Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 126 Online


Modo Claro

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 126

Il-hyeon não tinha ideia de quantas vezes tinha feito aquilo. Ja-kyung olhou para si mesmo no espelho e manteve uma expressão de desaprovação no rosto o tempo todo. Kang Il-hyeon trocou uma gravata vermelha por uma azul-cobalto. Quando perguntou se aquela era melhor, Ja-kyung assentiu bruscamente. O cabelo de Ja-kyung estava estilizado com pomada, mas parecia semelhante ao de Kang Il-hyeon à primeira vista. Ele parecia velho para caramba.

— Sua testa é bonita, então fica bem mesmo com ela descoberta.

— Eu não gosto desse penteado.

— Por quê? Parece legal.

— Agora eu entendo por que você, CEO Kang, parece velho. O problema é o cabelo.

Il-hyeon estalou a língua e afrouxou a gravata novamente enquanto Ja-kyung bagunçava o próprio cabelo. Então ele o comparou com cores diferentes. Il-hyeon sorriu presunçoso enquanto Ja-kyung resmungava que não tinha certeza se estava indo para um teste genético ou para um encontro às cegas.

— Você quer ir a um encontro às cegas?

— Não.

— Se quiser, é só dizer.

— Sério?

— Eu conheço alguém que seria perfeito para você.

— …

— Ele é bonito, rico, tem um pau grande e é um pouco presbíope, mas ainda é quem mais te ama.

Il-hyeon riu divertido, então ajustou a gravata recém-colocada e arrumou a frente do cabelo de Ja-kyung, e finalmente o virou para que ele pudesse se ver no espelho. Ja-kyung assentiu ao olhar seu reflexo. Está bom. A mão de Kang Il-hyeon deslizou pelo braço dele e o abraçou pela cintura. Ele suspirou e choramingou, roçando o rosto entre o ombro e o pescoço de Ja-kyung.

— Ah, eu quero ir com você em vez de ir trabalhar.

Ja-kyung afastou Kang Il-hyeon suavemente. Embora tivesse recusado a insistência de Il-hyeon para irem juntos, parecia que ele estava tendo dificuldade em deixar de lado os sentimentos persistentes.

— Não é nada, não precisa se preocupar.

— Por que você está tão indiferente?

Ele deu de ombros. Seu estado de espírito parecia estranho, mas estava distante do sentimentalismo. Embora os resultados fossem incertos, nada mudaria. Eu sou Ja-kyung, e já estou longe demais de ser Jang Kyung-joon. Il-hyeon, que observava em silêncio, segurou sua bochecha e beijou seus lábios.

— Se cuide e volte em segurança.

Ele assentiu e então sorriu. Houve uma batida na porta e Park Tae-soo entrou. Ele havia decidido acompanhá-lo no lugar de Kang Il-hyeon. Após ajustar o relógio de pulso, eles saíram, onde os irmãos Wang, que estavam esperando, aproximaram-se e o abraçaram.

— Wei, você não pode ir lá e chorar.

— É.

Wang Lun, que estava dando tapinhas em suas costas, de repente fez um som estranho e virou-se para olhar para o teto. Seu corpo grande balançava para cima e para baixo. Perplexo, Ja-kyung perguntou se ele estava chorando, mas Wang Han disse para não se preocupar com isso e deu um tapinha em suas costas.

Eles estavam a caminho de encontrar Jang Tae-ho e, assim que partiram, algumas gotas de chuva caíram do céu carregado de nuvens, o que logo se transformou em um temporal. Quando chegaram ao destino e o carro parou, Park Tae-soo segurou um grande guarda-chuva preto sobre eles para protegê-los da chuva.

Quando foi escoltado para dentro do centro de perícia genética, ele avistou Jang Tae-ho, que havia chegado primeiro. Ele estava sentado em uma cadeira e olhando para frente. Ja-kyung aproximou-se e o cumprimentou sem jeito.

— Olá…

Enquanto Jang Tae-ho retribuía o olhar, Ja-kyung pôde ver tensão e nervosismo em seu rosto. Ele se levantou do assento e sorriu suavemente.

— Bem-vindo. Está chovendo muito lá fora, não está?

— Sim…

— Você pegou muito trânsito no caminho?

— Sim…

Ja-kyung não sabia o que mais dizer, então apenas respondeu. Depois disso, nenhum dos dois falou. Eles encontraram assentos um pouco afastados um do outro e esperaram. Depois de um tempo, um funcionário aproximou-se e usou um cotonete para coletar uma amostra de suas bocas. O funcionário parecia ter certa familiaridade com Jang Tae-ho.

Disseram que levaria cerca de 3 horas para os resultados saírem, e Ja-kyung tentou ir para casa esperar. Naquele momento, Jang Tae-ho chamou Ja-kyung e o impediu.

— Se estiver tudo bem para você, gostaria de esperar na minha casa? Não parece que a chuva vai parar facilmente… e minha casa é aqui perto.

Ah… Ja-kyung olhou para Park Tae-soo, mas ele não respondeu. Devo aceitar? Ele hesitou, então assentiu. Eles saíram e foram para seus respectivos carros.

Como Jang Tae-ho dissera, a casa não era longe. E era diferente do que Ja-kyung tinha visto à noite. Parecia familiar, como se ele já tivesse estado ali antes. Ele deixou Park Tae-soo esperando no carro e seguiu Tae-ho para dentro da casa. Ao empurrarem a porta da frente, foram recebidos por árvores mortas e ervas daninhas crescidas no quintal.

Jang Tae-ho, que entrou primeiro, correu para tirar os itens bagunçados do caminho e pareceu envergonhado.

— Geralmente não é assim tão bagunçado…

Ja-kyung sorriu sem jeito. Mentira. Da última vez que ele veio, estava mais bagunçado. Ele não podia dizer que tinha vindo secretamente uma vez. Só tardiamente ele se lembrou dos microfones e câmeras escondidos que havia colocado por toda a casa. Ele precisaria removê-los discretamente. Eles eram caros também.

— Você quer algo para beber? Chá?

Jang Tae-ho perguntou, e Ja-kyung balançou a cabeça. No entanto, Jang Tae-ho ainda trouxe uma garrafa de suco de laranja e a entregou a Ja-kyung. Ja-kyung pegou o suco e olhou ao redor da sala de estar. Uma foto de família que ele vira antes estava pendurada em uma parede. O olhar de Jang Tae-ho parecia fixo no rosto de Ja-kyung enquanto ele encarava a foto intensamente. Jang Tae-ho fez um esforço consciente para sorrir casualmente quando seus olhares se cruzaram enquanto Ja-kyung se virava.

— Eu não pensei assim quando vi na foto, mas vendo pessoalmente…

Suas palavras foram arrastadas e abafadas, então Ja-kyung não conseguiu entendê-las bem. Talvez ele quisesse dizer que Ja-kyung se parecia com alguém. Ja-kyung tinha um palpite pelas fotos de quem poderia ser. Especialmente o rosto da mulher que parecia ser sua mãe; os olhos dela eram notavelmente semelhantes aos de Ja-kyung.

Nenhum dos dois falou, e as três horas pareceram três dias. Jang Tae-ho fazia ligações intermitentes de trabalho, o que lhe permitia deixar o assento, uma distração afortunada; caso contrário, Ja-kyung poderia ter se sentido sufocado demais e querido sair correndo. E assim, o tempo passou até que uma mensagem chegou de Kang Il-hyeon. Ele perguntou se os resultados tinham saído, e Ja-kyung enviou uma resposta. Justo quando o fez, o telefone de Jang Tae-ho tocou.

Depois de verificar o número, ele atendeu a chamada com uma expressão tensa, então olhou para Ja-kyung. Ja-kyung focou apenas no rosto de Jang Tae-ho. Sua expressão mudou gradualmente. Como ele deveria explicar aquilo? O rosto de Kang Il-hyeon passou por sua mente. Um ano atrás, Kang Il-hyeon, que havia morrido e depois voltado, parecia ter feito uma expressão semelhante enquanto olhava para Ja-kyung.

Após encerrar a chamada, Jang Tae-ho parecia estar em um estado de espírito complexo. Ele respirou fundo e seus olhos rapidamente ficaram vermelhos. Ele afastou as mãos do rosto, depois as pressionou contra o rosto novamente, parecendo sobrecarregado. Ja-kyung também segurava seu telefone, incapaz de se mover.

Ele voltou para casa tarde. Não conseguiu se concentrar no trabalho o dia todo porque sua mente estava ocupada com Ja-kyung. O trajeto de volta para casa pareceu estranhamente longo hoje. Ele pôde ouvir risadas animadas vindas do segundo andar enquanto subia as escadas. Intrigado, dirigiu-se à fonte do som. Wang Han e Wang Lun estavam bebendo e rindo enquanto espalhavam algo.

Wang Lun virou-se quando Il-hyeon entrou na sala.

— CEO Kang, venha ver isso. Você não tem ideia de como o Wei era fofo quando era bebê.

O que eles estavam olhando era um álbum. Aproximando-se, ele notou que havia a caligrafia de alguém ao lado do álbum. Continha registros como um diário, anotando a data de nascimento da criança, as ações da criança e pequenos incidentes que aconteceram quando as fotos foram tiradas. Nosso lindo Kyung-joon. Nosso adorável Kyung-joon. Nosso…

Il-hyeon sorriu. Ela era uma boa mãe. A pessoa que deu à luz Lee Ja-kyung.

— Mas para onde ele foi? Eu não o vi.

Wang Han apontou para o quarto com a mão. — Ele foi dormir. Ele disse que se sentia mal e nos avisou com antecedência. — Il-hyeon levantou-se e foi para o quarto. O cômodo estava escuro com as luzes apagadas, mas a claridade que entrava pela janela revelava que Ja-kyung estava deitado na cama.

Conforme ele se aproximava, Ja-kyung virou-se de um lado para o outro antes de ficar deitado de costas.

— Você está atrasado.

Il-hyeon sentou-se na cama e acariciou suavemente a bochecha de Ja-kyung.

— Parabéns. Você tem um irmão agora.

Ja-kyung sorriu silenciosamente.

— Como você se sente?

— Eu não sei. Apenas…

As palavras de Ja-kyung se perderam, e Il-hyeon não o pressionou.

— Ele sente muito, por mim. Dizendo que me perdeu… Se ele tivesse apenas segurado minha mão direito… Nada disso teria acontecido.

Assim que ouviram o resultado de que eram biologicamente aparentados, Jang Tae-ho chorou silenciosamente por um longo tempo sem dizer nada. Ele não sabia quantas vezes Jang Tae-ho pediu desculpas. Ele achava que a culpa era dele, que não conseguia nem olhar direito para os rostos de seus pais. Sentia-se responsável pela partida precoce deles. Viveu com culpa a vida toda. Agora ele estava aliviado por encontrá-lo, por saber que ele estava vivo. Estava grato por ele finalmente aparecer; apenas estar vivo era o suficiente.

— E.

— Nossos pais… Ele disse que eles morreram. Disse que eles não conseguiam dormir confortavelmente o dia todo porque estavam me procurando. Disse que eles tinham certeza de que eu estaria vivo em algum lugar, que eles apenas se preocuparam comigo até morrerem…

Il-hyeon subiu na cama e puxou Ja-kyung para seus braços. Ele acariciou suavemente as costas dele como se para acalmá-lo. — Você pode chorar se quiser chorar. — Ja-kyung exalou um longo suspiro em resposta às suas palavras. Seus olhos estavam ardendo e a nuca doía. Ele rangeu os dentes com mais força para suprimir suas emoções.

— Desculpe… Eu pensei que ficaria bem…

Ele tinha pensado que ficaria bem. Mesmo após ouvir os resultados, ele permaneceu composto. No entanto, olhando para as fotos e vídeos de infância que Jang Tae-ho lhe mostrou, ele percebeu que não estava nada bem.

— É injusto… e frustrante…

— P*rra… Uma criança com pais… como… p*rra…

Uma raiva incontrolável surgiu. Se pudesse, ele queria ir encontrar os sequestradores e perguntar a eles por que, por que fizeram isso com ele, por que o trataram daquela maneira. Ja-kyung tremeu, soluçando contra o ombro de Kang Il-hyeon enquanto suas emoções explodiam como água fervente. Kang Il-hyeon apertou os braços em volta de Ja-kyung ainda mais enquanto ele chorava mais.

— Está tudo bem. Está tudo bem. Se você quiser chorar, chore.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer

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