Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 124 Online


Modo Claro

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 124

Jang Tae-ho olhou para a xícara de chá em silêncio. A entrada do café estava movimentada e, então, Kang Il-hyeon entrou. Exceto pelos funcionários do local, ninguém mais parecia se destacar. A visão de Kang Il-hyeon caminhando à distância era como a de um protagonista masculino de um filme.

Quando a mídia falava sobre ele, sua aparência nunca era ignorada. Seu rosto bonito sempre atraiu a atenção das pessoas, a ponto de sua aparência ser mais elogiada do que seu desempenho no trabalho. Após um breve cumprimento, Kang Il-hyeon sentou-se no lado oposto, enquanto seu braço direito, Park Tae-soo, esperava a uma certa distância.

— Quanto tempo, promotor.

Ao ver Kang Il-hyeon cumprimentá-lo com um rosto desavergonhado, Jang Tae-ho sentiu-se irritado.

— Então, o CEO Kang era a pessoa que encontrei ontem à noite, certo?

— Ah, você se lembra. Acho que houve um mal-entendido sobre ontem. É um pouco tarde, mas deixe-me pedir desculpas.

— Isso é tudo o que você tem a oferecer?

— Então?

— Pelo menos ajoelhe-se e lustre meus sapatos. Depois, veremos.

Kang Il-hyeon rangeu os dentes e sorriu de forma sinistra. Esse filho da p*ta. Ele quer retribuir o favor que lhe fiz? A exaustão o dominou. Ele inclinou a cabeça levemente, forçando um sorriso enquanto olhava para o oponente. Se dependesse dele, livrar-se-ia dele aqui e agora. E, de todas as pessoas, tinha que ser o irmão de Ja-kyung.

Ah, p*rra. Por que me tornei o Romeu?

— Vamos deixar as desculpas de lado por enquanto. Por que você quis se encontrar?

— Onde ele está?

— Quem?

— Yang Seon-woo.

— Por que você está curioso sobre ele?

— Há algo que preciso confirmar.

Confirmar, hein? Il-hyeon ponderou essas palavras silenciosamente antes de se afundar no sofá. Um funcionário trouxe o chá, e ele encarou a borda dourada da xícara antes de falar devagar.

— Bem, deixe-me falar sobre Seon-woo e eu, nosso relacionamento.

Jang Tae-ho não conseguiu esconder seus verdadeiros sentimentos. Seus olhos pareciam revelar o desejo de que não houvesse nada entre os dois.

— Eu não tenho nenhum relacionamento com ele.

Jang Tae-ho suspirou de alívio, e Kang Il-hyeon esperou antes de acrescentar as próximas palavras.

— Eu gostaria de poder dizer isso, mas infelizmente não é o caso. Podemos quase ser vistos como um casal.

Il-hyeon sorriu com orgulho, enquanto a expressão de Tae-ho tornou-se sombria e pálida. Ele suspeitara quando circularam rumores de que estavam namorando, e mesmo quando visitou a casa de Yang Seon-woo, Il-hyeon mostrou uma reação forte. Mas ainda assim…

Os olhos de Kang Il-hyeon tornaram-se frios ao ver o Promotor Jang parecer decepcionado e deprimido.

— Ei, Promotor Jang.

O olhar de Jang Tae-ho, que permanecera na xícara de chá, moveu-se para Kang Il-hyeon.

— Se você vai fazer essa cara quando encontrar seu irmão, é melhor parar por aqui.

O rosto de Jang Tae-ho se contorceu. Il-hyeon, que sorria casualmente, endireitou as costas e inclinou-se para frente. Ele falou em um tom que poderia ser interpretado como um pedido ou um aviso, com o olhar fixo no de Tae-ho.

— Você não tem ideia de como ele tem vivido.

— …

— Então, se você vai machucá-lo fazendo essa cara, é melhor desistir.

— …

— Ou, por p*rra nenhuma, eu não vou te deixar em paz.

O rosto de Jang Tae-ho endureceu. Il-hyeon, que estava rangendo os dentes, endireitou-se e sorriu como se nada tivesse acontecido. Naquele momento, Park Tae-soo, que estava parado longe, aproximou-se e sussurrou algo para Kang Il-hyeon. Il-hyeon levantou-se e ajustou sua aparência.

— Vamos encerrar a conversa por aqui hoje. Terminaremos as coisas quando o gato perdido voltar.

Argh, esqueça isso. Eu desisto! Ja-kyung parou em cima de uma rocha grande e jogou sua vara de pesca. Mesmo no dia seguinte, ele não havia pego nenhum peixe. Talvez devesse ir para o outro lado. No entanto, já havia pessoas morando lá, facilitando ser notado. Justo naquele momento, um grande barco de entrega de peixes passou ao longe.

A ilha era relativamente próxima ao continente, então não era difícil encontrar barcos passando. Ele deveria ter ido para mais longe. Ele desceu para as rochas abaixo e ferveu água em um fogareiro descartável, abrindo um copo de macarrão instantâneo. Comer macarrão instantâneo pelo segundo dia consecutivo estava ficando entediante. Ele queria comer o café da manhã preparado pelo chef da casa.

Ja-kyung despejou água fervente no copo de ramen e esperou que cozinhasse. Ele não tinha dormido direito na noite anterior e, agora, o sono caía sobre ele. Ele precisava comer e tirar uma soneca. Ele bocejou e se espreguiçou, mas, ao longe, notou um barco passando em uma velocidade muito alta. A maneira como ele se movia pela água o fazia temer que pudesse virar. Quem quer que estivesse pilotando tinha habilidades terríveis.

Conforme o barco se aproximava, ele notou que estava virando em sua direção. Ja-kyung, que estava prestes a abrir a tampa do copo de ramen, sentiu uma sensação de perigo e levantou-se. Ele tirou binóculos de dentro da barraca e franziu a testa. O homem ao volante estava vestido com um terno preto.

O maluco que aparecera no ano passado em um helicóptero e disparara tiros estava agora chegando de barco. Ele esperava essa visita, mas não em apenas dois dias… Nesse nível, Ja-kyung se perguntava se Il-hyeon poderia ter plantado um rastreador em seu corpo.

Ja-kyung baixou os binóculos, puxou uma espingarda de dentro da barraca e carregou as balas, por precaução. Ele a trouxera caso precisasse caçar, mas não esperava usá-la assim. Ele mirou e puxou o gatilho, mas a bala apenas raspou a lateral do barco.

Ignorando o tiro de aviso, Il-hyeon acenou com a mão para fora do barco. Ja-kyung considerou pular na água para escapar, mas a ilha era pequena e não havia lugar adequado para correr. No fim, ele baixou a arma e sentou-se novamente diante do ramen. Ele mexeu no macarrão murcho com os pauzinhos; o som de um motor aproximou-se e, depois de um tempo, ouviu passos.

— Você fugiu até aqui, apenas para acabar neste lugar? Deveria ter ido para um lugar mais legal. Que decepcionante.

Slurp. Fingindo não ouvir, Ja-kyung continuou comendo seu ramen até que Il-hyeon retirou o copo e os pauzinhos. Enquanto ele o encarava, Il-hyeon sorriu ao limpar o caldo do ramen da boca de Ja-kyung com a mão.

— Seu rosto está maduro. Está vermelho.

Ja-kyung arrebatou seu ramen de volta e começou a comer.

— Você não vai falar comigo?

Ja-kyung apenas comia seu ramen com a boca cheia, e Il-hyeon inclinou a cabeça, olhando para ele.

— Então esperarei aqui até que você queira conversar, que tal?

Il-hyeon tirou o paletó, estendeu-o na areia e deitou-se. Ah, que bom. O sol estava escaldante e era um dia perfeito para morrer queimado. Ja-kyung terminou de comer seu ramen, bebeu um pouco de água e subiu na rocha. Estava silencioso atrás dele. Quando olhou para trás, Il-hyeon estava deitado com os dois braços atrás da cabeça e os olhos fechados.

Enquanto Ja-kyung olhava de volta para o mar, uma voz chegou aos seus ouvidos.

— Jang Tae-ho quer conhecer você. Ele quer solicitar uma investigação pessoal.

As mãos de Ja-kyung, que enrolavam a linha de pesca, pararam.

— Os resultados dos testes dele provavelmente não serão diferentes.

Ja-kyung olhou para trás. Il-hyeon já havia se aproximado dele. Ele subiu até onde Ja-kyung segurava a vara de pesca e a pegou. Após verificar o anzol e abrir a caixa de iscas, ele tirou uma minhoca.

Prendendo habilmente a minhoca no anzol, ele a entregou de volta a Ja-kyung. Ja-kyung percebeu tardiamente que havia prendido a isca de forma errada. Ele arremessou a vara de pesca para longe. As ondas estavam calmas. Ambos encararam silenciosamente o ponto onde o anzol havia caído.

— Antes de tudo, sinto muito.

Com o passar do tempo, Il-hyeon foi o primeiro a falar.

— …

— Naquele dia, eu não fui sincero quando te pedi desculpas.

Ja-kyung, que estivera encarando o mar, virou-se para olhar para Il-hyeon. Il-hyeon ainda olhava para além do mar.

— Eu não quero que seus afetos fluam nem um pouco para os outros. Não quero compartilhá-los, seja com a família ou com qualquer outra pessoa.

— …

— Achei que, por causa do aparecimento repentino do seu irmão, você pudesse hesitar ou se afastar de mim. Então pensei que seria melhor matá-lo.

— …

— Eu só considerei minha própria posição. Mas você pode ser diferente. Convenci-me de que, se eu preenchesse suas feridas, seria o suficiente.

Seu olhar afiado finalmente encontrou o de Ja-kyung, carregando várias emoções.

— Sinto muito por ser uma pessoa que te ama assim.

A linha esticou.

— Não farei isso de novo. Por favor, me perdoe.

Ja-kyung recolheu silenciosamente a linha de pesca. A vara de pesca curvou-se como um arco e um peixe revelou-se acima da água. Surpreso com seu tamanho considerável, Ja-kyung pegou o peixe e removeu cuidadosamente o anzol de sua boca. Ele continuou se debatendo energicamente, recusando-se a parar.

Depois de jogar o peixe fisgado de volta ao mar, Ja-kyung limpou as mãos e levantou-se.

— Estou indo.

Ja-kyung estendeu a mão quando Il-hyeon pareceu chateado, pensando que ele pretendia ir sozinho.

— Vamos para casa.

Os olhos de Il-hyeon arregalaram-se levemente.

— Você está falando sério?

— Depois de comer apenas macarrão instantâneo por dois dias, estou morrendo de fome. Quero ir para casa, tomar um banho e dormir confortavelmente.

Sentindo-se tocado, Il-hyeon tentou abraçá-lo, mas Ja-kyung deu um passo para trás. As sobrancelhas de Il-hyeon se franziram com um toque de decepção.

— Você diz que me perdoa.

— Mas um abraço não é necessário assim que fazemos as pazes, é?

Il-hyeon pareceu um pouco chateado, mas então seus olhos brilharam. — Feche os olhos por um momento. Tenho algo para você. — Ja-kyung olhou para trás dele. Quando Il-hyeon desceu do barco, Ja-kyung notou que ele estava de mãos vazias. Enquanto Ja-kyung o olhava com desconfiança, Il-hyeon insistiu para que ele fechasse os olhos agora. Ja-kyung fechou os olhos por um momento antes de Il-hyeon pegar sua mão e guiá-lo.

Ziiic. Suas bochechas tremeram com o som familiar. O quê. Não pode ser. Mas no momento em que tocou, ele abriu bem os olhos. Sua mão havia deslizado de alguma forma para dentro das calças de Il-hyeon. E não apenas isso, estava em um lugar inacreditável.

Surpreso, Ja-kyung rapidamente afastou a mão do pau liso dele.

— O-o que você está fazendo?

— O presente de reconciliação. Você gostou?

Incapaz de encontrar palavras, Ja-kyung encarou-o com descrença.

— P*rra. Está doendo pra caramba. Vamos não fazer isso da próxima vez.

— Gostaria de tocar mais? — Il-hyeon estendeu a mão para a dele, mas Ja-kyung o empurrou, sentindo-se enojado. Então, Il-hyeon fechou o zíper da calça e colocou o braço em volta do pescoço de Ja-kyung. E sussurrou em seu ouvido: — Ouvi dizer que tanto se masturbar quanto fazer sexo depois de uma briga é incrível. — Estava tão perto que seus lábios estavam prestes a tocar as orelhas de Ja-kyung.

— Tão barulhento. — Il-hyeon persistiu apesar de ser empurrado e continuou a dizer obscenidades. O corpo de Il-hyeon inclinou-se para trás quando Ja-kyung empurrou seus ombros dizendo para ele parar. Ambos escorregaram e caíram sob a rocha quando Ja-kyung tentou empurrá-lo. Splash! Eles mergulharam na água e rapidamente tiraram os rostos para fora.

O rosto molhado de Kang Il-hyeon brilhava sob o sol. Ele riu abertamente e Ja-kyung não pôde deixar de cair na gargalhada também.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer

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