Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) – Capítulo 122 Online


Modo Claro

↫─Things That Deserve To Die ⚝ 122

— Wei, espere. Wei. — Ja-kyung tirou uma arma calibre 38 do peito de Wang Han em um instante e caminhou em direção à entrada do contêiner. — Aja com racionalidade. Se você atirar no CEO Kang agora, vai se arrepender depois. — Wang Han segurou o braço de Ja-kyung, mas ele se desvencilhou facilmente e guardou a arma atrás das costas.

Os subordinados à frente foram os primeiros a notar a presença de Ja-kyung. Eles o cumprimentaram casualmente e abriram caminho para que ele entrasse. Parecia que presumiram que ele tinha um compromisso com Kang Il-hyeon.

Quando a pesada porta de ferro se abriu, todos os olhares se concentraram nela. Sob uma luz pequena, Kang Il-hyeon estava de pé, de costas, e à frente dele, Jang Tae-ho estava sentado com os braços e pernas amarrados. Um pouco mais longe estavam Park Tae-soo e outros capangas.

A expressão de Kang Il-hyeon endureceu ao se virar para olhar para Ja-kyung. Wang Han e Wang Lun, que vinham logo atrás, cumprimentaram em seu nome e forçaram um sorriso estranho. Ja-kyung deu passos confiantes à frente e lançou um olhar indiferente para o Promotor Jang, que estava amarrado à cadeira e inconsciente.

Kang Il-hyeon bloqueou o caminho de Ja-kyung.

— Isso é inesperado. O que você está fazendo aqui?

Mesmo tendo aparecido de repente, Kang Il-hyeon não perdeu a compostura. Ja-kyung sentiu raiva de sua audácia, mas também se perguntou por que ele foi a tais extremos. Se o homem à sua frente era realmente seu próprio sangue, então por que ele…?

— Não vim porque tinha algo a ver com você.

— Então.

— Jang Tae-ho entrou na minha casa sem permissão.

— E daí.

— Eu vou matá-lo.

Ja-kyung tirou a arma de trás das costas.

— CEO Kang, saia do caminho.

Il-hyeon assentiu levemente e deu um passo para o lado. Jang Tae-ho, que estava com a cabeça baixa, lentamente olhou para cima. Sua boca estava selada com fita adesiva, e seus olhos pareciam nublados, como se não conseguisse reconhecer a pessoa à sua frente.

Ja-kyung puxou o cão do seu revólver. O cilindro clicou. O cano prateado da arma foi apontado precisamente para o coração do homem. Enquanto Il-hyeon se afastava, apoiando-se no próprio braço, ele observava a cena com uma expressão relaxada.

— Vá em frente, atire. Quero ver suas habilidades depois de tanto tempo.

Enquanto Wang Lun tentava impedi-lo por trás, Wang Han segurou seu ombro, dizendo para deixar a decisão para Ja-kyung. O dedo de Ja-kyung no gatilho nem sequer tremeu. Il-hyeon não perdeu o movimento e o observou de perto. Ja-kyung apertou o cabo com força. Justo quando estava prestes a puxar o gatilho, Il-hyeon segurou o braço de Ja-kyung e o ergueu para cima.

BANG — O tiro abriu um buraco no teto do contêiner. Um silêncio instantâneo preencheu o ar. Ja-kyung removeu a mão de Kang Il-hyeon de seu braço e o encarou friamente.

— CEO Kang, você não tem nada a me dizer?

Ja-kyung não perguntou por que Il-hyeon estava interferindo, mas sim se ele tinha algo a dizer. Enquanto isso, ele preparava o próximo tiro com a mão. A expressão de Il-hyeon tornou-se fria. Ele tinha certeza de que Ja-kyung sabia de tudo e viera à sua procura. Como ele descobriu não importava. Ele estava apenas curioso sobre o motivo pelo qual Ja-kyung, que supostamente era sua única família restante, estava tentando atirar nele.

— Não sei o que você quer dizer.

Clique, clique, o cilindro gira novamente, e Ja-kyung estendeu o braço. Jang Tae-ho levantou a cabeça com dificuldade. Memórias da foto de família que ele vira na casa dele brilharam em sua mente. Ele é realmente meu irmão mais velho? Se for, por que não o reconheci? No fim, a família se torna significativa quando se passa tempo junto, como Wang Han e Wang Lun.

Enquanto tentava suprimir os pensamentos que surgiam, Il-hyeon bloqueou seu caminho e olhou para ele atentamente.

— Querido, você já sabia?

Ja-kyung olhou para Il-hyeon ferozmente.

— O quê.

— O homem na sua frente, ele é seu próprio irmão.

— E daí.

As sobrancelhas de Il-hyeon se contraíram ao ver a expressão indiferente de Ja-kyung. Ele teria se sentido menos irritado se Ja-kyung tivesse explodido de raiva. O estado de espírito do gato não estava nada bom.

Ja-kyung entregou a arma para Il-hyeon.

— Ou você quer atirar nele?

O olhar de Il-hyeon mudou para a arma e depois subiu. A expressão de Ja-kyung estava tão fria que parecia desconhecida. Il-hyeon de repente se perguntou se Ja-kyung estaria com aquela aparência quando atirou nele na cerimônia de posse dois anos atrás. Ao tocar a bochecha de Ja-kyung, dizendo para ele não ficar zangado, Ja-kyung mudou rapidamente a direção da arma e a desferiu.

Pá! O cabo da arma atingiu o queixo de Il-hyeon, e ele cambaleou para trás.

Quando Park Tae-soo e seus homens entraram em pânico e deram um passo à frente, Il-hyeon ergueu a mão para detê-los. Sangue escorria de seus lábios enquanto ele levantava a cabeça. Ele limpou o sangue com um lenço, depois vasculhou o interior da boca com a língua e cuspiu o restante do sangue no chão.

Então ele olhou tristemente para Ja-kyung.

— Você não precisa me bater, precisa?

Tunc, Ja-kyung jogou a arma que segurava para Kang Il-hyeon. Assim que a arma atingiu o chão, Ja-kyung se virou e foi embora. — Espere um momento. Pare. — Quando ele levantou o pé para persegui-lo, Ja-kyung se virou com uma expressão furiosa.

— P*rra! Você sabe o que realmente me deixa puto? Que você tentou matar o Jang Tae-ho? Não me faça rir. Uma família da qual eu nem me lembro, por que isso deveria importar para mim? Mas quer saber? Se for esse o caso, você deveria ter me contado antes. Você sabia de tudo e ainda enganou as pessoas como um maldito vigarista! Você até roubou minha escova de dentes!

— Não fique zangado. — Quando Il-hyeon tentou se aproximar, Ja-kyung ergueu a mão para alertá-lo.

— Não ouse chegar mais perto, p*rra! Eu vou realmente perder o controle!

Ja-kyung bufou e saiu do contêiner. Wang Han e Wang Lun, que estavam perplexos, seguiram-no às pressas. — Wei, espere. Vamos juntos. — Bang! Um tiro foi ouvido. Ja-kyung e os irmãos Wang pararam e olharam para trás. Bang, bang! Wang Han tentou se virar, mas Ja-kyung não deu atenção e continuou indo em direção a onde o carro estava estacionado.

Il-hyeon baixou a arma que havia apontado para o teto. Mais três marcas de bala apareceram ao lado daquela que Ja-kyung havia disparado antes. Ele contou as marcas em sua mente, mas Ja-kyung não voltou. Ah, ele inclinou a cabeça para trás e soltou um gemido e um suspiro. Merda. O gato está realmente furioso.

Il-hyeon olhou de volta para Jang Tae-ho, que estava caído impotente. Ele se aproximou e o fez olhar para cima. Ele ainda não havia recuperado os sentidos. Era um resultado natural porque ele estava bêbado no momento do sequestro e recebeu um anestésico. Il-hyeon soltou o rosto dele e olhou para Tae-soo.

— Tae-soo.

— Sim, senhor.

— Descubra se existe um hospital que apaga memórias através de hipnose.

Vendo a expressão confusa de Tae-soo, Il-hyeon fez um gesto de desdém. Ele ordenou que seus subordinados levassem Tae-ho de volta para casa e então saiu do contêiner. Tentou ligar para Ja-kyung, mas, como esperado, o telefone dele estava desligado. Depois disso, suspirou brevemente e ligou para Wang Han, mas aconteceu a mesma coisa. P*rra. Seus passos em direção ao carro aceleraram.

Il-hyeon saiu do banco do motorista e pegou um buquê de rosas vermelhas no banco do passageiro. Um beco alto se estendia à sua frente. Felizmente, Wang Han entrou em contato com ele nesse ínterim, após o desaparecimento de Ja-kyung. Ele disse que Ja-kyung estava zangado e fora para sua antiga casa. Ele estava realmente chateado, então, por favor, acalme-o.

Enquanto subia o beco, um grupo de baderneiros estava sentado, rindo e fumando. Ao reconhecerem Il-hyeon, eles rapidamente se espalharam como baratas para as casas próximas. Quanto mais ele se aproximava do lugar de Ja-kyung, mais lentos seus passos se tornavam.

As luzes estavam acesas, então Ja-kyung devia estar lá dentro. Il-hyeon olhou para a flor em sua mão uma vez, depois parou em silêncio diante do portão. Após bater, ele foi até a cerca e olhou para dentro. Ele considerou a possibilidade de Ja-kyung ter uma arma ou estar segurando uma faca, então se aproximou com cautela.

Ao contrário de suas expectativas, Ja-kyung estava sentado casualmente lá dentro. Apenas suas costas eram visíveis e, ao lado dele, latas de cerveja estavam espalhadas. Ele devia estar bebendo sozinho há algum tempo. Ja-kyung nem sequer conseguia lidar com álcool direito. Il-hyeon não sabia o que Ja-kyung estava olhando, mas ele estava curvado, observando algo no chão por um longo tempo. Intrigado, Il-hyeon esticou o pescoço para ver.

O que diabos você está olhando tão atentamente?

Depois de um tempo na mesma postura, Ja-kyung moveu o que quer que estivesse olhando para o lado. A expressão de Il-hyeon escureceu. Era o cartaz de desaparecido que ele recebera de Tae-soo alguns dias atrás. Ja-kyung tomou mais um gole de álcool e olhou para ele novamente.

Il-hyeon encostou-se na parede. Distraidamente, ele notou pequenas flores esmagadas sob seus pés. Eram as que ele havia plantado junto com Ja-kyung na primavera passada. Ele não fez de propósito. Depois de mover seu lugar para o lado, ele estava encarando as flores esmagadas quando seu telefone tocou dentro do paletó.

Maldição. Ele o tirou e apertou o botão de encerrar a chamada um pouco tarde demais.

Rangido — a porta bem fechada se abriu, e Lee Ja-kyung espiou pela fresta. Um silêncio constrangedor fluiu entre eles até que Il-hyeon sorriu carinhosamente, oferecendo o buquê de flores.

— Comprei flores para você.

Bang. A porta fechou novamente, e Il-hyeon fechou os olhos com força. Ele caminhou até a porta e bateu com força. — Pá, pá, Ja-kyung. Ei, Lee Ja-kyung. — Não houve som. Desta vez, ele foi até a janela gradeada e acenou com o buquê de flores. Mas algo passou zunindo acima de sua cabeça, e as pétalas das flores caíram no chão. Percebendo que o que passara voando fora uma faca, Il-hyeon rapidamente puxou a cabeça para trás.

— Querido, o que você está faz—

Zunido, algo voou em sua direção novamente. Ele conseguiu se esquivar rapidamente, mas a pedra do tamanho de um punho rolou para longe. Il-hyeon encostou-se na parede e gritou.

— Você vai realmente fazer isso?

Sem resposta. Soltando um suspiro, Il-hyeon sentou-se sob a janela. O buquê em sua mão virou uma bagunça. Ele nunca tinha deixado Ja-kyung tão zangado antes. Era frustrante, e ele não conseguia descobrir como acalmar sua raiva.

— Vou esperar aqui.

Ao redor da casa, o som dos grilos zumbia alto. Il-hyeon encostou-se na parede e olhou para o céu. O tempo estava bom, as estrelas estavam nítidas e a lua crescente era tão bonita quanto o sorriso de um gato. Ele falou em direção ao interior.

— Sinto muito, querido.

Silêncio.

— Não farei isso de novo.

Ainda em silêncio.

— Quer que eu entre e implore?

Lee Ja-kyung permaneceu em silêncio; em vez disso, apenas o cachorro na parte baixa da cidade latia intensamente.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Aqueles que Merecem Morrer (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um dia, Lee Ja-kyung, um assassino de aluguel que vivia na Tailândia, recebeu uma proposta de 5 milhões de dólares. O alvo era Kang Il-hyeon, um gângster que vivia na Coreia. Havia apenas uma condição.
No entanto, Kang Il-hyeon não era um adversário nada fácil. Pelo contrário, sua armadilha vai se fechando cada vez mais em torno de seu pescoço, e ele se vê encurralado…
Será que Ja-kyung conseguirá matá-lo e voltar em segurança? Ou ele morrerá assim mesmo, nas mãos de Kang Il-hyeon?
Nome alternativo: Things That Deserve To Die Aqueles Que Merecem Morrer

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