregado da contabilidade subitamente perdera contato com ele e fugira do país. Eles ainda o estavam rastreando. Park Tae-soo disse que tinha provas de que ele se encontrara com Jang Tae-ho antes de deixar o país.
Enquanto Il-hyeon olhava para ele com uma expressão de descrença, Ja-kyung disse que ele não precisava ser grato.
— Você sabia o que tem nele?
Ja-kyung mordeu a melancia e falou.
— Parecia algum tipo de arquivo financeiro. A quantia… uau.
Enquanto Ja-kyung balançava a cabeça, os olhos de Il-hyeon se estreitaram.
— Como você o encontrou?
— Quando fui lá secretamente da última vez, instalei câmeras e escutas. Eu estava tentando recuperá-las e apagar os arquivos de gravação, mas acidentalmente encontrei isso.
Mesmo depois de fazer algo inesperado, ele permaneceu calmo. Um toque de alegria começou a se espalhar pelo rosto de Il-hyeon. Veja só, Jang Tae-ho. Você está muito enganado. Gatos não são tão ingênuos. Ele sorriu e tentou puxar Ja-kyung para um abraço, mas Ja-kyung o afastou com o dedo, mantendo-o à distância.
— Eu te dei um presente, então estou cancelando a calcinha.
— Apenas me abrace por enquanto. Estou me sentindo tão animado que posso explodir.
Mesmo quando Il-hyeon disse isso, Ja-kyung persistiu. Il-hyeon agarrou-se a ele obstinadamente enquanto Ja-kyung tentava empurrá-lo. — Venha aqui. — Ele eventualmente puxou Ja-kyung para um abraço apertado. Na verdade, o USB não era importante. Mesmo se essas coisas caíssem nas mãos de Jang Tae-ho, poderiam ser inutilizadas. Mas ele estivera ansioso o tempo todo. Se perguntava se Ja-kyung estava vacilante, querendo voltar para sua casa original. Ao ponto de fazer sua confiança anterior diante de Jang Tae-ho parecer superficial.
— Se seu irmão descobrir sobre isso, ele pode ficar furioso. Você está bem com isso?
— Não sei. Não nos vemos há muito tempo, então ele pode simplesmente deixar passar. Se não, eu aguento uns tapas.
Il-hyeon sussurrou suavemente no ouvido de Ja-kyung. — Obrigado.
— Se você é grato, vou fingir que não ganhei calcinha nenhuma.
Mas, para esse fim, Ja-kyung não conseguiu uma resposta.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer